O sol da manhã iluminava as ruas tranquilas de Rachel quando Tsubaki, Seraphin e Ethan se reuniram no quarto secreto. A noite anterior havia sido de descanso e reflexão, mas agora eles estavam prontos para uma nova aventura.
— Estava pensando... — Começou Tsubaki, enquanto olhava pela pequena janela do quarto. — Que tal explorarmos uma caverna que fica nas redondezas? Ouvi dizer que era uma mina antiga. Pode ser interessante.
Ethan arqueou uma sobrancelha, intrigado. — Uma mina? Nunca fui em uma antes, mas parece legal.
Seraphin olhou para o colar em seu pescoço, sentindo uma estranha conexão com a ideia. — Vamos. Sinto que precisamos ir até lá.
Decididos, os três desceram até a garagem da casa de Tsubaki, onde ele revelou três bicicletas empoeiradas. Após uma rápida inspeção, as bicicletas ainda estavam em boas condições.
— Esses velhos pedaços de metal ainda vão aguentar mais uma aventura, — Brincou Tsubaki, sorrindo enquanto limpava o guidão da sua bicicleta.
Eles pegaram algumas lanternas, se certificaram de que tinham tudo o que precisavam, e partiram pedalando pelas ruas de Rachel, em direção à caverna. A estrada era tranquila, e conforme avançavam, as construções urbanas davam lugar a uma paisagem mais rústica, com árvores altas e uma estrada de terra.
Depois de algum tempo, finalmente chegaram à entrada da caverna. As bicicletas foram deixadas de lado, encostadas em um tronco velho. Diante deles, uma abertura escura e intimidante os convidava a entrar.
— Parece mais assustador do que eu imaginei. — Disse Seraphin, apertando o colar ao redor do pescoço.
Tsubaki ligou sua lanterna e deu um passo à frente. — É agora ou nunca.
O grupo entrou na caverna, iluminando o caminho à frente com suas lanternas. As paredes de pedra eram úmidas e o ar estava pesado, com um cheiro de terra antiga. Quanto mais eles avançavam, mais os sons do exterior desapareciam, deixando apenas o eco de seus passos e o som distante de água gotejando.
A caverna, que era uma mina, dividia-se em múltiplos túneis. Tsubaki liderava o grupo, mas a sensação de desorientação logo tomou conta deles. As passagens se entrelaçavam como um labirinto sem fim.
— Isso está começando a ficar estranho, —Murmurou Ethan, olhando ao redor, inquieto.
De repente, a lanterna de Seraphin piscou, e ela viu algo à frente — Uma sombra se movendo rapidamente. Ela piscou os olhos, tentando se concentrar, mas a figura desapareceu tão rápido quanto apareceu.
— Alguém viu isso? — Perguntou, a voz tremendo levemente.
Tsubaki virou-se para ela, preocupado. — O que foi?
— Eu... Eu vi algo. Não sei o que era, mas...
Antes que pudesse terminar, a lanterna de Tsubaki também falhou por um segundo. E então ele viu: um rosto familiar, porém distorcido, gritando silenciosamente, como se estivesse preso do outro lado de uma parede invisível.
— Ethan, você está vendo isso? — Perguntou Tsubaki, apontando para o vazio à frente.
Ethan, agora suando frio, estava preso em sua própria visão. Para ele, o túnel havia se transformado em um corredor de espelhos, cada um refletindo uma versão aterrorizante dele mesmo, distorcida e grotesca. Ele se virou bruscamente, mas não havia escapatória — todas as saídas estavam bloqueadas por seus reflexos.
O pânico começava a tomar conta do grupo. Seraphin sentiu o colar em seu pescoço aquecer e, instintivamente, agarrou-o com força. De repente, a luz da lanterna estabilizou, e uma sensação de clareza tomou conta dela.
— A luz... — Sussurrou Seraphin, recordando as palavras enigmáticas que a sacerdotisa havia mencionado. — "A luz que queima é a mesma que revela. Quando a chama se acender, as sombras não terão onde se esconder."
Ela fechou os olhos e deixou o colar guiá-la. Seguindo seu instinto, Seraphin começou a andar, forçando Tsubaki e Ethan a segui-la, ainda presos em suas visões. O caminho que ela escolheu os levou de volta ao ponto onde haviam se perdido.
— Espera, onde estamos? — Perguntou Ethan, finalmente percebendo que as visões haviam desaparecido. — Como saímos dali?
Seraphin apontou para o colar. — Acho que ele nos guiou de volta.
Antes que pudessem discutir o que havia acabado de acontecer, algo chamou a atenção deles. No chão, um símbolo vermelho em forma de 'V' começava a brilhar intensamente. A luz vermelha pulsava, iluminando a caverna com uma intensidade assustadora.
— Isso não pode ser bom, — Murmurou Tsubaki, o coração acelerado.
Sem pensar duas vezes, os três saíram correndo na direção da saída. O chão começava a rachar sob seus pés, seguindo o rastro do símbolo brilhante. Eles correram o mais rápido que puderam, ignorando o cansaço, até que finalmente alcançaram a saída da caverna.
Lá fora, ofegantes e assustados, foram recebidos por uma figura imponente. Um homem de uniforme militar os observava com olhos desconfiados. Seu olhar se fixou no colar de Seraphin, e depois na entrada da caverna.
— Este lugar é restrito. — Disse o agente da Área 51, sua voz firme e autoritária. — Vocês não deveriam estar aqui.
Tsubaki tentou manter a compostura. — Desculpe, senhor. Nós não sabíamos.
O agente deu um passo à frente, os olhos ainda fixos em Seraphin. — Sugiro que vocês voltem para onde vieram. Não há nada aqui para vocês.
Ele os guiou para fora da área da mina, sem tirar os olhos do grupo, claramente desconfiado de algo. Quando finalmente se afastaram, o agente olhou para a caverna uma última vez, com um olhar pensativo, antes de desaparecer na escuridão.
Exaustos e confusos, os três amigos voltaram para suas bicicletas e começaram a pedalar de volta para casa, em silêncio. O que quer que tivessem visto na caverna, sabiam que aquilo era apenas o começo de algo muito maior e mais perigoso do que poderiam imaginar.
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Atualizado até capítulo 25
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