Flávia e Marcos tiveram um restante de dia difícil, Marcos reclamava que seus seguranças o empediam de fazer muitas coisas de sua rotina, como após o almoço que Vicente queria tirar uma soneca e seus dois seguranças não o deram privacidade para isso. E quanto a Flávia. Não tinha sossego nem mesmo quando queria ir ao banheiro, tinha que avisar onde queria ir e o que iria fazer.
Durante a tarde Flávia precisou ir até o depósito de provas do outro lado da rua, em frente ao IML. O que foi impedida de fazer, um dos seguranças a impediu de sair do prédio. O outro guarda costas preferiu pedir que entregassem o que Flávia precisava. Quando questionou por qual motivo. Sendo que Flávia mesma poderia atravessar a rua e pegar o que precisava, o segurança disse que recebeu ordens de não deixar que qualquer um dos dois. Ou seja Marcos Flávia saísse do prédio, a não ser para voltar ao batalhão de polícia militar.
Para evitar conflitos Flávia concorda com a ideia de pedir um delivery de provas.
Em seu laboratório havia um telefone antigo, daqueles de gancho que era usado para fins de comunicação entre o complexo. Ao lado do pequeno teclado numérico uma lista de diversos números contendo quatro dígitos. Flávia corre o dedo junto com o olhar pela lista e Encontrei a palavra "D.Provas" com o número 1999 em seguida. Disca o número no teclado e posiciona o fone no ouvido. Uma voz masculina atendeu.
— Aqui e a agente especial Flávia do S.I.B. É do depósito de provas?
— Sim.- confirma o homem.— Em que posso ajudar agente Flávia?
— Preciso de uma caixa de provas.
— Pois sim. Precisão do número do seu distintivo e do código da caixa da qual precisa.
— Meu distintivo é 20,07, 2000. E o código da caixa é três mil e duzentos. Você pode pedir para alguém trazer até o prédio em frente?
— Claro.- concorda o homem.- Mas só um momento, estou puxando sua ficha.- o homem faz uma pausa e recomeça.- beleza. Sem problema. Só me confirme duas informações. Sua função e cientista florence e seu nome é Flávia Santos?
— Isso mesmo.- confirma Flávia.
— Pedirei para alguém entregar. Qual setor encontramos a senhora?
— Sala 101, ala Sul.
— Perfeito. - fala o homem antes de desligar o telefone.
Flávia se vira para falar com o guarda costas.— Vou pegar um café volto logo.- fala saindo da sala. A máquina de café ficava no refeitório, o porquê da quilo ser chamado de refeitório não fazia ideia. Era apenas uma sala um pouco menos que o laboratório, a parede do lado direito foi decorada com vários quadros de médicos que trabalharam no instituto. Na parede em frente a porta uma televisão pendia de um suporte na parede, do lado direito dela o brasão da polícia civil do estado e a esquerda a bandeira do estado e a do Brasil se encontravam grudadas na parede. Na parede a esquerda da porta estava três máquinas, uma delas a que Flávia procurava ao lado uma máquina de salgados e uma de refrigerante.
Flávia caminha por entre as mesmas no centro da sala e se coloca em frente a máquina de café. Pressionando a tecla que dizia “ café descafeinado c/leite. Em seguida colocando um copo de quinhentos ML de baixo da saída e o café começou a goteja e depois um jato mais continuo para encher o copo.
Então enquanto esperava seu café ficar pronto, Flávia volta a porta, e da de cara com um dos seguranças.
— Senhora Flávia. Sua encomenda acabou de chegar. - avisa o segurança.
— Obrigada. Assim que meu café ficar pronto retornarei.- avisa voltando para a máquina de café. Ao sair do refeitório Flávia sai com um corpo grande de café em uma das mãos, uma lata de coca cola em outra e um pacote de batatas Chips de baixo de um dos braços, pegando o corredor de onde veio devolta para o laboratório.
Um senhor calvo cumprimentou Flávia assim que entra no laboratório, depois ele entregou uma plancheta com uma ficha de cautela da caixa que acabará de trazer. Flávia assinou e o senhor foi embora dizendo que voltaria mais tarde para buscá-la.
A caixa de provas era de papelão, na cor branca já meio amarelada pela poeira. Flávia conferiu o código e a data de embalagem e de apreensão. Depois de certificar de que era a quela caixa, colocou um par de luvas e começou a abrir a caixa cautelosamente. A primeira coisa que retirou da caixa foi outra caixa, do mesmo tamanho que a primeira mas porém bem mais baixa, também de papelão na cor marrom, dentro estava uma pista calibre sete meia dois, dentro de outra caixa menor junto com a pistola se encontrava diversas cápsulas deflagradas. Junto com a arma também tinha um pequeno frasco que trazia em seu interior um projétil bem amassado. Dentro de um saquinho plástico outras três cápsulas também deflagradas.
No fundo da caixa maior um celular com a tela danificada e por último uma pasta amarela que estava assinada por Marcos.
— Poderiam fazer o favor de chamar Marcos aqui? - pediu Flávia a um dos seguranças.
O homem aponta para o telefone. Flávia revirou os olhos e foi até o telefone.
O número da sala de autópsia era 2000, discou o número e prontamente Marcos atende.
— Diga lá Flávia!
— Doutor. Poderia vir ao meu laboratório por um instante?- pediu.
— Claro. Levarei também dois novos amigos.- brinca Marcos.
Voltando para a mesa Flávia continua o que estava fazendo sendo observada por um dos guardas.
Flávia retira a arma da caixa em seguida o carregador. O carregador era um carregador alongado, diferente do carregador normal que suporta vinte munições este suportava trinta munições, muitos usam este tipo de carregador para quando a pistola fosse configurada para o modo automático fosse como uma mini-metralhadora.
O carregador ainda estava com algumas munições, Flávia contabiliza quatorze munições, apanhando uma das cápsulas Flávia as compara com uma da caixa, essas eram idênticas. Flávia conta agora as cápsulas da caixa e chega a um total de dezeseis. No total havia trinta munições de sete meia dois entre intactas e deflagradas.
Flávia deixa as munições de lado e passa a manusear a arma.
Além de cientista florence Flávia era também perita em balística. Sabendo disso a agência me disponibilizou um caixão de areia para esses trabalhos, sabia que Flávia precisaria mais cedo ou tarde.
Para quem não sabe o que é um caixão de areia, nada mais e que uma caixa de vidro blindado cheia de areia. Com uma abertura em um dos lados para que seja colocada uma arma para que seja disparada os vidros e a areia proporciona segurança a quem está manuseando a arma.
Flávia se coloca em frente a caixa de areia e introduzo metade da pistola na abertura. O protocolo diz que precisaria estar usando um óculos de proteção, mas Flávia nunca se deu bem com IPIS.
Destravando a arma Flávia puxa o gatilho, um click indicou que a arma está sem munição na Câmara de disparo.
Flávia volta pra a mesa e desmonta a arma peça por peça. Depois disso Flávia senta-se na ponta da mesa e acende um cigarro.
— Você fuma em quanto trabalha?- pergunta um dos seguranças.
— Com certeza. Vocês não fazem ideia de como esse trabalho é estressante.- fala Flávia.— Alguém de vocês fuman?
— Se não se importa, aceito um.- diz um dos seguranças.
Flávia pega o maço de cigarro e joga para o segurança, em seguida a caixa de fósforo.
— Porque parou seu trabalho?- pergunta o segurança acendendo o cigarro.
— Esperarei Marcos, que a propósito já devia ter chegado.- diz Flávia.
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Atualizado até capítulo 41
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