Lívia estava deitada na cama do pequeno quarto na casa noturna dos Moretti, o corpo ainda dolorido das agressões que havia sofrido. Seus pensamentos estavam em um turbilhão, misturando medo e raiva. Ela sabia que precisava encontrar uma maneira de sobreviver, mas cada minuto naquele lugar parecia uma eternidade. Seus olhos vagavam pelo quarto, buscando qualquer coisa que pudesse usar para se defender ou escapar.
A porta do quarto se abriu abruptamente, e um dos capangas dos Moretti entrou, arrastando-a para fora da cama sem qualquer consideração. Ele a conduziu por um corredor mal iluminado até um quarto maior e mais luxuoso. No centro do cômodo, um homem esperava, sentado em uma cadeira, um olhar predatório em seus olhos.
— Aqui está ela — disse o capanga, empurrando Lívia para dentro do quarto e fechando a porta atrás dela.
O homem se levantou, caminhando lentamente até Lívia. Ele era alto, com um semblante que misturava excitação e crueldade. Lívia sentiu um calafrio percorrer sua espinha.
— Então, você é a nova aquisição dos Moretti — disse ele, a voz cheia de malícia. — Vamos ver se você vale o que estão pedindo.
Lívia tentou recuar, mas não havia para onde ir. O homem a pegou pelo braço, puxando-a para perto de si. Ela tentou resistir, mas ele era muito mais forte. Ele a empurrou na cama, seu peso esmagando-a contra o colchão, suas mão explorando seu corpo por baixo do vestido. Desespero e pânico tomaram conta dela, mas ela sabia que precisava pensar rápido.
Enquanto o homem começava a rasgar suas roupas, Lívia avistou uma garrafa de vidro sobre a mesa ao lado da cama. Ela sabia que essa poderia ser sua única chance. Com um movimento rápido, ela conseguiu pegar a garrafa e, com todas as suas forças, quebrou-a contra a borda da mesa.
O homem gritou de surpresa, mas antes que pudesse reagir, Lívia já estava com um caco de vidro na mão, apontando-o para ele.
— Fique longe de mim! — gritou ela, a voz cheia de pânico e determinação.
O homem riu, um som frio e cruel.
— Você acha que pode me machucar com isso? — disse ele, avançando em sua direção.
Lívia não hesitou. Com um movimento rápido, ela cortou a coxa dele com o caco de vidro. O homem gritou de dor, recuando e segurando a perna, o sangue escorrendo pelo corte profundo.
— Sua desgraçada! — ele rosnou, caindo no chão.
Lívia viu a oportunidade e correu para a porta, tentando abrir desesperadamente a fechadura. Seus dedos tremiam, mas ela conseguiu girar a maçaneta e sair correndo pelo corredor. O som dos passos apressados do homem atrás dela a fez correr ainda mais rápido, o medo dando-lhe uma força inesperada.
Ela correu pelos corredores escuros da casa noturna, tentando encontrar uma saída. Podia ouvir os gritos dos capangas dos Moretti, alertados pelo alvoroço. Cada passo parecia um desafio, mas ela não podia parar agora. A adrenalina a impulsionava, mas o medo era seu verdadeiro combustível.
Finalmente, ela avistou uma porta nos fundos, a possível saída para sua liberdade. Lívia correu com todas as suas forças, ouvindo os passos se aproximando cada vez mais. Ela empurrou a porta com força, saindo para o ar fresco da noite.
Mas sua liberdade durou pouco novamente. Do lado de fora, mais capangas dos Moretti a esperavam. Ela foi imediatamente agarrada e imobilizada. Seu grito de frustração e desespero ecoou na noite.
— Levem-na de volta! — gritou um dos capangas, segurando Lívia com firmeza.
Ela foi arrastada de volta para dentro da casa noturna, seu corpo cansado e a mente desesperada. Os capangas a levaram até um pequeno quarto no subsolo, jogando-a no chão de concreto frio.
— Você vai pagar caro por isso — disse um deles, trancando a porta.
Lívia se encolheu no chão, lágrimas escorrendo pelo rosto. Ela sabia que tinha feito o que podia, mas a realidade de sua situação era esmagadora. Estava presa novamente, e desta vez, sabia que as consequências seriam ainda mais severas. Ela precisava ser forte, mas a força parecia uma realidade distante, algo que ela mal conseguia lembrar.
