O Passado Sombrio de Vicente

O computador avisa ter encontrado uma digital idêntica a que Flávia havia encontrado na cápsula. Flávia e Marcos se apressam para a frente do computador, a digital pertencia a um homem chamado Cleiton da Costa, um jovem de vinte anos de idade, de pele clara e olhos azuis parecia que tinha saído de um estúdio de Hollywood. O homem retratado na tela do computador de Flávia não era nem um pouco parecido com o homem que Vicente atirou e matou na noite daquele fatídico dia. O que levantava dois caminhos ou talvez um muro em frente aos avanços de Flávia.

Cleiton da Costa era apenas o fornecedor clandestino que passou as munições ao atirador ou era o fornecedor e o mandante do assassinato?

Navegando mais um pouco pala ficha de Cleiton, Flávia e teve uma surpresa, o homem apesar de muito jovem já era procurado pelo FBI e a Interpol inteira estava em seu encalso, aos vinte anos já era procurado por cinquenta crimes, entre eles os mais graves eram tráfico de armas e drogas. Assassinato qualificado e ataque a um carro forte na cidade da Bolívia a três anos atrás. O infeliz era mais perseguido que um rato por um gato.

— Espero que está seja de Vicente ou estaremos encrencados.- fala Marcos mostrando uma segunda digital retirada de outra cápsula de calibre ponto quarenta.

Com a descoberta de Marcos. Flávia tratou de imprimir as informações da primeira digital e imediatamente começar trabalhar na segunda digital.

Depois de escanear a fita e a transmiti para o computador. Flávia iria fazer o mesmo procedimento de busca, mas quando a digital apareceu no computador, Flávia percebeu que não estava completa. A digital era uma pequena parte do polegar. Mesmo assim prosseguiu para a busca.

Alguns minutos que para Flávia e Marcos pareceram ser horas se passaram e estava quase interrompendo a busca quando a foto de Vicente aparece na tela com uma legenda em verde que dizia " Digital compatível". A digital realmente pertencia a Vicente. O que veio na sequência caiu como uma dinamite nas mãos de Flávia prestes a explodir.

Vicente tinha três passagens pela polícia. Cada uma em um estado, o que surpreendeu e fez com que Marcos ficasse quase louco foi que as duas últimas registradas eram por homicídio doloso que se refere quando uma pessoa tem intenção de matar outra pessoa.

E não parava por aí. A seguir, indo mais a fundo, Flávia encontrar o relatório dos três homicídios. Eles eram longos e contava com o depoimento de Vicente, mas apenas para dar um sentido ao contexto sobre os três homicídios.

— O primeiro foi no ano de 2010. Vicente era apenas um sargento da polícia militar do estado do Paraná. Na cidade de Francisco Beltrão na noite do dia quatorze de outubro Vicente atendeu uma ocorrência de briga generalizada em um bar da cidade. Por um desentendimento entre um dos abordados e Vicente, sacou a pistola e a encostou na nuca do suspeito e puxou o gatilho fazendo com que pedaços de crânio e massa cinzenta ficassem grudados na parede. Vicente e quatro polícias foram afastados. Mas o caso foi arquivado três meses depois alegando que Vicente agiu em legítima defesa para a segurança da equipe policial. Mas o juiz entendeu que Vicente poderia fazer uso da força para conter o indivíduo e retirou a legítima defesa e mudou o inquérito para homicídio doloso. A guarnição voltou as atividades.- lê Flávia.— O segundo homicídio.- continua.— Foi ainda mais a sangue frio. Parecia que Vicente tinha pegado o gosto por puxar o gatilho de sua arma para matar quem estivesse em frente a ela.

