...Donatilha...
...— Não sei ao certo, porque fiquei tão fascinada por ele. Mostrei meu pior lado. Ele foi vítima de minha doença. A santidade que possuía me irritava, sua mente pequena também. O jeito que me olhava com desdém, como se eu fosse uma mulher suja era estressante. Então o sujei também!...
...
...
...Tilha...
Donatilha acorda extremamente estressada, como de costume. Sua irritação começa pelo fato de ter apenas 17 anos, e ser obrigada a frequentar a escola. Não que ela compareça, mas mesmo assim é irritante, não se torna pior que o seu emprego de meio período, com o gerente idiota da loja, que gosta de assediar as funcionárias. De todas coisas ruins que a cidade possuía com certeza a pior parte de todas era o frio intenso que fazia. Aquela cidade era gelada assim como o coração das pessoas, eles se diziam religiosos, mas eram cruéis, ignorando as situações extremas que aconteciam a sua volta, a final aquilo não tem nada a ver com sua religião.
Tilha olha o despertador na cômoda, são 7:00 horas da manhã. O seu vício começa a se manifestar, mas ela sabe que se fizer agora, provavelmente vai se atrasar, não que ela consiga controlar. Isto começou quando tinha 10 anos, colocando inocentemente a mão dentro de suas calças, continuo fazendo isto até seus 13 anos, foi quando um de seus colegas decidiu contar o que era se masturbar. Ela sempre sofreu coisas em silêncio, muitas pessoas sabiam, porém nunca se importaram, isto foi uma forma de fugir da realidade. Toda vez que estava confusa, ou que alguém descontava seu ódio em cima dela, talvez até quando todos a jogavam fora, Donatilha fazia isto. O descontrole de suas emoções era algo muito forte.
Foi questão de tempo, até Tilha descobrir sobre a pornografia, isto foi mais uma válvula de escape para seus problemas. O ponto em que chegou é problemático, não tem um dia se quer que ela não consiga ficar sem se masturbar, a dependência da masturbação vem junto de assistir aos vídeos. A cada vídeo de pornografia ela quer achar um mais instigante, como se os outros fossem sem graça. As piores vezes foi quando ela se masturbou tanto que desmaiou, ou deixou de fazer coisas importantes porque se sentia muito cansada. Quando sua depressão se manisfestou em sua adolescência, parece que tudo piorou. Ela nunca contou isto para nenhum dos psicólogos ou para os psiquiatras, sentindo nojo e vergonha de si mesma.
Um suspiro exasperado sai de seus lábios, quando o seu vídeo começa a rodar. Se trata sobre uma mulher que está sendo perseguida por um homem máscarado. Sim depois de sair dos vídeos sem graça, ela finalmente achou um que a agradasse. Sua mão já estava cobrindo sua intimidade a tempos, um gemido quase sai quando seus dedos gelados encostam na carne sensível, ela os move em círculos. Quando o homem arrasta a mulher que está fugindo pelos cabelos, no meio da floresta. Um de seus dedos é introduzido. Donatilha o movimenta por alguns segundos, e volta para seu clitóris sensível, ela solta um longo suspiro terminando seu trabalho.
A exaustão é grande, mas mesmo assim Tilha se levanta, para tomar seu banho.
Hoje é o temido dia da sessão de terapia.
Ela sentia um certo medo de tomar remédio, e dos psicólogos depois de tudo que aconteceu, em sua conturbada vida. Tilha é obrigada a fazer terapia por insistência de sua mãe, que quer provar para as pessoas de fora o quanto e uma boa mãe, e o quanto Donatilha, é problemática, e a principal razão das desgraças de sua vida.
Depois de colocar seu vestido preto no corpo, ela olhasse no espelho, a garota nunca gostou de roupas curtas ou apertadas, qualquer coisa que marcasse seu corpo era desconfortável, seu maior terror era que alguém olhasse para as marcas de queimadura de cigarro, em sua barriga, causadas por seu abusador, ou as marcas das surras que levou de sua mãe, talvez a pior parte fosse os cortes feito a navalha em suas coxas. Aquilo era a marca de sua dor reprimida não resolvida.
Terminando de fumar seu cigarro, ela entrando no consultório, se perguntando se realmente deve entrar na sala de Fátima. Digamos que a psicóloga tem uma implicância pessoal com a pobre garota, pelas respostas afiadas que a mesma da, e por sua personalidade forte. Da última vez que Tilha veio sua terapeuta disse que ela devia fazer sexo, isto foi fora de cogitação, aquilo era uma grande parte de seu trauma.
A garota entra nervosa, sentando-se. – Olá Donatilha, como você passou a semana? – Fátima pergunta, tentando parecer simpática. – Normal! – Tilha responde seca.
– Eu perdi minha paciência com você a tempos! Já que você não vai colaborar me diga uma coisa. Eu falei com sua mãe, ela contou que você foi abusada, e sua irmã também. Está certo? – Tremendo de raiva e desconforto, a garota responde. – Sim! – Ela se pergunta onde a mulher a sua frente quer chegar. – Pode me descrever as coisas que o abusador fez para você? – Assustada a menina arregala os olhos, a ânsia se torna presente. Com toda a certeza Fátima era uma grande cadela.
– Donatilha! Se você não colaborar eu juro por tudo que é mais sagrado. Que eu vou colocar você para dentro daquele hospício novamente. – A mulher sente-se vitoriosa, pois sabe que acertou o ponto fraco de sua paciente, com certeza quem vai para uma clínica psiquiátrica daquela região, não quer voltar novamente, digamos que o tratamento não é dos melhores.
