Resultado Positivo

Assim que Flávia me ligou voltei correndo para o laboratório, havia se passado duas horas desde que deixei Flávia falando sozinha. Também havia almoçado e quando Flávia me ligou estava ainda em um restaurante em frente ao IML.

Entrei no instituto médico e descia a escada quando Renan me encontrou no sentido comtrrario.

— Detetive Chiuto. Preciso que venha comigo até a delegacia de polícia civil da cidade.

— O que a de tão importante?- perguntei continuando meu caminho.

— Não me pergunte. Fomos chamados pedo DHPP.

— Informe a eles que assim que terminar com minha cientista florence irei.

— Flávia pediu que viesse? Por que motivo?- questiona Renan voltando a descer a escadas a minhas costas.

— Não faço ideia. Sendo que não seja para me matar o resto não tem importância. - rebati.

— Temo que o DHPP tenha informação sobre o assunto, não pareciam estar felizes na ligação - comenta Renan.

— Para onde foram Bruno e Vicente?

— Faso a mínima ideia detetive, após conversarmos com Flávia, saíram e até agora não voltaram, quer que eu os chame?

— Não. Não será necessário Renan.- falo entrando no laboratório.

— Renan, Eric. - começa Flávia sem rodeios.— Vendo as amostras de carne moída, descobrir que a dois tipos, a de suíno, óbviamente e também uma pequena quantidade de carne moída humana, mesmo sendo em baixa quantidade consegui isolar o DNA.

— Temos um alvo, Renan. Avise a sua equipe, vamos invadir aquele restaurante e prender todos que estiverem lá dentro - falo. Renan virasse para sair quando Flávia o chama de volta.

— Esperem, ainda não terminei.

— Como não. Já temos tudo o que realmente precisamos.- falei abrindo os braços.

— Sinto dizer mas não temos um alvo. A princípio pode ser qualquer um morador da cidade, e creio que não será fácil.- Flávia volta a te a mesa para buscar duas porção de carne.— Vejam rapazes, está é carne suína - fala indicando a porção na mão direita.— E esta e carne Humana.- complementa indicado agora a da mão esquerda. — Perceberam alguma diferença?

— Não percebo diferença alguma.- fala Renan.

— Nosso assassino e tão esperto que sabe como fazer com que a carne humana se pareça exatamente com carne suína.- recomeça Flávia.— A primeira vista não há diferença porque a carne humana precisa ser cozida em uma temperatura mais alta que a carne de suína, e moída como está será mais fácil para que o processo seja mais eficiente, também há uma outra peculiaridade. A carne humana foi cozinha, ou seu recozimento foi feito junto com a carne suína, fazendo com que o gosto da carne humana ficasse igual a da carne suína.

— Você experimentou para saber?- perguntei espantado.

— Não...! Claro que não, descobrir através do DNA, praticamente o DNA da carne suína está intacto, já o da carne humana está bem degradado, dando a intender que foi levado para o fogão por mais de uma vez.

— O que quis dizer com "não temos um alvo?"- perguntei andando em volta de Flávia.

— Quero dizer que nosso assassino é muito mais esperto do que imaginamos. Ele sabe com disfarçar perfeitamente a carne humana ao paladar. - explica Flávia.

— E tem diferença?...

— Claro detetive. Há quem diga que a carne humana seja adocicada. Outros relatam que a carne seja como o melhor dos atuns mas sem o cheiro. Ainda há relatos e condições dos sobreviventes do vôo dos Andes em 1972 que tiveram que comer seus próprios amigos mortos para não morrer de fome, eles relataram que a carne humana se parece com carne suína mas só que mais forte. Quer mais relatos?- questiona Flávia apertando meu ante braço.

— Mais um. Só para ter certeza - falei.

Obviamente acreditava que Flávia não havia muito mais que isso.

— Sem problema meu querido, veja bem detetive.- diz Flávia voltando até a mesa.— No ano de 1920 o americano William Buehler Seabrook trouxe um relato diferente. Ele esteve na África Ocidental para aprender mais sobre os rituais canibais do povo Guero nesta mesma década.- Flávia faz uma pequena pausa.— Veja o que ele diz. “Era tão parecido com uma vitela boa e totalmente desenvolvida que acho que nenhuma pessoa com um paladar de sensibilidade normal e comum poderia distingui-la da vitela”, relatou em seu livro "Jungle Ways".- termina Flávia laçando um olhar direto.— Querer mais? Há muitos outros de onde saíram esse.

