Capítulo 11: Fascínio

Meu celular estava quase acabando a bateria e desligaria a qualquer momento. Então, entrei no aplicativo de trocas de mensagem e enquanto estava digitando para o Daniel, para contar o que tinha acontecido, recebia uma mensagem do Estefano. Parei de digitar ao Daniel. Olhei a mensagem: “Estou te vendo online, perdeu o sono?”.

Sentia como se a mensagem dele fosse uma luz no fim do túnel, parecia que essa mensagem não era por acaso, era a minha salvação. Por isso, contei sobre a briga com minha mãe e sobre os problemas na casa da minha amiga. Disse que um homem tentou fazer algo errado comigo, mas, não entrei em detalhes.

No mesmo instante, o Estefano quis saber o endereço onde eu estava e disse que viria me resgatar. Eu não esperava tanta prontidão. Com isso, fiquei mais calma. Sem alguma ajuda e com o meu celular descarregado, não conseguiria sair dali, não poderia chamar um Uber ou procurar hospedagens. Também, estava sem a chave da minha casa e os remédios que minha mãe tomava para dormir eram tão fortes que ela não despertaria mesmo se eu fizesse um escândalo na porta de casa.

Após vinte minutos, o Estefano chegou. Ele parecia um anjo que caiu do céu para me salvar. Sem raciocinar direito, abracei-o. Ele queria saber qual era o número do apartamento da minha amiga porque desejava tirar satisfação com o namorado dela. Isso só traria confusão e não contei. Eu pedia para ir embora logo. Se ele soubesse os detalhes do acontecido, provavelmente chamaria a polícia.

Assim, ele disse que me levaria para o apartamento que costumava dividir com seu amigo, porque este, estava viajando e deixou as chaves com o Estefano. Era longe e sem querer explicar mais nada fechei os meus olhos, fingindo dormir. Ao chegar no apartamento ele me disse para dormir no antigo quarto dele, que continuava com suas mobílias e foi para o quarto do seu amigo.  Eu acabei conseguindo dormir depois de poucos minutos, estava cansada.

Amanheceu, despertei-me e vi o Estefano terminando de preparar um café da manhã. Mas não deu tempo de comer porque meu telefone tocou, era a minha mãe. Ela estava chorando e me pediu desculpas. Não me deixava falar e ficava se desculpando seguidamente. Pediu para eu voltar para casa. Enquanto ela chorava no telefone, eu comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido comigo nas últimas horas e pensei o quanto tinha sido difícil. Comecei a chorar junto dela.

Resolvi voltar para a casa. Sei que eu também fui muito dura com ela e disse palavras capazes de machucar muito, então, nós duas eramos igualmente culpadas por toda essa situação. O Estefano ao me ver chorando me abraçou, o que me fez sentir um pouco melhor. Ele parecia estar preocupado comigo, mas, eu disse que não queria conversar e que precisava voltar para casa. Agradeci pela ajuda. Quando fui sair do apartamento, ele segurou a minha mão tão forte e me olhou com um olhar tão doce e, ao mesmo tempo, preocupado. Disse que me levaria até minha casa e eu neguei.

Quando cheguei em casa, minha mãe me deu um abraço que correspondi. Depois fui para meu quarto e me joguei na cama. Comecei a pensar o quanto o Estefano tinha sido gentil comigo, ele tinha um bom coração, se não fosse sua ajuda, não sei o que teria acontecido comigo durante a madrugada. Desabei-me a chorar por tudo o que passei.

O Daniel me ligou em seguida. Disse ter bebido muito na festa de recepção da irmã dele e apagou na noite anterior, nem percebendo que tentei ligar. Antes, eu queria contar a ele tudo o que me aconteceu, só que agora mudei de ideia e resolvi não falar nada. Disse que liguei de madrugada apenas porque estava com insônia. Eu queria deixar aquela situação esquecida para sempre.

