Mindinho

A noite estava quente e agradável.

- Fábio, eu lamento pelo que fiz com você.

Eu continuava com a arma sacada.

- Abra o porta malas do meu carro. - disse eu jogando a chave para ele. - Vamos.

Com as mãos trêmulas ele abriu.

- Pegue esse galão com gasolina.

Ele pegou.

- Chave. - pedi de volta a minha chave. - Agora jogue a gasolina no teu carro.

Depois que ele jogou toda a gasolina no carro, mandei que ele ficasse de joelhos.

- Sabe que eu me lembro do teu toque no meu corpo. você se lembra também? Responda. - ele assentiu - Escolha um dedo.

- O... O quê?

- Falei para escolher um dedo.

Ele disse o mindinho.

- Perfeito. Vamos fazer uma brincadeira. Eu vou tentar acertar uma bala no teu mindinho, se eu acertar você continua vivo, se eu errar e acabar acertando em outra parte você morre e se eu não acertar em você, bom, você está livre e agora é para valer. Levante a mão. Sugiro deixar os dedos bem afastados.

Eu podia ver o pavor nos olhos dele. Enquanto eu mantinha um sorriso bem sádico no meu rosto. A adrenalina correndo solta por minhas veias. Sem aviso e sem hesitar, puxei o gatilho, instantaneamente, ele gritou e vi o sangue escorrer.

- Ops, errei. - eu tinha acertado de raspão na perna dele. - Estou ruim de mira hoje. - brinquei. Vamos mais uma vez.

Com certeza, aqui está a descrição na narrativa:

Sem hesitar, eu direcionei a arma para o dedo estendido, a distância entre nós mínima, quase insignificante. O estampido ensurdecedor ecoou no ar, e o mundo pareceu congelar por um momento. Um grito dilacerante preencheu a noite enquanto o mindinho daquele depravado foi arrancado de sua mão em um jato de sangue, voando para longe como um troféu macabro da minha vingança. O horror se espalhou por seus olhos, refletindo o choque e a agonia do momento. O silêncio pesado que se seguiu era interrompido apenas pelo som do homem gemendo de dor, enquanto eu encarava, com um sorriso no rosto. Seus gritos ecoavam na noite e o cheiro metálico do sangue impregnava o ar.

- Levanta-se. - ordenei.

Ele se levantou. Tirei um lenço do meu bolso e peguei o pedaço do dedo do homem, mantendo ele sob a mira.

- Você fuma, não é mesmo? Então deve ter um isqueiro ou fósforo.

Ele só assentia.

- Coloque fogo no teu carro.

Ele obedeceu. O levei até o porta malas do meu carro.

- Entre aí. Vamos, eu não tenho a noite toda. E não manche meu carro com esse teu sangue nojento. - avisei antes de bater a porta. Limpei qualquer vestígio meu do local, entrei no carro, dei a partida e saí. Quando chegamos no destino, um galpão afastado que comprei, abri o porta malas e minhas narinas foram invadidas pelo odor de fezes.

- Saia. - ordenei.

- Se não vai me matar, deixa eu ir em um médico, eu não vou falar nada.

- Você não é médico?

- Sim, mas...

- Então se vira.

Tranquei a porta e saí. Fui para o apartamento, tomei banho e jantei, depois de ter limpado o carro. Então adormeci. Na manhã seguinte fui até o galpão. Assim que abri a porta, Antenor tentou me atacar, mas fui mais rápido.

- Desculpa. - disse ele, eu ri da ironia.

- Vejo que improvisou um curativo. - falei com desdém. - Eu estava pensando em cada dia atirar em um dedo, acho que vai ficar meio difícil fazer curativos daí. Vamos conversar.

- O que você quer?

- Eu faço as perguntas. E é meio o que eu quero.

- Fábio, você é um bom rapaz, não estrague a tua vida.

- Não estragar a minha vida? - gritei - Que vida? A que você, o meu irmão, e tantos outros acabaram quando eu era criança? - eu tinha perdido o controle e estava com minhas mãos na garganta dele. Afastei-me e respirei. - Por que você estava passando na frente da casa do Renato? Queria brincar com o Lucca? Renato já te chamou para uma aula particular e trancou o menino com você? Responde seu desgraçado.

- Aquele lá é meu caminho.

- Mentira. Quantos pontos você deu para o Renato? Eu sempre quis saber.

- Fábio...

- Responda a porra da pergunta.

- 40 pontos.

- Nossa, só isso?

- E dispensei ele de fazer as atividades avaliativas teóricas da disciplina. E eu não ia machucar o garoto, foi um acidente.

