Com o coração batendo forte, me aproximo de Renato. Uma coisa era ver ele sem que ele me visse, outra era encarar ele cara a cara.
- Onde esteve esse tempo todo? Você parece bem.
- Pois é, mas não graças a você ou o pai ou a mãe... Ou qualquer outro desgraçado com quem vocês me obrigavam a transar.
- Eu sinto muito.
- Claro que sente.
- O que você quer? Posso te ajudar?
Enquanto Renato olhava para mim com surpresa, eu sentia a tensão crescer no ar. Segurei meu impulso de atacá-lo imediatamente, optando por uma abordagem mais cautelosa.
- Conheci o Lucca. Garoto incrível ele.
- Fica longe dele. - ele rosnou, seu rosto contorcido em desdém.
- Relaxa, o doente da família não sou eu não. - retruquei, tentando manter minha voz firme. - Você se excita vendo ele tomar banho? Tua mulher sabe?
A repugnância transbordava em meu olhar.
- Cala a boca, seu lixo.
Sem hesitar, aplico um mata-leão, prendendo-o em meus braços firmes enquanto ele luta para se libertar.
-Eu não sou a pessoa que você conhecia. - sussurro em seu ouvido, minha voz carregada de determinação.
- Vamos conversar. - ele tenta argumentar. - Eu tenho um filho. Pense no Lucca. - ele gaguejou, tentando apelar para a minha compaixão.
- Estou pensando. É um favor que estou fazendo para ele. - retruco, mantendo minha pressão sobre ele.
Com um último esforço, ele se debate em vão antes de finalmente desistir, derrotado e impotente em meus braços. Quando ele fica inconsciente o arrasto até o meu carro e coloco ele sentado no banco da frente, amarro ele e o prendo ao banco. Não posso correr o risco de que ele fuja, chame a atenção ou tente me matar.
Não precisei me preocupar com câmeras ou pessoas vendo, pois já tinha verificado o local diversas vezes antes. Algum tempo depois, ele acordou e tentou se soltar se debatendo.
- Me machucar não vai mudar nada, Fábio. - disse ele.
- Te machucar? Eu não vou te machucar.
- Ufa! - ele pareceu ficar menos tenso.
- Eu vou te matar. - falei sem desviar os olhos da estrada. - Eu vou matar um por um e tinha decidido que você seria o primeiro, mas houve uma mudança de planos e você perdeu a chance de ser o primeiro.
- E o meu filho? Ele vai crescer traumatizado.
Ao escutar isso não consegui conter o riso.
- Para né, crescer traumatizado, da onde? Não existe esse negócio de trauma. Experiência própria. Acha que eu tenho trauma das surras e dos abusos? Não né, sou super saudável. Lucca vai ficar bem.
- Ai, meu Deus, você é o cara que salvou ele de ser atropelado e foi no jogo. Você armou o acidente, não foi?
Respirei profundamente.
- Não. Não armei, aliás, sabe quem foi o motorista que quase atropelou o Lucca?
- Não. Mariana não prestou atenção.
- O destino é bem louco, tipo eu estava observando vocês e vi o Lucca ir para a rua, quando vi veio o carro, fui bem imprudente e tirei o menino do caminho. E qual a minha surpresa quando vejo que o motorista era o... Como era o nome dele, mesmo? Antenor Brandão.
Vi o espanto no rosto do Renato.
- Lembra dele? Era teu professor né? Fico feliz que eu tenha te ajudado na matéria dele. Quarenta pontos né? Poxa, eu achei que tinha válido mais. Considerando que foi a minha virgindade e contra a minha vontade. Ah, claro você ficou livre dos trabalhos teóricos da matéria dele. Mas ainda assim...
- O que você fez?
- Matei ele. - declarei calmamente, minha voz ecoando no silêncio tenso do carro. - Bom, eu acho que já deve ter morrido. Quanto tempo uma pessoa consegue se manter viva enterrada?
Renato me olhou com uma expressão de incredulidade e pavor.
- Eu planejei cuidadosamente a punição de cada um de vocês. Lembra como gostavam de me castigar? Bom, quando teu professor me abusou, eu me senti... Como se estivesse sendo enterrado vivo, nada mais justo que proporcionar o mesmo para ele, não é mesmo? Agora você, foi mais complicado de pensar em algo, teve muita coisa: você gostava de me ver tomar banho igual estava fazendo com o Lucca, é eu sei. Me batia e, claro, me entregou para o teu professor. Lembra que eu implorei para você não fazer aquilo comigo? Prometi que seria um bom menino. Mas você trancou a porta e me deixou lá.
Enquanto eu vomitava as palavras, meu pé afundava no acelerador. Eu continuei:
- Depois quando eu fazia sexo atrás de sexo, ganhava uma surra atrás da outra, você vinha perguntar se tinham usado camisinha e coletar meu sangue para saber se eu não tinha contraído nenhuma doença daqueles nojentos depravados. - Eu tinha me preparado tanto para isso, mas mesmo assim, lágrimas escorriam pelo meu rosto. - Mas também era você quem me dava banho e me colocava na minha cama quando eu desmaiava. Te vi algumas vezes com o Lucca e você parecia estar sendo um bom pai para ele, porém era só aparência, não é mesmo?
- Não... - tentou argumentar, porém eu prossegui, o velocímetro já tinha passado de 200 km por hora.
- Quanto tempo ia levar até você vender o corpo do teu filho? Ou você mesmo tomar ele?
A pista estava lisa, pois havia começado a chover e como eu estava eu uma velocidade muito alta, o carro começou a perder o controle. Girei o volante desesperadamente, tentando manter o controle do veículo enquanto o mundo girava ao meu redor. Consegui frear e segurei o carro, os airbags foram acionados. Eu estava tremendo. Renato estava mais branco que uma folha sulfite branca. Peguei os comprimidos que estavam no meu bolso e tomei todos de uma vez.
- Fábio... Deixa eu tentar mais uma vez? Deixa eu ser um bom pai para o Lucca? Porque você não vai ver a mamãe? Ela ficou desesperada quando soube que você tinha se matado.
- Eu já vi ela. E não se preocupe, logo ela e o papai vão te encontrar.
- Fábio, escuta o que você está dizendo. - Dei um soco no nariz dele.
Quando o tremor diminuiu, liguei o carro e retomei o caminho.
- Como eu ia dizendo, planejei uma punição para cada um, de acordo com o que fizeram. Está curioso para saber a tua?
- Você está doente, Fábio.
- Lembra o papo de trauma, então isso não tem nada a ver, tá?
Chegamos ao meu galpão.
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Atualizado até capítulo 115
Comments
Brennda Germany's
você vai morrer de maneira lenta e dolorosa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
2025-02-13
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S.Kalks
pq eles sempre sentem, só pq sabem o que vai acontecer? babaca merece tudo de pior e muito mais /Smug/
2025-02-13
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Jaquerds
boaa isso mesmo guardião das trevas vc e bom no que faz,mata ele /Cleaver//Cleaver//Cleaver/
2025-02-15
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