Capitulo 12

Mirella narrando.

O quão desesperada pode estar uma pessoa para se unir a um monstro? Bem, acho que quebrada o suficiente para sucumbir ao medo e a dor se afundando definitivamente na escuridão.

Chego a igreja ao lado de Odin e por mais que seu rosto de beleza admirável esteja sereno posso sentir em cada pequeno centímetro da minha alma a maldade emanar de dentro dele , dizem que Lúcifer era um anjo, um ser de luz que se corrompeu pela inveja e pela cobiça e isso o fez cair, olhando para Odin me pergunto o quão ruim deve ter sido sua vida para se tornar o que se tornou, é de longe o homem mais frio e sem escrúpulos que conheço e me assusta o fato de toda sua maldade não lhe permitir sentir o mínimo de remorso.

Todos os membros da cidade estão reunidos na paróquia para ouvir um sermão que será dado especialmente por Don Francisco, sentados nas primeiras fileiras os coronéis de Pienza que muitas vezes frequentaram minha casa, as freiras que regiam o orfanato Santa Catarina de Sena e mais da metade dos milionários próximos de Lúcio, todos tinham um respeito um tanto quanto doentio por ele e isso me assusta, é como se eu estivesse agora em um ninho de cobras.

— Tenho que resolver um assunto, não saia daqui está me ouvindo?

Odim anda de volta para o carro enquanto completamente confusa me sento no último banco no intuito de não ser vista, a missa já está quase no fim, minha presença não demora ser notada, assim que finaliza o sermão que falava do quanto a descrição era importante para termos um lar edificado pessoas andam até mim.

— Senhorita Grigio.

Irmã Fátima se aproxima, está em companhia de dois dos coronéis de Pienza, Santino e Matteize.

— Sentimos muito por sua perda.

Os olho em silêncio.

— Gostaríamos de ter esperado pela senhorita para que fosse feito o velório mais o estado dos corpos não nos permitiu.

Apenas assinto, sei bem que boa parte dessa pressa se deve ao fato de mamãe ter tido a cabeça aberta por Lúcio, Santino me observa por algum tempo quando segura bruscamente meu braço.

— Onde esteve todo esse tempo?

— Eu...eu..

— Acho que deveríamos conversar a sós, a polícia deseja vê-la então será importante acertamos alguns pontos.

— Senhor Santino.

Irmã Fátima grita enquanto ele me arrasta para os fundos da igreja.

— Por favor, por favor pare.

Suplico e ele sorri, me olha por um instante, todos reunidos dentro do templo parecem não se preocupar com meu desespero, enquanto ele me puxa para algo que parece ser uma casa paroquial consigo ouvir as vozes e o riso das pessoas.

— É mesmo uma coisinha linda.

Santino toca meu rosto, tento me desvencilhar de seu toque e nesse exato momento sou esbofeteada com força.

— Imunda desgraçada, vou dar a você o que o imprestável do seu padrasto não deu e que está louquinha para ganhar.

Me joga no chão se sentando sobre meu corpo, o vestido de botões que estou usando e rasgado ao ponto de saltarem.

— Delícia, uma boneca assim é o que desejo, não aquele pedaço de carne sem olhos gemendo de dor que Lúcio me deu.

Começo a chorar.

— Socorro.

Me debato enquanto ele beija meu rosto, meu pescoço, rasga meu sutiã.

— Odin.

Grito alto e ele me olha, conhece esse nome, não tenho dúvidas.

— O que disse?

Ele pergunta, antes que possa repetir o barulho das portas da igreja sendo fechadas ecooa alto, as risadas e burburinhos que só agora percebo terem sido silenciadas por um tempo, dão início a gritos e súplicas.

— O que é isso?

Rosna tentando correr mais tropeça nas calças que se embolam em seus tornozelos, a porta se abre.

— Saia.

Odin diz de um jeito frio, segura na mão um rifle de caça, sequer me olha, fecho o vestido como posso, quase nua por completo corro para dentro da igreja,a cena me faz ter a certeza de que eu realmente vendi minha alma ao diabo.

— Deus.

Sussurro baixinho ao ver que um verdadeiro massacre acaba de ser feito, os corpos de pelo menos cinquenta pessoas estão amontoados próximo a porta, o que parece o holocausto só não é mais assustador que o que está sobre o altar, Don Francisco, nú, pregado a cruz com as entranhas completamente expostas e com seu órgão genital na boca.

— Vamos?

Ouço a voz de Odin sussurrar em meu ouvido, me viro para olha-lo, sereno, calmo, dou um passo para trás vendo que em sua mão carregar a cabeça de Santino e em seu corpo o sangue daqueles que matou.

— Só me resta você, ho criança, outro teria pena, um cordeiro doce e inocente, nas mãos de um lobo masoquist@ e doente.

Sorri e minhas vistas se escurecem, apago.

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Comments

Alessandra Almeida

Alessandra Almeida

Parece até loucura o que vou dizer, , mas pra ser bem sincera, o diabo tem te salvado de alguns apuros ultimamente.

2024-11-26

1

Rita de cassia Batista da silva

Rita de cassia Batista da silva

Esse satã desse Don Francisco escondido por baixo de uma batina tinha que ter sido encaminha ao inferno à muito tempo!!!

2024-12-18

0

Adriacmacez

Adriacmacez

Até rimou kkkkkkkk
Vai ter mais versos da poesia meu querido Odin kkkkkkkkk 🫣🫣🫣

2024-12-21

1

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