Também, mandei mensagem para minha amiga Gabriela e disse que fui embora do apartamento dela porque tinha me resolvido com a minha mãe. Com toda certeza a colega de quarto dela inventaria alguma mentira, não estou interessada em ficar explicando o que realmente aconteceu, por mais que possa imaginar que ela acreditaria e me apoiaria, de qualquer forma, causaria um problema muito grande.

No dia seguinte, o Daniel me chamou para jantar com a família dele porque queria me apresentar para sua irmã recém-chegada. Com antecedência, ficou elogiando ela. Mesmo cansada, para agradá-lo, eu aceitei o convite, me arrumei elegantemente e fui para a casa dos pais dele. Eu estava com altas expectativas sobre sua irmã, após escutar tantos elogios. Cheguei ao jantar e fui recebida pelos pais dele, muito requintados e formais.

Conversamos por meia hora e nada da irmã dele aparecer. Até que, de repente, escutei um barulho de salto pisando atrás de mim, quando olhei para trás me deparei com uma mulher estonteante, alta, magra, de corpo delicado e olhar penetrante, encarando-me como um tiro. Levantei-me do sofá para cumprimentá-la e o Daniel foi nos apresentar.

Ela me olhou de cima a baixo e com um certo desdém. Me cumprimentou de qualquer jeito, como quem rejeitava a minha presença. Deu de costas e foi até os pais dela. Alguns minutos depois, o Daniel forçou uma conversa entre nós duas e disse para sua irmã que eu era professora de inglês. Deu brecha para eu começar uma conversa. Comecei dizendo que tínhamos nos conhecido na escola de idiomas. Mas, ela me interrompeu antes que eu pudesse concluir a história e começou a dizer que era fluente em inglês desde criança e que era um idioma muito fácil.

Eu senti que ela estava tentando se exaltar, falar dela mesma e me menosprezar. Percebi o tom de deboche dela e falei: “Parabéns pela sua fluência, como foi que você aprendeu inglês?” Ela me olhou com uma cara de indignação e nojo e não me respondeu. Imediatamente, o Daniel tentou amenizar a situação que acabou ficando um pouco constrangedora.

Eu não deixaria ela me esnobar apenas porque era a irmã querida do Daniel. Após mudar de assunto, ela ficou com cara fechada e novamente começou a se exibir e se mostrar superior. Começou a listar todos os países que já tinha viajado, acho que falou mais de sete países e eu bocejei. Instantaneamente, ela me olhou com raiva e perguntou para quais eu já tinha viajado, porque dizendo ela que para ser professora de idiomas obrigatoriamente eu teria que morar fora por um tempo, assim como o Daniel, que morou por vários meses no México, o que lhe deu a fluência de espanhol. Eu respondi que nunca morei em outro país e todos ficaram em silêncio e novamente o Daniel veio tentar quebrar o gelo.

Eu estava bem desconfortável, não via a hora de ir embora e ainda não era o fim do meu tormento. A mãe do Daniel disse que o jantar estava pronto e enquanto comíamos tive que ficar escutando os pais dele a elogiando sem parar um minuto. Falaram dela o jantar inteiro. Foi estranho porque eu era a única desconhecida daquele lugar, eles não se interessaram em me introduzir na conversa e ficaram apenas falando da filha, fiquei invisível.

Saí de lá na primeira oportunidade, depois do jantar. Disse que estava cansada e precisava ir embora. Depois disso tive que sair em grupo por várias vezes, com o Daniel e a irmã querida. Ele sempre convidava ela para onde fosse. E mesmo assim, ela continuava a me esnobar, passei dias estressantes.

Certo dia, enquanto estava na faculdade, inesperadamente, recebo uma ligação do Estefano. Eu atendo e ele começa a perguntar se eu estava bem, disse que estava preocupado pelo outro dia que me ajudou no meio da madrugada. Afirmou não parar de pensar em mim desde aquele dia que saí chorando. Eu apenas disse que estava tudo bem e que tinha resolvido meu problema com a minha mãe.

