Capítulo 5: Nem tudo são flores

Com quase dois anos de namoro, eu e o Estefano estávamos em um parque, o sol sobre nós sentados na grama observando a paisagem. Ele me olhou seriamente e disse que precisava me contar algo. Começou a falar sobre intercâmbio, disse que a faculdade em que estudava tinha uma parceria com uma Universidade no Canadá e seria uma excelente oportunidade para aprender matérias diferentes, conhecer uma nova cultura e de amadurecimento profissional.

Logo percebi onde ele queria chegar com aquela conversa. Ele disse que havia se inscrito no programa de bolsas de estudos internacional e foi aceito para começar o intercâmbio no próximo semestre, com duração de um ano. Eu não queria acreditar, achei que fosse uma pegadinha, só que ele me deu um olhar de satisfação e deslumbramento me fazendo perceber que realmente era sério. Ele queria se afastar por um ano e não me consultou antes, não me falou nada com antecedência, só agora, depois de tudo decidido. Era como se a minha opinião não importasse.

Eu me deitei na grama e fiquei olhando para o céu e por um minuto vieram várias coisas na minha mente. Apesar de sermos um casal, nós seguíamos sendo duas pessoas diferentes, duas pessoas lidando com as próprias vidas, com seus problemas e oportunidades, cada um vivendo da sua forma. Eu também não tinha dito para ele sobre os problemas da minha mãe e o quanto estava passando por momentos difíceis em casa por conta disso. Pelo visto, ele também não me contou muita coisa que acontecia na vida dele. Todos nós temos segredos.

Mas quando você namora uma pessoa a um bom tempo e vai tomar uma decisão que vai mudar completamente suas vidas, seria justo conversar antes e não foi o que aconteceu. Apesar de tudo, não gosto de mostrar sentimentos ruins para as pessoas, eu poderia ter sido verdadeira e dito o tamanho da minha decepção por não conversarmos sobre isso antes. Agora nada adiantaria, ele já tinha tomado sua decisão sem me consultar. Optei por não falar nada negativo, disse apenas:

— Que legal, parece muito interessante. Parabéns!

— Hum… Obrigado… Mas… Eu teria que ficar um ano fora.

— É… Notei…

— Eu acho que podemos superar, um ano passa rápido.

— Claro!

— Você parece um pouco chateada. Você sabe que pode confiar em mim, nós vamos namorar a distância e depois eu vou voltar cheio de aprendizado e ainda melhor para você.

— Tudo bem, parece ótimo, eu só quero que você seja feliz…. Mas, agora acho melhor ir embora, já está anoitecendo… Fique tranquilo, eu te apoio em tudo.

Me levantei, dei um beijo na bochecha dele e disse que precisava ir embora fazer um trabalho da faculdade (apenas uma desculpa). Ele ficou com cara de desapontado e incomodado, realmente percebeu que eu estava insatisfeita com a história surpresa dele. Porém, o que ele esperava? Nunca me preparou para isso. Como achou que eu reagiria? Que inesperado.

Fui para casa e fiquei pensando, achei muito estranho não apenas ele não ter conversado comigo antes, mas também por todo o conforto e estabilidade de sua vida, ganhava dinheiro lecionando aulas na escola de idiomas, dividia suas contas com seu colega de casa, era um aluno de destaque na faculdade, nosso namoro estava ótimo, e, ainda estudava muito para realizar seu sonho de ser juiz no futuro.

Com tudo isso, eu não entendia o motivo dele querer partir de repente. Claro, estudar fora era uma grande oportunidade, entretanto, ele perderia muito por deixar tudo que possuía por um ano. Provavelmente, quando voltasse teria que adiantar várias matérias na faculdade e fazer esforço em dobro após ter deixado tudo.

Ainda faltavam quatro meses para que terminássemos o semestre e ele fosse morar um ano no Canadá. Fiquei cheia de dúvidas e inseguranças, eu queria entender e aceitar sua decisão, esperar um ano por ele. Por outro lado, não queria lidar com isso, não achava certo ficar um ano namorando a distância. Provavelmente ele conheceria alguma estrangeira e se interessaria por ela, ele é muito charmoso, bonito, culto, tem uma boa conversa, é inteligente, com certeza chamaria atenção de alguém.

