capitulo 2

Anos haviam se passado, a vida tomado rumos inesperados, Odin nunca voltou a cidade que havia nascido enquanto Edgar cravou suas raízes nas terras que um dia foram banhadas pelo sangue daqueles que amava, os gêmeos que quando crianças eram inseparáveis tomaram rumos completamente diferentes, se encontraram depois de adultos com o avanço da tecnologia e de tudo que gira em torno dela mais nunca retornaram ao que eram, Edgar era quem falava já que o irmão estava sempre misterioso e serio, Odin tinha uma vida oculta, perigosa e que envolvia uma rede de assassinos de aluguel a serviço da máfia, Edgar sequer sonhava com isso, era padre em uma das paróquias de Siena, o homem que parecia ter esquecido do passado diferente do quê qualquer um faria jamais deixou a igreja, pelo contrário, se tornou uma das pessoas responsáveis por ela.

Edgar quase nunca ficava na cidade, a maior parte de seu trabalho feito em conjunto com a paróquia era levar a pequenas comunidades nas imediações o evangelho, celebrar a Eucaristia (missa), ouvir confissões, ministrar o batismo, naquela manhã ele havia entrado em um táxi rumo a um vilarejo afastado, o lugar de nome "Pienza" seria seu novo lar por um longo período de tempo e isso havia sido decidido as pressas pela igreja, Edgar não conhecia ninguém, quando chegou a casa paroquial foi recebido por uma senhora de meia idade, uma freira que cuidava da organização e limpeza do local.

Edgar Morion

— Sua benção padre.

— Deus lhe abençoe minha filha.

Sorriu para mulher que em silêncio o guiou até o andar dos quartos, Edgar arrumou as coisas em seu armário, tomou um banho e se sentou para preparar a missa que aconteceria pela manhã.

— Padre.

A freira de nome Constância bateu gentilmente na porta.

— Algum problema minha filha?

Encarou o relógio com estranheza.

— A esposa de coronel Santino está aí fora, veio se confessar.

— É tarde, peça que volte amanhã quando a igreja estiver aberta.

Fechava a porta quando a freira fez resistência.

— Nenhuma porta se fecha para a um coronel padre.

A madre sussurrou.

— É novo na cidade e não sabe como as coisas funcionam por aqui, se não quer ter problemas em sua estadia desça, escute o que tem a dizer a senhora Cassandra.

Edgar ficou em silêncio, era certo que algo muito estranho girava em torno daquela igreja, já havia estado em muitos lugares mas nunca em um que mudasse suas regras para agradar os milionários das redondezas.

— Vou vestir minha batina, peça que me espere no confessionário.

A freira apenas assentiu, Edgar se vestiu, se muniu de seu crucifixo e bíblia andando até a igreja que não ficava longe de onde estava hospedado, o caminho até lá foi feito por ele de forma receosa, olhava todo o tempo para trás, em meio a rua vazia não pode ignorar o fato de que parecia estar sendo vigiado.

— Boa noite.

Disse ao homem sentado ao lado de uma jovem de cabelos escuros que de joelhos rezava.

— Onde está padre Francisco?

O homem se pôs de pé sem nem mesmo responder o cumprimento, Edgar era lindo, jovem e atraente, nem de longe parecido com os sacerdotes que já haviam passado pela igreja.

Edgar sorriu, já estava acostumado, a maioria dos maridos das fiéis o viam como perigo.

— Deus lhe abençoe filho,Dom Francisco se aposentou, foi levado para cidade, precisa de alguns cuidados que "Pienza" não estaria preparada para dar.

O olhar do homem se estreitou.

— Acho melhor deixar essa tal confissão para outra hora, vamos Cassandra.

Segurou firme o braço da mulher que gemeu em resposta.

— Sou um celibatário senhor Santino, entreguei minha vida a Deus a dez anos atrás, seja lá qual for o motivo de estar querendo tirar de sua esposa a paz que lhe traria se confessar abstraia, meus votos com Deus são sinceros e eternos não há com o que se preocupar.

Santino soltou Cassandra.

— Ande rápido, não tenho a noite inteira.

Edgar entrou no confessionário, a mulher logo em seguida, de cabeça baixa fez o sinal da cruz agarrado ao crucifixo, ouviu a jovem choramingar.

— O que lhe aflige filha, diga.

—"Padre, dai-me vossa bênção porque pequei".

Edgar permaneceu em silêncio.

— A três dias atrás.

A voz embargada.

— Meu marido recebeu a visita de um dos coronéis, acredite padre é novo aqui mas não sabe o que gira em torno da seita que eles regem.

Edgar ergueu a cabeça, pelos pequenos buracos do compensado de madeira que lhes separavam podia ver medo nos olhos dela.

— Lúcio Grigio veio de Siena, trouxe até o meu marido uma caixa grande na qual eu acreditava ter algum animal, os barulhos que ecoavam dela não eram grunhidos mas sim gemidos.

Cassandra chorou, alto e dolorosamente.

— Eles não me viram padre mas sei que sabem, sabem que eu os vi.

— Cassandra.

Um grito...

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

misericórdia que padre é esse papai 😹😹

2025-01-10

0

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

Você é uma tentação Padre!

2025-01-27

0

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

Que padre é esse?

2025-01-27

0

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