Lívia acordou, tomou um banho demorado e seguiu para o closet pegar uma roupa confortável. Seu corpo ainda doía bastante e ainda havia algumas marcas do chicote em sua bunda. Ela vestiu um vestido colado ao corpo e se preparou para encontrar Eduardo para pedir que a levasse ao seu antigo apartamento. Precisava ir até lá pegar alguns pertences. Desceu para a sala e percebeu que Eduardo não estava em lugar nenhum. Decidiu ir até seu escritório, ignorando a placa que dizia “Não entre sem a minha permissão”.
Fechou a porta atrás de si e chamou pelo nome de Eduardo algumas vezes. Não encontrando resposta, abriu a gaveta na qual lembrava que ele havia guardado o contrato. Pegou o documento e sentou-se na cadeira confortável, lendo novamente todas as cláusulas. Seus olhos pararam na cláusula número 10, que falava claramente que, se ambas as partes fizessem algo que não estava no contrato, poderiam cancelar o mesmo antes de ele vencer. Lívia gostou daquela parte e formulou ideias para quebrar aquela regra imediatamente para se livrar de Eduardo Bellini e suas punições loucas, e finalmente ir embora daquele lugar de uma vez por todas.
Colocou de volta o contrato na gaveta e se levantou para sair dali. No entanto, assim que colocou os pés para fora, tomou um susto ao ver Eduardo chegando, pegando-a invadindo o espaço que ele havia pedido para que não invadisse.
— Lívia? Sério mesmo que entrou no meu escritório, mesmo estando escrito na placa 'não entre'? Você é cega ou o quê? — Ele apertou seus cabelos nas mãos, forçando-a a olhar a placa.
Lívia sentiu o medo crescer, mas tentou manter a calma.
— Eduardo, eu só queria pegar algumas coisas do meu antigo apartamento. Precisava falar com você — justificou-se, sua voz trêmula.
Eduardo não parecia interessado em suas desculpas. Soltou seu cabelo com um puxão brusco e a empurrou contra a parede.
— Você não tem permissão para estar aqui — rosnou ele. — Quebrar essa regra tem consequências sérias, e você sabe disso.
Lívia tremeu, sabendo que estava prestes a enfrentar mais uma punição. Eduardo a pegou pelo braço e a arrastou de volta para o quarto. O ambiente com pouca iluminação, na cor preto e vermelho, agora a deixou com medo.
— Você acha que pode desafiar minhas regras e sair impune? — disse Eduardo, sua voz carregada de frieza. — Você precisa de um lembrete de quem está no controle aqui.
Ele a prendeu numa cadeira, mas desta vez não usou o chicote. Pegou um par de grampos de aço e os prendeu nos mamilos de Lívia. A dor era imediata e intensa, fazendo-a ofegar. Eduardo observava sua reação, satisfeito com a expressão de sofrimento em seu rosto. A primeira vez não viu aquela expressão, agora ele sabe quais dos brinquedos a fazem sentir dor.
— Você vai ficar assim por um tempo — disse ele, ajeitando os grampos para garantir que a dor não diminuísse. — Talvez isso a ensine a respeitar minhas regras.
Lívia lutava para conter as lágrimas, a dor atravessando seu corpo. Eduardo ficou ao seu lado, monitorando cada reação.
— Sentimentos são uma fraqueza — murmurou ele, mais para si mesmo do que para ela. — E a fraqueza não tem lugar aqui.
Depois de algum tempo, Eduardo soltou finalmente os grampos, mas a dor persistia. Ele a auxiliou a se levantar e a conduziu até o quarto dela.
— Espero que tenha aprendido sua lição — disse ele friamente. — Não quero ter que repetir isso.
Lívia assentiu, tentando recuperar o fôlego. A dor física era intensa, mas a humilhação era ainda pior.
