Flor empurra a cadeira de Cecília para entrar no elevador para encontrar com Geovana.
Sua desconfiança só aumenta quando elas vão à cozinha pegar maçãs, e não encontram ninguém. Ela conversa com Cecília e brinca com a menina ao longo do caminho, aproveitando um pouco de sol. As calçadas da fazenda dificultam a locomoção da menina, que, no futuro, continuará dependente de outros. Nos últimos dias em que está trabalhando na fazenda, ela percebeu que as pessoas desejam que Rico e a filha dependam deles. A cunhada, os empregados e até mesmo Bernadete fazem de tudo para a garota ser a doentinha da casa.
Com dificuldade elas conseguem chegar à arena norte.
— Olha Tereza, essa conseguiu ser pior que océ, OXI que bom gosto.
— Cala boca, Léo ou vou fazer você comer grama. — diz Tereza batendo no chapéu dele.
— Tô lhe elogiando e tu tá me batendo, vai e mal amada mesmo — a mulher sai pisando torto
E Maria Flor finge não ouvir.
Ela empurra a cadeira, mas as placas de cimento entre caladas com grama entra na roda da cadeira obrigando ela se abaixar.
— Aonde você está indo? — ela sente um arrepio percorrer seu corpo ao ouvir aquela voz
— Que susto! — Maria Flor põe a mão no peito tentando conter as batidas do coração.
— Porque você não pediu a um dos homens para levar Cecília aonde você quer ir? — diz Rico grosseiramente.
— Eu não precisaria de homem nenhum para caminhar um pouco no sol, se houvesse calçadas adaptadas para cadeiras de roda. — resmunga irritada
— Essas placas São originais da casa.
— E daí, o que é mais importante, a arquitetura da casa ou sua filha?
— Ché, você fala como se eu não fizesse de tudo de melhor para minha filha.
— Então tire essas placas e faça calçadas, assim podemos ter acesso a todos os lugares sem pedir auxílio a ninguém e no futuro quando ela for mais velha ela poderá ir aonde ela deseja.
Rico coça a cabeça e resmunga — Que mulher espinhenta.
Ele se irrita por ela achar que ele não pensa no bem-estar da filha. coloca o chapéu na cabeça e sai chutando grama.
Não demorou, voltou com Maciel. Maria Flor conversa com o capataz que a ouve em silêncio, apenas concordando com a cabeça ele prometeu que chamaria um empreiteiro para resolver o problema.
Rico ficou emburrado porque ela fala toda educada com os outros e com ele só espinhos.
Quando ele sai, ouve a voz da filha.
— Agora vocês precisam fazer as pazes — os dois olham para ela — papai você começou, pede desculpas primeiro.
Rico tira o chapéu e coça a cabeça.
— Me desculpa dona Flor, não era minha intenção ser grosseiro.
— Agora é sua vez Flor de um beijo nele. — Os dois se olham e olham para a menina — rápido, está ficando muito quente aqui.
Maria flor aproximou-se para beijar a Bochecha de Rico, mas seu pé ficou preso na grama e ela caiu para frente, amparada pela mão de Rico na sua cintura. O beijo desajeitado tocou o canto da boca de Rico.
Os dois ficaram paralisados e uma corrente elétrica passou pelos corpos dos dois. Rico Souta a cintura dela sem entender o que estava sentindo, tanto Maria Flor como Rico desviaram o rosto para o lado.
A expectativa de Rico dá um show é grande, Tereza que está fazendo uma chamada de vídeos, para suas colegas acompanhar o desfecho do plano, não crê no que vê, vibra que tudo estava dando certo. Léo Pragueja, Andreia que está no pátio norte treinando paralisa.
Zé Luiz Maciel e Chico começam a andar com rapidez para salvar a ousada moça das garras raivosas de Rico. Porém, para surpresa de todos, o homem não gritou, muito menos deu algum tipo de chilique, continuou a conversar com a moça e a filha.
— Satisfeita Coroné Cecília.
A menina levantou o rosto e respondeu o pai — foi assim que minha Florzinha cor de rosa me ensinou, quando eu não queria falar com você ela disse que as pessoas que se amam tem que se perdoar ou pedir desculpas depois e só dar um beijo e pronto.
— Me desculpa, não pensei que… —
Maria flor não sabe onde enfia a cara.
— Não precisa se preocupar, eu entendi. — Rico ia abrir a boca para falar mais e interrompido por Geovana que vem correndo achando que Rico estava brigado com Maria Flor.
— Me desculpa senhor, eu mandei ela ir para a arena leste.
—Tem outra arena? — fingiu Maria Flor que se lembrava muito bem para onde a mulher a mandou ir.
— Não importa. — Rico interrompe as duas — vou levá-las para ver os cavalos.
— Vou poder dar maçã? Passamos na cozinha. — Cecília mostrou a sacola em seu colo. Rico olha para babá que está sorrindo para Cecília e sorri também.
— Pode, mas vou te levar no colo e dona Flor, a senhora precisa de botas.
Maria Flor, que nunca foi tímida na vida, está se sentindo extremamente acanhada, o que esse homem está pensando dela, ele pega a filha no colo e caminha conversando com ela como se nada tivesse acontecido.
Ao chegar ao cercado Maria Flor, vê o garanhão negro que quase a atropelou.
— Oi, foi você, nos reencontramos, que grandão exibindo, mas com esse pelo lindo!
— Ele é muito lindo! — diz Rico acariciando a pelagem do grande garanhão negro.
— Realmente lindo!
— E sim, é muito especial para mim ele o primeiro de uma linhagem criada especialmente para nossa fazenda. —pela primeira vez Rico sorri relaxado — Temos éguas, mansinhas, vou ensinar a senhora a montar. — Rico não conseguiu tirar os olhos da cintura de Maria Flor. Quando ele segurou, suas mãos fecharam com perfeição na cinturinha fina dela e aquele vestido que se aderia com perfeição a cada uma de suas curvas, ele não vê a hora de poder medir suas palmas para saber quanto mede aquela belezura.
Naquela noite, quando abriu a porta de interligação para pegar Cecília para dormir com ele.
Rico percebeu quão importante era aquela conexão que a nova babá criou com sua filha. Maria Flor não só cuidava de Ceci, ela a entendia e a inspirava. Rico pela primeira vez na vida sentiu uma gratidão imensa e uma súbita vaidade, não por sua aparência ou pelos campeonatos vencidos, mas por escolher alguém que via a beleza da alma de sua filha que não era limitada pela cadeira de rodas.
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Atualizado até capítulo 86
Comments
Ezenilde Silva Teixeira de Souza
Comecei a ler ontem 22/01/2025 . Bom , na minha humilde opinião , essa protagonista não é bonita , a tal Andreia é mais . Mas como beleza não se põe em mesa , vamos lá kkkkkkk
2025-01-24
2
Tag
E eu achando que a Bernadete era legal.
2025-02-09
1
Valeria Colmenero
💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐amandooooooooooo
2025-02-05
1