No dia seguinte, telefonou-me e perguntou como eu estava porque de acordo com ele “agi de maneira estranha” quando me contou do desejo dele de fazer intercambio. Disse-me querer continuar o namoro. Até o momento, eu estava assimilando a informação e por isso não quis falar nada que discordasse de sua vontade. Eu disse:

— Bem… Na verdade, eu fiquei surpresa porque você nunca tinha falado nada sobre isso.

— Ah sim! Eu não queria falar quando tudo era incerto, preferi dizer quando fosse real porque não sabia se conseguiria ir, dependia da aprovação de uma bolsa de estudos e apresentação de diversos documentos.

— Ok… Faltam quatro meses para o fim do semestre.

— Exatamente! Eu quero aproveitar cada segundo desse tempo com você.

Eu não estava feliz. Não queria namorar a distância porque seria tudo muito incerto. Reconheço que o aprendizado e experiência de vida em um intercâmbio é muito grande, mas não quero continuar o relacionamento dessa forma, porém, não sei como dizer isso a ele. Eu precisava pensar um pouco mais. Não quero atrapalhar os planos dele, tenho medo que desista de ir se eu disser que quero terminar o namoro. Seria muito doloroso porque gosto muito dele e quero sua felicidade.

Passei uma semana tentando encontrar uma forma de falar o que sentia e não conseguia, enquanto isso, ele se planejava para a viagem e disse que queria me encontrar mais vezes, para ficarmos sempre juntos, enquanto ainda podíamos. Nós combinamos de encontrar praticamente todos os dias. Até me convidou para assistir suas aulas de inglês, disse que ficaria feliz se eu estivesse com ele em todos os momentos.

Eu estava triste esses dias, planejava terminar nosso relacionamento apesar de gostar muito dele e a despedida seria muito ruim. Quando faltava um mês para sua ida, criei coragem, na verdade, não podia adiar mais, precisava conversar e terminar a nossa história. Após assistir uma de suas aulas, saímos para jantar e aproveitei para dizer:

— Estefano… Eu não sei como começar a dizer isso… Eu estive pensando sobre a nossa situação, digo… Nossa futura situação, com você morando longe. – Digo tremendo a voz.

— Não… Não acredito. Não diga algo ruim, por favor. – Ele mudou a expressão de forma ríspida.

— Eu preciso, por favor, me escute…

— Você acha que foi fácil tomar essa decisão? Não foi. Eu preciso disso no momento. A única coisa que me fez questionar tudo foi você, foi o nosso namoro. Eu não quero perder isso. Você sabe que sou confiável, não tenha medo, vamos tentar continuar juntos, por favor. — Quando ele dizia isso, seus olhos lacrimejavam.

— Eu não consigo, sinto muito… Só de pensar na possibilidade, só vem coisas negativas na minha mente, eu não quero continuar namorando você nessa situação… Quero que você aproveite o seu tempo lá fora, que conheça pessoas, aproveite tudo ao máximo. Não quero que fique preso em mim. Eu estou feliz por você, acho que vai ser ótimo, vai ser um crescimento, mas tem que ir livre… Entende?

— Não entendo. Eu não quero conhecer ninguém com intuito de algo a mais do que amizade, você é a única que desejo. Na verdade, eu pretendo apenas focar nos estudos. Você pode confiar em mim, prometo… Pense melhor, eu insisto.

— Infelizmente, assim como você fez a sua decisão de ir embora sem conversar comigo, eu tomei a minha decisão. Não consigo continuar esse namoro, mesmo que te ame, não fico confortável nessa situação. Eu estou feliz por você, mas precisamos ser realistas, nosso namoro não funcionaria mais. Sinto muito, te desejo o melhor, vou ficar sempre torcendo por seu sucesso e te apoiando em todas as decisões.

Nesse momento, ele não conseguiu se segurar, sua feição era muito triste, e, então, derramou as lágrimas que parecia segurar e logo procurou enxugar. Abaixou a cabeça, perdido e desolado, ficou em silêncio. Meu coração doeu, eu consegui sentir a sua dor. Isso me machucou profundamente e também senti lágrimas caírem dos meus olhos. Eu segurei a mão dele e apertei forte, como se quisesse apoiá-lo e reconfortá-lo ao mesmo tempo. Então, rompendo o silêncio, ele disse:

— Me prometa uma coisa. Por favor, mesmo que não estivermos mais juntos, continue falando comigo, continue sendo minha amiga. Eu não quero te perder por completo. Lembre-se que antes de sermos namorados, nós eramos amigos. Não quero te tirar da minha vida, por favor. Me prometa, eu insisto.

