capitulo 15

Mirella tomava sol no jardim, agora morava em uma mansão linda repleta de quartos e empregados dos quais nem mesmo havia decorado o nome, Rafaela sua irmã mais velha era uma mulher bem sucedida, além da fortuna que havia herdado da mãe ganhará muito dinheiro exercendo a profissão de advogada nos Emirados árabes, Mirella já estava em Nova Iorque a pouco mais de seis meses, sob o olhar zeloso e atento da irmã havia voltado a estudar, começaria em poucos dias a faculdade de Literatura que queria e aos poucos começava a esquecer o passado doloroso vivido ao lado de Lúcio.

Mirella as vezes pensava em Odin, era difícil se esquecer da intensidade de um homem como ele, a pele se arrepiava e uma sensação agoniante de estar incendiando de dentro para fora lhe consumia.

MIRELLA NARRANDO.

Entro em casa na intenção de tomar um banho quente, o cloro da piscina deixa os meus cabelos espigados e Rafaela costuma pegar no meu pé, odeia quando não estou apresentável o suficiente, quando não estou vestida de forma apropriada, é como uma mãe preocupada e superprotetora.

Passo pela sala enrolado em uma canga, estou descalça e molhada, ela me olha com um sorriso no rosto.

— Mi, ainda não está pronta?

Olha no relógio.

— Mercedes.

Grita a governanta que corre até ela.

— Dei ordens de que preparasse Mirella para o jantar na casa de Alonso, vamos nos atrasar.

Me olha.

— Suba mocinha, vista o vestido que comprei, pentei os cabelos e nada de maquiagem forte.

— Pode não me tratar como uma criança? Rafaela eu faço 18 anos em três meses.

Ela sorri.

— Farei quarenta em seis, ainda assim não faço o que quero.

— Não gosto daquele cara, ele te olha estranho, a filha é esnobe e soberba.

Cruzo os braços frente ao corpo e ela replica o gesto.

— São atitudes como essas que não me permitem lhe tratar como adulta, ande, suba e faça o que mandei.

Arfo e ela rosna de volta.

— Há deixo de castigo Mirella.

Entro no quarto batendo a porta, me sento na cama encarando em silêncio o vestido espalhafatoso e caro escolhido por Rafaela, tomo banho, lavo os cabelos,o seco prendendo de um jeito despojado e visto a roupa que mais parece um bolo de aniversário.

— Deus Rafaela.

Resmungo descendo as escadas.

— Hô, está lindíssima Mi.

A encaro perplexa, olho para o vestido depois para ela.

— É sério? Rafa, pareço uma bocó vestida assim.

Ela sorri, me pega pela mão.

— Não diga asneiras, está perfeita.

Praticamente me arrasta para o carro, o caminho feito a casa de Alonso é rápido, Rafaela conversa ao telefone com um velho amigo do "Cairo" enquanto eu assisto pelos vidros da janela se aproximar mais uma noite de exposição e vergonha desnecessária, amo minha irmã mais essa gente que a cerca é completamente intragável.

— My life.

Alonso diz assim que cruzamos a porta.

— Deus, disse que seria apenas uma recepção simples.

A casa está lotada.

— Você merece o melhor querida, quero que todos saibam que aceitou ser minha esposa.

Rafaela me olha, a encaro em silêncio.

— Hô, não havia contado a ela?

Ele se aproxima, Alonso tem em sua face uma expressão debochada e rude.

— Seremos da mesma família agora anjo, se mudam amanhã para essa casa.

Reviro meus olhos, sou incapaz de esconder minha decepção e desapontamento, Ele sai nos deixando a sós.

— Quando iria me contar?

Digo a Rafaela.

— Eu, eu iria esperar até a hora do jantar, achei que seríamos apenas nos e a Samy.

Me afasto.

— Vai se casar com esse homem, me colocará na rua antes ou depois da cerimônia?

— Não seja injusta.

Ela aperta forte meu braço.

— Sabe que eu jamais te abandonaria, Alonso é um bom homem, me entende, aceita o fato de...

— De não amá-lo? Se não o ama, porque se casar?