Saí da faculdade e tive que andar a pé um longo percurso até o ponto de ônibus, em meio ao calor queimando minha cabeça. Tomei o ônibus desanimada. O Daniel me ligou, conversamos coisas aleatórias, reclamei do calor e ele pediu desculpas por não conseguir me buscar na faculdade de carro, como costumava fazer. Eu estava tão cansada nos últimos dias. Então, ele me fez uma proposta:

— Eu estive pensando, seu aniversário está chegando. Que tal fazermos uma viagem para comemorar?

— Viagem? Não sei Daniel, ando muito ocupada com a faculdade e o trabalho. Tenho um seminário para preparar, minhas provas chegando, além de precisar elaborar a prova dos meus alunos. Estou fadigada.

— Eu sei que você está muito cansada, também sei que anda muito ocupada. São mais motivos para viajarmos juntos. Você precisa de um tempo dessa correria, de um descanso de tudo. Podemos tirar apenas quatro dias de férias para irmos à praia. Você sabe que tem uma praia excelente a apenas duas horas daqui?

— Tudo bem, já me convenceu, afinal de contas serão poucos dias. Vamos fazer isso.

— Oba! Pode deixar tudo por minha conta, vou cuidar de todos os detalhes, não quero que você se preocupe com nada, só relaxe. Quero muito ficar sozinho com você, eu sei que com a minha irmã por perto nós dois não temos mais momentos a sós. Nós precisamos disso. – Comecei a rir.

— Por que está rindo?

— Não é nada, então, me surpreenda, ok?

— Deixa comigo, linda. Você não vai querer que termine mais quando chegar o dia.

— Está bem, preciso desligar agora, chegou o meu ponto de descida.

Cheguei em casa, tão cansada e me joguei na cama, pensando nessa viagem. Será que valeria mesmo a pena tirar esses dias para essa pequena aventura com o Daniel logo agora em meio a tanto trabalho que tenho? Estou pensativa, porém, eu já tinha concordado de qualquer forma.

Minha mãe andava mais estranha que o costume nos últimos dias, estava passando a maioria do tempo dormindo. Eu estava fazendo todos os trabalhos domésticos. Como eu poderia deixá-la sozinha por quatro dias? Não sei se ela ficaria bem, por isso, perguntei:

— Mãe… Vou fazer uma viagem com o Daniel por quatro dias, você pode ficar na casa da minha tia por esses dias? Assim, eu não me preocuparia.

— Preocupar comigo? Você nunca foi disso, sempre foi egoísta e pensou somente em si. – Eu não queria me irritar com ela e era difícil.

— Olha bem, mãe, não quero brigar com você, eu não sou egoísta, mas, tenho uma vida também. Se eu ficar focada apenas nos seus problemas também vou desenvolver distúrbios psicológicos. E já basta uma de nós doente nesta casa, não acha?

— Eu não vou para a casa de sua tia, não sou um bebê para precisar de cuidados. Qual seu problema? Sabe que me viro bem sozinha.

— Sim, mas agora é diferente, você sabe que não anda bem mentalmente. E está tomando muitos remédios que te deixam com sono o tempo todo, por isso, tenho medo de precisar de ajuda.

— Não preciso. Faça o que quiser, apenas me deixe. – Será que ela ficou contrariada? Senti que sim. Enfim, são poucos dias e nada de ruim poderia acontecer em tão pouco tempo.

O Daniel cuidou de todos os preparativos, escolheu um ótimo hotel, em frente a praia e chegou o dia. Ele foi me buscar em casa. Eu ainda estava terminando de arrumar e pedi para ele entrar na casa e me esperar, assim o fez. Sentou no sofá enquanto fui ao meu quarto terminar o que estava fazendo.

Passou cinco minutos e escutei a voz da minha mãe na sala, eles estavam conversando. Quando terminei de me arrumar dei um abraço na minha mãe e pedi para ela se cuidar bem por esses dias, disse ao Daniel estar pronta para partir. Ele se despediu da minha mãe e partimos em seu carro. Eu logo perguntei, preocupada:

— O que você e minha mãe conversaram?

