Capítulo 5

...Luke...

Luke está no confessionário, pronto para ouvir as confissões, esperando a primeira pessoa chegar. Ele ainda estava refletindo sobre Donatilha, a nova voluntária da paróquia. Desde o primeiro encontro, algo nela o intrigava. Ele a julgou mal inicialmente, achando-a uma jovem rebelde pela cabeleira vermelha e pelo olhar intenso, mas suas trocas de olhares ardentes em momentos inapropriados deixavam-no desconcertado.

Cada vez que seus olhos se encontravam, Luke sentia uma estranha mistura de emoções. Havia um calor que subia por seu corpo, um misto de curiosidade e desconforto. Ele não conseguia entender como uma simples troca de olhares podia causar tanto tumulto em seus sentimentos. O olhar de Donatilha era penetrante, quase como se pudesse ver através dele, revelando seus segredos mais profundos. Esse tipo de intensidade o deixava vulnerável, algo que ele não estava acostumado a sentir.

— Padre, eu pequei.

Ele olhou pelos furos da janela do confessionário e viu uma cabeleira vermelha. Seu coração acelerou sem motivos aparentes.

— Padre?

— O que você fez?

— Eu passei sujeira na casa da minha psicóloga.

— Espera, o quê?

Ele falou mais alto, achando que não escutou direito.

— Eu passei sujeira na casa da minha psicóloga!

— Deus... Por que você fez isso?

— Porque ela é insuportável.

Luke ficou em silêncio por um tempo, envergonhado. Ele não estava acostumado a lidar com esse tipo de linguagem vulgar. Tinha certeza de que estava parecendo um pimentão.

— Padre?

— Sim, você se arrependeu disso, certo? Já que está aqui.

— Na verdade, não. Vim aqui porque queria ter certeza que isto era mesmo um pecado. Eu nunca me confessei, sabe? Tipo, aquela mulher me ameaçou e eu só me vinguei. Qual é o problema nisso?

Ele não aguentou e soltou uma risada alta, sem saber se era nervosismo, medo, vergonha ou indignação.

— Padre, você está se divertindo com a minha situação?

— Claro que não! É que essa é a primeira vez que eu escuto algo assim. E sim, se você fez com má intenção e não se arrependeu, é pecado.

Luke falou em meio ao seu ataque de riso. Essa mulher era realmente peculiar.

— Por que eu deveria me arrepender? Aquela mulher é insuportável.

Ela o intimidava. Ele achou que tinha julgado mal pela cor do cabelo, mas via que tudo o que pensava era real. Ela falava coisas impróprias e não enxergava seus próprios pecados.

— Se você não se arrependeu, não tem motivos para vir se confessar.

Ele falou, irritado com ela.

— Bom, eu não estou cem por cento arrependida, mas estou um pouco culpada. Saí até da escola para vir falar com você. Enxergue minha determinação, padre.

Ele sentiu o ar de deboche. Estava na cara que ela não estava arrependida. Mas o que está mulher estava fazendo ali, então? Donatilha parecia tão diferente, enquanto estava sendo voluntária. Qual era seu jogo?

— Como é seu nome mesmo? Fomos juntos para a casa dos paróquianos, daquela vez, mas não lembro.

Ela falou simpática. Luke ficou indignado com a rapidez com que ela mudava de comportamento.

— Luke.

— É tipo um apelido para Lucas?

— Não, é só Luke mesmo.

— Hmm, é difícil achar um apelido para Luke. As pessoas chamam você do que? Luluzinho? Parece apelido de cachorro.

— As pessoas me chamam só de Luke ou de padre. Satisfeita?

Ele ficou indignado com a audácia de Donatilha. Essa mulher era pior que sua irmã.

Tentando se recompor, ele tentou retomar a conversa que deveria ser abordada no momento.

— Olha, você parece muito jovem e os jovens fazem coisas das quais se arrependem. Você deveria pensar melhor se não quiser ter danos no seu futuro.

— Meu nome é Donatilha. Quantos anos você tem, padre?

— Vinte e sete, mas isso não vem ao caso agora.

— Eu tenho dezessete.

— Pense bem nos seus atos, Donatilha. Você é jovem, tem uma vida inteira pela frente. Não pode sair fazendo tudo que der na telha.

— Tilha. Eu não gosto que me chamem de Donatilha.

Ela não estava escutando nada do que ele falava. Será que Luke era tão ridículo a ponto de uma adolescente de dezessete anos não conseguir levá-lo a sério?

— Olha, Donatilha, se você sair mais uma vez do assunto, vou me recusar a te escutar.