— Já chega Mirella.

Ela resmunga, sorri ao ver que a atenção de todos está sobre nós, saio do salão em direção ao jardim, toda essa maldita hipocrisia me sufoca.

— Olha quem veio.

— Droga.

Arfo de volta, Samya e sua gangue de delinquentes juvenis me encaram.

— A nossa noviça rebelde.

Tenho vontade de arrancar de seu belo rosto seus olhos odiosos.

— Não enche tá bom? Não estou para gracinhas hoje.

Caio se levanta da roda em que estão, caminha até mim.

— Não dê ouvidos a ela.

Me beija.

— A Samy adora implicar.

Reviro meus olhos e ele me abraça, Samya me estende uma bebida.

— Não obrigada.

Viro de costas e ela gargalha.

— Hô, esqueci que a insuportável da Rafaela não deixa.

Quero agarra-la, Caio me segura.

— Não fale assim da minha irmã, megera, nojenta.

Sou tirada do chão enquanto ela e suas amigas terríveis tiram sarro da minha cara, Caio me encara.

— Vai arranjar problemas se cair na provocação dela, a casa está cheia Mirella, a noite é importante para o senhor Alonso e sua irmã.

— Sabia?

O olho chateada, eu e Caio estamos saindo a dois meses e ele me esconde algo tão sério?

— Não do jeito que imagina, mamãe me contou antes de virmos para cá.

Toca meu rosto.

— Olha, está nervosa.

— Acha que eu não deveria estar?

— Vou buscar uma bebida Mirella, não adianta surtar.

Me beija e logo em seguida sai.

— Merda, merda de vida.

Grito alto me sentando à beira da fonte, me distraio por um tempo quando pelo reflexo vejo a sombra do que acredito ser Caio se aproximar

— Desculpa, não deveria ter gritado.

Digo encarando a água sem qualquer resposta.

— Voltou rápido.

Me viro para encara-lo e quase caio dentro da fonte.

— Acha mesmo Mirella? Que eu voltei rápido? Para mim foi a porr@ de uma eternidade.

— Odin?

Tento correr e sua mão me agarra, me escara profundamente nos olhos lambendo de um jeito sexy os lábios.

— Se divertiu sem mim criança? Conte ao seu dono, o quanto foi levada?

— Odin, Odin me larga.

— Está com medo?

Ele sorri.

— Deveria ter tido medo antes de fugir Mirella, de dar a outro o que me vendeu de bom grado, quer que eu arranque agora ou depois a língua daquele moleque com quem estava agarrada?

— Mirella ...

Ouço a voz de Rafaela me chamar.

— É minha irmã, deixe-me ir.

Odin me olha profundamente nos olhos, dos pés a cabeça depois me solta, vejo tanto ódio em seu rosto, tanto ciúmes e posse que nem precisa dizer nada, se afasta, corro para dentro da casa.

— Mirella, onde estava?

Rafaela me fita assustada, ofego olhando para trás, elétrica, desesperada.

— No jardim.

— Venha.

Arruma meus cabelos.

— Alonso quer apresenta-la aos novos seguranças, pelo que soube o chefe deles ira cuidar pessoalmente de você e Samya, é uma presença ilustre ou ele não estaria o tratando com tanta pompa e circunstância, pelo que me disse o tal homem não faz esse tipo de trabalho, abriu uma exceção a pedido de Alonso.

A sigo esperançosa se esse segurança é assim tão bom certamente será o suficiente para deixar Odin afastado, A sigo ainda olhando assustada para os lados.

— Mirella.

Alonso toca meu braço, eu o encaro.

— Quero que conheça Espectro, o novo segurança da casa.

— É um prazer senhorita.

Odin sorri de forma descarada, maldito cafajeste, dessa vez estou realmente encrencada.

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Comments

Alessandra Almeida

Alessandra Almeida

Ahhhh o Odin não vai gostar nadinha de saber disso😬😬😬

2024-11-26

1

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

Acho que vai ser msis um tarado na tua vida!

2025-01-27

0

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

credo, a mulher é rica advogada e não tem senso

2025-01-27

0

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