Lívia permaneceu na cama, respirando com dificuldade enquanto as palavras de Eduardo ecoavam em sua mente. Ela sentia a dor física das cordas e dos golpes, mas era ferida em seu orgulho que doía mais profundamente. A ideia de ser dominada dessa maneira por Eduardo, um homem a quem ela tanto desafiou, era, ao mesmo tempo, angustiante e intrigante. Mesmo lendo o contrato, ela não entendia porque ele ainda não a possuiu como está escrito lá? Porque sempre tem que puni-la daquela forma tão dolorosa. Na verdade, Lívia pensava que ele não estava a punindo, mas descontando a raiva dele, por ela ter investigado ele quando ainda era jornalista. Essa deve ser a resposta para suas agressões incabíveis.
Enquanto tentava se libertar das cordas, Lívia refletia sobre suas próprias motivações. Ela queria desafiar Eduardo, testar seus limites e, de certa forma, encontrar uma maneira de se libertar do controle opressivo que ele exercia sobre ela. No entanto, suas ações agora a colocaram em uma posição ainda mais vulnerável.
Depois de alguns minutos de esforço frustrado para se soltar, Lívia começou a aceitar a realidade de sua situação. Ela estava presa, literal e figurativamente, nas mãos de Eduardo Bellini. A adrenalina do desafio inicial deu lugar a uma sensação de impotência, misturada com uma estranha excitação que ela não queria admitir para si mesma. Ela teve uma ideia, que não deu certo, mas não desistiria tão fácil. Lívia prometeu a si mesma, que faria Eduardo Bellini se apaixonar por ela, e após o faria sofrer como nunca, e em seguida, iria atrás daqueles que lhe causaram tanto mal, e os puniria com as próprias mãos.
Enquanto isso, Eduardo havia retornado ao seu escritório. Ele deixou Lívia amarrada na cama, a situação ainda fresca em sua mente. Sentado em sua mesa, ele pensava nas próximas medidas a serem tomadas. Seu rosto era impassível, mostrando apenas a determinação de manter o controle sobre Lívia.
Servindo-se com um copo de Whisky, Eduardo revisita mentalmente cada detalhe do que acabara de fazer. Não havia espaço para remorso em seu mundo; apenas a certeza de que precisava manter o controle a qualquer custo.
Sentado em sua mesa, Eduardo pegou o contrato que Lívia havia encontrado. Ele releu as cláusulas, especialmente aquela que mencionavam a possibilidade de cancelamento prematuro. Uma pequena faísca de preocupação surgiu em sua mente, mas ele rapidamente a afastou. Lívia não tinha ideia do poder que ele detinha sobre ela, e ele estava determinado a mantê-la sob seu controle, diminuindo lentamente as rédeas, até ela estar totalmente em suas mãos. É assim que ele pensava.
Enquanto planejava seus próximos passos, Eduardo sabia que precisava ser ainda mais vigilante. Lívia mostrou uma determinação surpreendente em desafiá-lo, e isso o intrigava. Ela não era como as outras mulheres que ele conheceu; havia uma centelha de resistência e coragem que ele não podia ignorar. Era como se ela estivesse com planos formulados em mente.
No entanto, enquanto Eduardo contemplava o que aconteceu, uma pequena parte dele se perguntava se estava se afastando de seus próprios princípios. Seu pai sempre ensinou a nunca se envolver emocionalmente, a manter o controle absoluto sobre tudo. Mas Lívia estava começando a mexer com algo dentro dele que ele preferia não enfrentar. Por esse motivo, preferi provocá-la e puni-la, ao invés de tocá-la intimamente, mesmo que a vontade fosse grande.
Enquanto Lívia tentava se libertar das cordas, Eduardo se concentrava em reafirmar seu poder. Ele sabia que precisava mostrar a ela quem estava no comando, e que qualquer tentativa de desafiá-lo só resultaria em mais punição. No entanto, uma parte dele se perguntava se havia um limite para até onde ele poderia ir antes de perder completamente o controle sobre a situação.
