...Luke...
Luke acordou na manhã seguinte com a mente ainda turva pelos eventos da noite anterior. Ele se perguntava o que tinha acontecido realmente. A imagem daquela figura montada sobre seu corpo, sussurrando e se movendo de maneira inquietante, continuava a assombrá-lo. "Foi um pesadelo?", pensou ele. Talvez uma paralisia do sono, uma explicação racional para algo tão perturbador.
Decidido a afastar aquelas lembranças e recuperar sua paz de espírito, Luke resolveu dar uma volta pela floresta que cercava a igreja. A natureza sempre lhe proporcionava uma sensação de tranquilidade e clareza.
O ar da manhã estava fresco, e os primeiros raios de sol atravessavam as copas das árvores, criando um mosaico de luz e sombra no chão da floresta. O som suave das folhas sendo acariciadas pelo vento e o canto distante dos pássaros ajudavam a aliviar a tensão que ele sentia.
Conforme ele caminhava, seus pensamentos vagavam. Lembrou-se das palavras de Donatilha, da maneira como ela conseguia provocar reações nele que ele não queria admitir. "Ela é uma alma perdida", pensava, tentando justificar a atração que sentia por ela. Mas, ao mesmo tempo, havia algo mais profundo, algo que ele não conseguia compreender completamente.
A floresta densa proporcionava um abrigo perfeito para seus pensamentos confusos. Ele seguiu uma trilha pouco marcada, pisando nas folhas secas e nos galhos que estalavam sob seus pés. Cada passo parecia ajudá-lo a deixar para trás a inquietação da noite anterior.
Após algum tempo, Luke chegou a uma clareira. Ele parou ali, respirando fundo e deixando o silêncio da natureza acalmá-lo. Sentou-se em uma rocha coberta de musgo, observando os pequenos detalhes ao seu redor – uma borboleta pousando suavemente em uma flor, uma aranha tecendo sua teia meticulosamente entre os galhos.
"Talvez eu tenha deixado minha mente me pregar peças", pensou, tentando racionalizar a experiência. Fechou os olhos por um momento, permitindo-se relaxar completamente. Ele precisava de um momento de paz, longe das responsabilidades e das tentações que pareciam cercá-lo constantemente.
Enquanto estava ali, absorvendo a serenidade da floresta, Luke decidiu que precisava encontrar uma maneira de lidar com os sentimentos conflitantes que Donatilha despertava nele. Ele sabia que, para ajudá-la, precisava primeiro entender e controlar suas próprias emoções. A floresta, com sua quietude e beleza, oferecia o primeiro passo para essa jornada interior.
Com um suspiro, ele se levantou da rocha e começou a fazer o caminho de volta para a igreja, sentindo-se um pouco mais leve e determinado a enfrentar o que quer que viesse pela frente.
No caminho de volta, Luke não conseguia se livrar de uma sensação incômoda. Era como se uma sombra estivesse pairando sobre ele, observando cada um de seus movimentos. A floresta, que antes parecia serena e acolhedora, agora assumia uma atmosfera mais sombria e opressiva.
A cada passo que dava, ele sentia os pelos da nuca se arrepiando, e seus sentidos se aguçavam. O som de galhos estalando e folhas farfalhando parecia se intensificar, embora ele não conseguisse ver ninguém ao seu redor. Parou por um momento, olhando ao redor, tentando detectar qualquer sinal de movimento entre as árvores.
— Quem está aí? — chamou ele, a voz firme, mas carregada de tensão. O eco de suas palavras pareceu se dissolver no silêncio da floresta, sem resposta.
Luke continuou a caminhar, agora mais rápido, tentando afastar a sensação desconfortável. No entanto, a sensação de estar sendo seguido não desaparecia. Ele se virou várias vezes, tentando pegar alguém em flagrante, mas tudo que via eram árvores e sombras.
Ele começou a escutar o som de passos atrás dele. Por instinto, começou a andar mais rápido, mas os passos aumentavam. Quando se deu conta, estava correndo. Definitivamente, tinha alguém o perseguindo.
O caminho de volta à igreja parecia interminável. A mente de Luke trabalhava freneticamente, tentando entender o que estava acontecendo. A experiência da noite anterior, combinada com essa sensação de estar sendo observado, estava começando a afetar seu raciocínio.
Finalmente, avistou a torre da igreja ao longe, um sinal de alívio. Apressou o passo, querendo sair daquela floresta o mais rápido possível. Algo pesado bate em sua cabeça, ele acaba caindo no chão. tendo a visão de quem o acertou: uma mulher de cabelos vermelhos com uma pedra enorme em mãos.
— Donatilha? — fala surpreso antes de desmaiar.
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Atualizado até capítulo 25
Comments
LMCF
Não... ela não faria isso.
2024-06-29
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