Eu tinha um objetivo, uma lista e um treinamento impecável. Já tinha definido o meu primeiro alvo, agora só tinha que esperar a oportunidade. Enquanto isso, decidi conhecer melhor a minha cunhada e o meu sobrinho, obviamente que sem eles saberem disso.
Na manhã seguinte, decidi que era hora de conhecer melhor a rotina da esposa do Renato e do filho deles. Sabia que essa seria uma oportunidade crucial para entender melhor suas vidas e, quem sabe, encontrar uma brecha em sua segurança.
Com a habilidade de um verdadeiro espião, segui discretamente a esposa de Renato enquanto ela saía de casa. Mantive uma distância segura, garantindo que não fosse percebido, enquanto observava atentamente cada movimento dela.
A esposa de Renato, cujo nome descobri ser Mariana, era uma mulher de beleza simples, com um sorriso acolhedor e olhos cheios de ternura. Ela cuidava do filho com carinho e dedicação, dedicando-se inteiramente ao papel de mãe e protetora. E parecia ser uma mulher comum, ocupada com suas responsabilidades diárias. Levava o filho para a escola, corria para o trabalho e voltava para casa ao final do dia. Era uma rotina aparentemente tranquila, mas eu sabia que por trás das aparências poderia haver segredos e vulnerabilidades a explorar.
Enquanto isso, o menino, que atendia pelo nome de Lucca, era uma criança animada e curiosa, com os olhos cheios de brilho e a mente cheia de imaginação. Eu o observei brincar no parquinho da escola, cercado por amigos e rindo despreocupadamente. Ele corria pelo campo com a energia inesgotável típica da juventude, explorando cada canto com entusiasmo infantil, era uma fonte de alegria e inocência. Era difícil acreditar que esse pequeno ser estava ligado a um homem tão obscuro quanto Renato e o meu pai.
No entanto, eu sabia que a inocência era frágil e facilmente corrompida. Eu tinha visto de perto o que o mal era capaz de fazer e estava determinado a proteger aqueles que eram mais vulneráveis.
Enquanto observava a esposa de Renato e o filho deles, eu me perguntava como seria possível manter suas vidas intactas enquanto seu marido e pai estava envolvido em atividades tão sombrias. Mas sabia que no mundo cruel em que vivíamos, muitas vezes era preciso fazer sacrifícios para sobreviver.
Em outra ocasião, observei de longe a rotina da esposa do Renato e do filho deles, enquanto estavam em casa. Era uma tarde de domingo ensolarada, daquelas que trazem uma sensação de calma e tranquilidade. Enquanto a cidade seguia seu ritmo frenético lá fora, dentro daquelas paredes, a vida parecia se desenrolar em câmera lenta, como se o tempo estivesse tentando prolongar aqueles momentos de serenidade.
Enquanto observava aquela cena familiar de longe, não pude deixar de me perguntar como alguém como Renato poderia colocar em risco a segurança e a felicidade de sua própria família. Como ele podia olhar nos olhos da esposa e do filho sabendo dos crimes que cometeu e das vidas que destruiu? O que ele fez comigo, seu irmão.
Esses pensamentos ecoavam em minha mente enquanto eu continuava minha vigilância discreta, registrando cada detalhe, cada gesto, cada interação.
E assim, enquanto o sol se punha no horizonte e a noite caía sobre a cidade, eu permanecia nas sombras, observando silenciosamente, aguardando o momento certo para agir. O dia da esposa de Renato e do filho deles podia ser comum para eles, mas para mim, era mais uma peça no tabuleiro, mais uma oportunidade de avançar em direção ao meu objetivo final.
Porém a vida é engraçada e cheia de peripécias. Enquanto eu os observava, alguns dias depois, Lucca, foi atravessar a rua sozinho e não viu um carro vindo na direção do garoto.
Meus olhos se arregalaram em horror quando vi Lucca correndo para a rua, alheio ao perigo iminente. Instintivamente, meu corpo se moveu antes mesmo que minha mente pudesse processar o que estava acontecendo. Eu corri em direção ao menino, ignorando qualquer pensamento de autodisciplina ou cautela.
O tempo parecia desacelerar enquanto eu me lançava em direção a ele, meu coração martelando no peito enquanto cada passo me aproximava mais do perigo iminente. O rugido dos carros se transformou em um zumbido distante enquanto eu me concentrei apenas em alcançar Lucca a tempo.
Com um impulso final, agarrei o menino pela cintura e o puxei para trás, fora do caminho do veículo que se aproximava rapidamente. O som estridente dos freios encheu meus ouvidos enquanto o carro parava bruscamente, apenas centímetros de distância de onde estávamos.
Lucca olhou para mim com os olhos arregalados de surpresa e medo, sua respiração acelerada enquanto ele tentava entender o que acabara de acontecer. Eu o segurei com firmeza, certificando-me de que ele estava ileso antes de me virar para encarar o motorista do carro.
O motorista parecia tão chocado quanto eu, seus olhos arregalados de terror enquanto ele olhava para o menino nos meus braços. Pude ver o alívio estampado em seu rosto quando percebeu que não tinha nos atingido, mas também pude ver a culpa e o arrependimento em seus olhos.
Por um momento, permanecemos ali, imóveis, cada um de nós processando a gravidade do que acabara de acontecer. Então, com um aceno de cabeça mútuo, o motorista se afastou, deixando-nos sozinhos na calçada.
Lucca se virou para mim, seus olhos ainda cheios de choque e incredulidade. Eu sabia que aquele momento mudaria algo em sua vida, assim como mudaria em mim. Mas por enquanto, eu só queria ter certeza de que ele estava bem.
Eu o abracei com força, sentindo a emoção e o alívio inundarem meu corpo. Não havia palavras para descrever a gratidão que sentia por tê-lo salvado, por tê-lo mantido seguro daquele perigo iminente.
Mariana se aproximou, seus olhos ainda cheios de incredulidade e gratidão. Ela parecia atordoada, mas ao mesmo tempo aliviada por ver seu filho ileso. Eu me virei para encará-la, meu coração ainda martelando no peito depois daquela situação intensa.
- Obrigado... Muito obrigado. - ela disse, sua voz embargada pela emoção. - Eu não sei o que teria acontecido se você não estivesse aqui. Você salvou a vida do meu filho.
Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela me olhava, uma mistura de gratidão e curiosidade escrita em seu rosto. Ela parecia confusa, como se estivesse tentando entender quem eu era e por que tinha feito aquilo. Ela olhou para o filho, que ainda estava abraçado a mim, e uma mistura de gratidão e preocupação passou por seus olhos.
- Não precisa, eu só estava no lugar certo e na hora certa. Fico feliz que ele esteja bem.
O motorista do carro ainda estava parado no local.
- Acredito que o senhor já possa ir. Dúvido que ela queira prestar queixa.
O homem assentiu, mas permaneceu imóvel.
- Não aconteceu nada. Espera eu te conheço.
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Atualizado até capítulo 115
Comments
Brennda Germany's
tenho uns 20.sobrinhos assim kkkkkkkk
2025-01-24
1
Jhay_Focas
Baita coincidência que não foi coincidência
2025-01-24
1
S.Kalks
mulher de beleza simples = a feia 😵💫
2025-01-17
1