O silêncio do quarto era opressivo, e a escuridão parecia se fechar ao seu redor. Lívia sabia que precisava encontrar uma maneira de sobreviver, mas cada minuto naquele lugar parecia uma eternidade. Ela não sabia o que o futuro reservava, mas uma coisa era certa: ela lutaria com todas as suas forças para sobreviver a esse pesadelo.
Enquanto se encolhia no canto do quarto, o tempo passava lentamente. Sua mente viajava entre o desespero e os momentos que a levaram até ali. Pensava na audácia de tentar escapar e na brutalidade dos Moretti. Sentia o corpo ainda dolorido dos golpes, mas o que mais doía era a alma, sufocada pela situação.
Horas se passaram até que a porta se abriu novamente. Dois capangas entraram, puxando-a rudemente para fora do quarto. Ela foi arrastada de volta ao corredor e, em seguida, para uma sala maior onde esperava o sub-chefe dos Moretti novamente.
Ele estava sentado em uma poltrona, com um copo de whisky na mão. Quando viu Lívia sendo arrastada, um sorriso frio se formou em seus lábios.
— Então, você achou que podia fugir de novo? — disse ele, levantando-se e caminhando em direção a ela. — Achou que podia escapar de nós novamente? Não aprendeu a lição, não é mesmo?
Lívia permaneceu em silêncio, com o olhar fixo no chão. Sabia que qualquer palavra poderia agravar ainda mais sua situação.
— Tragam a garota — ordenou o chefe, e um dos capangas saiu rapidamente da sala. Em questão de segundos, ele retornou, arrastando Giulia. Ela estava amordaçada, com uma venda nos olhos e as mãos amarradas atrás das costas. Seu rosto estava marcado pelo medo e pela dor. Lívia sentiu seu coração apertar ao ver sua amiga naquela condição. — Avisei — disse ele, com um tom frio e calculista, levantando-se lentamente da cadeira. — Você assinou a sentença de morte da sua amiga. Fui claro quando disse: seja uma boa menina, obedeça, e sua amiga não sofrerá as consequências. — Ele caminhou até Giulia, segurando seu queixo com força. — Mas você não quis ouvir, não é?
Lívia sentiu as lágrimas começarem a escorrer pelo rosto, mas ela não podia dizer nada, já que um dos capangas tapou sua boca com as mãos, abafando qualquer tipo de som.
— Você acha que pode nos desafiar? Acha que pode fugir de nós? — ele perguntou, sua voz ecoando pelo quarto. — Bem, agora você vai ver o que acontece com quem não obedece.
O chefe acenou para um dos capangas, que se aproximou de Giulia com um sorriso cruel no rosto. Lívia tentou avançar, mas foi contida por outro capanga. Ela tentou gritar de desespero, vendo Giulia ser levada para outro canto do quarto, onde começou a ser brutalmente agredida até não se ouvir mais a sua voz.
Cada golpe que Giulia recebia ecoava na mente de Lívia como um martelo. A impotência a consumia, a dor de ver sua amiga sofrer por sua causa era insuportável. Ela tentou se desvencilhar dos capangas que a seguravam, mas era inútil. Suas forças estavam esgotadas, e a desesperança começava a se instalar em seu coração.
— Isso é apenas o começo — disse o chefe dos Moretti, sua voz carregada de maldade. — Você ainda não viu nada.
Lívia foi forçada a assistir enquanto Giulia era colocada sobre a mesa, o corpo já sem vida, e sangue escorrendo pelo seu pescoço. Lívia percebeu que haviam cortado a sua garganta após baterem tanto nela. Aqueles homens abriram Giulia, e tiraram todos seus órgãos. Lívia tentou fechar os olhos, no entanto ela foi forçada a abri-los.
— Está vendo? Nove mulheres pagaram com a vida, e todas essas mortes, estão nas suas mãos. Você é culpada por todas elas. — O acusou. — Levem-na para a sala de brinquedos, vamos brincar um pouco. — Ele riu, enquanto Lívia foi levada do escritório para um quarto maior e cheio de brinquedos eróticos.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Elizabeth Da conceição
que coisa horrível 😕😕😕😕
coitada.
A Lívia não merece isso,ela só estava comprindo ordens de trabalho.
O Eduardo não podia ter feito isso com ela.
2025-03-27
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Elizabeth Fernandes
Lívia não vai se perdoar por ter mexido com gente como eles mas ela vai aprender a se defender e vingar a morte da amiga
2025-03-11
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Cleidilene Silva
ela foi muito burra tb por se meter com gente ruim , coitada da amiga dela,morreu sem nem saber o porquê, tudo por culpa da Lívia.
2025-01-09
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