O coração de Lívia batia descontroladamente enquanto observava o pequeno quarto para onde fora levada à força. Era um espaço reduzido, iluminado apenas por uma luz fraca que emanava de uma pequena lâmpada pendurada no teto. Nas paredes, prateleiras abarrotadas de brinquedos eróticos brilhavam levemente à luz, cada um deles emitindo uma sensação de desconforto e ameaça.
Ela tentou controlar a respiração, sentindo o suor frio escorrer por sua testa. Estava sozinha, mas não por muito tempo. Lembrou-se dos homens que a haviam arrastado até ali, seus rostos másculos e olhos vazios. O que eles queriam com ela?
Seus olhos se detiveram em uma cadeira de couro negra posicionada no centro do quarto. Era uma visão perturbadora, evocando imagens de situações que ela mal podia imaginar. A ideia de ser subjugada e humilhada naquela cadeira fez seu estômago revirar.
O som de passos se aproximando do lado de fora da porta quebrava o silêncio sufocante. Lívia se encolheu, pressionando as costas contra a parede fria. Seu coração martelava em seu peito, cada batida um lembrete doloroso de sua vulnerabilidade.
A porta se abriu com um rangido baixo. Três homens entraram, suas expressões sérias e olhares intensos fixados nela. Vestiam nada além de cuecas boxes e carregavam consigo uma presença intimidadora que enchia o quarto de opressão.
— Você vai cooperar, Lívia. — disse um deles, sua voz baixa e autoritária. Ele se aproximou dela lentamente, como um predador se aproximando de sua presa, passando um chicote de couro por sua pele. Lívia recuou instintivamente, mas sabia que não havia para onde fugir.
Os homens a cercaram, observando-a com uma mistura de desejo e malícia. Ela se sentia encurralada, presa em um jogo cruel do qual não entendia as regras. Um dos homens estendeu a mão para tocar seu rosto, mas ela se esquivou com repulsa.
— O que vocês querem de mim? — Lívia finalmente perguntou, sua voz trêmula. Ela tentava manter uma fachada de controle, mesmo que por dentro estivesse em pânico.
— Divertir-nos, é claro. — respondeu o segundo homem, um sorriso irônico dançando em seus lábios. — E você vai gostar, querida. Garantimos isso.
O homem moreno, de porte atlético, se aproximou ainda mais, seu hálito quente batendo no rosto de Lívia. Ela fechou os olhos por um momento, reunindo coragem. Não podia se permitir quebrar agora, não quando sua vida dependia disso. As mãos grandes e quentes a trouxeram para mais perto de seu corpo firme. O mesmo homem apertou sua bunda, enquanto sem aviso, invadiu sua boca com a língua. Lívia pôde sentir o gosto de Whisky em sua boca e também percebeu o volume formado entre as pernas dele. Os outros dois homens que até então observavam, se aproximaram. Um ficou atrás, descendo o zíper de seu vestido, enquanto distribuía beijos pelo seu ombro, e o outro alternava com o primeiro, também a beijando.
— Por favor, parem. Eu não quero isso. — Pediu Lívia. No entanto, eles não pararam.
Então, algo aconteceu naquele instante, ajudando Lívia a livrar-se daquele momento embaraçoso.
Lívia, atordoada e temerosa, ouviu subitamente o som ensurdecedor de tiros ecoando pelo corredor além da sala. Os homens que a cercavam se sobressaltaram, suas expressões passando de confiança para alarme. Houve um estrondo ensurdecedor, seguido por gritos abafados e o som de uma luta violenta, e tiros ecoando um pouco longe.
O líder dos homens se virou abruptamente para a porta, seus olhos largos de surpresa e confusão.
— O que diabos está acontecendo? — ele murmurou, sua voz carregada de preocupação.
Um dos outros homens correu até a porta, tentando olhar pelo pequeno visor.
— Alguém invadiu o lugar! — ele gritou de volta, sua voz ecoando no quarto. — Precisamos sair daqui agora!