— Se você me chamar de Tilha, eu prometo escutar tudo.

Ele soltou um suspiro de frustração.

— Ok, Tilha. Como eu ia dizendo, você não pode...

Luke escutou um barulho de alguém se batendo em algo. Olhou para frente e a garota não estava mais lá. Ficou um pouco confuso, tomando um susto quando percebeu que Tilha estava dentro do confessionário.

— O que você...

Ele foi interrompido por uma mão em sua boca.

— Padre, sabe essa senhora que está te chamando? Então, ela é vizinha da minha mãe e, se me enxergar aqui, vai contar que saí da escola.

Luke ficou completamente indignado com a atitude dela. Foi um erro dele esquecer que hoje tinha catequese e a senhora chegou para ensinar as crianças. Ele deveria sair dali e contar a verdade.

— Acredite em mim, padre, é melhor você ficar quieto. Você sabe o que aconteceu com o outro padre, né? Está senhora é uma fofoqueira nata e, se me ver aqui com você, vai pensar o pior. Você quer que isso aconteça logo nos seus primeiros dias?

Luke não deveria se deixar levar pelo que uma menina de dezessete anos dizia, mas ela tinha razão. Se alguém os visse nessa situação, ele se daria muito mal.

Mesmo sabendo que, se ficasse com ela ali, seria ainda pior, eles estavam muito próximos.

— Ela vai demorar muito?— Pergunta.

—Bem, ela é a catequista, então vai demorar cerca de uma hora. Daqui a pouco as crianças chegam também.

— Eu não saio daqui enquanto ela não sair.

— Eu também não.— Luke não sabia como sair desta situação sem que houvesse mal-entendidos. O coração batia acelerado, e ele tentava ao máximo controlar a respiração, para não demonstrar o quanto aquela proximidade o afetava. Donatilha era um enigma para ele, um desafio que não sabia como resolver.

— Padre, eu vou ficar quietinha aqui, prometo. Só não me faça sair.Ela sussurrou, quase como uma criança assustada. E por mais que Luke soubesse que aquilo era errado, ele não conseguia ignorar a súplica nos olhos dela.

— Ok, mas você fica aqui e não diz uma palavra. E depois disso, vamos conversar seriamente sobre o que aconteceu.

Ela assentiu, recuando ligeiramente, mas não o suficiente para dissipar a tensão entre eles. Luke fechou os olhos por um momento, tentando encontrar um pouco de paz em meio ao caos que Donatilha trazia consigo.

Seus rostos estavam tão próximos que podiam quase sentir o calor dos lábios um do outro. Luke estava tão perto de uma mulher de verdade pela primeira vez, além de sua mãe. Ele sentia uma mistura de excitação e culpa, sabendo que essa situação era proibida e errada.

— Padre, por que você está me olhando assim, como se eu fosse uma vagabunda? — Donatilha perguntou, virando-se de costas para ele, se abaixando para olhar pela janelinha do confessionário. Seu movimento inadvertido fez com que sua bunda esfregasse-se contra o quadril de Luke, deixando-o imóvel ele tinha certeza de que ela estava fazendo de propósito.

Luke sentiu uma onda de desejo percorrer seu corpo, mas também sabia que precisava resistir. Ele se afastou lentamente, tentando controlar seus impulsos, enquanto Donatilha continuava a provocá-lo.

"Senhor, dá-me forças para resistir a está tentação", ele sussurrou em silêncio, pedindo ajuda para controlar seus desejos.

O padre ficou paralisado quando ouviu seu nome saindo dos lábios de Donatilha, em forma de um gemido. Arrepios percorreram seu corpo, seu sangue virou pedra no mesmo momento. Estava completamente indefeso diante de Donatilha, que parecia ter uma malícia oculta em seus olhos.

— Luke...— Ela sussurrou novamente, sua voz carregada de desejo e provocação. O padre tentou resistir, mas a atração era irresistível. Ele sabia que aquilo estava errado, mas a tentação era forte demais.

Enquanto os adolescentes se aproximavam, Luke e Donatilha sabiam que precisavam se controlar e manter as aparências. Mas a tensão entre eles era palpável, e ambos sabiam que aquela chama proibida ainda estaria lá, esperando para ser acesa novamente.

O padre, sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando ouviu a voz sarcástica de Donatilha, sussurrando em seu ouvido. Sentindo-se completamente indefeso, diante das palavras da garota, que parecia ter uma malícia oculta em seus olhos.