Eduardo caminhou até a porta, mas antes mesmo de pôr os pés para fora, Lívia criou coragem e o desafiou, decidiu colocar em prática o plano que tivera no escritório dele e lutaria para que funcionasse.
— Eduardo Bellini — disse ela, fazendo-o parar. — Você não é homem, não é? Quando eu estava investigando você, soube que não era um homem comum, mas que está metido em lavagem de dinheiro, esquemas perigosos, e tem uma conta recheada de dinheiro. Será por quê? Ah, já sei. Porque é um mafioso. — Provocou ela. — Um mafioso de merda, que sente prazer em machucar os outros, mas não é homem suficiente para foder uma mulher. Cretino. — Concluiu Lívia mostrando um sorriso de desdém.
Eduardo parou no meio do caminho, as palavras de Lívia penetraram no fundo. Ele virou lentamente, seus olhos escurecendo com uma fúria controlada. Caminhou de volta em direção dela, cada passo carregado de ameaça.
— Você está jogando um jogo muito perigoso. — disse ele com voz baixa e mortal. — Acha que me conhece? Acha que pode me desafiar assim e sair ilesa?
Ele a pegou pelo braço novamente, dessa vez com mais força, e a puxou para mais perto, o rosto deles a poucos centímetros de distância.
— Você realmente quer saber o que consigo fazer? — perguntou ele, os olhos fixos nos dela, sem um pingo de compaixão. — Sou Eduardo Bellini, e você não é ninguém. — cuspiu as palavras.
Eduardo a puxou de volta para o quarto de brinquedos eróticos, fechando a porta atrás deles. Lívia tentou manter a postura desafiadora, mas a intensidade do olhar dele era intimidante.
— Você acha que pode usar minhas próprias armas contra mim? — Eduardo continuou, a voz carregada de desdém. — Isso só prova o quanto você ainda precisa aprender muito ainda.
Ele a forçou a sentar na cama e se ajoelhou na frente dela, segurando seu rosto com uma mão firme.
— Eu não preciso provar nada para você — disse ele. — E você vai se arrepender de ter me desafiado dessa maneira.
Eduardo levantou-se, sua presença dominadora preenchendo o quarto. Ele pegou um conjunto de cordas de um armário próximo e começou a amarrar Lívia de maneira experiente, prendendo seus braços e pernas de forma que ela não pudesse se mover.
— Se quer testar meus limites, vamos ver até onde você aguenta — murmurou ele, enquanto apertava os nós. — Vou te mostrar que brincar comigo tem consequências.
Eduardo pegou um cinto de couro e começou a usar o objeto para castigá-la, cada golpe meticulosamente calculado para causar dor, mas não ferir gravemente. Lívia gritava, mas ele não mostrava sinais de parar. Ele estava determinado a mostrar que qualquer tentativa de desafiá-lo seria tratada com a mais severa das punições.
Quando finalmente terminou, Eduardo se afastou, observando o corpo trêmulo de Lívia.
— Da próxima vez que pensar em me desafiar, lembre-se disso — disse ele friamente. — Você não vai ganhar, Lívia. Sou o dono desta casa, deste contrato, e de você.
Ele se virou e saiu do quarto, deixando Lívia amarrada e dolorida. Enquanto caminhava de volta ao seu escritório, Eduardo repetia para si mesmo as lições de seu pai. Sentimentos eram uma fraqueza, e ele não podia permitir que nada ameaçasse seu controle absoluto.
— Eu sou um Bellini. — afirmou para si mesmo.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Maria Sena
Aonde esse idiota acha que vai chegar com esse discurso medíocre ensaiado que ele tá tentando enfiar na mente e no coração. Tá tentando se convencer que não pode sentir sentimentos por ela.
2024-11-12
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Selma Mello
diante de tudo que aconteceu com ela e a amiga quando estavam nas mãos dos Moreti por causa da curiosidade e petulância dela, ainda não aprendeu
2024-11-15
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Sineia Soares
Ela é tionza não aprende
2025-01-31
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