— Tudo bem, eu prometo. Realmente não planejava te excluir da minha vida.

Ele apertou minha mão e me puxou em sua direção, abraçando-me muito forte enquanto parecia tentar conter as lágrimas. Ficamos por um tempo em silêncio nos abraçando apertado. Meu coração estava em pedaços, foi muito difícil. Deixá-lo partir sendo sua namorada era impossível, mas, por outro lado, como sua amiga lhe deixaria ir e ficaria feliz por sua evolução.

Depois, ele insistiu em me levar em casa. No caminho, dentro do carro, parecia arrasado. Ainda assim, me pediu desculpas. Disse entender os meus motivos de querer terminar o namoro. Eu disse a ele que não precisava se desculpar, que ficaria tudo bem e que continuaríamos amigos como sempre fomos.

Depois disso, com o passar dos dias, ele continuou me enviando mensagens e me ligando, ainda conversávamos com frequência. Era muito diferente de antes, apenas conversas cordiais. Eu estava sofrendo muito. Ele vinha em meus pensamentos a cada minuto, sentia falta dele, de ser a namorada dele. Percebia que não conseguiria superar tão cedo. Minha colega da faculdade disse que eu precisava parar de falar com ele para seguir em frente.

Porém, eu queria escutar a voz dele, queria saber como estava. Antes de namorarmos nós eramos amigos, por isso sempre me importei e sempre me importaria. Quando conversávamos por ligações, eu conseguia notar tristeza em sua voz. Apesar de me sentir mal, não estava arrependida de ter terminado o namoro. Ambos desejávamos continuar conversando como amigos e tentando seguir as nossas vidas.

Faltando duas semanas para sua viagem, recebo um telefonema durante uma aula. Achei estranho porque ele nunca me ligava durante o período de aulas. Sai da sala e atendi a ligação. Ele me disse que tinha acabado de sair de uma reunião com o diretor da escola de idiomas em que dava aulas. Fiquei sem entender o motivo dessa ligação, mas, para minha surpresa, disse-me querer me indicar como professora de inglês substituta dele.

Me anunciou para ocupar a vaga que ele deixaria e o diretor teria aceitado. Falou que eu era a única pessoa que podia confiar e praticamente implorou para aceitar. Com isso, fiquei sem reação. Eu precisava de um emprego, mas, como professora de inglês, parecia estranho. Apesar de ter um ótimo conhecimento do idioma, não me sentia preparada para ministrar aulas. Foi o que disse quando me recuperei do choque, negando a oferta. Entretanto, ele não desistiu. Insistiu que o meu nível de inglês era suficiente e já tinha planejado há meses atrás essa oferta.

Inclusive, por isso, tinha me convidado para assistir as suas aulas. Alegou que minha turma poderia ser a de nível mais básico, caso eu ainda ficasse insegura, e que não seria difícil. Ficou insistindo por uns quinze minutos. Até que, sem saber mais como negar, eu disse que pensaria, e para me induzir ainda mais, ele me convidou para ir à escola de idiomas no dia seguinte, mesmo sem compromisso.

No dia seguinte, ainda não tinha me decidido. Eu realmente precisava de dinheiro e a escola pagava muito bem pela hora-aula. Também, daria-me experiência profissional. Realmente era uma grande oportunidade, mas não estava preparada. Tem muita gente boa e experiente por aí, ele só me ofereceu o cargo porque gostava de mim. Como o diretor da escola podia ter aceitado alguém sem experiência? Devia confiar muito no Estefano. Porém, mesmo com muita insegurança, fui até a escola.

Chegando, ele tentou me convencer ainda mais, disse que tinha material de aula todo preparado e me passaria tudo, dar-me-ia todos as dicas necessárias para as aulas. Levou-me até o diretor, que parecia ser uma boa pessoa. Este, pediu-me para aceitar a proposta porque confiava na indicação do Estefano. Então, após meia hora escutando o Estefano dizer todas as vantagens que teria, finalmente aceitei. Naquele mesmo dia formalizei com o diretor e no próximo semestre eu começaria a dar aulas.

