Lívia entrou no prédio, ainda atordoada com a série de eventos que acabara de vivenciar. Seus olhos ainda ardiam pelas lágrimas que derramou pela perda da melhor amiga. A dor, era alucinante, ainda mais por vê-la sendo morta diante de seus olhos, e a forma brutal na qual arrancaram seus órgãos, como se ela fosse algo sem importância.
Ela foi conduzida por corredores austeros, seus passos ecoando nas paredes de concreto. Os homens que a acompanhavam mantinham uma postura rígida e profissional, sem desviar o olhar para ela.
O edifício era surpreendentemente moderno por dentro, com equipamentos de segurança avançados e um ar de eficiência implacável. Eles finalmente pararam em frente a uma porta de madeira maciça. Um dos homens bateu levemente antes de abrir, indicando para Lívia entrar.
Ela respirou fundo, tentando acalmar os nervos enquanto adentrava o escritório luxuosamente decorado. Atrás de uma imponente mesa de mogno, sentado em uma cadeira de couro, estava Eduardo Bellini. Ele ergueu os olhos de um conjunto de documentos, e seu olhar intenso a perfurou.
— Lívia. — ele disse, sua voz calma e controlada. — Finalmente, que inferno você viveu, não é? Por favor, sente-se. — Eduardo apontou a cadeira à sua frente.
Lívia obedeceu, sentando-se na cadeira em frente à mesa, com o rosto marcado, e uma leve dor no corpo, devido aos chutes recebidos. Ela estava nervosa, mas determinada a manter a compostura. Eduardo Bellini era um homem poderoso e perigoso, e agora, mais do que nunca, ela precisava de respostas, precisava saber, porque ele a salvou, e quais eram seus planos.
— Eu… quero agradecer por me salvar. — começou Lívia, escolhendo as palavras com cuidado. — Mas estou confusa. Por que você fez isso? Por que me salvou?
Eduardo inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa e entrelaçando os dedos. Seus olhos não deixavam os dela, analisando cada nuance de sua expressão.
— Eu sei quem você é e o que estava fazendo. — ele disse finalmente. — Seus esforços para me investigar não passaram despercebidos. O que deu na sua cabecinha de vento? Hã? Achava mesmo que poderia me derrubar? — ele riu, tentando mascarar a raiva que sentia. Não queria demonstrar que aquele assunto o deixava desestabilizado e cheio de ódio. — E sem censura, mas você está feia, te judiaram bastante. — Ele riu.
O coração de Lívia deu um salto. Ele sabia. Mas isso só aumentava o mistério.
— Então por que me salvar? — ela insistiu, sua voz traindo um pouco da frustração que sentia. — Deveria ter me deixado lá, se isso te faria feliz, já que está rindo da minha desgraça.
— Porque você é útil para mim. — respondeu Eduardo, sua voz impassível. — E também porque não tolero que toquem no que será meu, sem a minha permissão.
Lívia franziu a testa, confusa e intrigada com a resposta. “Útil? Como assim?”
Eduardo se recostou na cadeira, um leve sorriso aparecendo no canto de seus lábios.
— Você tem informações que podem me prejudicar. E eu gosto de manter meus inimigos por perto, onde posso controlá-los, observá-los bem de perto.
Ela não sabia se isso era um elogio ou uma ameaça. De qualquer forma, estava claro que Eduardo Bellini tinha planos para ela. Planos que, por enquanto, ela não tinha escolha a não ser aceitar.
— Então, o que acontece agora? — ela perguntou, tentando manter a voz firme. — Vamos ficar aqui, olhando para a cara um do outro, enquanto remoemos o passado? Eu não tenho mais as provas, todas elas foram para o lixo, se me der licença, tou indo embora. — Lívia levantou-se, enquanto isso Eduardo apertou no butão automático debaixo da sua mesa, e trancou a porta, antes mesmo de ela sair.
— Agora. — Disse Eduardo, levantando-se, abriu a gaveta de sua mesa. — Você é minha. E eu garanto que será mais seguro do que continuar tentando me derrubar, porque é isso que fará, se eu deixar você passar por essa porta. — Ele puxou o documento colocando-o com um baque, sobre a mesa, observando Lívia caminhar de volta até a mesa.
