Marcos estava demorando. Mas depois do quinto cigarro Flávia não estava preocupada com a demora, ela continua com atenção na caixa de provas. Mesmo sem manusear o conteúdo
As cinco munições deflagradas que estavam no pequeno saco de plástico eram cápsulas de uma pistola calibre ponto quarta, a mesma que Vicente usava. A pasta continha as informações da autópsia feita por Marcos e algumas partes redigidas por ela mesma. Não chegou a acionar a pasta pelo fato de que Marcos também revisou as análises de Flávia.
A autópsia foi feita apenas no corpo do homem morto naquela noite, nas câmeras de monitoramento da rua foi possível ver Vicente disparando algumas vezes contra o homem e depois Vicente cai em meio a rua, ainda vivo, mas as câmeras foram desligadas ou perderam cinal e quando voltaram Vicente já não estava no local e uma equipe dos bombeiros e polícia civil fechavam a área.
Quem era o homem que Vicente matou a quela noite? Flávia abriu a pasta sobre a mesa e na primeira folha estava a foto do homem e suas informações pessoais. Separando a folha e a colocando de lado para uma análise futura.
As informações eram divididas em sete partes
Na primeira parte, Flávia encontrou o nome do agora falecido, seu nome, idade, sexo, raça e outras informações relevantes.
Já na segunda, estava descrita as circunstâncias da morte como: O local onde a vítima foi encontrada e quem foi mobilizado para o atendimento além de presença de testemunhas.
Seguindo pela folha, Flávia chegou a terceira parte. Nesta estava um pequeno relatório que uma boa parte havia sido feito por Marcos, nesse relatório continha informações quanto a gravidade do ferimento e extensão e localização no corpo da vítima.
Na quarta parte foi dirigida por Flávia. Nela, Flávia especificou os resultados de duas análises, a análise de tecido e a análise de sangue.
Em seguida na quinta e sexta parte havia informação sobre o que causou a morte, e também sobre a saúde da vítima.
Na última parte se encontrava a data e a hora da morte e qual órgão constatou o óbito. A data foi descrita como ocorrida na noite do dia dez de janeiro as 22:00 ou 10:00 da noite o, óbito do homem foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. (SAMU). Que atendeu a chamada de um morador da cidade Os paramédicos chegaram ao local cerca de cinco minutos após a chamada. Mas o deslocamento foi apenas para os paramédicos constatarem o óbito ainda no local de um homem atingido por um disparos de arma de fogo, na região do pescoço, cabeça e tórax.
A polícia foi chamada e fez a preservação do local até que o DIC (Departamento de investigação criminal), chegasse e tomasse as providências cabíveis. O corpo foi levado ao instituto médico legal de perdizes, mas por não ter médico legista na quele IML o corpo novamente atravessou a cidade e caiu nas mãos do senhor Marcos para a autópsia.
— Como pode uma coisa dessa!- rosna Flávia pegando o saquinho plástico que continha as cápsulas de ponto quarenta.— Porque um calibre tem mais munições que o outro?- perguntei a situação mesma.
Talvez Flávia pudesse estar enganada. Mas talvez Vicente tenha sido pego de surpresa, e depois que Vicente matou o homem, porque fugiu? Se agiu em legítima defesa?
Uma cena do assassinato surgiu a cabeça de Flávia. Foi mais uma imaginação do que aconteceu.
Em um semáforo dois carros param lado alado no sinal vermelho. O motorista de carro da esquerda saca uma arma, uma pistola sete meia dois e começa a disparar. Uma. Duas. Três. Quatro. Cinco vezes.
O motorista do carro da direita se atira para fora do seu veículo e sai pela porta do caroneiro, já com uma pistola ponto quarenta nas mãos.
O motorista do carro da esquerda desce e rapidamente vai até o outro carro, vendo que já não havia ninguém no interior começa a procurar. Certamente queria fazer o serviço completo. Enquanto o homem procurava, Vicente levanta e atira. Duas vezes mas erra o alvo. O atirador dispara, revidando o ataque. Mais cinco disparos. Marcos foi ferido de raspão no ombro. Ainda com força para lutar pela própria vida Vicente contorna o carro para pegar o segundo homem pela retaguarda. O homem muda a arma para automática e vai de encontro com Vicente. Mas Vicente foi mais rápido. A última cápsula deflagrada por Vicente acertou o pescoço do homem que tomba para trás e antes com um último espasmo puxa o gatilho e dispara mais dezenove vezes até a pistola engasgar com a vigésima cápsula.
Depois de certificar que o seu assassino estava morto, Vicente troca de veículo deixando para trás o seu e fugindo com o carro do atirador.
Essa cena se evaporou da cabeça Flávia com a chegada de Marcos me a sacudindo freneticamente e um dos seguranças pronto para colocar em meu rosto uma máscara de inalação.
— Para. Para. O que vocês estão fazendo?- se debate Flávia.
— Eu é que pergunto.- começa Marcos. — Estou a quase um minuto lhe chacoalhando como quando Homer está estrangulando o Bart e você não responde. Achamos que você estava tendo um piripaque do chaves.
— Como poderia estar tendo um se estou... Deixa pra lá, nao me diga que ainda assiste o chaves?- fala Flávia sacudindo a cabeça.
— O que estava acontecendo?- peguntou Marcos levando a mãe a testa de Flávia para ver sua temperatura.
— Nada de grave. Só um lapso de... Como é mesmo o nome que Eric da quando ele tem uma visão da cena de um crime?
— Lapso temporal.- lembra Marcos soltando uma gargalhada.— Está trabalhando de mais Flávia. - Marcos observa a caixa sobre a mesa e depois a pasta marrom.— Era sobre isso que pediu que viesse?
— Sim. Estou analisando as provas do crime, para que eu possa fazer progresso, preciso que me ajude com algumas coisas.- fala Flávia com intonação leve e mostrando os dentes indicando os seguranças.
— Claro flávia.- Marcos dispensa os seguranças. Ao menos os dois que faziam a sua segurança.
— Vocês dois também.- indica para seus seguranças que acataram a ordem de imediato. Os quatro seguranças saíram do laboratório e fecharam a porta. Flávia sabia que não faria muita diferença mandar eles para fora. Ficariam no corredor e poderiam ouvir o que falávamos.
Na realidade o que preocupava Flávia não era o que discutiram e sim o que tinha para mostrar a Marcos.
Flávia vai até outra mesa e quando voltou deixou com Marcos um par de luvas que ele imediatamente as colocou.
— Está vendo essas cápsulas?- indica Flávia mostrando uma das cápsulas deflagradas
— Perfeitamente. O que tem elas?
— Preciso dos projéteis deflagradas por elas. E também das outras três - fala indicando agora as três cápsulas da arma de Vicente.
— Não sei se reparou, eu não sou um perito criminal.
— Sei que não. Conheço você a um bom tempo pra saber disso. A questão aqui é porque esses projéteis não estão dentro desta caixa?
— Não faço a mínima ideia do porque.
— Aí é que esta, será que o corpo não foi roubado?
Marcos olha para a porta e pede um segundo. Marcos foi até a porta e colocou a cabeça no corredor, olhou para um lado e depois para o outro, em seguida retornou e ficou no mesmo lugar respirou fundo e então apontou para a pasta da autópsia do homem sobre a mesa.
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Atualizado até capítulo 41
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