Depois do primeiro homicídio Vicente desistiu da polícia do Paraná e prestou concurso para a polícia militar de Santa Catarina, Vicente passou a trabalhar na cidade de Brusque. Lá, depois de um ano de serviço Vicente passou para uma patente maior, de sargento virou primeiro tenente, dois messes depois no dia quatro de fevereiro de 2011 Vicente estava paisana em um restaurante e presenciou uma briga de casal no interior do restaurante. Segundo testemunhas, o que não faltou. Vicente sacou a pistola e atirou duas vezes contra o homem que morreu na hora com um tiro na cabeça e outro no peito. Ainda segundo as testemunhas Vicente não se identificou como sendo policial. Simplesmente atirou.

Nosso delegado agora supostamente morto, não era tão inocente quanto pensávamos e aparentava.

Depois disso Vicente foi novamente afastado e passou a trabalhar internamente na delegacia. Só não foi expulso da corporação pelo fato de ser primeiro tenente tendo forró privilegiado por conta de suas faculdades.

A investigação se desenrolou por quase um ano até que Vicente foi absolvido pelo ministério público podendo voltar pra o trabalho de campo.

Até então estava correndo tudo bem. Em 2015, Vicente passou a trabalhar no D.O.F.

O D.O.F, e uma unidade policial que trabalha na fronteira de Mato Grosso do Sul e Paraguai. Auxiliando a polícia federal no tráfico de drogas e armas. No mesmo ano no dia 25 de dezembro uma patrulha estava em serviço e abordou um veículo que transportava cocaína, durante a abordagem um dos dois indivíduos tentou tomar a arma de um dos agentes, a situação foi contida em primeiro momento, imobilizando o meliante deitado de bruços no cão e quando o homem já estava algemado Vicente sacou sua pistola e disparou uma única vez na cabeça do homem. Segundo seus próprios colegas o suspeito já estava totalmente imobilizado e já não havia mais sinais de reação da parte do detido.

Depois disso Vicente se transferiu para Minas Gerais onde foi admitido como delegado de polícia militar mesmo respondendo pelo último assassinato.

Até então Vicente encontrou o fim de que procurava, por mais talvez não fosse da forma que seu assassino premeditou mas cheguei a conclusão de que Vicente sofreu uma tentativa de assassinato em represália aos três homens que montou.

— Porque diabos Vicente continuou na corporação mesmo depois de matar três pessoas?- questiona Marcos.

— Há uma explicação para isso. No ano de 2009, a polícia sofreu um defeti de mais de quinze mil homens, o que levou o governo fazer um reajuste no salário e também das imunidade a policiais que tivessem mais de uma faculdade. Como é o caso de Vicente, isso fez com que policiais já na ativa tivessem enumeras chances de permanência na corporação depois de cometerem crimes hediondos. Como assassinatos e até faltar ao trabalho passaram a ser deixados de lado.

— Sei disso. Mas seria sensato afastar um camarada desse. Os três crimes foram cometidos por vontade própria.

— Se pararmos para analisar, Vicente esteve em seu direito como policial, um foi pego com drogas, de qualquer forma pegaria uma prisão perpétua no mínimo. O outro bateu na mulher em local público, esse pelo código penal poderia pegar de dez a vinte anos de prisão.

— E quanto ao primeiro. Não está nos autos que ele reagiu, apenas a versão dos policiais disse isso. As outras testemunhas não deram a intender que foi uma reação perigosa.

— Talvez nessa Vicente tenha agido no impulso, mas, talvez o suspeito tivesse mesmo reagido de outra forma. Uma palavra ou um movimento em que Vicente entendeu como tal.

— Como diz o juiz, Flávia, Vicente poderia ter muito bem utilizado da força para conter o indivíduo. Afinal eram cinco contra um.

— Nesse caso tem razão. Mas aparentemente temos uma ligação óbvia entre a morte de Vicente é os homicídios que cometeu no passado.

— Nada mais que a vingança.- diz Marcos levando as mãos a cintura.

— De onde tirou essa?- pergunta Flávia quanto a frase.

— Dos desenhos de caverna do dragão. Vai dizer que nunca assistiu.

— isso e um anime?- questiona Flávia

— De certa forma sim.

— Então não. Não gosto de animes nem gibis e Mangás, é coisas de criança.

Marcos lança um olhar de maldade a Flávia.

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