P
ensando em como Fátima é uma galinha desgraçada, a garota se imagina quebrando o seu pescoço magro. Isto de certa forma a deixa mais calma. – O fato de você ter sido abusada, por seu tio... É o motivo que faz você sentir vontade de matar o seu pai? – Pergunta a mulher de meia idade, deixando a garota desconfortável. – Sim! – Responde rangendo os dentes de ódio. – Quero motivos! – Fátima fala sem paciência.
– Porque ele trouxe o abusador para dentro da nossa casa! E lá fui abusada diversas vezes, embaixo do nariz de todo mundo! – Uma tristeza toma conta de seu interior
– Quantos anos você tinha na época? – Pergunta, anotando na sua caderneta idiota. – Foi dos meus quatro anos, até os sete, logo depois minha mãe largou meu paí.– O quão doloroso é alguém mexer em uma ferida mal cicatrizada. – Sua mãe me falou que você só contou depois de grande, com quantos anos foi? – Isto é extremamente desconfortável. – Onze...– Responde, de forma raza para não aprofundar o assunto. – E contou para sua irmã, depois ela contou para você. Está certo? – Fabíola sabia que tinha pegado o ponto fraco de Donatilha, e não iria desistir tão cedo. – Porque não contou antes, tinha medo dele? – Pergunta, fitando a garota de cabelos vermelhos. – Não na realidade...eu...eu gostava dele, achei que aquilo era uma forma de afeto. Meu pai não parava em casa, minha mãe engravidou do melhor amigo do meu pai, e entrou em depressão, ficando o tempo todo deitada. Ele era o único que estava alí para mim o tempo todo, quem me dava comida banho, essas coisas era ele. – Tilha joga tudo para fora, talvez Fátima tenha conseguido o que queira, mas aquilo não era o suficiente.
– Sua mãe, e seu pai não lhe davam afeto? – A terapeuta queria ver o limite de sua paciente, até onde ela poderia aguentar. Era raro quando ela alcançava o ponto fraco de Donatilha, e quando conseguia a garota desmaiava. – Não, sempre que chegava perto de meu pai ele me mandava sair, minha mãe nunca gostou de toque físico, pelo menos não o meu...
– Olhando pelo que sua mãe e irmã passaram... Tem certeza que aquilo não era afeto? Talvez sua mente esteja inventando tudo! – Aquele era o limite, aquilo doía tanto, com toda certeza não era sua mente a sacaneando. Tilha congela no lugar, voltando a relembrar das cenas horríveis que passou.
Ela estava brincando do lado de fora de sua casa, com terra, longo em seguida foi para dentro, para trocar suas roupas, ele apareceu em sua frente – Tilha meu amor, está suja! – Ela está sendo lavada, quando a terra finalmente sai de seu corpo, o homem dá uma mordida em seu braço, descendo a mão pela sua pequena barriga, Donatilha sente uma dor terrível em sua parte íntima. O homem colocou um de seus dedos, a garotinha tenta sair da dor desconfortável, mas é segurada. – Eu estava apenas limpando Tilha, é nosso segredinho certo? – Ela afirma com a cabeça, com medo de que a única pessoa que se importa vá embora. Ele sorriu, logo em seguida dando um beijo em sua bochecha.
Uma dor de cabeça intensa toma conta da pobre garota, ela sente seu estômago revirando, seu café da manhã é jogado completamente no chão, Fátima vai tentar acalma-la, mas sabe que passou totalmente dos Limites de Donatilha novamente. A garota desmaiou, por seu estresse extremo.
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Acordando na cama de hospital novamente, com uma mangueira de soro enfiada no braço como de costume. Isto era uma rotina, sua terapeuta gostava de a levar ao limite. Ela olha para frente, tendo a visão de sua irmã mais velha. Digamos que Martina é bem menos transtornada que Donatilha, afinal elas não cresceram juntas, apenas Tilha conviveu com a mãe.
Quando sua mãe ficou grávida, não quis o bebê então o entregou para a pai da criança, com a desculpa que era muito nova. Um ano depois engravidou de Tilha.
– Você desmaiou novamente.. – Martina acaricia os cabelos vermelhos da irmã.
– Que horas são? – Pergunta cansada.
– Quatro horas da tarde. – Tina responde sorrindo. – Quero sair daqui.– Diz, arrancando a mangueira de soro de seu braço. – Ok...quer falar sobre?. – A garota nega com a cabeça.
– Eu deixo você em paz, se prometer ir a missa comigo! – Martina faz um bico triste para sua irmã, ela é uma mulher bem religiosa, já Tilha nem tanto, ela tem um certo preconceito por pessoas religiosas. Em sua mentalidade elas ficam pressas com seus cérebros minúsculos em crenças limitantes. – Tina! Sabe que não gosto... –
A garota faz uma careta estranha. – Tilha da outra vez você disse que não iria. Porque não gostava do padre. – Uma grande gargalhada sai de sua boca. – E com razão! Não que seja da minha conta, mas ele comeu a mulher em cima do altar da igreja, Tina! Hahaha. – Tina mexe em seus cabelos pretos nervosa. – Agora é outro padre! Me falaram que ele é bonzinho. É a primeira vez que ele vai, faz pouco tempo que terminou o seminário. É hoje as seis da tarde, vamos! Estou implorando. – Não resistindo aos olhos pidões de sua irmã, a menina acaba aceitando. – Nunca fui em uma missa. Se eu queimar lá a culpa é sua.–
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Atualizado até capítulo 25
Comments
LMCF
Que historia pesada... ambos com traumas familiares.
2024-06-29
2
Kharinne Santos
Que babado kkkkkkkk
2024-06-24
1
Kharinne Santos
Somos duas!!!
2024-06-24
1