Ela olhou para o documento e depois para Eduardo, com uma mistura de desafio e hesitação.
— O que é isso?
— Seu novo contrato. — disse ele, sua voz firme e fria. — Leia, assine e depois poderemos continuar.
Lívia abriu a pequena pasta, folheando as páginas cheias de cláusulas e termos legais. Mas, à medida que avançava, percebeu que se tratava de um acordo de submissão BDSM, com cláusulas explícitas sobre obediência, limites e controle.
Ela sentiu um nó no estômago enquanto lia os detalhes gráficos das expectativas de Eduardo. Cada linha descrevia as regras às quais ela estaria sujeita, suas responsabilidades e os limites que deveriam ser respeitados. Havia descrições detalhadas de práticas eróticas, o uso de brinquedos sexuais e os limites de dor que seriam impostos. O contrato também incluía uma cláusula de confidencialidade e um acordo de não concorrência. Eduardo queria garantir que ela estivesse completamente sob seu domínio.
— Isso é um contrato de submissão. — disse ela, sua voz cheia de incredulidade. — Você realmente espera que eu assine isso? — Lívia levantou-se da cadeira, abruptamente.
Eduardo se inclinou para frente, com seu rosto a poucos centímetros do dela.
— Sim, espero. E você assinará, porque sabe que não tem escolha. Está me devendo o favor que fiz, a não ser que queira retornar para os braços dos Moretti. Para ser mantida presa novamente, naquela espelunca na qual estava, eu mesmo entrego você a eles com todo prazer.
Lívia fechou os olhos por um momento, tentando controlar a raiva. Quando os abriu novamente, encontrou o olhar implacável de Eduardo.
— E se eu me recusar?
— Não é uma opção. — disse ele, sua voz fria como gelo. — Assine, logo essa merda. Ou enfrente as consequências. — Rosnou.
Com as mãos trêmulas, Lívia pegou a caneta e assinou o contrato. Eduardo observou cada movimento, seus olhos, não deixando transparecer nenhuma emoção. Quando ela terminou, ele pegou o dossiê e guardou na gaveta.
— Bem-vinda ao meu mundo, Lívia. — disse ele, voltando à sua postura relaxada na cadeira. — Agora, vamos falar sobre o que isso significa para você.
Eduardo se levantou e andou ao redor da mesa, parando ao lado de Lívia. Ele inclinou-se, pegando uma pequena caixa de madeira de uma prateleira próxima. Ao abrir a caixa, ele revelou uma seleção de brinquedos eróticos: algemas, vendas, e vários outros itens que fizeram Lívia corar de raiva. Ela sabia, que estava nas mãos de outro maluco, sádico.
— Estes são apenas alguns dos instrumentos que usaremos. — disse ele, sua voz suave, mas carregada de autoridade. — Você aprenderá a obedecer, a confiar e a entregar-se completamente. — Continuou. — Quando estiver preparada, mostrarei o outro lado do paraíso. — Apertou seu queixo.— Ou melhor, meu inferno.
Lívia sentiu um misto de medo. Ela nunca havia considerado algo tão extremo, mas a presença dominante de Eduardo a fazia questionar seus próprios limites.
— Eduardo, eu… — Lívia começou, mas ele a interrompeu.
— Sem desculpas, e para você sou, senhor Bellini. — ele disse, colocando um dedo sob o queixo dela e levantando seu rosto para olhar nos olhos. — Você fez sua escolha ao assinar o contrato. Agora, você me pertence. E eu prometo cuidar de você, dentro dos limites que estabelecemos.
Lívia engoliu em seco, sentindo a intensidade do momento. Ela sabia que sua vida nunca mais seria a mesma. E, por mais aterrorizante que fosse, parte dela estava estranhamente ansiosa para ver até onde isso a levaria.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Adriana Mentoring de Mulheres
Já le muito livros de mafioso, mais esse é de dar calafrio com tanta coisa terrível que ela passou . Mais infelizmente esto é uma verdade , tráfico de mulheres, tráfico de órgãos, terrível 😢
2024-12-20
1
Sineia Soares
Agora vai começar a guerra
2025-01-31
0
Cleidilene Silva
ela foi meche com vespeiro.
2025-01-09
0