Lívia tentou correr, mas antes que pudesse se afastar o suficiente, Alex Moretti, filho do chefe, a alcançou. Ele a agarrou brutalmente pelos cabelos, puxando-a para trás e fazendo-a gritar de dor.
— Pensou que poderia escapar, sua vagabunda? — rosnou Alex, arrastando-a de volta para a casa noturna. Lívia tentou, inicialmente, tirar aquelas mãos de seu cabelo.
Enquanto era arrastada, Lívia viu as outras garotas que não concordaram em fugir observando a cena. Seus rostos estavam pálidos de medo e impotência, seus olhos cheios de pena, mas elas não podiam fazer nada para ajudá-la. Cada passo doloroso de volta ao pesadelo que ela tanto queria escapar a fazia sentir-se mais desesperada e frustrada. A dor em seu couro cabeludo era excruciante, e cada puxão a fazia sentir como se estivesse sendo esfolada viva.
Ao chegar ao escritório do subchefe, Alex a jogou no chão com brutalidade. Lívia caiu de joelhos, sentindo a pele ralar contra o chão áspero. A dor imediata a fez reclamar, mas ela mordeu rapidamente o lábio para não demonstrar fraqueza. O sub-chefe estava sentado atrás de uma mesa imponente, observando a cena com uma expressão fria e calculista.
— Chefe, nossa jornalista tentou fugir, e levou mais 8 dos seus brinquedos juntos. Infelizmente, todas elas pereceram, quando foram pegas pelos nossos mascotes. — Explicou Alex parado atrás de Lívia.
— Então, você achou que poderia nos enganar, não é? — disse ele, levantando-se lentamente e caminhando na direção dela. — Achou que poderia fugir e levar nossas propriedades com você? — Bateu as mãos com força sob a mesa, fazendo Lívia se assustar. — Olha o que você fez, por sua culpa todas elas morreram. Mas te matar seria bem mais fácil, sabe por quê? Porque todos do jornal, já sabem que você está morta. Demos nosso jeitinho, como sempre, para a notícia sair nos jornais, a fim de que seus colegas não caiam na besteira de procurá-la.
Lívia engoliu seco, lutando para manter as lágrimas nos olhos. Morta? Mas ela estava viva mais do que nunca.
O sub-chefe a puxou pelo braço, forçando-a a ficar de pé, e a empurrou contra a parede. Seu olhar era gélido, sem nenhum traço de compaixão, enquanto seus joelhos sangravam.
— Você nos desafiou, figlia di puttana. E agora pagará por isso. — Ele acenou para Alex, que se aproximou com uma expressão sombria.— Você vai responder às minhas perguntas — disse o subchefe, apertando ainda mais o braço de Lívia. — Quem mais estava envolvido nesse plano?
Lívia permaneceu em silêncio, sabendo que qualquer resposta poderia piorar sua situação. Afinal, a ideia foi dela mesma. A dor em seus joelhos era intensa, mas ela tentou se concentrar em algo além da tortura física.
O subchefe esperou alguns momentos antes de sinalizar para Alex. O capanga começou a golpeá-la sem misericórdia. Cada soco e chute aumentava sua dor, mas Lívia manteve-se firme, recusando-se a entregar qualquer informação. As garotas que observavam sua captura agora passavam pela porta do escritório, seus olhos cheios de horror e compaixão.
— Isso é para você aprender que ninguém desafia os Moretti e sai impune — disse ele, enquanto Alex continuava a espancá-la.
Lívia tentava se proteger como podia, mas a força dos golpes era esmagadora. Sentia seu corpo enfraquecendo, mas sua mente se recusava a ceder. Ela precisava aguentar, precisava sobreviver.
Depois do que pareceram horas, os golpes cessaram. Lívia estava no chão, respirando com dificuldade, sentindo cada centímetro de seu corpo dolorido. O subchefe se ajoelhou ao seu lado, pegando seu queixo com força e a forçando a olhar para ele.
— Espero que tenha aprendido sua lição. Você trabalhará aqui, e obedecerá, ou as consequências serão ainda piores. E não pense que esquecemos de sua amiga Giulia. Se tentar fugir novamente, ela será a próxima. Entendeu?
