Capítulo 19

Eduardo caminhou até o banheiro, livrou-se do preservativo e tomou um banho. A água quente ajudava a limpar seu corpo, mas não sua mente. Pensamentos sobre o que acabara de acontecer misturavam-se com o prazer sombrio que ele sentia. Após se secar, saiu do banheiro, deixando Lívia sobre a cama.

Ele vestiu-se rapidamente e saiu do quarto, encontrando Leandro no corredor.

— Leve-a para o apartamento dela assim que ela acordar — ordenou Eduardo, sem expressar nenhuma emoção.

Leandro acenou com a cabeça, compreendendo a ordem. Eduardo então se afastou. Enquanto caminhava pelos corredores, ele não pôde deixar de se perguntar até onde essa relação com Lívia o levaria, e se algum dia ele se arrependeria de suas ações.

Dentro do quarto, Lívia permaneceu imóvel, sua mente e corpo exaustos. Ela sabia que, por mais doloroso que fosse, precisava encontrar uma maneira de sobreviver ao caos que era sua vida agora.

Lívia levantou-se da cama ao ouvir batidas na porta. Um homem, provavelmente Leandro, falou do outro lado.

— Organize-se, vou levá-la em poucos minutos.

Sem dizer uma palavra, Lívia foi ao banheiro. Ao entrar, viu o preservativo que Eduardo descartou, ainda morno. Sua mente rapidamente voltou para o plano que havia traçado. Ela estava em seu período fértil. Pegando o preservativo, foi até a porta e trancou-a, dizendo a Leandro que iria demorar um pouco.

— Preciso de alguns minutos.

Leandro respondeu algo que ela mal ouviu, a mente concentrada no que precisava fazer. Ela deitou-se na cama e, com cuidado, introduziu o esperma de Eduardo em si. Colocou as pernas para cima, mantendo-se nessa posição por longos minutos, esperando que o plano funcionasse.

Seus pensamentos corriam soltos enquanto mantinha a posição. Essa poderia ser sua única chance de mudar seu destino, de usar a situação a seu favor. Cada segundo parecia uma eternidade, mas ela se esforçava para manter a calma, sabendo que qualquer erro poderia ser fatal. Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, ela se forçou a manter a calma.

Leandro bateu a porta novamente, até que Lívia saiu do quarto, respirando fundo. Ela já estava pronta. Havia tomado banho, e estava pronta para ir.

— Vamos. — disse ela passando na frente de Leandro.

Leandro a seguiu em silêncio, observando-a com curiosidade. Ele podia sentir que algo havia mudado, mas não conseguia identificar o quê. Lívia, por outro lado, mantinha sua expressão impassível, focada no próximo passo de seu plano.

Lívia seguiu Leandro até o carro que a esperava na frente da casa. O motorista abriu a porta de trás, e ela entrou. Leandro sentou-se ao lado dela, silencioso, enquanto o carro começava a se mover pelas ruas escuras da cidade.

Durante o trajeto, Lívia olhava pela janela, absorvendo a paisagem urbana que passava rapidamente. Sua mente estava a mil, pensando em todas as possibilidades e riscos do que acabara de fazer. Ela sabia que, se Eduardo descobrisse, poderia ser o fim para ela, mas também sabia que precisava tentar algo para mudar sua situação e quebrar o contrato que a mantinha presa. Se ela engravidasse, Eduardo provavelmente rejeitaria a criança, e isso poderia ser a oportunidade perfeita para ela ir embora para longe. Não se importava com a responsabilidade de cuidar do bebê, desde que estivesse livre.

Finalmente, o carro parou em frente ao seu apartamento. Leandro saiu primeiro, abrindo a porta para ela. Lívia saiu do carro, sentindo o ar fresco da noite em seu rosto.

Leandro a observou atentamente enquanto ela caminhava até a entrada do prédio.

— Se precisar de alguma coisa, estarei por perto — disse ele, sua voz neutra.

Lívia assentiu, sem olhar para trás.

— Obrigada, Leandro.

Ela entrou no prédio, ao som dos seus passos ecoando no saguão silencioso. Subiu até seu apartamento, a ansiedade ainda pulsando em suas veias. Ao fechar a porta enfiou as mãos na bolsa para pegar as chaves, mas a porta não estava trancada. Lívia abriu a porta e finalmente permitiu-se um momento de fraqueza, deslizando pela porta até se sentar no chão. Lágrimas silenciosas escorreram por seu rosto enquanto ela abraçava os joelhos, quando seus olhos pousaram nos quadros pintados por sua amiga Giulia, espalhados pelas paredes. Está ali naquele ambiente, era pior do que todas as chicotadas que Eduardo lhe derá.

As cores vibrantes e as cenas de paisagens tranquilas nos quadros contrastavam fortemente com o turbilhão de emoções dentro dela. Giulia sempre dizia que pintar era uma forma de encontrar paz em meio ao caos. Lívia desejou poder encontrar a mesma paz. Ele se levantou do lugar, e passou pelos quadros, deslizando seus dedos pelas bordas. As lágrimas quentes corriam soltas pelo rosto.

Com um suspiro profundo, ela afastou-se dos quadros e dirigiu-se ao quarto. No entanto, foi interrompida por um pequeno ruído vindo da cozinha. Seu corpo ficou tenso, e ela se aproximou devagar, tentando não fazer barulho. Ao espiar pela porta, percebeu um homem na cozinha, prestes a atacá-la. O pânico tomou conta de seu corpo, e ela deu alguns passos para trás, tentando avaliar a situação.

O homem a viu e avançou rapidamente, mas Lívia conseguiu reagir a tempo. Pegou um vaso decorativo que estava em uma mesa próxima e o lançou contra o intruso, acertando-o no ombro. O impacto o desequilibrou por um momento, dando a ela uma pequena janela de oportunidade para correr.

— Quem é você? — gritou Lívia, tentando manter a voz firme enquanto se movia para longe da cozinha.

O homem não respondeu, mas seus olhos estavam fixos nela, cheios de intenções perigosas. Ela correu para a sala, procurando desesperadamente algo que pudesse usar para se defender. Encontrou uma cadeira e a segurou na frente do corpo, como um escudo improvisado.

O intruso avançou novamente, e desta vez Lívia não hesitou. Ela bateu a cadeira contra ele com toda a força que conseguiu reunir, o som do impacto ecoando pelo apartamento. O homem caiu no chão, gemendo de dor. Lívia aproveitou a chance para correr para a porta de entrada, destrancando-a rapidamente e saindo para o corredor.

— Socorro! — gritou ela, esperando que alguém no prédio ouvisse seu pedido de ajuda.

Desceu as escadas correndo, o coração batendo freneticamente, até encontrar Leandro, que vinha ao seu encontro para verificar se estava tudo bem. O impacto repentino fez com que Leandro caísse por cima dela, seus olhos se encontraram naquele momento.

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

só me falta ela se apaixonar por ele tb!

2025-01-10

0

Elizabeth Da conceição

Elizabeth Da conceição

A Lívia está sei lá 😭😭😭

2025-03-28

0

Elizabeth Da conceição

Elizabeth Da conceição

Nem sei o que dizer😿😿😿😿😿

2025-03-28

0

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