Capítulo 20

No momento seguinte, Leandro se levantou rapidamente, ajudando-a a se erguer também.

— Você está bem? O que aconteceu? — perguntou ele, com voz preocupada, enquanto ambos sentiam um calafrio percorrer suas espinhas.

Ela respirou fundo, tentando acalmar-se.

— Foi um susto… Eu… Eu estava entrando na cozinha, e havia um homem lá, eu não conheço. Ele veio para cima, estava com uma faca na mão. — disse ela tremendo.

Leandro franziu o cenho, sua expressão endurecendo com a preocupação.

— Fica aqui, vou lá conferir.

Cauteloso, Leandro caminhou pelo corredor com sua arma em mãos. Ao chegar na cozinha, não encontrou mais ninguém. O ambiente estava silencioso e vazio, exceto pelo leve ruído dos eletrodomésticos, e o vaso quebrado o qual Lívia havia jogado contra o homem.

Voltando para junto dela, Leandro murmurou:

— Não tinha ninguém, mas não é seguro que fique aqui. É melhor voltar para a mansão do Bellini. Ligarei para ele e ver o que podemos fazer.

Ele se afastou um pouco, pegou o celular e ligou para Eduardo, relatando rapidamente a situação que acabara de acontecer. Após uma breve pausa na ligação, Leandro retornou a Lívia.

— Siga-me. — disse ele com firmeza. — Vamos sair daqui.

Juntos, deixaram o prédio rapidamente, dirigindo-se ao carro. No caminho de volta para a segurança da mansão Bellini, ambos permaneceram em silêncio, absorvidos pela tensão do que haviam enfrentado.

Lívia com os olhos fixos no horizonte escuro, além da janela do carro. Ela ainda tremia devido ao susto recente.

Chegando à mansão Bellini, Leandro estacionou o carro próximo à entrada principal. Ele ajudou Lívia a descer, segurando-a pelo braço com gentileza.

— Vamos entrar. Eduardo deve estar esperando para falar conosco — disse ele, conduzindo-a até a porta principal.

Dentro da mansão, a atmosfera era serena, contrastando com o tumulto emocional que Lívia ainda sentia. Eduardo apareceu rapidamente na sala de estar ao ouvir a porta se abrir.

— Leandro. O que aconteceu? Estão bem? — perguntou Eduardo, sua expressão séria.

Lívia respirou fundo, sentindo um misto de alívio por estar na segurança da mansão e nervosismo ao enfrentar Eduardo.

— Houve um intruso na minha casa. Um homem desconhecido com uma faca. Leandro me ajudou a sair de lá — explicou ela, lutando para manter a voz firme.

Eduardo assentiu, olhando sério para Leandro, que parecia um pouco perdido.

— Obrigado por cuidar dela, Leandro. Você fez bem em trazê-la. Vou pedir para os rapazes trazer todos os seus pertences de lá — disse Eduardo, virando-se para um dos seguranças presentes. — Prepare uma equipe e vá com Leandro, resolvam o pagamento do aluguel do apartamento e tragam tudo que pertence a Lívia.

Leandro assentiu, antes de seguir o segurança para cumprir a ordem de Eduardo, ele disse:

— Fique tranquila, senhorita Lívia. — disse Leandro a confortando.

Eduardo olhou para aquela cena, com expressão fechada.

Lívia sentou-se em uma poltrona na sala, sentindo o cansaço e o choque da experiência começarem a se manifestar. Eduardo se aproximou dela, colocando uma mão reconfortante em seu ombro.

— Você está segura. — disse ele.

Lívia olhou para Eduardo, sentindo uma dor alucinante dentro de si, por se permitir estar naquela vida, e por se culpar pela morte da sua melhor amiga.

— Não sei se posso estar segura no mesmo ambiente que você. — Lívia levantou-se, encarando Eduardo com determinação.

— O que deu em você, cadelinha? Está louca para se envolver em mais uma brincadeira? — Eduardo provocou, com um sorriso irônico nos lábios.

— Vá pro inferno. — Lívia respondeu.— Estou cansada de toda essa merda em que você me colocou.

Lívia subiu as escadas em direção ao quarto, mas antes que pudesse alcançá-lo, foi pega desprevenida por Eduardo, que segurou seu braço com firmeza, girando-a para encostá-la na parede do corredor. O calor da sua respiração envolveu Lívia, enquanto ele a fitava intensamente.

— Você não tem ideia do que está fazendo, brinquedinho. — A voz de Eduardo era baixa e perigosa. — Não mexa comigo, é um aviso. Quanto mais você se dobrar e ser obediente a mim, é melhor.

