Capítulo 11

— Vamos, a partir de hoje, você morará comigo. — disse ele, passando por ela sem ao menos olhá-la.

Lívia respirou fundo enquanto observava a luxuosa mansão de Eduardo Bellini se aproximando pela janela do carro. Ela concordou em ir morar com ele, pelo menos temporariamente, após semanas de encontros intensos e complexos. A segurança oferecida por Eduardo era tentadora, especialmente após o incidente traumático que a deixou à mercê de criminosos perigosos. No entanto, sua mente ainda lutava com dúvidas e preocupações, e a tristeza pela morte de sua amiga.

Ao entrarem na mansão, Lívia foi recebida pela elegância minimalista do espaço. Eduardo guiou-a até a sala de estar, onde uma lareira crepitava suavemente, lançando uma luz acolhedora sobre o ambiente.

— Seja bem-vinda ao meu lar. — disse Eduardo, seu tom habitualmente sereno carregando um leve toque de calor. — Espero que se sinta confortável aqui.

Lívia assentiu, tentando esconder sua ansiedade por trás de um sorriso educado. Ela ainda não sabia se estava fazendo a escolha certa ao se mudar para a mansão de Eduardo, mas a alternativa de voltar para seu próprio apartamento parecia menos segura agora.

Enquanto Eduardo a levava pela mansão, explicando as comodidades e os espaços disponíveis para ela, Lívia lutava para manter o foco em suas palavras. Seu coração estava acelerado, uma mistura de medo e excitação permeando seus pensamentos.

Ela não conseguia ignorar a beleza que aquele homem tinha. Era verdade que ele já havia demonstrado sua beleza nas fotos que ela viu antes. Mas ele era ainda mais impressionante pessoalmente. Sua voz potente, seu porte físico, aquela bundinha empinada, não deixou de reparar, não dava para passar despercebido.

— Aprecio muito tudo o que você fez por mim, mas… ainda há tantas coisas que eu não entendo. Por que exatamente devo ser sua submissa? Tudo bem que você deve ter seus motivos, mas se for por vingança, eu entendo.

Eduardo parou de andar, virando-se para encará-la com seriedade. Seus olhos escuros estudaram os dela por um momento antes de ele responder.

— Eu não sou ninguém que age sem motivo. — disse ele, sua voz suave contrastando com a firmeza de suas palavras. — Vi potencial em você desde o momento em que soube que teve a audácia de me investigar. Você é inteligente, determinada e corajosa. Acredito que podemos ser úteis um para o outro, mas é claro, apenas na cama. Nada, além disso. E eu espero que você não se apaixone, nosso contrato dura apenas um ano.

Lívia engoliu em seco, processando suas palavras. Ela sabia que havia algo mais por trás da expressão controlada de Eduardo, algo que ele não estava pronto para revelar completamente. Ela esperava não se apaixonar por esse homem perigoso. Afinal, não havia nada nele para se gostar.

— “Eu entendo.” — murmurou ela finalmente, resignando-se à sua decisão. — Prometo não me apaixonar. Isso não acontecerá. Nunca, você se acha muito.

Um leve sorriso apareceu nos lábios de Eduardo, suavizando sua expressão austera.

— Esse será seu quarto. Entre e sinta-se à vontade. — Disse ele, puxando-a pela cintura com brusquidão, como se estivesse manuseando qualquer objeto.

Lívia sentiu um calor reconfortante em sua pele, onde ele a tocou. Eduardo aproximou-se dos lábios dela para sussurrar:

— Se arrume. Às 19h te espero na sala de jantar. — A soltou da mesma maneira que a puxou para si. Se Lívia não tivesse se escorado na parede, teria caído de bunda no chão. E mais uma vez naquele momento, sentiu dores fortes em seus machucados.

Lívia respirou fundo, ajeitou seu vestido e abriu a porta do que seria seu quarto. Entrou e fechou a porta. O quarto era enorme e bem decorado com um estilo masculino; ela pensou que, com o tempo, poderia mudar as cores. Rodopiou pelo quarto maravilhada com o espaço e se jogou sobre a cama macia, finalmente sucumbindo ao cansaço físico e psicológico.