— Nada de mais. Eu disse a ela que cuidaria de você por esses dias.

— Ah não! Não acredito que você disse isso, me poupe, Daniel.

— Qual o problema? Ela disse para eu cuidar mesmo.

— Quem precisa de cuidado é ela e não eu. Estou preocupada. Ela não está bem, tenho medo dela ter outra crise.

— São apenas quatro dias, meu amor. Não se preocupe tanto, ela vai ficar bem. Ela parecia bem. – Preocupada, encostei a cabeça no banco e olhei pela janela. Não queria ficar me preocupando com nada nessa viagem, devia descansar, estava precisando me desligar da correria rotineira.

— Amor? – Ele disse com um tom de voz baixo e meloso.

— Sim? Não me diga que esqueceu alguma coisa?

— Não, calma, nada disso. É que nos nunca falamos do seu pai. Onde ele está? Você não tem contato com ele?

— Ele morreu quando eu tinha cinco anos.

— Sinto muito, eu não imaginava que era isso.

— Tudo bem, eu era criança, não me lembro de muita coisa daquela época.

— Agora eu entendo sua preocupação com sua mãe, foram sempre vocês duas sozinhas por toda a sua vida.

— Não exatamente, ela sempre teve um companheiro. Na verdade, eu e minha mãe somos tão diferentes que vivemos em conflito, não posso dizer que nos damos muito bem sempre.

— Hum… Sinto que devia ter conversado isso tudo com você há muito tempo.

— Não é como se eu quisesse falar dessas coisas. Na verdade, eu evito falar disso.

— Entendo, mas, eu realmente precisava saber. Você pode se abrir comigo se precisar e pode confiar em mim para te ajudar em qualquer coisa.

— Obrigada, não se preocupe, eu sou boa em lidar com as coisas sozinha.

— Não diga isso, você pode contar comigo.

— Está bom, já que você mesmo tem uma vida perfeita né. Não tem problemas familiares e de nenhum outro tipo.

— Na verdade, eu tenho alguns problemas e posso te contar em outra oportunidade. Todo mundo tem seus problemas, alguns mais do que outros, mas, todos têm.

— Eu devo estar nesse grupo dos que mais têm problemas. – Ele riu enquanto eu dizia:

— Está rindo da minha desgraça? Não tem graça!

— Não é isso. É que foi engraçado o jeito que você disse. Apenas relaxe, ok? Acho que preciso te fazer uma massagem bem relaxante quando chegarmos lá. — Ele falou com um sorriso malicioso e retribuo com um sorriso contido, me virei para a janela, acomodei confortavelmente no banco e adormeci o restante da viagem.

Quando chegou, notei tudo bem planejado e organizado pelo Daniel. O hotel era chique, a praia tranquila e o clima bom. Tudo melhor do que pensei. No primeiro dia, ele me levou para um jantar na praia. Fez tudo para me agradar.

O jeito que ele me olhava estava diferente, estava com um brilho nos olhos, uma atenção e paixão. No fim da tarde, nos deitamos na areia e contemplamos o céu de mãos dadas, algo tão simples, porém, tão especial.

Eu estava conhecendo outro lado dele, um lado mais sensível com os detalhes, que me deixou cativada. Antes, eu achava ele um pouco superficial e sem romantismo, porém, nessa viagem se mostrava mais emocional e profundo, fazendo pequenos gestos de ternura.

De noite, na cama, ele estava muito diferente, como se quisesse aproveitar cada segundo, não me soltava nem um minuto. Os próximos dois dias passaram voando. No último dia, enquanto passeávamos na praia, bem próximos ao mar de mãos dadas, ele disse:

— Eu tenho algo importante para falar.

— O que é? – Ele ficou sem jeito e desviou o olhar. Então, se ajoelhou aos meus pés, tirou um anel do bolço da bermuda e disse:

— Quer se casar comigo? – Eu paralisei por um minuto enquanto olhava para o anel que era lindo e brilhante, depois olhei para seu rosto que estava com um enorme sorriso, uma felicidade visível, apesar de parecer ansioso.