— Não será necessário Flavinha.- falei dando um tapinha em suas costas.— Como está indo com o vídeo?

— Meu sistemas estão rackando uma segunda rede de computadores usada no Brasil. - explica Flávia indo até um leptop em outra mesa.

— O que exatamente procura?- questiona Renan.

— Falhas na rede, por onde meu cavalo de Tróia pode transfixar para coletar dado.

— Qual foi a primeira rede que restou? - volta a perguntar Renan.

— A primeira foi a MAM, mais conhecida como ( Metropolitan Areia Network). Agora estou na WAN, também conhecida como ( Wide Areia Network) e ainda te a terceira e última rede, a LAN, essa é a mais usada no Brasil, é chamada de Local Areia Network.

— Se essa última é a mais usada, porque não tentou ela primeiro?- perguntei.

— Simplesmente pelo fato de quem for que tenha publicou esse vídeo, é esperto o bastante para não utilizaria uma rede de alta utilização. A não ser que queira o serviço de segurança em seu calcanhar, o que acho improvável.- diz Flávia.

— Flávia tem razão Eric. Fiz um ano de faculdade de telecomunicações, aproveitando a oportunidade. Gostaria de dizer que não são três redes e sim. Quatro redes - Renan e Flávia falam as últimas palavras juntos.

— Renan está correto - concorda Flávia.- mas a quarta rede acho impossível que tenha usado.

— E porque acha isso? Perguntei.

— Essa quarta rede é usada pelas agências públicas. Se chama PAN ( Public Agencies Network). Nessa rede não se pôde postar vídeo e fotos, bom, nada do que se encontra nas três outras redes se encontra nessa, ela é praticamente invisível a computadores ligados a redes sociais. Ou seja... Não será possível postar qualquer conteúdo de mídia, e para acessá-la o usuário precisa trabalhar para agências governamental com: Banco central, tribunal de justiça ou contas ligados a união.

— E se for por essa rede? - perguntei.

— Eric. Não há como, se invadir essa rede, o FBI e a INTERPOL saberiam imediatamente.- explica Flávia.

Logo uma janela abre no Leptop com uma legenda em inglês em vermelho que dizia: Document not located...

— Bom... Nesta rede o cavalo de Tróia também não encontrou nada.

— O que é cavalo de Tróia? - perguntei manuseando meu cachimbo.

— O cavalo de Tróia é um vírus de computador, geralmente é usado para fins criminosos na internet, mas tenho minha própria versão, modifiquei o malware para que possa procurar arquivos precisos sem ser notado pelos antivírus das plataformas que se conectam aos servidores da internet.

— Está cometendo um crime em minha presença.- disse colocando um pouco de fumo no cachimbo.

— Foi você quem deu a ideia detetive - balbuciou Renan.

— De certa forma sim. Mas imaginei que Flávia iria pedir um mandado judicial para isso.- falei levando o cachimbo a boca.

— Se me lenbro bem. Você queria isso o mais rápido possível. Então, este é o meio mais rápido que consegui encontrar, então se conforme.- gesticula Flávia apontando para o computador.

Acendi o cachimbo e tirei uma baforada de fumaça. Flávia me olhou com indignação quando soprei a fumaça pelo ar.

— Nossa última carta na manga é a terceira rede, vou preparar o cavalo de Tróia novamente, isso pode levar alguns minutos, então se não se importa!- Flávia tirou o cachimbo de minhas mãos e levou a te sua boca.— Espero que tenha mais fumo ou talvez outro cachimbo. Tomarei este enprestado por algum tempo.- diz Flávia tirando uma enorme baforada de fumaça.

— Você usa cachimbo?- questiona Renan.

— Cachimbo e a primeira vez- dispara Flávia. — Usso Narguilé, mas está desmontado em minha mochila, e leva um tempo para montar e preparar.

— Então sai por aí pegando o primeiro objeto que contenha fumo.- falei com inpatia.

Flávia continuava a digitar no computador e jogando o cachimbo de um lado para outro na boca.

— Pega leve.- disparei indicando o cachimbo.- Isso não é chiclete para mascar, ou está achando que se trata de um charuto cubano?

Flávia para o que estava fazendo e solta outra baforada de fumaça no ar sem tirar o cachimbo da boca. — Essa qualidade de fumo é orivel. É o máximo que comsegue encontrar?

