— Detetive Chiuto! E um prazer conhecer vossa pessoa. Me chamo Schneider, delegado do DHPP; Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa.- Schneider me cumprimenta com um leve apertado de mão.
— Sei o que significa delegado. O prazer é todo meu, mas se me permite, estou meio sem tempo, estou indo averiguar uma informação.- falo andando alguns metros até minha viatura.
— Essa informação creio que foi Flávia quem lhe passou.- diz o delegado.
Parei imediatamente e deu meia volta.
— Como sabe disso delegado?- perguntei voltando ao seu encontro.
— Bom... Para ser sincero. Estávamos tentando obter a mesma informação que vocês, quando nosso hacker foi descoberto, então verificando quem o identificou descobrimos que foi um cavalo de Tróia bem mais sofisticado que o nosso.- diz Schneider com um sorriso energético.
— Porque tenho a sensação de que sabe algo mais delegado.
— Ora detetive Chiuto, sei menos quanto você, e me permita elogia-lo, você e sua equipe estão fazendo um excelente trabalho.
— Corta essa delegado, o que veio fazer aqui?
— Apenas lhe informar de que faremos parte da diligência, assim como o esquadrão de inteligência da polícia civil.
— E se eu não permitir!- falei com rispidez.
— Seus superiores ficaram sabendo de sua atitude e certamente o repreenderam, custando a você até mesmo alguns dias de punição.
— Delegado Schneider. Fasa me o favor de pegar essa sua ameaça e colocar no "CUCO". Para não dirigir um palavrão a um amigo de farda. Passar bem delegado.- falo dando as costas a Schneider.
— Tarde de mais detetive, uma de minhas equipes saiu a cinco minutos para o local, precisa se apresar se não quiser perder o petisco.-
Quando me virei Schneider já estava dentro de um veículo em uma das vagas do estacionamento.
Sai do estacionamento rumo a delegacia de polícia civil da capital. Durante o trajeto analisei qual seria a possibilidade dessa intervenção inesperada desse a maior merda. Cheguei a conclusão de que não seria muito grande assim, segundo ao que Schneider me disse uma equipe foi mandada para o local, e certamente que essa equipe seria uma equipe especial, afinal não sabíamos o que iríamos enfrentar no local.
Virei uma esquina que o GPS da viatura indicou e avistei o prédio da polícia, e Renan na calçada. Parei a viatura e logo Renan se debruça na janela do caroneiro. Seu semblante era de preocupação.
— O que aconteceu Renan?- perguntei.
— O DHPP detetive, eles tomaram a jurisdição da investigação sem premiação do S.I.B.
—Fiquei sabendo que mandaram uma equipe de policiais para a fazenda. Confere?
— Pelo que sei detetive, o S.I.B nem mesmo a polícia civil pediu apoio, essa equipe foi mandada involuntariamente por alguém, e o comandante da aeronáutica me garantiu que não ordenou que o DHPP se metesse na operação.
— Vou ligar para Roberto e ver o que está acontecendo. - terminei descendo da viatura.
Roberto demorou um pouco para atender minha ligação, estava ficando preocupado até que finalmente ouvi a voz de Roberto.
— Detetive Chiuto, o que tem de novo aí? Espero que tenha obtido resultados.
— Com toda certeza chefe, estamos trabalhando duro aqui. Liguei apenas para agradecer a ajuda do DHPP de que nos enviou.- falo despretensiosamente.
— Que ajuda? Não mandei ajuda nenhuma, principalmente do DHPP. Apenas o que temos é as polícias civil e militar que estão no caso desde o começo.
— Qualé chefe, só não está querendo levar o crédito. Sei que foi o senhor, aliás os policiais do DHPP são extremamente prestativos, descobrimos onde o vídeo foi gravado.
— Bom mas os agentes do DHPP deviam ficar apenas com o setor de reconhecimento dos corpos e não fazer parte da operação auxiliando no instituto médico legal.
— Pois bem chefe. Eles barram minha equipe da polícia militar e o delegado disse que mandou uma equipe para o local.
— Qual a probabilidade de alguém ser presso no endereço?- quis saber Roberto.
— Até onde estudei o local, as chances desse feito são minimas. Iríamos verificar pelo fato da possibilidade de haver corpos no endereço.- expliquei cordialmente.
— Confesso detetive que a intromissão do DHPP pode levar a um fracasso eminente, então torceremos para que voltem inteiro e com alguma coisa em mãos, isso para o bem do departamento de homicídio e proteção a pessoa.
— O que eu fasso chefe? Vou até o endereço ou espero o delegado Chineider voltar?
— Você disse delegado Chineider!
— Sim.- respondi de uma só vez.
— Detetive Chiuto. Convoque os melhores policiais da cidade, vão o mais rápido possível para o local. A equipe do S.I.B está se deslocando com dois helicóptero, chegaram aí em algumas horas. Entre quarenta e cinco minutos a uma hora.- Roberto desligou o celular subitamente.
Viro para Renan que me olhava com olhar de desânimo.
— Renan, reúna seus policiais, pelo que percebo o DHPP não sabe o que está fazendo - falei entrando no prédio.
