O dia havia amanhecido, e Eduardo sabia que as responsabilidades o chamavam. O momento de dominador e submissa teria que ficar para outra hora. Reconheceu que, nesses dias, tinha se ausentado bastante de suas responsabilidades. Afinal, tinha três inimigos: Moretti, aguardando no galpão para uma viagem até o inferno.
Levantou-se da cama com toda a paciência que lhe era possível, enfiou os pés nas chinelas e caminhou até o box. Livrou-se da cueca box que usava, pendurando-a em um cabideiro de parede, e entrou embaixo do chuveiro, sentindo a água morna cair sobre seu corpo escultural. Sua mente o levou anos atrás, para ser exato, até o velho Eduardo. Naquela época, ele era apenas um garoto de 17 anos, sem responsabilidade, sem estrutura e um jovem tímido que estudava em uma faculdade importante da cidade.
Eduardo havia crescido em um ambiente de disciplina rígida, imposto por seu pai, Alessandro Bellini. Alessandro era um homem de negócios respeitado, mas implacável, que não tolerava fraquezas. A relação com seu pai era marcada pela admiração e pelo medo. Eduardo queria agradá-lo, mas, ao mesmo tempo, temia desapontá-lo.
Durante seus anos de faculdade, Eduardo se destacava por sua inteligência e determinação. No entanto, a timidez era uma barreira que ele não conseguia superar facilmente. Era um observador silencioso, absorvendo o comportamento dos outros e aprendendo com as interações alheias. Foi nessa época que ele começou a entender o poder do controle emocional e da manipulação.
Alessandro não apenas dirigia seus negócios com firmeza, mas também sua família. Maria, a mãe de Eduardo, era submissa às vontades do marido, algo que o jovem Eduardo notava com uma mistura de desconforto e curiosidade. Ele via na dinâmica dos pais um exemplo de poder e submissão que, mais tarde, influenciaria suas próprias relações.
Aos vinte e dois anos, a vida de Eduardo mudou drasticamente. Maria Bellini foi morta na sua frente, por ser pega em ato de traição. O próprio conselho da máfia a puniu por tal ato. E já o pai, Alessandro Bellini, foi diagnosticado com câncer terminal. A doença progrediu rapidamente, e em poucos meses, o homem forte que ele conhecia estava reduzido a uma sombra de si mesmo. Eduardo assumiu os negócios da família, mergulhando no mundo sombrio das atividades ilegais que Alessandro sempre manteve escondidas.
Nos últimos dias de vida de Alessandro, Eduardo esteve ao seu lado, ouvindo suas instruções finais. O pai, mesmo debilitado, não mostrou fraqueza.
" Não confie em ninguém, Eduardo. O amor é uma fraqueza que os outros usarão contra você. Se quiser sobreviver e prosperar, mantenha seu coração fechado e sua mente afiada. Principalmente em mulheres, elas não são confiáveis. Você testemunhou o que sua mãe fez comigo."
Sim, Eduardo testemunhou o que a sua própria mãe fez e, principalmente, testemunhou a sua morte cruel.
A morte de Alessandro deixou um vazio profundo em Eduardo, mas também uma determinação renovada. Ele jurou seguir os conselhos do pai à risca, construindo um império baseado na força, no medo e na manipulação. Tornou-se um homem de negócios implacável, conhecido por sua eficiência fria e pela capacidade de esmagar qualquer concorrência.
As mulheres na vida de Eduardo eram, para ele, ferramentas de prazer e controle. Ele não se permitia desenvolver sentimentos, mantendo sempre uma distância emocional segura. Seu envolvimento com o BDSM era uma extensão dessa necessidade de controle absoluto. Para Eduardo, a submissão das mulheres era uma prova de seu poder, uma reafirmação de sua dominância inquestionável.
— Sentimentos são uma fraqueza — dizia a si mesmo, repetindo as palavras do pai como um mantra. — O amor é uma ilusão que leva à ruína — continuou Eduardo, enquanto escorava seus braços na parede fria do banheiro.
Eduardo terminou seu banho, a mente voltando ao presente. Enxugou-se rapidamente, vestiu um terno impecável e saiu do quarto. Desceu as escadas da mansão com passos firmes, a expressão fria e calculada no rosto. Ainda era cedo, aproveitou o momento em que Lívia ainda estava em seu quarto, e saiu para resolver suas pendências.
Eduardo entrou em sua BMW e dirigiu rumo ao galpão fora da cidade, o mesmo que usava para tratar seus assuntos com os seus inimigos.
No galpão, três homens amarrados e amordaçados esperavam pelo seu destino. Eram inimigos Moretti. Ele entrou no galpão, seus olhos escuros percorrendo cada um dos prisioneiros com um olhar gelado.
— Bom dia, senhores — disse ele, a voz calma e controlada. — Espero que tenham dormido bem. Infelizmente, para vocês, esta será sua última viagem.
Eduardo se aproximou de um dos homens, retirando a mordaça para ouvir suas súplicas. O homem implorava por sua vida, mas Eduardo não demonstrou um pingo de compaixão. Para ele, a fraqueza era inaceitável.
— Sentimentos são uma fraqueza — disse Eduardo para que todos ouvissem.
Eduardo fez sinal com as mãos e pediu que seus homens tirassem as roupas de cada um deles, e assim eles o fizeram.
— Vamos acabar logo com isso, não tenho todo o tempo do mundo — avisou Eduardo. Ele Colocou luvas nas mãos, pegou uma faca e caminhou até o primeiro homem, que estava com os olhos arregalados de medo. — Vocês gostam de estuprar mulheres, não é? Gostam de machucar, espancar. — indagou ele, passando a faca no pênis do homem. O grito de dor era como uma música suave aos seus ouvidos. Eduardo mostrou um sorriso macabro e continuou. Pegou o pênis do homem e o introduziu na boca do seu inimigo, colando a boca com cola e tendo a visão perfeita da ânsia de vômito que ele estava tendo. Via como Alex Moretti esforçava-se para vomitar, mas não podia porque a boca estava colada. Assim ele fez com os outros dois.
Após, deu ordens aos seus homens que, quando finalmente falecessem por perda de sangue, cortassem seus corpos em partes pequenas e dessem aos cães.
De volta à sua mansão, Eduardo se preparava para outro dia de negócios e controle absoluto. Ele sabia que o caminho que escolheu não permitia deslizes. Mantinha seu coração fechado e sua mente afiada, como Alessandro o ensinara.
Lívia, a mais recente adição à sua vida, representava um desafio diferente. Ela era inteligente e determinada, qualidades que Eduardo respeitava, mas também perigosas, pois poderiam ameaçar seu controle. Ele sabia que precisava mantê-la sob sua dominância, não permitindo que suas próprias emoções interferissem.
Eduardo não acreditava no amor e nunca acreditaria. Para ele, a única coisa que importava era a supremacia questionável de sua vontade, e o seu desejo nas práticas de submissão e controle.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Cleidilene Silva
ui deu até medo,eu estou aqui pensando o editor chefe, que colocou Lívia nessa roubada!!
2025-01-09
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Rosimeire Saraiva
Quando menos ele espera ele
e que vai ser dominado.
2025-01-16
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Sineia Soares
Coitado vai ser apaixona KKK
2025-01-31
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