Posso te contar um segredo? - perguntei.
- Pode.
- Eu já passei pela mesma situação que você, eu tinha a mesma idade tua.
- Sério?
- Infelizmente sim.
- Teu pai?
- Não. Meu pai só me batia muito. Meu irmão, ele gostava de me ver tomar banho e se eu tentasse fugir dele ele me batia.
- O que você fez para ele parar?
Mariana bateu à porta. Olhei para Lucca, um pedido de segredo silencioso e mútuo.
- Fique com a tua mãe e não esqueça o que te falei. A culpa não foi tua.
Ele me abraçou. Me despedi da Mariana e saí. Olhei minhas anotações e descobri que eu tinha deixado uma informação passar batido. O tal professor do Lucca, era um dos nomes da minha lista, ele estava como substituto de outro professor. Decidi que a hora dele tinha chegado. Esperei ele sair da escola e me aproveitando de uma confusão, o atropelei. Como eu tinha trocado a placa do carro, não tinha perigo.
Segui para o galpão. Entrei e parti para cima do Renato.
- Seu nojento, desgraçado. Ia acabar com a vida do teu filho igual fez com a minha. - eu socava o rosto dele. - Sabia que ele acha que a culpa é dele tanto pelo o que você fez, tanto pelo teu sumiço.
Parei de bater nele, peguei a cinta que eu tinha comprado.
- Papai nunca te bateu né?
Soltei ele da cadeira e comecei desferir golpes nele. Então parei. Peguei um celular descartável e coloquei para gravar.
- Você vai mandar um recado para o teu filho. Vai pedir perdão pelo que fez e vai dizer que a culpa não é e nunca foi dele e vai dizer o quanto ele é um garoto incrível e que você tem orgulho dele. Ah, e diga que você se envolveu com o que não devia e teve um acerto de contas.
Renato olhou para mim com uma mistura de dor, confusão e medo em seus olhos. Ele sabia que não tinha escolha senão obedecer às minhas ordens, pois eu havia me tornado o seu algoz, o juiz e executor de sua punição.
Com mãos trêmulas, ele pegou o celular descartável que eu ofereci e começou a gravar a mensagem para seu filho. Sua voz estava embargada, carregada de desespero, enquanto ele lutava para encontrar as palavras certas.
- Lucca, meu filho... Eu... Eu sinto muito. - a voz de Renato tremia, suas palavras quase se perdendo no ar carregado do galpão. - Eu cometi erros terríveis, coisas das quais me envergonho profundamente. Você é um garoto incrível, e eu... Eu nunca deveria ter deixado que você pensasse que a culpa era tua. Você não tem culpa de nada, meu filho.
Enquanto ele falava, eu o observava com um misto de desdém e satisfação, sabendo que finalmente ele estava enfrentando as consequências de seus atos.
- Eu me envolvi com pessoas perigosas e tive que acertar as contas com elas. Não foi culpa tua, nunca foi, de nada. Eu deveria ter sido um pai melhor para você, um pai que te protegesse e te amasse incondicionalmente e estivesse presente nos teus jogos. Eu sinto muito por tudo que te fiz passar. Eu amo você e a tua mãe.
Fiz sinal para ele parar de falar. Renato terminou a gravação com um suspiro pesado, seus ombros curvados. Eu peguei o celular de volta, guardei no bolso até achar um local seguro para poder enviar a mensagem e então depois que a mensagem fosse enviada, iria jogá-lo ao chão e esmagar sob meus pés.
Fiz Renato se levantar e caminhar até o carro.
- Fábio, não faz isso, sou teu irmão.
- Irônico não? Quantas vezes usei essa mesma frase e você ignorou. Lembra dos meus gritos enquanto eu era abusado? - perguntei colocando um saco plástico em sua cabeça e amarrando. - Era asfixiante, saber que vocês escutavam e não faziam nada.
Entrei no carro. Renato tentava se soltar para tirar o saco da cabeça.
- Está meio frio aqui. Vou ligar o ar.
Liguei o ar condicionado no último, o calor ia aumentar a asfixia. Liguei o som também.
- Falou alguma coisa? - gritei. - Não consigo te escutar. Até parece que tem uma sacola na tua cabeça.
O ar começou a ficar escasso dentro do saco plástico, e eu pude ouvir os sons abafados dos movimentos frenéticos de Renato tentando se libertar. Seus gritos e gemidos de desespero eram abafados pelo material, e eu sorri sadicamente, sentindo uma sensação de poder e satisfação me inundar.
Dirigi por algum tempo, mantendo o ar condicionado ligado no máximo, aumentando gradualmente a sensação de sufocamento no saco plástico. Renato lutava freneticamente, tentando se libertar do saco plástico que o sufocava lentamente. O som alto do rádio abafava os sons abafados de seus gritos abafados, criando uma atmosfera sinistra dentro do carro. Eu dirigia sem rumo, perdido em um mar de emoções tumultuadas: raiva, dor, vingança.
Os minutos pareciam se arrastar enquanto eu observava o corpo de Renato se contorcer e lutar pela sobrevivência. Finalmente, quando a luta de Renato cessou e seu corpo ficou imóvel, eu parei o carro em um local isolado. Abri a porta do carro e olhei para o corpo inerte de Renato, seu rosto azulado e contorcido pela agonia da morte.
Eu o arrastei para fora do carro e o deixei deitado no chão frio. Por um momento, fiquei ali, observando-o, contemplando as marcas de seus pecados gravadas em seu rosto. Então, com um suspiro pesado, eu me afastei e entrei de volta no carro. Porém, saí mais uma vez, com a arma em punho e só para garantir, dei um tiro em seu peito.
Liguei o celular descartável que havia gravado a mensagem para Lucca e enviei o arquivo. Assim que a mensagem foi enviada com sucesso, joguei o celular ao chão e o esmaguei com o pé, destruindo qualquer rastro que pudesse me ligar ao crime.
Dirigi de volta para casa, deixando para trás o corpo de Renato. Chegando no apartamento, tomei um banho, me entupi de remédios e apaguei.
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Atualizado até capítulo 115
Comments
Vicki Hungria
Espero que assim ele acalme mais o Lucca e que o menino ver que ele não tem culpa de querer deseja a morte do pai porque o pai dele faz o que faz com ele
2025-02-14
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S.Kalks
Não pensou nisso quando fez coisa pior com ele /Panic//Panic//Panic//Panic//Panic/
2025-02-13
1
Vicki Hungria
Eu sei que desejar a morte dos outros não é bom mais esse nojento tem que morrer😡🤮
2025-02-14
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