Saindo de lá, o Estefano me levou para o apartamento dele para me treinar e entregar todos os seus materiais de aulas. Passamos duas horas com os seus ensinamentos. Seus materiais eram realmente bons, eu os estudaria muito pelos próximos dias até decorar absolutamente tudo. Estava com medo e, ao mesmo tempo, feliz pela oportunidade.

O Estefano era realmente um cara legal por ter me oferecido essa oportunidade de emprego mesmo depois do nosso término. Eu lhe dei um abraço e agradeci. Ele parecia muito feliz depois de muitos dias sentia alegria vindo dele. Isso me fez feliz também. Eu confiava nele e ele confiava na minha capacidade.

Quando chegou o dia da sua partida, fui me despedir dele no aeroporto. Lá eu esperava encontrar a sua família para a despedida, mas só estava seu colega de casa. Este, se despediu dele com um longo abraço, me cumprimentou e disse que precisava ir embora. Sozinhos, ficamos conversando sobre suas expectativas com a viagem, até que resolvi me despedir definitivamente. Ele me abraçou e disse que nunca se esqueceria de mim e me encaminharia mensagens e fotos constantes.

Durante o abraço, fui soltá-lo e ele me segurou por mais alguns segundos e disse: “Te amo, por favor não se esqueça de mim… E boa sorte como professora, tenho certeza que você se sairá muito bem, qualquer dúvida pode me mandar mensagens, ficarei muito feliz em responder”. Achei bonitas suas palavras e não conseguia ter nenhuma resposta decente, apenas disse "obrigada".

Depois dessa despedida, fiquei angustiada, tinha realmente chegado o dia da nossa separação definitiva. Eu pensei nele o dia todo, até sonhei. No dia seguinte, lembrei que tinha esquecido algumas coisas no apartamento dele. Eu estava tão triste com nossa separação que não pensei em pegá-las antes dele ir embora.

Resolvi pegar depois da aula na faculdade porque seu colega não trabalhava nesse horário e poderia me deixar entrar. Quando cheguei, seu colega me recebeu e conversamos. Disse que achei estranho os pais do Estefano não terem ido com ele até o aeroporto para a despedida. Ele respondeu:

— Depois de tudo, nem para isso eles teriam tempo. Estão esgotados.

— Como assim, depois de tudo o quê? Esgotados por quê? – Ele me olhou muito confuso e respondeu:

— Depois de todos os problemas que eles estão passando. Você se esqueceu?

— Quais problemas?

— Você não sabe? O Estefano não te contou?

— Não, por favor, termine essa história. O que de tão grave o Estefano não me contou?

— Talvez ele não queria te preocupar.

— Com o quê? Conta logo!

— Ok… É que o irmão mais velho do Estefano está viciado em drogas, está descontrolado, agressivo, ameaça a família toda por dinheiro de drogas. Inclusive, rouba o dinheiro deles, vendeu coisas da casa sem autorização para poder pagar dívidas e se envolveu em várias brigas com traficantes e até agrediu o Estefano.

— Como o Estefano nunca me contou? – Eu estava em choque.

— O Estefano tentou apaziguar a situação, foi tentar resolver as coisas, porém, tudo saiu do controle e eles brigaram feio. Seu irmão nunca gostou do Estefano porque sempre o acusou de ser querido e valorizado pela família, diferente dele. Sempre teve ciúmes e a relação deles nunca foi boa.

— Minha nossa! Eu não imaginava que o Estefano passava por isso.

— Foi por isso que ele decidiu fazer estágio no exterior. Foi conveniente nesse momento. O irmão dele ficou com tanta raiva por ele tentar resolver a situação que disse planejar matá-lo. Disse que queria ele longe de toda a família antes que fizesse algo de muito ruim. Acho que o Estefano teve medo e, ao mesmo tempo, ficou cansado de lidar com tudo isso. Agora seus pais querem internar seu irmão em uma clínica de reabilitação.

— Estou chocada, então, foi por isso que o Estefano quis ir para o exterior tão de repente e não ter me falado nada com antecedência. Ele deve ter ficado com medo.

Fiquei atordoada. Como o Estefano passava por tudo isso e não me contou nada? Ele devia sofrer muito, mesmo assim sempre se mostrava feliz comigo. Estou despedaçada, queria que ele pudesse ter me contado, mesmo que não tivesse nada que pudesse fazer para ajudar, pelo menos, poderia o consolar, fazê-lo se sentir melhor de alguma maneira.

