Mirella tomava sol no jardim, agora morava em uma mansão linda repleta de quartos e empregados dos quais nem mesmo havia decorado o nome, Rafaela sua irmã mais velha era uma mulher bem sucedida, além da fortuna que havia herdado da mãe ganhará muito dinheiro exercendo a profissão de advogada nos Emirados árabes, Mirella já estava em Nova Iorque a pouco mais de seis meses, sob o olhar zeloso e atento da irmã havia voltado a estudar, começaria em poucos dias a faculdade de Literatura que queria e aos poucos começava a esquecer o passado doloroso vivido ao lado de Lúcio.
Mirella as vezes pensava em Odin, era difícil se esquecer da intensidade de um homem como ele, a pele se arrepiava e uma sensação agoniante de estar incendiando de dentro para fora lhe consumia.
MIRELLA NARRANDO.
Entro em casa na intenção de tomar um banho quente, o cloro da piscina deixa os meus cabelos espigados e Rafaela costuma pegar no meu pé, odeia quando não estou apresentável o suficiente, quando não estou vestida de forma apropriada, é como uma mãe preocupada e superprotetora.
Passo pela sala enrolado em uma canga, estou descalça e molhada, ela me olha com um sorriso no rosto.
— Mi, ainda não está pronta?
Olha no relógio.
— Mercedes.
Grita a governanta que corre até ela.
— Dei ordens de que preparasse Mirella para o jantar na casa de Alonso, vamos nos atrasar.
Me olha.
— Suba mocinha, vista o vestido que comprei, pentei os cabelos e nada de maquiagem forte.
— Pode não me tratar como uma criança? Rafaela eu faço 18 anos em três meses.
Ela sorri.
— Farei quarenta em seis, ainda assim não faço o que quero.
— Não gosto daquele cara, ele te olha estranho, a filha é esnobe e soberba.
Cruzo os braços frente ao corpo e ela replica o gesto.
— São atitudes como essas que não me permitem lhe tratar como adulta, ande, suba e faça o que mandei.
Arfo e ela rosna de volta.
— Há deixo de castigo Mirella.
Entro no quarto batendo a porta, me sento na cama encarando em silêncio o vestido espalhafatoso e caro escolhido por Rafaela, tomo banho, lavo os cabelos,o seco prendendo de um jeito despojado e visto a roupa que mais parece um bolo de aniversário.
— Deus Rafaela.
Resmungo descendo as escadas.
— Hô, está lindíssima Mi.
A encaro perplexa, olho para o vestido depois para ela.
— É sério? Rafa, pareço uma bocó vestida assim.
Ela sorri, me pega pela mão.
— Não diga asneiras, está perfeita.
Praticamente me arrasta para o carro, o caminho feito a casa de Alonso é rápido, Rafaela conversa ao telefone com um velho amigo do "Cairo" enquanto eu assisto pelos vidros da janela se aproximar mais uma noite de exposição e vergonha desnecessária, amo minha irmã mais essa gente que a cerca é completamente intragável.
— My life.
Alonso diz assim que cruzamos a porta.
— Deus, disse que seria apenas uma recepção simples.
A casa está lotada.
— Você merece o melhor querida, quero que todos saibam que aceitou ser minha esposa.
Rafaela me olha, a encaro em silêncio.
— Hô, não havia contado a ela?
Ele se aproxima, Alonso tem em sua face uma expressão debochada e rude.
— Seremos da mesma família agora anjo, se mudam amanhã para essa casa.
Reviro meus olhos, sou incapaz de esconder minha decepção e desapontamento, Ele sai nos deixando a sós.
— Quando iria me contar?
Digo a Rafaela.
— Eu, eu iria esperar até a hora do jantar, achei que seríamos apenas nos e a Samy.
Me afasto.
— Vai se casar com esse homem, me colocará na rua antes ou depois da cerimônia?
— Não seja injusta.
Ela aperta forte meu braço.
— Sabe que eu jamais te abandonaria, Alonso é um bom homem, me entende, aceita o fato de...
— De não amá-lo? Se não o ama, porque se casar?