A confusão se instalou entre os homens, enquanto discutiam entre si em vozes urgentes. Lívia aproveitou a oportunidade, movendo-se rapidamente para longe deles. Ela olhou ao redor freneticamente, procurando por uma rota de fuga.
Em meio ao caos, a porta foi arrombada com força. Um homem vestido com roupas escuras e uma máscara surgiu, segurando uma arma fumegante. Ele disparou um aviso para o teto, fazendo com que os homens restantes recuassem em pânico.
— Vocês estão cercados! Rendam-se agora! — Gritou o homem mascarado, sua voz ecoando com autoridade.
Os homens que estavam na sala com Lívia, trocaram olhares nervosos, compreendendo que não havia mais saída. Um a um, eles levantaram as mãos em rendição, permitindo que o homem mascarado se aproximasse e os algemassem.
Lívia sentiu um misto de alívio e terror enquanto observava tudo se desenrolar. Ela se afastou dos homens capturados, suas pernas tremendo de exaustão e choque. O homem mascarado se virou para ela, seu olhar por trás da máscara parecendo avaliá-la por um momento antes de se aproximar com cautela.
— Me acompanhe. — Ordenou ele, sem ao menos perguntar se ela estava bem ou não.
Lívia, ainda tremendo e atordoada com o que acabara de acontecer em sua vida, em tão pouco tempo, seguiu o homem enquanto ele liderava o caminho pelos corredores sombrios da casa noturna. Seus passos eram rápidos e determinados, guiando-a por meio de um labirinto de portas e escadas.
O homem não falava muito enquanto caminhavam, mantendo-se alerta para qualquer sinal de perigo ao redor deles. Lívia se agarrou à sensação de segurança que sua presença oferecia, sua mente ainda tentando processar o trauma recente.
Finalmente, eles alcançaram uma saída lateral, onde a luz do dia brilhava através das árvores do jardim. Lívia sentiu um alívio profundo ao sentir o ar fresco em seus pulmões, contrastando com o ar pesado e sufocante dentro daquele lugar.
Lívia, ainda em choque com tudo o que havia acontecido, entrou no veículo com o homem mascarado. Ela observou em silêncio enquanto mais homens se preparavam ao redor, colocando os capturadores dela em uma van que logo partiu, seu destino incerto.
Durante o trajeto, o ambiente permaneceu tenso e silencioso. O homem mascarado finalmente retirou sua máscara, revelando um rosto sério e frio. Seus traços eram firmes, e seus olhos transmitiam uma determinação que não deixava espaço para dúvidas. Lívia admirou a beleza dele em silêncio, fascinada e, ao mesmo tempo, intrigada pela sua presença imponente.
Ele não dirigiu uma palavra a ela durante todo o caminho, concentrando-se na estrada à frente e nas comunicações pelo rádio com seus colegas. Lívia se perguntava quem ele era, o que o motivava a agir com tanta eficiência e decisão. Ainda assim, sentia-se segura ao lado dele, apesar do desconhecido que os cercava.
Finalmente, o veículo parou em frente a um edifício discreto. O homem saiu primeiro, abrindo a porta para Lívia sair em segurança. Ela o seguiu até a entrada do prédio, onde foram recebidos por outros homens que pareciam familiarizados com ele.
— Levem-na para dentro, o senhor Bellini quer falar com ela. — Ordenou ele, sua voz autoritária preenchendo o ambiente. Os homens assentiram e conduziram Lívia.
Antes de se separarem, Lívia encontrou coragem para dizer: — “Obrigada… por me salvar.”
O homem apenas olhou para ela e disse:
— Agradeça ao senhor Bellini, ele está à sua espera. — E simplesmente saiu, a deixando atônita. E com a cabeça cheia de perguntas. Porque Bellini a salvou, se ela estava o investigando? E com toda certeza ele sabia disso.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Elizabeth Da conceição
tomara que o Eduardo não lhe maltrate mas,ela já sofreu demais.
2025-03-27
0
Elizabeth Da conceição
Que vida sofrida é de Lívia,ela não deve perdoa-lo
2025-03-27
0
Elizabeth Fernandes
Tô amando a história
2025-03-11
0