A Origem do Mistério.

Tsubaki caminhava rapidamente pelo bosque, o sol do meio-dia brilhando intensamente acima, mas isso não aliviava a sensação pesada que carregava no peito. O calor do dia não dissipava a raiva que crescia dentro dele, alimentada pela preocupação com Seraphin e pelas suspeitas que rondavam Ethan. Algo estava errado desde o momento em que encontraram aquele garoto.

Quando Tsubaki finalmente chegou à casa da árvore, sentiu um frio na espinha ao ver Ethan lá dentro, amarrado ao pilar de madeira. Suas roupas estavam diferentes, o que não fazia sentido, já que uns minutos antes ele estava perfeitamente arrumado. Seu olhar, porém, era de desespero.

— Tsubaki! — Ethan gritou, a voz rouca e desesperada. — A duplicata... Ela tomou meu lugar! Você precisa salvar Seraphin!

A confusão tomou conta de Tsubaki, mas ele não tinha tempo para dúvidas. Desamarrou Ethan rapidamente, seus olhos atentos a qualquer sinal de mentira, mas a urgência na voz do garoto era verdadeira.

— Duplicata? — Tsubaki perguntou, a raiva ainda presente em sua voz. — Que duplicata?

— Não sei como explicar! É como se fosse uma cópia minha, mas... sombria. — Ethan esfregou os pulsos, seu olhar nervoso. — Ela está com Seraphin agora. Não temos tempo!

Tsubaki não precisava ouvir mais. Ele correu de volta ao acampamento, Ethan logo atrás. O sol lançava sombras distorcidas através das árvores, e o som de seus passos ecoava entre os troncos. Cada batida de seus pés no chão acelerava o coração de Tsubaki, e ele só conseguia pensar em chegar até Seraphin antes que fosse tarde demais.

Quando chegaram ao acampamento, a visão à sua frente o fez congelar por um momento. Perto da margem do rio, a duplicata de Ethan segurava Seraphin sob a água. Ela lutava, mas a força daquela cópia parecia desumana, implacável. O sol refletia nas águas agitadas, criando brilhos cegantes, mas a visão era clara o suficiente para deixar Tsubaki aterrorizado.

— Seraphin! — Tsubaki gritou, e ambos, ele e Ethan, correram para o rio.

Ao tocarem a água, a duplicata desapareceu como uma miragem ao sol. Sem hesitar, Tsubaki mergulhou para puxar Seraphin para fora. Seu corpo estava mole e sem vida em seus braços, mas ele recusava-se a acreditar que era o fim. Com cuidado, ele a deitou na margem e começou a realizar manobras para reanimá-la, tentando afastar o pânico crescente dentro de si.

Enquanto isso, Seraphin estava longe daquele mundo. No vazio, o tempo não existia, e tudo era uma escuridão acolhedora, quase confortável. Ela sentia uma paz estranha, algo que nunca havia experimentado antes. Mas logo, uma presença familiar apareceu ao seu lado: sua tia.

— Seraphin... — A voz de sua tia era suave, como o sussurro do vento. — Ainda não é a sua hora. Há muito mais para você fazer.

Seraphin tentou alcançar sua tia, mas havia uma escuridão crescente ao redor delas. O sorriso da tia desvaneceu-se, e sua expressão tornou-se séria.

— O mago negro do vazio está à espreita — avisou sua tia, a voz firme. — Você não pode permanecer aqui se eu não estiver. Se morrer no vazio, você morre na vida real.

O vazio começou a tremer, como se estivesse tentando puxá-la para baixo. Seraphin lutou, tentando se lembrar das palavras de sua tia, mas o vazio parecia insaciável.

De volta ao acampamento, Tsubaki sentiu o corpo de Seraphin se contrair. Ela tossiu, engasgando com a água em seus pulmões, e finalmente abriu os olhos, voltando à realidade. Ele a segurou firme, um misto de alívio e medo percorrendo seu corpo enquanto ela recuperava o fôlego.

Mas algo ainda estava errado. Ao longe, Tsubaki percebeu que o bosque ao redor parecia mais escuro, mesmo sob o sol. E havia uma sensação, uma presença, que não os deixava em paz.

— Precisamos descobrir o que está acontecendo — ele murmurou, com os olhos fixos nas sombras das árvores.

E, do meio da mata, ele sabia que algo os observava, aguardando o próximo movimento.

Enquanto o sol se inclinava para o horizonte, Tsubaki, Seraphin e Ethan, ainda abalados pelos eventos recentes, decidiram retornar à casa da avó de Tsubaki. Eles pegaram um táxi, que os levou rapidamente até o endereço familiar. A viagem foi silenciosa, a tensão ainda palpável entre eles.

Ao chegar, a avó de Tsubaki não estava em casa, o que permitiu que eles ficassem mais à vontade. Tsubaki se dirigiu ao telefone para informar sua mãe sobre o retorno, enquanto Seraphin e Ethan se preparavam para trocar de roupas. Ethan, após um banho rápido, vestiu algumas das roupas de Tsubaki, que foram deixadas disponíveis para ele.

O grupo então se reuniu na sala de estar, onde Tsubaki pegou papel e caneta, e eles partiram para a biblioteca local. O ambiente da biblioteca oferecia uma mudança de cenário bem-vinda, embora o foco estivesse na busca por informações cruciais. Chegando lá, eles se dirigiram à seção de jornais antigos, vasculhando os arquivos em busca de qualquer coisa relevante sobre aparições de extraterrestres ou eventos ligados à Área 51.

Sentados ao redor de uma mesa, com pilhas de jornais ao redor, o grupo se dedicou à tarefa. As horas passaram enquanto eles folheavam as páginas amareladas, lendo artigos sobre eventos inexplicáveis e avistamentos misteriosos. A busca parecia infrutífera até que, por volta do início da tarde, um artigo chamou a atenção de Seraphin.

"Olhem para isso," ela disse, apontando para uma manchete que destacava um avistamento de luzes inexplicáveis na mesma área onde Seraphin havia caído do céu. O artigo relatava um evento ocorrido anos antes, onde uma luz intensa foi vista na floresta próxima, o mesmo lugar onde Ethan havia visto a luz e onde tudo começou.

Tsubaki e Ethan se inclinaram para ler o artigo. Os detalhes eram vagos, mas mencionavam uma série de eventos estranhos e avistamentos naquela região, exatamente onde a queda de Seraphin havia ocorrido. A conexão era clara e inquietante.

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