— Luke... — Ela sussurrou novamente, sua voz carregada de desejo e provocação. Sentiu seu coração acelerar, seu corpo traidor respondeu claro, o suor escorrendo por seu pescoço, dando-lhe arrepios. Sua respiração se encontrando com a de Tilha, causando ansiedade. É óbvio que Donatilha percebeu porque ela continua a falar.

— Luke, você é meu…

 Sentindo um misto de prazer e desconforto quando a garota desceu em direção à sua orelha e passou a língua nela. Ele estava completamente rendido à sedução, mas ao mesmo tempo, sabia que aquilo estava errado.

Quando ela apertou seus ombros, sentiu a necessidade de se afastar, mas seu corpo não respondia. Ele estava preso àquele momento, incapaz de resistir.

— Você entende isso? —- Donatilha perguntou, sua voz carregada de malícia.

Luke sentiu a irritação crescer dentro de si e, com uma voz trêmula, respondeu:

— O único ser à qual eu pertenço é Deus!

Tilha parecia triste ao ouvir suas palavras, mas Luke sabia que era a verdade. Ele não podia se e deixar levar por uma adolescente, além de ser um pecado, era completamente imoral. Precisava resistir, mesmo que fosse difícil.

O mesmo sentiu seu corpo tremer quando ouviu seu nome saindo dos lábios de Tilha em forma de um gemido novamente. Ele estava tão indefeso que ela poderia fazer o que quisesse com ele neste momento.

- Eu me masturbei aquele dia que você estava olhando para mim, isso é um pecado também? - Donatilha perguntou, sua voz carregada de malícia.

- Sim... - Ele respondeu, sua voz trêmula. Sabendo que estava errado, mas não conseguia resistir à tentação. Ele estava completamente nas mãos de Donatilha, e ela sabia disso.

Uma mistura de desejo e culpa, o atingiram, quando Donatilha pegou sua mão e a colocou em seu seio. A textura macia e o calor, provocaram uma vontade louca em Luke de apertá-lo. O mesmo cedeu à tentação, deixando escapar um gemido involuntário.

No entanto, uma onda de desconforto e culpa desce por sua virilha, lembrando-o de seu passado como padre. Se recordando de como, naquela época, batia em si mesmo com um cinto de couro para resistir a estes desejos proibidos. Sua calça ficou marcada, ele viu o sorriso malicioso da cobra que estava à sua frente.

— Padre, você já tocou em alguma mulher? — A garota o provoca, Luke responde sinceramente — Não, nunca.— Donatilha sorriu maliciosamente.

— Bem, é hora de você experimentar. Mas lembre-se, você só tem permissão para me tocar.

Os olhos de Luke fixaram-se nos seios da garota, que se erguiam orgulhosamente em sua blusa. Ele engoliu em seco, sentindo a pulsação acelerar enquanto suas mãos tremiam de desejo.

A garota pegou a outra mão de Luke, a colocando dentro de sua blusa, revelando seu seio nu. O padre sentiu seus mamilos rígidos, impulsionado pelo desejo, beliscou um deles. Ela soltou um gemido, a mão grande de Luke tampa a boca da garota, consciente dos riscos de serem pegos

Luke continuou a massagear o seio de Donatilha, apertando-o com força e liberando todo o ódio que sentia ali. A tensão sexual entre eles era palpável, e Luke se perdeu no momento, esquecendo temporariamente de suas responsabilidades como padre.

Dominado pelo desejo e pela frustração, retira a mão da boca de Donatilha, a colocando em seu outro seio, apertando-o com força. Ele sentia uma mistura de ódio e excitação, enquanto a observava abrir a boca para soltar um gemido.

Uma onda de raiva toma conta de seu interior. Ele a encarou com intensidade e disse de forma obscena. — Se você abrir a boca, eu te mato, sua cadela desgraçada. Entendeu?

Até mesmo ele ficou surpreso com suas próprias palavras, nunca antes tendo proferido tais obscenidades. Sem hesitar, ele ergueu a camiseta de Donatilha e colocou um dos seios em sua boca, observando-a fazer uma careta enquanto lutava para conter os sons que escapavam de sua boca.

Nesse momento, Luke esqueceu completamente que estavam em uma igreja, rodeados por pessoas que podiam ouvi-los a qualquer momento. A paixão e a luxúria os consumiam.

A raiva e a luxúria, o dominavam, ele morde com força, um dos seios da mesma, provocando uma reação instantânea. A fazendo abrir a boca em resposta à dor, mas ele não permitiu que ela emitisse qualquer som. Colocando a mão em sua boca, apertando-a com firmeza.

