Mirella Grigio
Acordo na sala sentindo o calor da lareira que mesmo quase apagada ainda me aquece, noite passada Lúcio invadiu novamente meu quarto e se não fosse por já ter perdido a paz de dormir naquela casa teria conseguido o que a muito tempo deseja, vestida apenas com uma camisa de botões de padre Edgar me levanto indo até a cozinha, quero agradecer por novamente ter me acolhido mais é hora de voltar para casa, sei que não deveria, que o mais coerente seria fugir para longe de Lúcio mais não posso, não no estado em que está a depressão de mamãe.
—Padre?
Chamo por ele parada próximo a porta mas não obtenho resposta, ando até o quarto onde deixei minhas roupas na noite passada e quando o abro vejo o padre ajoelhado em frente ao altar que beira a janela, está sem camisa e usando apenas uma calça social escura, meus olhos fitam suas costas nuas e fortes cobertas somente por uma tatuagem que toma quase toda ela.
Me assusto ao perceber que além das imagens negras que a enfeitam, chagas profundas minam sangue, Padre Edgar está com as mãos para trás, parece tão concentrado em suas orações que não me viu entrar.
— Padre.
Repito baixinho e nesse instante ele me olha, expondo em cima do altar um chicote que brilha cintilante, percebo que os cortes em seu corpo são de alto flagelo.
— Não lhe ensinaram que é perigoso ser tão enxerida criança?
Diz com uma voz pesada e rouca que me dá arrepios,se levanta, caminhando até mim como um tigre em direção a presa e somente nesse instante me dou conta de que esse não é Edgar.
— Odin.
A palavra sai da minha boca como um leve sussurro e isso parece ascender em seus olhos uma chama perversa de maldade.
— Não invoque o demônio se não tiver algo a oferecer a ele Mirella.
Seu dedo indicador desliza por minha clavícula até parar no primeiro botão da blusa que visto, estou tão assustada que nem mesmo tenho forças para correr.
— Por favor, não me machuque.
— Machucar?
Ele alisa meu rosto com as costas das mãos me puxando para ainda mais perto, meu corpo se choca contra o dele que balbucia.
— Sabe o que eu faço para viver Mirella? meu querido irmão lhe contou?
Balanço a cabeça em negação, Os lábios de Odin ficam diante dos meus a ponto de quase beijar minha boca.
— Eu mato, ganho dinheiro mandando pessoas para o inferno.
Tento correr para fora e nesse instante ele me agarra pelo braço, Odin me puxa para a sala me sentando bruscamente sobre uma cadeira.
— O que vai fazer? Por favor, me deixe ir embora.
— Não me deu escolha menina, estava disposto a deixá-la ir mais é a porr@ de uma ratinha curiosa.
Eu choro.
— O que fez com o Edgar, onde está o padre?
— Edgar está morto, deve estar queimando no inferno.
Ele responde secamente e minhas vistas escurecem, Odin se aproxima, bate no meu rosto de leve.
— Ei.
Aperta minhas bochechas me olhando nos olhos.
— Não fui eu quem o matou, relaxa.
Não sei se posso confiar nele, parece louco,como isso passou despercebido ontem?
— Não acredito em você, está tentando roubar a identidade dele.
— Claro, por que ser um padre de uma cidadezinha medíocre e doente é o sonho de qualquer homem, eu tenho dinheiro suficiente para comprar essa porr@ de lugar com todas essas pessoas dentro, Mirella, estou em Siena porque a polícia estava fechando o cerco em Berlim e no mais eu tenho umas contas a acertar aqui.
Passa as mãos pelos cabelos.
–Porque diabos estou lhe contando isso porr@? ollha eu não tenho tempo para brincar com você fedelha.
Caminha até uma mochila preta em um canto da sala tirando dela um pedaço grande de corda quando se aproxima eu o soco, bato com toda minha força e seu lábio inferior se abre, Odin não tem em seu rosto qualquer expressão, nem de dor nem de ressentimento, me amarra na cadeira, primeiro uma mão depois a outra destinando aos meus pés o resto que sobrou da corda.
— Tenho que sair, vou a igreja.
Ele limpa o sangue que escorre dos lábios.
— Bate bem forte, para uma ratinha.
Seu rosto toma um ar de deboche.
— Estão me esperando para missa, as fiéis devem estar ansiosos para se ajoelhar para mim.
— Você é maluco, completamente doente.
Ele gargalha.
— Até ontem estava lamentando minha morte Mirella, ou...
Se inclina até minha face, lambe os lábios me deixando em transe.
— Todo aquele discurso era mentira?
Viro meu rosto para o lado e ele se afasta, as costas salpicadas de sangue são cobertas por uma camisa clerical romana, Odin caminha até o quarto de Edgar e volta dele com um crucifixo de prata em seu pescoço.
— Vai arder no inferno por essa blasfémia, que Deus tenha piedade da sua alma.
Odin sorri.
— Que alma? Não fale do que não sabe Mirella.
— Odin.
Grito enquanto ele caminha até a porta.
— Vai me deixar aqui? Por favor não faça isso, se o Lúcio voltar?
— Não vai.
— Como pode ter tanta certeza?
Choramingo e ele me olha.
— Vou fazer uma visitinha a ele antes da missa, e não Mirella não é para o seu Deus que vai se ajoelhar para agradecer o milagre.
Sorri.
— Será para mim, sou um homem justo e cobro pelo meu trabalho, não me parece ter dinheiro para pagar por meus serviços então vou adorar ver esse seu rostinho de anjo completamente corado enquanto te fod0 duro e forte, metendo nessa b0ce@ que tenho certeza que nem mesmo foi tocada.
Meu sangue ferve, ele é um maldito tar@do.
— Não sabe nada de mim, não fale como se soubesse.
— Então não é a menininha virgem da mamãe?
Rosno para ele.
— Não que seja da sua conta mas eu não sou.
Ele ri alto, bate a porta me deixando no casebre amarrada, em choque por suas palavras sujas sinto uma sensação desconhecida e agoniante crescer do pé da minha barriga até minha intimidade, Deus o que está acontecendo comigo? Indago tentando me soltar das amarras que mesmo estando frouxas não permitem sucesso, ele é louco, pervertid0 e devass0, sei o seu segredo e ele certamente irá me matar por isso.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Ivanilde T. Serra
dá logo um fim nesse Lucio
2025-01-27
0
Bia
Autora posta a foto da Mirella, queremos saber como é a ninfeta 🫣
2024-07-30
31
Ivanilde T. Serra
ratinha fica quieta
2025-01-27
0