Busca Pela Impressão Digital

— Eric pediu que eu fizesse a autópsia do corpo desse homem, e quando, encontrássemos o de Vicente eu seria encarregado de fazer, mas mudou de ideia quanto a autópsia de Vicente. Ele falou que se encontrássemos o corpo não haveria autópsia. O porquê não me pergunte.- fala Marcos.

— Mas e quanto ao laudo? Não se pode liberar um corpo sem laudo.- rebate Flávia.

— Você dis está qui.- diz Marcos colocando outra pasta sobre a primeira.

Era a autópsia de Vicente. Uma autópsia feita com antecedência, a qual pedi que Marcos usa-se a criatividade para desenvolver.

— Esta assinada por eric.- observa Flávia.— Ela passa pelas informações pessoais e foi direto a folha que continha os relatórios.

— Como conseguiu colocar como morte natural?- pergunta Flávia.

— Simples. Em minha imaginação Vicente não teve nenhum ferimento de qualquer tipo no corpo, assim como nenhum osso de seu corpo foi quebrado. E como não chequei a checar seus órgãos, por conta de que já faz muito tempo de sua morte não obtive informação alguma da causa da morte.

— Não acredito que Eric conseguiu pedir para fazer isso. Algo nessa história não está certo.- sugeriu Flávia soltando a folha sobra a mesa.

— O porque está revirando essas provas é que não entendo.- diz Marcos vasculhando a caixa.

— Para mim está claro que Vicente não morreu aquela noite. E porque Eric não quis que Vicente tivesse uma autópsia?

— De que forma poderiam ter feito?

— Você não chegou nem a ter um corpo doutor.

— Na verdade Flávia. Também acredito que Vicente esteja vivo, mas ferido.

— Aí está. Vicente não está morto aquela foto foi tirada a poucos quilômetros da represa de Várzea das Flores não foi? Alguém pode ter tirado ou até ele mesmo para pensarmos que esteja morto.

— Essa é uma teoria lógica, mas mesmo assim. Porque Vicente forjaria sua própria morte?

— Talvez para despistar alguém, preferiu que acreditassem que ele estivesse morto.

Marcos indicou com a cabeça de um lado para outro.

— Qual é Marcos. Da pra você colaborar? Estou tentando solucionar um crime por meio da raciocínio lógico aqui.

— Porque isso meche tanto com você?- balbucia Marcos.

— Deixa eu ver... Talvez pelo fato de que nossos lindos rostinhos estão na lista de um assassino de aluguel e poderemos ser os próximos a acabar como Vicente? Se é que alguém fez alguma coisa com ele.

— Talvez, mas olhe ao redor, ninguém entrará no instituto médico legal para nos matar, e estamos cercados por quatro brutamontes como segurança. Estamos seguros.

— Até quando? Não poderemos viver para sempre com esses caras nos dando segurança particular.

— Concordo com você, mas logo tudo isso acaba. Renan está investigando. Eric está por aí sei lá fazendo o que mas tenho certeza que não deixou a investigação.

— Tá bom!- fala Flávia voltando as provas.— Vou fazer uma perícia balística, será difícil já que não tenho a trajetória do projétil mas pelo menos tenho o que você retirou do corpo do homem.- termina mostrando o projétil amassado.

— Não está fazendo isso por causa do perigo que estamos correndo.- diz Marcos colocando as mãos sobre a mesa.— Está fazendo isso por causa de Eric. Não está aceitando o fato de Eric estar lá fora, quer ter alguma coisa para quando ele voltar.

— Está coberto de razão doutor. Não me sinto bem em saber que meu chefe está em campo arriscado a vida para por um fim nisso, e eu, estar trancada nesse maldito IML sem fazer nada.- falo apanhando a arma e o carregador em seguida a municiando. Desta vez sabia que a arma iria disparar. Flávia coloca um óculos de proteção e se dirigindo ao caixão de areia para fazer a arma disparar apenas uma vês seguindo pelo estampido do disparo. Marcos encolhe os ombros com o barulho.

Flávia precisava saber se aquele projétil teria saído da arma de Vicente ou da própria arma do atirador, pela lógica seria a arma de Vicente mas obviamente não queria tirar conclusões precipitadas.

Após encontrar o projétil em meio a areia, Flávia o leva para o microscópio.

Não havia diferenças visíveis entre os dois, mas a ranhuras deixadas pelo cano da arma se revelaram incompatíveis. Flávia não precisou de muito tempo para chegar a conclusão de que o primeiro não era da mesma arma que o atirador usou. Certamente a dúvida de Flávia tinha sido baseada em um assassinato incriminador o que não deu em nada.

Marcos observa Flávia com ar de desgosto.

— Por favor Marcos.- diz Flávia chamando Marcos para perto.— Separe para mim uma cápsula de calibre sete meia dois.

Marcos abre o saquinho e separa uma das trinta cápsulas enquanto Flávia abria uma mala sobre outra mesa.

Flávia volta para a mesa e coloca a cápsula dentro de um outro saco de plástico, em seu interior junto com a cápsula ela colocou pó de revelação, agitando o saquinho até ver que o pó de revelação estava impregnado na cápsula.

— Tem uma impressão digital aí!- fala Marcos espantado.

— Tem sim. E espero ser de nosso atirador.

Flávia abriu o saquinho com cuidado e com uma pinça retirou a cápsula, retirando o excesso do pó com um pincel e colocando em uma fita adesiva para impressões digitais. Com cuidado, Flávia retirou a fita e a levou para o computador.

— Agora uma dessas, Fassa o mesma coisa que fiz com essa.- pede Flávia a Marcos lhe alcançando outra munição.

Marcos começou a fazer o mesmo procedimento.

Não demorou muito para o computador escanear a primeira digital e aparecer no computador.

— Uma cápsula é pequena, e geralmente, raramente quem as manuseia deixa uma impressão digital perfeita, uma digital e constituída de linhas que chamamos de arcos ou espiral. Mas tem a impressão perfeita de um dedo indicados. O que aponta a que, quem a manuseou estava com as mãos bem suadas.

Em seguida Flávia coloca o computador para procurar o dono da impressão digital, o que poderia levar minutos minutos ou horas para que o sistema encontrasse alguém compatível. Pare evitar esse prolongamento na busca, Flávia organizou a busca em três partes, a primeira seria o banco de dados da polícia civil e militar, a segunda seria o banco de dados da polícia Federal e do S.I.B e por último o da Interpol. Enquanto o computador trabalhava, Flávia volta para perto de Marcos.

— Encontrou alguma coisa nessa?- pergunta Flávia.

— Nada. Seca como areia do deserto.- rebateu Marcos.

— Tente outra. Estas são supostamente da arma de Vicente.

— Será que usou luvas para manusea-las?- comenta Marcos separando outra cápsula.

— Talvez, muitos policiais usam luvas para fazer a manutenção da arma.

— Tem algum motivo específico?

— O óleo não seca dereito nas mãos, e se precisar usar a arma logo depois da manutenção e não der tempo de levar as mãos a arma fica escorregadia.

— Um dia vi em em documentário que a arma pegou fogo após um disparo.- comenta Marcos.

— esse incêndio foi no cano?

— Não. Em toda a arma.

— Não é comum que isso aconteça, mas certeza que foi uma detonação hidráulica. Isso ocorre quando a muito desse óleo no interior da câmera de disparo, gerando uma pequena explosão. Nesse caso o cara deve ter afogado a arma em um barril de óleo.- fala Flávia.

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