Lívia acabou acordando tarde, percebendo que já estava quase na hora do jantar, faltando apenas 5 minutos para o horário marcado. Com um pouco de pressa, correu para o banheiro, tomou um banho rápido e escovou os dentes apressadamente. Vestindo-se rapidamente, desceu as escadas às pressas para encontrar Eduardo, cujo semblante estava fechado. No entanto, ao chegar lá, percebeu estar dois minutos atrasada.

Eduardo, com seu olhar severo e voz cortante, não hesitou em expressar sua insatisfação:

— Não tolero atrasos. — Disse ele com firmeza, os olhos cravados no relógio. — Você precisa aprender a respeitar o tempo dos outros. Esse atraso não passará sem consequências. — completou sua voz carregada de autoridade e desaprovação.

— Perdoe-me, eu estava muito cansada e afinal de contas, isso não está no contrato, Ed...

— Cale-se! Não dei permissão para falar — interrompeu Eduardo, com voz cortante e firme, deixando claro que qualquer explicação não seria aceita naquele momento.

Eduardo levantou-se abruptamente da cadeira, circulou a mesa e segurou os braços de Lívia com firmeza. Sem dizer uma palavra, ele a guiou escada acima até o quarto, cujo havia uma porta vermelha. Lívia sentiu o coração acelerar, sabendo muito bem o que esperava atrás daquela porta. Havia medo em seus olhos, sim, mas também resignação. Ela aceitaria seu destino até que o contrato chegasse ao fim.

Eduardo abriu a porta com um gesto brusco, revelando o interior do quarto. O ambiente estava iluminado por uma luz suave, mas a atmosfera era densa de expectativa e tensão. Lívia engoliu em seco, seus olhos encontrando os de Eduardo, cuja expressão era uma mistura de autoridade e algo mais sombrio e impenetrável.

— Entre. — disse ele com voz firme, seu aperto em seus braços não diminuindo. Lívia respirou fundo, reunindo toda a coragem que podia, e passou pela porta.

Eduardo começou a puxar o colarinho do vestido de Lívia, mas ela reclamou de dor, sua expressão de desconforto imediatamente capturou a atenção de Eduardo. Ele parou, sua expressão mudou de autoridade para preocupação.

— O que foi? — perguntou ele, os olhos estreitando-se enquanto ele a examinava mais de perto.

Lívia hesitou antes de responder, mas a dor era evidente em sua voz. — Estou machucada... os Moretti... eles me espancaram.

Eduardo sentiu uma onda de raiva e culpa se misturarem dentro dele. Ele cuidadosamente deslizou o vestido dela para baixo, revelando os hematomas e cortes que marcavam seu corpo. Sem uma palavra, ele se afastou e saiu do quarto, retornando alguns minutos depois, já em companhia de um médico.

— Cuide dela. — ordenou Eduardo ao médico, sua voz firme, mas com um tom de urgência.

O médico examinou Lívia cuidadosamente, limpando e tratando seus ferimentos. Eduardo permaneceu ao lado, observando cada movimento com atenção, seu rosto uma máscara de preocupação mal disfarçada.

— Ela precisa de cuidados e descanso. — disse o médico finalmente, olhando para Eduardo. — Alguns dos ferimentos são graves, mas ela deve se recuperar bem com o tratamento adequado.

Eduardo assentiu, os olhos fixos em Lívia. — Obrigado, doutor. Faça tudo o que for necessário.

Enquanto o médico continuava a tratar Lívia, Eduardo se aproximou dela, seu olhar mais suave do que ela já havia visto antes.

— Eu não sabia que estava tão ferida. — disse ele em voz baixa. — Vou garantir que você receba toda a ajuda que precisar para se recuperar. Mas lembre-se, será punida assim que melhorar.

Lívia, embora ainda assustada e dolorida, viu uma sinceridade nos olhos de Eduardo que a surpreendeu. Ela assentiu levemente, sentindo um estranho conforto em suas palavras.

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Comments

Cleidilene Silva

Cleidilene Silva

ainda bem que ele viu a dor dela antes, imagina vc toda machucada e ainda sofre na mão de um sádico!

2025-01-09

0

Elizabeth Da conceição

Elizabeth Da conceição

As mulheres sofrim tanto,que sinto um aperto no coração /Cry/

2025-03-28

0

Elizabeth Da conceição

Elizabeth Da conceição

mais algo me diz que ela já gosta da Lívia.
vai se apaixonar 😂😂😂

2025-03-28

0

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