Capítulos
1 Capítulo 1: O começo
2 Capítulo 2: O Garoto
3 Capítulo 3: Novidades
4 Capítulo 4: Situações imprevistas
5 Capítulo 5: Nem tudo são flores
6 Capítulo 6: Novidades
7 Capítulo 7: Possibilidades
8 Capítulo 8: Surpresa
9 Capítulo 9: Decepções
10 Capítulo 10: Perigoso
11 Capítulo 11: Fascínio
12 Capítulo 12: Nada ocorre como o esperado
13 Capítulo 13: O outro lado da história
14 Capítulo 14: Consequências
15 Capítulo 15: Situação
16 Capítulo 16: Intensamente
17 Capítulo 17: Acabou
18 Capítulo 18: Quem é vivo sempre aparece
19 Capítulo 19: Descobrindo
20 Capítulo 20: Comemoração
21 Capítulo 21: O passado que volta para assombrar
22 Capítulo 22: Medo
23 Capítulo 23: Desespero
24 Capítulo 24: Pausa necessária dos problemas
25 Capítulo 25: Declaração
26 Capítulo 26: Tudo parece bem
27 Capítulo 27: Inacreditável
28 Capítulo 28: O mal venceu
29 Capítulo 29: Sacrifício
30 Capítulo 30: Fatídica noite
31 Capítulo 31: Mudança de comportamento
32 Capítulo 32: Projetos
33 Capítulo 33: Altos e baixos
34 Capítulo 34: Surpresa infeliz
35 Capítulo 35: O passado vem à tona
36 Capítulo 36: Compreensão
37 Capítulo 37: Dor
38 Capítulo 38: Angustia
39 Capítulo 39: Ponto final
40 Capítulo 40: Inacreditável
41 Capítulo 41: Lidando
42 Capítulo 42: Tentativa
43 Capítulo 43: Um grande dia
44 Capítulo 44: Surpresas
45 Capítulo 45: Meu momento
Capítulos

Atualizado até capítulo 45

1
Capítulo 1: O começo
2
Capítulo 2: O Garoto
3
Capítulo 3: Novidades
4
Capítulo 4: Situações imprevistas
5
Capítulo 5: Nem tudo são flores
6
Capítulo 6: Novidades
7
Capítulo 7: Possibilidades
8
Capítulo 8: Surpresa
9
Capítulo 9: Decepções
10
Capítulo 10: Perigoso
11
Capítulo 11: Fascínio
12
Capítulo 12: Nada ocorre como o esperado
13
Capítulo 13: O outro lado da história
14
Capítulo 14: Consequências
15
Capítulo 15: Situação
16
Capítulo 16: Intensamente
17
Capítulo 17: Acabou
18
Capítulo 18: Quem é vivo sempre aparece
19
Capítulo 19: Descobrindo
20
Capítulo 20: Comemoração
21
Capítulo 21: O passado que volta para assombrar
22
Capítulo 22: Medo
23
Capítulo 23: Desespero
24
Capítulo 24: Pausa necessária dos problemas
25
Capítulo 25: Declaração
26
Capítulo 26: Tudo parece bem
27
Capítulo 27: Inacreditável
28
Capítulo 28: O mal venceu
29
Capítulo 29: Sacrifício
30
Capítulo 30: Fatídica noite
31
Capítulo 31: Mudança de comportamento
32
Capítulo 32: Projetos
33
Capítulo 33: Altos e baixos
34
Capítulo 34: Surpresa infeliz
35
Capítulo 35: O passado vem à tona
36
Capítulo 36: Compreensão
37
Capítulo 37: Dor
38
Capítulo 38: Angustia
39
Capítulo 39: Ponto final
40
Capítulo 40: Inacreditável
41
Capítulo 41: Lidando
42
Capítulo 42: Tentativa
43
Capítulo 43: Um grande dia
44
Capítulo 44: Surpresas
45
Capítulo 45: Meu momento

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