— Solte-me. — Lívia tentou se libertar, mas a força de Eduardo era implacável.

— Você vai aprender quem manda aqui. — A expressão de Eduardo era um misto de raiva e desejo. — vai continuar sendo do meu jeito.

Lívia encarou Eduardo com fúria nos olhos, seu peito subindo e descendo com a respiração acelerada.

— Você é patético, Eduardo. Acha que pode me controlar como um animal na sua coleira? — Ela cuspiu as palavras com desprezo. — É um machista, ogro e homem das cavernas, canalha.

Eduardo apertou ainda mais o braço de Lívia, sua mandíbula tensa.

— Não subestime o que posso fazer com você. — Ele sussurrou, seus lábios roçando perigosamente perto do ouvido dela. Te mandei para seu apartamento, afim de que ficasse longe de mim, mas já que o destino não quer assim, vai continuar presa a mim, e fará tudo que eu mando e como eu quero.

— Se não fosse por aquele homem maldito no meu apartamento, eu estaria longe de você uma hora dessas. — Lívia cuspiu as palavras nele.

— O que te faz pensar assim? Antes mesmo de te deixar no seu apartamento, ordenei que meus homens ficassem de olho em você 24 horas. — disse ele rudimente. — Não sou tão burro como você pensava, cadelinha.

Lívia sentiu um misto de medo e excitação diante da intensidade de Eduardo. Ela odiava admitir, mas uma parte dela desejava sua dominação, e ela sentia raiva de si mesma, por isso.

— Se você acha que pode me intimidar, está muito enganado. — Ela retrucou, tentando manter sua determinação.

Eduardo soltou um riso sarcástico, suas mãos, ainda firmes em Lívia.

— Você gosta de desafios, não é? Aprenderá a respeitar. — Ele murmurou, antes de finalmente soltá-la abruptamente.

Lívia recuou, respirando pesadamente, sentindo-se vulnerável diante do poder de Eduardo.

Eduardo observou Lívia recuar, seu olhar penetrante seguindo cada movimento inquieto dela. Ele tinha um sorriso sutil nos lábios, satisfeito com a reação dela.

— Acha que toda vez que pode, poderá me subestimar? — A voz de Eduardo era um misto de advertência e promessa.

Lívia engoliu em seco, sentindo-se ao mesmo tempo, irritada e intrigada pelo magnetismo dominador daquele homem. Ela tentou manter a compostura, mas sabia que estava em desvantagem diante dele.

— Não se engane. Não sou uma de suas submissas, obediente. — Ela falou com uma mistura de desafio. — E nunca será assim, mesmo que me castigue todos os dias, não terá a minha submissão.

Eduardo se aproximou novamente, lentamente, sua presença imponente, enchendo o corredor estreito.

— Ainda não percebeu que já pertence a mim, Lívia? — Ele murmurou, seus olhos escuros fixos nos dela. — Você desperta algo em mim que não consigo ignorar. Que sorte a sua, parabéns! Ou devo dizer, meus pêsames a você? — indagou ele, levantando o vestido de Lívia. — Não se mova. — sussurrou com voz rouca, seus dedos encontrando o clitóris sensível sobre a calcinha de renda.

Lívia sentiu um arrepio percorrer sua espinha, uma parte dela querendo resistir enquanto outra se via tentada pela intensidade de Eduardo, e seus dedos ágeis sobre sua parte íntima.

— Você é apenas um maldito homem das cavernas, arrogante! — Lívia tentou se convencer, mas sua voz vacilou ligeiramente.

Eduardo sorriu de lado, como se estivesse se divertindo com a luta interna dela.

— Veremos até onde você pode resistir, Lívia. — Ele disse suavemente, antes de se afastar e deixá-la ali, lutando com suas próprias emoções.

Lívia permaneceu imóvel por um momento, com o coração acelerado e a mente confusa com a complexidade de emoções em relação a Eduardo. Havia algo perigoso nele, algo que aos poucos a atraía e a repelia ao mesmo tempo. Seu corpo ainda estava em choque, pelo toque inesperado.

Desgraçado.

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

Vai ser bem complicado, homem não demostra sentimentos como nós apenas um toque já nos deixa entregue k

2025-01-10

0

Maria Sena

Maria Sena

Nesse jogo os dois vão sair machucados, porque os dois não querem perder. Ele querendo dominar ela pra suas loucuras sexuais. Ela querendo que ele se apaixone pra ela se vingar dele.

2024-11-12

0

Tania Maria

Tania Maria

Que delícia 😋

2024-10-27

0

Ver todos

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