Minha próxima ligação foi para Flávia. Pedi a ela que me enviasse tudo o que conseguiu do local. O que Flávia me surpreendeu me enviando algumas fotos, o que veio bem a calhar. Algumas me ajudaram a desenvolver um plano de invasão, uma outra com uma imagem ampla que pude ver uma pequena entrada de terra aos fundos da fazenda, já outra foi tirada um pouco mais de perto, o que me permitiu ver com nitidez três ou cinco casinhas de cachorro ao redor da enorme instalação de telhado branco.
— Detetive, os policiais estão todos avisados.- diz Renan entrando na sala onde eu me encontrava.
— Quantos minutos para termos todos qui?- questiono.
— Dez ou quinze minutos. - alguns estão de folga mas os chamei também.
— Excelente Renan, precisaremos do máximo de efetivo.
— Essas são as fotos do local?- pergunta Renan se aproximando do monitor.
— São sim. Sai excelentes. Flávia quem me enviou.
— São muito boas, agora precisamos montar uma estratégia de chegada.- comenta Renan.
— Estou pretendendo dividir o efetivo em duas equipes. Uma vai pela frente e outra por traz nessa estrada de terra - aponto para a estrada que serpenteava entre algumas árvores.— os helicóptero estarão voando em círculo sobre a sede da fazenda, é claro tripulado com dois atiradores de elite.
— Boa estratégia detetive. Só o temos um pequeno problema.- fala Renan batendo com o dedo indicador sobre uma casinha de cachorro.
— Você também reparou.- comentei— Estaremos armados, se algum animal nos atacar darei permissão para atirar fatalmente.
— Quanto ao interior? Já pensou nisso?- questiona Renan.
— Já sim. A equipe que vira por traz fará a varredura na retaguarda da instalação, e permanecerá na contenção do lado de fora, em quanto nos entraremos.
Enquanto ajustava o retroprojetor um policial de estatura baixa adentra da sala.
— Chefe.- se dirige o policial a Renan— Os polícias que chamou já estão no aguardo de instruções.
— Claro soldado Almeida, diga para entrarem- fala Renan.
O soldado sai da sala e em seguida vários outros policiais entram na sala um após o outro formando um semi círculo em torno de nós.
— Já estam todos aqui? - pergunta Renan em quanto os policiais se olham.— Acho que sim.- continua.— Certo rapazes, permita me apresentar o nosso mestre. Detetive Eric Chiuto, do S.I.B. Alguém sabe porque foram chamados?- pergunta Renan.
Todos os policiais respondem em couro um não senhor.
— Excelente, passo agora a palavra ao detetive Chiuto que dará continuidade.- fala Renan se juntando se aos policiais.
— Bom dia senhores!- comprimento recebendo um bom dia em couro.
— É um prazer ver que todos vocês estam comprometidos em nossa árdua função. Muitos de vocês estavam de folga e mesmo assim honram a farda deixando seus familiares e amigos para estarem aqui. Fico muito feliz e grato por deflagrar uma operação com vocês. - disse com entusiasmo e fui retribuindo com um grito de gurra alto e intimidador.
" Servir e proteger. Nosso lema nosso dever. Se a missão for matar o satanás, essa missão deve ser cumprida, mesmo que custe nossas vidas. Polícia civil hurra!"
Me vi obrigado a bradar o grito de gurra do S.I.B em voz alta. Juntei os braços ao lado do corpo, respirei profundamente e gritei o mais alto que pude.
" Dedicamos nossa vida e alma a nação brasileira, esse e nosso trabalho. Essa é nossa missão, morrer em combate pela nação esse é nosso prazer. SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA BRASILEIRO. SELVA!!!"
Todos os policiais tomaram posição de sentido e em couro bradaram um SELVAA.
— Excelente pessoal. Grupamento descansar.- ordenei.
Expliquei a dinâmica da operação do mesmo modelo que expliquei a Renan, no meio da conversa quinze outros policiais sendo quatro deles vestindo roupas de piloto entraram na sala. Esses eram do esquadrão de inteligência do S.I.B. Então repassei todos os pontos e expliquei como deveriam executar os procedimentos dos pilotos e atiradores abordo das aeronaves. Então foi informado que fora os quatro pilotos o restante dos homens que o S.I.B havia enviados eram atiradoras de elite, sendo que quase todos passaram pelo BOPE de Rio de Janeiro. Avaliando as fotos novamente reparemos que a fazenda era rodeados por chapadas, uma delas a sul. Outra a norte , e duas a noroeste a quais uma mais alta que a outra.
— Aos atiradores.- indiquei. — O que vocês acham de se posicionar com rifles de longo alcance sobre essas mesas geográficas?
— Permissão para falar senhor!- brada um dos atiradores.
— Tem. Prociga atirador...!- me dirigi policial.
— Rômulo senhor.
— Pois não Rômulo comtinue. - falei.
— Essa é uma boa ideia senhor. Desse modo podemos dar cobertura tanto a vocês em solo quanto ao esquadrão aérea.
— Senhor.- se manifesta um outro atirador.— Thiago permissão pra falar?