Peguei a ficha dele que estava no meu celular.

- Antenor Brandão, 58 anos, médico especialista em pedofilia, desculpa li errado, pediatria e análises clínicas. Professor adjunto da Universidade de Medicina. Foi casado, teve um filho que cometeu suicídio aos doze anos e a esposa abandonou. Aliás, ela vive em Nova York agora, muito gente boa. Se envolveu com apostas e prostituição e sabemos quem são teus preferidos. Agora, antes de prosseguir, me responda algumas coisas: fez o que fez comigo com teu próprio filho? Responda.

- Não, claro que não.

- Mas ele tinha sido abusado não é mesmo?

- Sim. Mas não fui eu.

- Fale a verdade.

- Gostava mais de você quando era criança. Você pode me torturar e me matar, mas nunca vai apagar da tua cabeça os nossos bons momentos. Você quer repetir?

Senti tanto nojo e repulsa que dei um soco no rosto dele e provavelmente quebrei o nariz dele e um dente.

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Comments

Brennda Germany's

Brennda Germany's

eitaaaaaaaaaaaaaaa vai desmembrar ele dedo por dedo, depois as mãos, depois os dedos dos pés, depois os pés, depois o braço, e depois antebraço, depois as pernas, depois as coxas,.depois o biligulin , depois as orelhas, depois o nariz depois os dentes depois a boca depois os olhos depois tritura o tronco, e tira a cabeça

2025-01-24

1

Desculpa mais eu pensei algo muito aleatório kkk.Pensei que ele ia mandar ele enfiar o dedo no próprio 👌kkkkkk

2025-01-27

0

Carolini Meneget

Carolini Meneget

Vai fazer igual no Harry Potter, só vai sobrar o dedo kkkkkkkkkk

2025-01-24

1

Ver todos
Capítulos
1 ...
2 Renascimento
3 Nova chance
4 Vida nova
5 Londres
6 Retorno
7 Lista
8 Mudança de planos
9 Mindinho
10 Tiramisu
11 Ajuda inesperada e morte
12 Futebol
13 Listas e desenhos
14 Reencontro
15 Traumas
16 Retribuindo escolhas
17 Culpa
18 Acerto
19 Pedacinho do céu
20 Conrado
21 Sr. Dom
22 Assombro
23 Realidade ou loucura?
24 Primeiro contato bem sucedido
25 Consulta
26 Bomba
27 Uma escolha de morte
28 Desilusão
29 Amargor
30 Surpresa
31 Ponte
32 Pausa
33 Descuido
34 Espera
35 Verdade ou consequência
36 Dor
37 Codificado
38 Justiça
39 Punição
40 Vazio
41 Um refúgio em meio ao caos
42 Talvez haja esperança
43 Aconchego e solidão
44 Atormentado
45 Decisões
46 Sem volta
47 Encontro fatal
48 Confrontos
49 Dor e cura
50 Trégua
51 Marcas e tatuagens
52 Estranha normalidade
53 Segredos
54 Risos
55 Eis a questão...
56 Caminhando sobre cacos
57 Simplicidade
58 Aproximação
59 Zona de desconforto
60 Fúria
61 Cinzas e pó
62 Cumplicidade e cuidado
63 Pendências familiares
64 Tempestade monstruosa
65 Mercado
66 Nostalgia e intensidade
67 Despertar
68 Prisão e liberdade
69 I'm the torment!
70 Devaneios
71 Jogos
72 Escolhas macabras
73 Menos que pedaços...
74 Estranha sensação
75 Entre a recuperação e recuperar a ação
76 Inquietação
77 Isso não vai terminar bem...
78 Caos
79 Outra saída
80 Talvez...
81 Chamada
82 Simples e direto
83 Vendedor de horrores
84 Preparativos
85 Implacável
86 Justiça sangramenta
87 Penumbra
88 Insaciável
89 Convicção
90 Invisível
91 Incansável
92 Ciclo sem fim
93 Xadrez
94 O último nome
95 O juíz
96 O tiro
97 Sangue e frio
98 Amanhecer
99 Retornando ao caos
100 Feridas
101 Despedida
102 Acerto final
103 Encerrando um capítulo...
104 A carta
105 Seguindo em frente
106 Respiro
107 Bahamas
108 Tragédia
109 Luto e dor
110 Buscando um recomeço... mais uma vez
111 Beatrice
112 Uma mesma dor
113 Sobreviventes
114 Felicidade, enfim!
115 Agradecimento
Capítulos

Atualizado até capítulo 115

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