— Que eu saiba, esse cachimbo é meu, e compro o fumo que mais me convém - disse tentando resgatar meu cachimbo mas, sem sucesso, Flávia afastou para longe.

— Quer saber. Prefiro não brigar, só favor me devolver assim que terminar. - falei apanhando um porta cigarros do bolso.

— Terá seu cachimbo de volta em vinte minutos. Está pronto. - fala Flávia levando o cachimbo de a boca.— O cavalo de Tróia está habilitado na terceira rede - termina Flávia apontando o bicho do cachimbo para mim.— Reze para que meu vírus encontre algo, ou estaremos perdidos.

— Lamento, não sou muito chegado nessa parada de oração.- falei acendedo meu cigarro.

— Para um italiano você não é muito católico - fala Renan soltando um sorriso amarelo.

— O que minha descendência tenho a ver com o catolicismo?- questionei enquanto soltava uma nuvem de fumaça para o teto.

— Tudo haver Eric.- começa Flávia.— A igreja católica fica na Itália. Você é italiano e segundo estudos, mais de oitenta porcento dos italianos dentro e fora de sua pátria são católicos.

— É aí que você se engana minha querida amiga Florence. Tenho nacionalidade americana, meus pais foram os últimos da minha linhagem a nascerem em solo italiano.- expliquei batendo no cigarro com o dedo indicador para cair uma ponta já carbonizada.

Flávia me olha com repulsa e apanha um tubo de ensaio e coloca em minha frente.

— Se vai fumar cigarro aqui, pelo menos não jogue as cinzas no chão.

— Obrigado - agradeci.

— A que religião pertence então detetive?- questiona Renan.

— Tenho minha própria religião, não me orgulho disso, mas prefiro desse jeito.

— Pelo menos acredita em Deus?- pergunta Flávia.

— De todas as formas. O que está querendo insinuar. Que sou ateu?

— Você acredita que Deus exista, então não é um ateu, apenas acredita em Deus do seu jeito.- Flávia me olha com um sorriso largo.

— E vocês. a que religião servem?- perguntei a meus dois colegas.

— Eu sou católico - responde Renan.

— E você Flávia?

— Sou de uma religião chamada MIDI.- responde Flávia.

— Que religião é essa?- questiona Renan.

— Já ouvi falar. - disparo. — Vocês seguem apenas um Deus e estudam a bíblia.

— É! O Deus que a bíblia nos ensina a seguir. Essa religião está presente em todos os países, menos na Correria do Norte. Se chama Menbros da Igreja Internacional de Deus.

— O que sua religião acha do canibalismo?- perguntei a Flávia.

— O que achamos... Nos repudiamos, comer um semelhante é o mesmo que zombar de Deus.

— Concordo com ela,- concorda Renan — Se fosse para nós nós matarmos para se alimentar, Deus nãos tinha dado o domínio sobre todos os animais do edem a Adão e Eva.

— Então esse grupo que esperamos estar caçando, esta literalmente zombando de Deus.- falo enquanto jogava meu cigarro no tubo de ensaio.

— Zombando e brincando ao mesmo tempo.- comenta Flávia.

— Estão fazendo o mesmo que os Tupinambás na época da colonização do Brasil, esse grupo é antropófago, se alimentando de carne humana.- comenta Renan.

— E porque fazem isso? Tem que haver um motivo.

— No casso deste grupo brasileiro não temos a mínima ideia de porque praticam o canibalismo. Mas no decorrer da história o canibalismo era praticado por diversos motivos - fala Renan procurando seu celular.— No caso dos Tupinambás eles comiam a carne de seus prisioneiros de guerra, acreditando que assim tomariam a força e a bravura de seus oponentes, e também estariam obtendo a vingança.

Flávia se manifesta.

— Mas não é só isso. Também praticavam o canibalismo entre membros. Essa prática é Chamada de Endocanibalismo, é a mesma prática que Renan falou, e agrega também a prática de comer o próprio ente querido depois de morto, assim acreditava se que a alma do morto permaneceria próximo a família.

— Vocês brasileiros tem algums costumes inreai.- comento fazendo cara de nojo.

— Que quer dizer com essa de costumes? Está insinuando que somos antropófagos?- diz Flávia levando as mãos a cintura.