Lívia assentiu fracamente, incapaz de falar. O sub-chefe soltou seu queixo e se levantou, sinalizando para que Alex a tirasse dali. Ela foi arrastada de volta para seu quarto no subsolo, cada passo uma agonia.
Ao ser deixada sozinha, Lívia encolheu-se na cama, lágrimas de dor e frustração escorrendo por seu rosto. As paredes de concreto pareciam ainda mais opressoras agora, a escuridão mais sufocante. A dor era horrível, sentia como se seus ossos estivessem quebrados. A cada respiração, uma nova onda de dor atravessava seu corpo, lembrando-a do espancamento recente.
Ela se encolheu em posição fetal na cama estreita, tentando encontrar algum alívio, mas era impossível. Seu corpo estava coberto de hematomas, e cada movimento parecia enviar novas punhaladas de dor através dela. Mesmo assim, Lívia tentava se manter forte.
As horas passavam lentamente, e Lívia permanecia imóvel, relembrando os eventos da noite. A brutalidade dos Moretti parecia não ter limites. Cada golpe de Alex era uma lembrança da crueldade que ela enfrentava diariamente. Mas, em algum lugar dentro de si, Lívia ainda encontrava uma faísca de resistência.
Com o tempo, a dor começou a se transformar em uma dor surda. Ela sabia que, se quisesse sobreviver, precisaria usar sua inteligência e astúcia. O sub-chefe mencionará Giulia, e isso era o que mais a atormentava. Lívia não podia deixar que sua amiga sofresse por suas ações.
A porta de seu quarto abriu-se de repente, e Lívia tentou se levantar, mas seu corpo protestou. Marco, um dos capangas, entrou com uma expressão de simpatia disfarçada. Ele trazia uma bandeja com comida e um copo de água.
— Você precisa comer — disse ele, colocando a bandeja ao lado da cama. — Se quiser sobreviver, precisa manter suas forças.
Lívia olhou para ele, desconfiada. Marco era o único que havia mostrado alguma compaixão, mas ela não podia confiar em ninguém ali. Mesmo assim, pegou o copo de água com as mãos trêmulas e bebeu. A água fresca aliviou um pouco a dor em sua garganta, mas sua mente estava focada em outra coisa.
— Marco — disse ela, sua voz fraca e rouca. — Por favor, me ajude. Não posso mais aguentar isso. E Giulia… eles vão machucá-la por minha causa.
Marco olhou para ela, sua expressão séria. Ele hesitou antes de responder.
— Não posso fazer mais nada. Desculpe. — Disse ele. — Você não deveria mais resistir, não piore mais as coisas para você.
Lívia assentiu. Marco saiu do quarto, deixando-a sozinha novamente. Ela se deitou na cama, tentando reunir forças. Precisava se recuperar, física e mentalmente. Cada momento de descanso era crucial para sua sobrevivência.
As noites eram especialmente difíceis. Trabalhava na casa noturna, forçada a servir os clientes e, ocasionalmente, a dançar para eles. A dor em seu corpo tornava cada movimento torturante, mas ela fingia, sorria e cumpria suas tarefas. Sabia que qualquer sinal de fraqueza poderia ser sua sentença de morte.
A presença de Alex era uma constante ameaça. Ele observava cada movimento seu, esperando qualquer deslize para puni-la novamente. Lívia sabia que não podia confiar em ninguém, exceto talvez em Marco. Mas até que ele mostrasse um sinal claro de que estava disposto a ajudá-la, ela estava por conta própria.
A cada noite, quando era finalmente levada de volta ao seu quarto no subsolo, Lívia permitia-se um momento de desespero. Chorava silenciosamente, deixando que a dor e a frustração saíssem em forma de lágrimas. Mas logo depois, se recompunha. Não podia desmoronar. Precisava ser forte, por Giulia, por ela mesma e por todas as meninas presas naquele inferno.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Elizabeth Da conceição
O marco só queria mostra para Lívia que ela não tinha escapatória.
O Marco também não é confiável,ele sabia dos cachorros colou ela na cova.
2025-03-27
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Cleidilene Silva
eu tenho um pé atrás com esse Marcos pois ele sabia dos cachorros,oito meninas foram morta por culpa dos dois 😭😭
2025-01-09
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Elizabeth Da conceição
Que vida de sofrimento menina 😭
Cada o Eduardo,foi ele que colocou ela nessa situação,.
2025-03-27
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