— Já chega Mirella.
Ela resmunga, sorri ao ver que a atenção de todos está sobre nós, saio do salão em direção ao jardim, toda essa maldita hipocrisia me sufoca.
— Olha quem veio.
— Droga.
Arfo de volta, Samya e sua gangue de delinquentes juvenis me encaram.
— A nossa noviça rebelde.
Tenho vontade de arrancar de seu belo rosto seus olhos odiosos.
— Não enche tá bom? Não estou para gracinhas hoje.
Caio se levanta da roda em que estão, caminha até mim.
— Não dê ouvidos a ela.
Me beija.
— A Samy adora implicar.
Reviro meus olhos e ele me abraça, Samya me estende uma bebida.
— Não obrigada.
Viro de costas e ela gargalha.
— Hô, esqueci que a insuportável da Rafaela não deixa.
Quero agarra-la, Caio me segura.
— Não fale assim da minha irmã, megera, nojenta.
Sou tirada do chão enquanto ela e suas amigas terríveis tiram sarro da minha cara, Caio me encara.
— Vai arranjar problemas se cair na provocação dela, a casa está cheia Mirella, a noite é importante para o senhor Alonso e sua irmã.
— Sabia?
O olho chateada, eu e Caio estamos saindo a dois meses e ele me esconde algo tão sério?
— Não do jeito que imagina, mamãe me contou antes de virmos para cá.
Toca meu rosto.
— Olha, está nervosa.
— Acha que eu não deveria estar?
— Vou buscar uma bebida Mirella, não adianta surtar.
Me beija e logo em seguida sai.
— Merda, merda de vida.
Grito alto me sentando à beira da fonte, me distraio por um tempo quando pelo reflexo vejo a sombra do que acredito ser Caio se aproximar
— Desculpa, não deveria ter gritado.
Digo encarando a água sem qualquer resposta.
— Voltou rápido.
Me viro para encara-lo e quase caio dentro da fonte.
— Acha mesmo Mirella? Que eu voltei rápido? Para mim foi a porr@ de uma eternidade.
— Odin?
Tento correr e sua mão me agarra, me escara profundamente nos olhos lambendo de um jeito sexy os lábios.
— Se divertiu sem mim criança? Conte ao seu dono, o quanto foi levada?
— Odin, Odin me larga.
— Está com medo?
Ele sorri.
— Deveria ter tido medo antes de fugir Mirella, de dar a outro o que me vendeu de bom grado, quer que eu arranque agora ou depois a língua daquele moleque com quem estava agarrada?
— Mirella ...
Ouço a voz de Rafaela me chamar.
— É minha irmã, deixe-me ir.
Odin me olha profundamente nos olhos, dos pés a cabeça depois me solta, vejo tanto ódio em seu rosto, tanto ciúmes e posse que nem precisa dizer nada, se afasta, corro para dentro da casa.
— Mirella, onde estava?
Rafaela me fita assustada, ofego olhando para trás, elétrica, desesperada.
— No jardim.
— Venha.
Arruma meus cabelos.
— Alonso quer apresenta-la aos novos seguranças, pelo que soube o chefe deles ira cuidar pessoalmente de você e Samya, é uma presença ilustre ou ele não estaria o tratando com tanta pompa e circunstância, pelo que me disse o tal homem não faz esse tipo de trabalho, abriu uma exceção a pedido de Alonso.
A sigo esperançosa se esse segurança é assim tão bom certamente será o suficiente para deixar Odin afastado, A sigo ainda olhando assustada para os lados.
— Mirella.
Alonso toca meu braço, eu o encaro.
— Quero que conheça Espectro, o novo segurança da casa.
— É um prazer senhorita.
Odin sorri de forma descarada, maldito cafajeste, dessa vez estou realmente encrencada.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Alessandra Almeida
Ahhhh o Odin não vai gostar nadinha de saber disso😬😬😬
2024-11-26
1
Ivanilde T. Serra
Acho que vai ser msis um tarado na tua vida!
2025-01-27
0
Ivanilde T. Serra
credo, a mulher é rica advogada e não tem senso
2025-01-27
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