— De certa forma fomos sim detetive. Pertencemos a uma linhagem distante. Talvez muitos de nós sejamos descendentes dessas tribos. Metade das tribos indígenas que existia no Brasil, antes dos portugueses chegarem para a colonização eram antropófagas.- relata Renan.

— Será que esse tal grupo tem ligação com alguma dessas tribos?- questionei de forma educada.

— Você chegou em um ponto crucial detetive. Agora que falou, lembrei de um estudo da universidade de São Paulo no ano de dois mil e vinte.

— Logo depois da quela ossada humana ser encontrada no Rio de Janeiro, um crânio humano para ser mais específico. - explica Flávia interrompendo Renan.

— Esse crânio encontrado, estava em um território que pertencia a um grupo relacionado a uma tribo chamada Tupis-guani. Esse crânio continha traços de DNA intactos, os cientista descobriram que pertencia a um homem de aproximadamente cinquenta anos de idade que viveu entre o ano quatrocentos e quinhentos.

— Então os brilhantes cientistas coletaram esse DNA e então cruzaram com o DNA de mais de quinhentas pessoas, e o resultado!- fala Flávia.

— Mais de noventa e cinco porcento das pessoas que participaram o DNA acusou traços de parentesco.- complementa Renan.

— Espera aí. Agora tudo faz sentido. No ano de dois mil e vinte essa pesquisa revelou que uma boa porcentagem da população tem parentesco com essas tribos. E em dois mil e vinte e um, um ano depois começa a desaparecer pessoas e aparece estabelecimentos no Rio de Janeiro comercializando carne humana. Se esse grupo não tem ligação com essa tribo então eu sou um alienígena.- falo acendendo outro cigarro.

— Era exatamente aí que eu queria chegar detetive.- diz Renan.

— Achei!!- grita Flávia animada.

— Você achou o que?- perguntamos eu e Renan ao mesmo tempo.

— O vídeo. O cara é um retardado mental. Literalmente jogando na cara da polícia tudo o que precisa para ser presso.- diz Flávia dando três pulinhos.

— Exatamente quer dizer que...?- perguntei olhando para a tela do computador sem intender absolutamente nada.

— Simples! Nosso cinegrafista e muito amador. O primeiro de três pontos. A câmera usada foi a de um celular Samsung A10, bem antigo. Segundo. O vídeo foi postado no formado de status, ou seja ele deve ter compartilhado sem querer depois de colocar em um grupo de whatsapp ou em seu próprio status. E terceiro, o ponto crucial para a localização. No momento da filmagem o celular estava com o GPS ligado, então compartilho a localização do vídeo com o YouTube.

— E onde foi gravado essa mercadoria?- perguntei com desdém.

— Espera...! Espera....! Espera mais um pouco. Catapinba... Aí está - fala Flávia estendendo os braços na direção do leptop.

— Onde fica isso?- perguntei quase que entrando dentro do computador.

— Você voltou de lá hoje cedo.

— Filha da polícia... Pra não dizer um palavrão.

— E não é só isso, se aproximar o mapa teremos o local exato.- Flávia aproxima o mapa e leva a localização para a zona rural da cidade.— E uma fazenda. Três barracões e uma casa, a trinta quilômetros da cidade, isso da cerca de... Não saberei dizer exatamente quantos minutos, dependerá muito da condição da estrada, mas creio que se estiver boa, cerca de quinze minutos.

Olho pra Renan que me olhava espantado.— Avise seu pessoal Renan, vou pedir uma equipe de policiais do S.I.B, nosso ponto de encontro será em sua delegacia.- Renan sai do laboratório apresado já com o celular nas mãos.

— Obrigado Flávia.- agradeço dando um beijo em sua testa. Em seguida também saio do laboratório. Antes que saísse Flávia me chama de volta.

— Ei. Detetive, não está esquecendo de nada?- pergunta Flávia mostrando o cachimbo.

— É mesmo - falo voltando para buscá-lo.

— Obrigada por me emprestar - agradece Flávia.

Lhe devolvo um breve sorriso e largo sobre a mesa o porta cigarros.

— Comprarei outro quando voltar.- fala Flávia abrindo o porta cigarros.— Há. E tome cuidado, não sabemos com quem realmente estamos lidando. - me aconselha Flávia colocando seus dedos entre meu cabelo.

— Cuidado e meu nome do meio querida. - rebati com uma piscadela antes de sair.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!