Com um olhar desafiador, Luke disse com um tom de autoridade. — Eu mandei você ficar quieta, sua vaca desgraçada. — Donatilha arregala os olhos, surpresa com a intensidade de suas palavras. O mesmo não se importava, pois quem o provocou primeiro foi ela, agora teria que aguentar as consequências.

Sem hesitar, ele retirou a mão de sua boca, e a puxou com força pelo cabelo, demonstrando seu controle. A tensão entre eles era palpável.

Ajoelhando-se diante de Donatilha, e erguendo sua perna, ele desliza sua mão em direção à sua intimidade. Luke se sentia desconectado de si mesmo, incapaz de reconhecer essa faceta de sua personalidade.

No entanto, Donatilha interrompeu o momento, desafiando a suposta autoridade de Luke. — Padre, quem disse que você fica no controle da relação? É apenas quando eu deixo.

Ela colocou suas mãos em seu cabelo e puxou com força, causando ardor em seu couro cabeludo. Luke abriu a boca para soltar um gemido, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Donatilha deu um tapa no seu rosto.

Luke arregalou os olhos, sinceramente surpreso com a intensidade do gesto. Ele nunca esperava que Donatilha fosse tão agressiva, e isso o deixou ainda mais confuso e excitado.

— Enterre a boca no meio de minhas pernas, e fique quieto! — Obedecendo às ordens de Donatilha, enterrou a boca em sua intimidade, permanecendo em silêncio. Ela o puxou pelos cabelos, levando sua boca até lá. Começando a lamber por cima da calça legging da garota, ele sentiu a excitação crescer.

— Você ouviu o que eu disse? — Pergunta. — Sim, Tilha. — O mesmo responde.

— Bom garoto. Agora, mostre-me como você sabe agradar a sua mulher. — Ela esfregou o rosto de Luke em sua boceta, encharcada, quase deixando-o sem ar. — Ahh...— O mesmo solta um gemido abafado. — Isso mesmo, lamba bem gostoso. — Responde ofegante.

— Eu... eu quero te sentir mais... — Luke pede, desesperado. — Paciência, meu querido. Você terá sua recompensa, mas não será agora.

Quando finalmente o soltou, Luke agarrou o cós da calça da calça da garota, a erguendo, deixando sua intimidade marcada. Com o dedo indicador, ele começou a esfregar os lábios molhados de sua intimidade, enquanto ela também se esfregava a ele. — Você é tão... deliciosa. — As palavras simplesmente escapam de seus lábios. Ele nunca tinha experimentado tal coisa em sua vida.

— Sim, eu sei. Agora, me faça gozar. — A garota fala desesperada. As pernas de Donatilha apertarem em volta de sua mão, Luke percebeu que sua calça estava molhada. A sorte estava do lado deles, já que a camiseta grande da mesma escondia o que estava acontecendo ali em baixo.

Luke sentiu uma onda de vergonha e culpa invadir seu ser enquanto ajustava suas roupas e tentava se recompor. Ele olhou através da janelinha do confessionário e viu Donatilha saindo apressadamente, desaparecendo de vista. Sentiu uma mistura de alívio e desespero ao perceber o que havia acontecido.

Tentando controlar sua respiração, Luke voltou a si e se ajoelhou no confessionário, as lágrimas escorrendo pelo rosto. A culpa o atingiu com força. Sentia-se aprisionado, manipulado e seduzido por Donatilha. Acreditava que ela havia chegado ali com más intenções, e agora ele estava colhendo as consequências de sua fraqueza.

Com a voz trêmula e carregada de emoção, ele começou a orar.

— Perdoe-me, Senhor. Eu fui fraco. A culpa é toda dela. Aquele olhar, aquela presença... Ela foi enviada para me desviar do caminho que Você me deu. Ela é uma armadilha, uma tentação enviada para me tirar da minha vocação.

Ele soluçou, sentindo o peso de sua confissão.

— Senhor, me ajude a encontrar forças. Não quero ser desviado do meu propósito. Perdoe-me pela minha fraqueza e me guie de volta ao Seu caminho. Proteja-me dessas tentações e me dê a sabedoria para reconhecê-las e resistir a elas.

Luke continuou a rezar, buscando consolo e redenção, determinado a não deixar essa experiência abalá-lo mais do que já havia feito.

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Comments

Kharinne Santos

Kharinne Santos

Oh, tadinho

2024-06-25

1

Kharinne Santos

Kharinne Santos

PADRE, O QUE É ISSO?

2024-06-25

1

Kharinne Santos

Kharinne Santos

Detalhe: no confessionário kkkkkkkkkkk

2024-06-25

1

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