Mirella está ensopada, tremendo enquanto chora.
— Padre...
Repete como em um mantra, seu desespero nem de longe me incomoda, eu seria completamente capaz de deixa-la morre de frio lá fora, toco a maçaneta pronto para abrir a porta, me intriga o fato de estar aqui, tão afastada de tudo nos aposentos de um padre.
— Graças a Deus.
Ela diz enquanto esfrega fortemente os braços, caminha até o sofá no meio da sala, tira os sapatos que calça e se encolhe próximo a lareira apagada, Mirella, a menina que só sei o nome por ter gritado aos quatro ventos enquanto esmurrava a porta me escara com os olhos repletos de lágrimas.
— Não tinha para onde ir, posso passar a noite padre?
A olho com curiosidade, pelo que disse não é primeira vez que dorme nesse casebre, estaria Edgar trep@ndo com essa fedelha? Talvez não seja tão ruim me passar por ele nessa cidade.
— Sim, é claro.
Ela sorri.
— Me empresta uma toalha?
Cruza os braços frente ao corpo, o vestido fino que está vestindo completamente colado a sua pele deixando a mostra suas curvas, o fato de que é uma mulher atraente é um ponto a ser considerado.
— Sabe onde elas ficam filha, sinta-se em casa.
Digo tentando me colocar o máximo possivel no personagem, essa merda vai ser difícil, seria como colocar uma batina no próprio diabo, Mirella anda até um dos comôdos do que acredito ser um quarto, sai dele com uma toalha branca nas mãos secando os cabelos, é uma delícia apesar da pouca idade, nada muito extravagante, peitos pequenos, curvas harmoniosas e uma bunda gostosa de mais para não ser admirada.
— É bom Te-lo de volta padre, mamãe disse que estava na África, que não voltaria mais a paróquia.
A olho com frieza, ninguém além da arquidiocese sabia dessa informação, como chegou tão rápido aos moradores da cidade?
— Tive que voltar a Itália por questões pessoais.
Me sento em uma poltrona próximo a lareira e ela me encara.
— Está diferente, não sei, misterioso, calado.
Tenho vontade de senta-la em meu colo e enterrar até às bolas do meu car@lh0 em sua boquinha curiosa.
— Meu irmão, faleceu, acabamos de enterra-lo.
— Odin? sinto muito.
Meus olhos se arregalam, essa menina e meu irmão eram definitivamente próximos.
— Ele era um homem ruim, perigoso, teve o fim esperado.
Mirella me olha com tristeza.
— Sinto muito, sei o quanto o amava.
Amar, amor, desconheço essa palavra.
— Não se preocupe comigo, eu e Odin nem mesmo éramos próximos, Mirella esfrega os braços.
— Com frio?
Ela assente, me levanto acendendo a lareira, ela se aproxima do fogo, as chamas ardentes só deixam ainda mais aparentes as curvas do corpo dela, o que posso fazer, não dá para ignorar o fato de que sou um ninfom@níac0 doente por sex0.
— Que tal procurarmos algo para vestir? Vai ficar doente se passar a noite assim toda molhada.
— Obrigada padre.
Ela se levanta, me segue pelo corredor parando diante de uma das pontas.
— Onde vai?
Pergunta quando eu passo direto.
— Me distrai.
Mirella sorri.
— É sempre tão engraçado.
Limpa o que parecem ser lágrimas de seus olhos.
— Espera.
Seguro seu braço quando tenta entrar no quarto.
— O que houve? Porque está chorando?
Ela geme baixinho, mesmo escuro posso perceber que a algo doloroso onde toco.
—Está machucada?
— Lúcio bebeu de novo padre, mamãe estava desmaiada pela quantidade de calmantes que havia tomado, dessa vez eu não pude impedir que ele entrasse no meu quarto.
Lúcio, é o nome na agenda escondida naquela caixa, Mirella me abraça, não retribuo o gesto, é tão estranho o contato humano vindo de um corpo que eu não tenha pago.
— Abusou de você?
Digo de forma mais rude do que esperava, ela me olha nos olhos.
— Não teve tempo, acertei ele com um vaso.
Mirella se afasta, me olha de um jeito estranho como se fosse perguntar algo mais é impedida por um estrondo alto que ecoou na sala.
— Mirella, Mirella.
— Meu Deus, é o Lúcio, ele veio me matar padre.
O pânico em seus olhos lembram o medo que enfeitaram os meus no passado.
— Mirella, sei que está aí, apareça.
