2 Anos Depois...

Passaram-se algumas estações e o reino de Silverlake estava completamente coberto de neve no norte. Eleanor havia amadurecido consideravelmente e parecia uma mulher mais madura e ainda mais bela do que todas as plebeias. Ao descer de um lindo cavalo branco na entrada do castelo, Eleanor foi ajudada por Lavosk. Curiosa, a jovem Duquesa perguntou:

— Onde está o Duque, Lavosk? — ela olhou ao redor, acariciando os cabelos do cavalo.

— Senhorita, ele deve estar chegando. — Lavosk respondeu com um sorriso.

No céu, um lindo dragão negro de olhos vermelhos desceu, suas escamas eram detalhadamente desenhadas em todo o seu corpo. O Duque desceu do dragão enquanto acariciava o rosto da besta alada. Com passos firmes, ele caminhou em direção a Eleanor, seus olhos brilhando com ternura como nunca antes visto em todos os reinos.

— Ainda não me acostumei com o fato de que o reino das bestas não é realmente um reino de bestas, mas sim o lar dos dragões. — Eleanor disse, admirando o dragão que retornava aos céus. — Por que a capital não sabe que os dragões não são completamente selvagens?

— Porque os reinos, incluindo o próprio imperador, têm uma sede insaciável de poder sobre tudo o que os torna mais fortes aos olhos de todos. Se souberem que os dragões podem ser domesticados, pode iniciar-se uma caçada. No entanto, eles não conseguiram porque existe um caminho para domar os dragões. Para isso, é preciso abrir mão de toda a mana, não pode restar nenhum vestígio de magícula, pois o contrato com um dragão une o coração humano ao coração das bestas. Portanto, se a besta morrer, o humano também morre. — Ele explicou calmamente.

— Mas isso não é arriscado? — ela parecia preocupada com a vida do Duque.

— Não para o Arquiduque de Silverlake. Eu tenho contratos com os sete dragões mais poderosos da ninhada. — ele sorriu, segurando a mão de Eleanor e beijando-a com delicadeza.

— Ainda não me acostumei com isso. Quais eram mesmo os elementos dos dragões com os quais você fez o contrato de sangue? — ela perguntou curiosa.

— Dragão do mar, dragão do fogo, dragão da terra, dragão do ar, dragão dos raios, dragão da luz e dragão das trevas. Tanto a luz quanto as trevas são os reis dos dragões, por isso o custo do contrato com eles foi muito mais difícil. — Lucien caminhou ao lado de Eleanor até o salão principal. — Eu tenho um presente de aniversário atrasado. Há dois anos, quando nos casamos, você chegou aqui exatamente no dia do seu aniversário. Por isso, o presente que tenho para você dará uma segunda oportunidade, se assim desejar. Você me pediu para te dar o poder de confrontar sua família, então este é o meu presente.

Um dos servos chegou com um objeto estranho, coberto por panos finos. O Duque pegou o objeto das mãos do servo e o entregou com cuidado à Duquesa. Com cautela, Eleanor retirou os panos e percebeu que estava segurando um ovo de dragão da mesma cor de seus olhos.

— Duque! Isso é realmente o que estou pensando? — Ela perguntou, com os olhos brilhando.

— Já disse, a sós você deve me chamar de Lucien. E sim, este ovo é muito especial. Os reis dos dragões reuniram os dragões para abençoar especialmente este único ovo que foi dado a você. Confesso que não era exatamente o presente que eu pretendia te dar, era mais uma pedra de dragão, mas eles decidiram assim. Eu concordei, pois estive procurando algo para te dar durante todo esse tempo. — Sua mão repousava sobre a nuca de Eleanor.

— Lucien, se meu pai não tivesse dado minha mão a você, quem sabe como seria minha vida agora. Estou tão feliz que as coisas tenham acontecido dessa forma e que você tenha se tornado um grande amigo desde que vim para este mundo. Você me deu mais do que eu poderia imaginar. — Eleanor expressou sua gratidão, mas suas palavras pareciam pesar sobre o Duque.

— "Amigo..." Entendo. Fico feliz em poder ajudá-la a ter uma vida melhor do que a que tinha antes. — Lucien respondeu com certo desconforto em sua voz.

Eleanor percebeu a mudança no tom de Lucien e a expressão em seu rosto. Ela segurou suas mãos e olhou diretamente em seus olhos.

— Lucien, você não deve se preocupar, irei te ajudar, eu sempre estarei lutando ao seu lado. — ela disse com ternura.

......................

Era tarde no castelo quando Eleanor completou o último estágio como aspirante em magia. Ela estava animada, pois isso significava que estava prestes a avançar para o próximo nível de controle de magícula, um marco importante em seu caminho rumo a magia. Após concluir seu treinamento, Eleanor decidiu ir para a sala de descanso para relaxar um pouco.

No entanto, antes que ela pudesse se sentar, um dos servos se aproximou dela com uma carta nas mãos. Era um convite do condado de Firestone. Parecia que haveria um banquete em uma semana, durante a noite, e várias famílias influentes estariam presentes. Eleanor ficou animada com a notícia, pois isso significava que ela e Lucien finalmente teriam a oportunidade de mostrar ao público como ela, uma jovem inexperiente em magia, havia conseguido controlar a temida besta de Silverlake.

Sem perder tempo, Eleanor subiu as escadas do castelo em direção aos aposentos do Duque. No entanto, ao chegar lá, ela encontrou dois servos, Maven e Chester, bloqueando a porta do quarto. Ela estranhou a atitude dos dois homens, pois eles nunca haviam impedido sua entrada antes.

— O que vocês estão fazendo? Preciso falar com o Duque — disse Eleanor, segurando suas vestimentas com impaciência.

— Vossa excelência, minha Duquesa, permita-nos apresentá-la antes de entrar, é o costume... — respondeu Chester em tom formal.

— Não é necessário. Vou entrar sem ser apresentada — respondeu Eleanor, empurrando as portas para abri-las.

Os olhos de Eleanor censuraram sua visão. Ela percebeu que o Duque não estava vestido adequadamente para recebê-la, o que a deixou desconcertada. Apesar de viverem juntos há dois anos, o Duque nunca havia tocado em Eleanor, eles apenas mantinham a farsa de visitarem um ao outro em seus aposentos, mas apenas para dormir. Essa situação era embaraçosa para Eleanor, e os servos pareciam estar tentando transmitir isso a ela quando ela decidiu entrar nos aposentos de Lucien sem ser apresentada. Agora, tudo o que eles podiam fazer era segurar o riso diante da expressão surpresa que a Duquesa havia feito.

— Minha Duquesa, o que aconteceu? Por que você não me avisou que viria? — disse Lucien, enquanto se vestia rapidamente. — Tudo bem, pode se virar e entrar...

— Meu amado Duque, fomos convidados para o banquete da família Firestone — disse Eleanor, entrando no quarto e tendo as portas fechadas atrás dela. — Creio que em breve poderemos colocar nosso plano em ação Lucien...

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Comments

Keppe

Keppe

Eu tambem🤷🏻

2024-10-06

1

Ana Regina Fernandes Raposo

Ana Regina Fernandes Raposo

ELA VAI COMEÇAR A AJUDAR FINALMENTE. PENSEI QUE IA DEMORAR MUITO.

2024-08-20

2

Ver todos

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