Será que eu não percebi que havia algo errado? Ou, ele realmente tentou esconder e não demonstrar nada? Estou tão confusa. Será que devo mandar mensagem dizendo que agora sei de tudo? Acho que não. Será que ele queria me proteger de alguma forma? Tenho muitas perguntas, não sei o que fazer.

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Washi

Washi

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2024-07-17

1

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Capítulos
1 Capítulo 1: O começo
2 Capítulo 2: O Garoto
3 Capítulo 3: Novidades
4 Capítulo 4: Situações imprevistas
5 Capítulo 5: Nem tudo são flores
6 Capítulo 6: Novidades
7 Capítulo 7: Possibilidades
8 Capítulo 8: Surpresa
9 Capítulo 9: Decepções
10 Capítulo 10: Perigoso
11 Capítulo 11: Fascínio
12 Capítulo 12: Nada ocorre como o esperado
13 Capítulo 13: O outro lado da história
14 Capítulo 14: Consequências
15 Capítulo 15: Situação
16 Capítulo 16: Intensamente
17 Capítulo 17: Acabou
18 Capítulo 18: Quem é vivo sempre aparece
19 Capítulo 19: Descobrindo
20 Capítulo 20: Comemoração
21 Capítulo 21: O passado que volta para assombrar
22 Capítulo 22: Medo
23 Capítulo 23: Desespero
24 Capítulo 24: Pausa necessária dos problemas
25 Capítulo 25: Declaração
26 Capítulo 26: Tudo parece bem
27 Capítulo 27: Inacreditável
28 Capítulo 28: O mal venceu
29 Capítulo 29: Sacrifício
30 Capítulo 30: Fatídica noite
31 Capítulo 31: Mudança de comportamento
32 Capítulo 32: Projetos
33 Capítulo 33: Altos e baixos
34 Capítulo 34: Surpresa infeliz
35 Capítulo 35: O passado vem à tona
36 Capítulo 36: Compreensão
37 Capítulo 37: Dor
38 Capítulo 38: Angustia
39 Capítulo 39: Ponto final
40 Capítulo 40: Inacreditável
41 Capítulo 41: Lidando
42 Capítulo 42: Tentativa
43 Capítulo 43: Um grande dia
44 Capítulo 44: Surpresas
45 Capítulo 45: Meu momento
Capítulos

Atualizado até capítulo 45

1
Capítulo 1: O começo
2
Capítulo 2: O Garoto
3
Capítulo 3: Novidades
4
Capítulo 4: Situações imprevistas
5
Capítulo 5: Nem tudo são flores
6
Capítulo 6: Novidades
7
Capítulo 7: Possibilidades
8
Capítulo 8: Surpresa
9
Capítulo 9: Decepções
10
Capítulo 10: Perigoso
11
Capítulo 11: Fascínio
12
Capítulo 12: Nada ocorre como o esperado
13
Capítulo 13: O outro lado da história
14
Capítulo 14: Consequências
15
Capítulo 15: Situação
16
Capítulo 16: Intensamente
17
Capítulo 17: Acabou
18
Capítulo 18: Quem é vivo sempre aparece
19
Capítulo 19: Descobrindo
20
Capítulo 20: Comemoração
21
Capítulo 21: O passado que volta para assombrar
22
Capítulo 22: Medo
23
Capítulo 23: Desespero
24
Capítulo 24: Pausa necessária dos problemas
25
Capítulo 25: Declaração
26
Capítulo 26: Tudo parece bem
27
Capítulo 27: Inacreditável
28
Capítulo 28: O mal venceu
29
Capítulo 29: Sacrifício
30
Capítulo 30: Fatídica noite
31
Capítulo 31: Mudança de comportamento
32
Capítulo 32: Projetos
33
Capítulo 33: Altos e baixos
34
Capítulo 34: Surpresa infeliz
35
Capítulo 35: O passado vem à tona
36
Capítulo 36: Compreensão
37
Capítulo 37: Dor
38
Capítulo 38: Angustia
39
Capítulo 39: Ponto final
40
Capítulo 40: Inacreditável
41
Capítulo 41: Lidando
42
Capítulo 42: Tentativa
43
Capítulo 43: Um grande dia
44
Capítulo 44: Surpresas
45
Capítulo 45: Meu momento

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