— Pode.- falei.
—Apenas uma objeção.- diz Thiago indicando com o dedo indicador o monitor.
— Se posicione a frente do pelotão Thiago, e nos conte sua objeção.- indiquei o ponto ao meu lado.
O atirador se colocou em frente ao monitor. — Essa mesa geografia mais baixa.- indica Thiago. — Não recomendo ocuparmos as duas.
— Por qual motivo Thiago? - perguntei.
— Iremos depender das condições climáticas, quem está a retaguarda na messa mais alta, pode efetuar um disparo e o vento poderá fazer com que esse disparo atinga algum atirador na mesa geografica da frente, não estou dizendo que isso possa acontecer, como falei, dependeremos muito das condições meteorológicas.- completa Thiago.
Me obriguei a elogiar o atirador pela sua rápida visão.
— Excelente Thiago, então posicionaremos três atiradora na elevação a sul. Dois a norte e três atirador na elevação a noroeste na elevação mais baixa.
— E qual será nosso alvo senhor?- me pergunta Thiago.
— boa pergunta combatente.- falo indicando thiago.— Os três atiradores a sul daram cobertura a equipe em terra que vira do sul, por trás da instalação e aos nossos pilotos. O mesmo fará os dois do Norte, e quanto aos atiradores do nordeste daram cobertura aos helicóptero. Uma coisa bem interessante. - indiquei as casinhas de cachorro.— A primeira tarefa dos atiradores será visualizar e repassar para as equipes nos helicóptero se houver cães, se caso houver, os atiradores aéreos seriam responsáveis por eliminar esses cães para que não haja distração. Depois disso qualquer indivíduo que esteja portando uma arma e não esteja com farda da polícia deverá ser fatalmente neutralizado imediatamente.
— Intendo chefe. - volta a se pronunciar thiago.— quanto aos policiais em terra. Onde começaram a excursão?- pergunta um policial civil.
— Outra Excelente pergunta. Começaremos a cerca de dez quilômetros da fazenda, tanto a equipe "B" quanto a equipe "A" a equipe vindo do norte, a equipe vinda do sul, esperaram o "ok" dos atiradores do S.I.B. Assim que os atiradores, darem o pronto para que a equipe do sul siga em frente, os helicóptero faram voos rasantes assim que tivermos visão entre as duas equipes. Norte e sul. Eliminaremos os alvos restante e a equipe norte deixaram a caminho livre para minha equipe se aproximar.
Outra... Assim a equipe do norte que será a minha entrar na instalação o cuidado será redobrado, pois não sabemos o que encontraremos lá dentro.- completo olhando para a plateia.— Mais alguma pergunta?- terminei olhando para Renan. Que escrevia em uma plancheta.
Alguns segundos se passam.
— Acho que não. Vamos em frente. Fasam duas filas indianas.- falo erguendo dois dedos.
— Chiuto. - se pronunciou Renan — Acho que não será preciso.- completa Renan mostrando me a plancheta.— Dividi o grupamento em duas equipes, cada uma possuí quinze homem, e sobrou dez homens, esse grupo prefiro que fique guarnecendo as viaturas. - completa Renan.
— Detetive Chiuto.- diz Thiago levantando a mão.
— Pois sim Thiago. Falei.
— Desculpa a incompetência, mas uma pergunta que não quer calar. Como nos chegaremos antes de você em nossos postos?
— Thiago, não acredito que me prestou isso.- digo soltando uma gargalhada.— Isso é muito simples, do mesmo jeito que viajaram de Brasília até aqui. E até foi bom que perguntou, quantos aos pilotos, na ora de deixarem os atiradores tome cuidado para não serem vistos, ou nosso plano vai pelos ares.- falei devolvendo a prancha a Renan.
— Bom pessoal, aqueles que viram comigo.- começa Renan lendo os nomes. Assim Renan fez com as duas outras equipes.
Iniciamos nosso deslocamento por volta das treze horas da tarde, logo após o almoço, eram pouco mais de trinta quilômetros da cidade de Liliance. Totalizando setenta quilômetros de Belo Horizonte até a fazenda. Uma viagem de pouco mais de cinquenta minutos pelo ar.
Os dois helicóptero decolaram as treze horas em ponto, nos colocamos as viaturas no trecho as treze horas e meia, um pequeno atraso, pois demoramos para cautelar nossos equipamentos e armas que iríamos precisar. Não diria que começamos com o pé esquerdo, mas esse atraso de meia hora foi fundamental para o posicionamento dos atiradores e os helicópteros fazerem um pouso no aeródromo da cidade vizinha para reabastecer e retirar as portas para que os atiradores aéreos tivessem melhor posição, além disso em vinte minutos um juiz conseguiu um mandado de busca para o endereço, o que não foi fácil, porque a poucas horas atrás o mesmo juiz já havia expedido um outro mandado para o pessoal do DHPP, mas como fazia mais de quatro horas e o DHPP não deu retorno de como foi a operação e muito menos apresentando alguém que foi detido, o juiz decidiu melhor expedir um outro mandado, desta ves para o Serviço de Inteligência.
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Atualizado até capítulo 41
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