A olho sem qualquer expressão e nesse momento ela chora
— Por Deus padre, não permita que Lúcio me leve.
Sussura baixinho e eu aponto o quarto.
— Não saia até que eu diga que é seguro.
Ela corre, tranca a porta enquanto eu caminhou até a sala, o homem gordo e grande parado bem no meio dela segura nas mãos uma espingarda cartucheira usada em caças.
— Você?
Ele pergunta visivelmente surpreso.
Odin Marion
— Boa noite meu filho, posso ajudá-lo.
Digo cordialmente mesmo ardendo de vontade de arrancar suas entranhas e empala-lo em uma estaca.
— Onde ela está?
— Não sei do que está falando.
Ele me agarra pela camisa, os botões na frente dela se abrem e o bafo ardido de álcool quase que me embriaga.
— Sei que ela veio para cá, minha enteada não conhece mais ninguém nessa cidade, estava aqui da última vez, e eu disse que não o queria perto dela.
Levo minha mão até seus pulsos onde aperto com força e seus dedos se abrem, ele me solta me encarando confuso.
— A vê em algum lugar?
Ele parece atordoado.
— Se não acredita, entre, procure por si mesmo.
Ele sai da minha frente, anda pela sala e depois toma os corredores que dão acesso ao quarto, quando toca a maçaneta da porta levo a mão a minha arma pronto para usá-la.
— Mirella.
Ele grita o lugar visivelmente vazio o irrita.
— Disse que não estava.
Ele esbarra em meu ombro, sai me deixando no quarto, me viro para segui-lo quando se abre um alçapão no teto.
— Psiu.
Ecooa pelo comôdo.
— Como subiu aí?
Pergunto sem entender nada.
— Horas, pela escada.
Ela diz olhando para algo atrás dela, balanço a cabeça em negação, definitivamente essa maluca vivia "La vida Louca" ao lado do meu irmão, fecho a porta voltando para sala.
— Escuta aqui padreco.
O tal Lúcio me encara, a vontade de arrancar sua cabeça só aumenta.
— Se a vir por aí, mande me avisar, Mirella é só uma menina, tem 17 anos e ainda não manda no próprio nariz.
— Claro, e no quê mais o senhor quer mandar? digo... além do nariz dela.
Ele se aproxima, fecho as mãos em punho e ele se afasta.
— Coronel Leon e os outros serão informados desse comentário.
— Posso repeti-lo na frente deles se achar apropriado.
Ele rosna.
— Sempre insubordinado, está avisado Edgar, não terá a mesma sorte que teve no passado.
Sai batendo a porta, chego a abrir novamente na intenção de alcança-lo, arrancar tudo que sabe quando me gritam do quarto.
— Padreeee.
— Porra
Digo alto, ando até o reservado abro a porta e do vão a pestinha com cara de anjo me encara.
— O senhor só me ensinou subir, como faço para descer?
Reviro os olhos, estendo os braços para ela que escorrega para mim, o vestido ainda molhado sobe se embolando quase que por completo em sua cintura.
— Padre.
Diz gaguejando baixinho.
— Pode soltar agora.
Meu olhar queima sobre ela e sua face ruboriza bruscamente, definitivamente vai ser um desafio ficar brincando de lobo em pele de cordeiro com essa ninfeta, me afasto e ela desce a roupa envergonhada, a pele branca coberta por uma calcinha branca de algodão, grande e sem qualquer sensualidade.
— Pode, pode me dar algo para vestir ?
Caminho até Mirella que se encosta contra o guarda roupa, me aproximo ficando frente a ela, abro a porta ao lado de seu rosto e seus olhos se fecham, Mirella lambe os lábios, e eu quero colocá-la de joelhos nesse exato momento, não seria algo ruim ve-la fazer suas orações engasgada com meu car@lh0, Tiro uma camisa branca de botões de dentro do móvel entregando a ela.
— Toma, vista-se filha, esperarei lá fora.
Ela assente, os enormes olhos me encaram confusos enquanto saio do quarto, pela sombra que se projeta a vejo tirar a roupa, sorrio de forma maléfica escorado a parede, um desgraçado pervertid0 com um anjo na palma das mãos isso definitivamente vai ser engraçado.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Ivanilde T. Serra
Então o que aconteceu para você chegar nessa chuva toda aqui no meio do mato
2025-01-27
0
Ivanilde T. Serra
realmente não vai ter próxima vez, você vai morrer antes disso.
2025-01-27
0
Alessandra Almeida
Hummmm, a mãe sabe de alguma coisa pra falar assim.
2024-11-25
1