No fundo, de sua mente, uma voz sussurrava que talvez ele estivesse subestimando Lívia. Ela era mais do que apenas uma mulher atraente; havia inteligência e determinação em seus olhos que o intrigava. Mas Eduardo não podia se dar ao luxo de deixar esses pensamentos o distraírem. Ele tinha um império para manter, e qualquer fraqueza poderia ser fatal.
Finalmente, ele deixou o líquido âmbar deslizar pela sua garganta enquanto queimava, assim como seu desejo por Lívia. Deixou o copo vazio sobre a mesa e lembrou-se de que a havia deixado ainda amarrada. Caminhou até ela e a desatou com um pouco de brutalidade. Fraca para se levantar, Lívia não se moveu do lugar. Então sentiu braços fortes levantando seu corpo da cama e a carregando pelos corredores. Lívia aproveitou aquele momento para encostar sua cabeça no peito rígido de Eduardo e sentir o cheiro do perfume masculino impregnado em sua camisa social. Eduardo entrou no quarto de Lívia e a colocou sobre a cama. Puxou a coberta para cobrir seu corpo cansado. Quando estava prestes a sair, Lívia chamou sua atenção.
— Meu dominador, poderia ajustar meu travesseiro atrás da cabeça? Meu corpo dói. Por favor. — Ela soou convincente, colocando em prática o que prometeu fazer.
Sem dizer uma palavra, Eduardo aproximou-se novamente da cama e ajeitou o travesseiro sob sua cabeça. Inadvertidamente, Eduardo ficou muito próximo do rosto de Lívia, o suficiente para que ambos sentissem suas respirações ritmadas.
A proximidade entre eles era eletrizante, carregada com uma eletricidade sutil que parecia preencher o espaço entre seus corpos. Lívia sentiu o calor da respiração de Eduardo em seu rosto, uma sensação que a fez estremecer involuntariamente. Seus olhares se encontraram por um instante, revelando uma mistura complexa de emoções: desejo contido, vulnerabilidade compartilhada e uma atração que parecia desafiar as circunstâncias que os cercavam.
Eduardo, mesmo sendo dominador por natureza, mostrava uma ternura delicada em seus gestos. Seus dedos, ao ajustar o travesseiro, roçam suavemente contra a pele de Lívia, deixando um rastro de calor onde tocavam. Aquele instante fugaz parecia suspender o tempo ao redor deles, como se estivessem em um mundo à parte, onde apenas suas presenças importavam.
Por um momento, nenhum dos dois falou. Apenas a respiração compartilhada preenchia o silêncio, cada vez mais carregado com a intensidade crescente de sua conexão.
Lívia sentiu o coração bater mais rápido, um eco dos sentimentos tumultuosos que a envolviam. Ela tentou desviar o olhar, mas algo na intensidade do momento a prendeu ali, incapaz de se afastar da presença magnética de Eduardo. Seus lábios se abriram como se fossem dizer algo, mas as palavras se perderam.
Eduardo também parecia afetado, seu olhar fixo no rosto de Lívia revelando uma mistura de desejo e incerteza. Sua mão, que ainda repousava delicadamente sobre o travesseiro atrás da cabeça dela, tremia levemente, uma resposta involuntária à tensão que os envolvia.
Lívia sentiu a intensidade do momento enquanto seus lábios se encontravam com os de Eduardo em um beijo voraz e cheio de desejo. Ela saboreou o gosto almiscarado da bebida misturada com a doçura dos lábios dele, o que a fez ansiar por mais, aprofundando o beijo com paixão crescente, afundando os dedos em seus cabelos sedosos.
No entanto, a resposta de Eduardo foi inesperada. Ele se afastou abruptamente e saiu do quarto sem olhar para trás, deixando Lívia perdida em um misto de confusão e desejo não realizado.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Sineia Soares
Beijou se apaixonou kkkkk
2025-02-01
0
Cleidilene Silva
ai ai ai Lívia estou vendo que seu plano de fazer ele se apaixonar primeiro não vai rolar kkk
2025-01-09
1
sasa
já estou vendo os dois apaixonados
2024-09-29
0