Porém meu celular tocou e só então me dei conta que já tinha amanhecido. Eu me afastei rapidamente de Renato, cujos gemidos eram abafados pelas amarras que o prendiam. Com um olhar frio, assegurei-me de que ele não seria capaz de fazer mais barulho e, por garantia, aumentei o volume do rádio do carro para abafar qualquer som que pudesse escapar.
Atendi o celular, tentando manter a voz calma enquanto ouvia as palavras de Mariana do outro lado da linha.
- Desculpa incomodar, pelo jeito está em uma festa.
- Aconteceu alguma coisa, Mariana?
- Meu esposo, o Renato, sumiu. Não voltou ontem para casa e hoje acharam o carro dele no estacionamento do hospital com dois pneus cortados. E o Lucca está trancado no quarto, dizendo que a culpa é dele. Ele não fala com ninguém, talvez você possa tentar falar com ele.
- Mariana, fique calma. Eu estou a caminho. - Eu disse, tentando transmitir confiança em minhas palavras, mesmo que meu coração estivesse acelerado com a situação. - Vocês estão em casa?
- Sim. Minha sogra estava aqui, mas foi para casa dela, meu sogro acha que podem ligar pedindo resgate ou alguma coisa assim.
- Está bem. Não saiam daí, eu já chego.
Desliguei o telefone e olhei para Renato, cujos olhos estavam arregalados de pânico. Então me aproximei dele.
- Papai acha que vão pedir resgate por você. Bom, depois a gente continua a brincadeira, preciso ajudar o Lucca e a Mariana.
Com um suspiro pesado, me virei e saí do galpão, deixando Renato sozinho na escuridão. Com passos apressados, corri de volta ao carro e dirigi o mais rápido possível em direção à casa de Mariana. Minha mente estava uma confusão, tentando encontrar uma maneira de explicar o que havia acontecido com Renato e ao mesmo tempo acalmar Lucca e Mariana.
Ao chegar à casa, entrei rapidamente, encontrando Mariana ansiosa e Lucca ainda trancado no quarto. O olhar preocupado de Mariana me encontrou assim que entrei.
- Lorenzo, você chegou rápido. Estou preocupada com o Renato e com o Lucca. - ela perguntou, sua voz trêmula de preocupação.
- Eu imagino. Posso tentar conversar com o Lucca? - Eu disse, minha voz firme.
Mariana assentiu, claramente aliviada por ter minha presença ali. Subimos as escadas juntos e nos aproximamos da porta do quarto de Lucca. Eu respirei fundo, preparando-me mentalmente para o que estava por vir.
- Lucca, sou eu, Lorenzo. Posso entrar? - Eu chamei, minha voz suave e reconfortante.
Após um momento de silêncio tenso, a porta se abriu lentamente e Lucca apareceu à minha frente, seu rosto ainda marcado pela preocupação e confusão. Eu me abaixei para ficar na altura dele, olhando-o nos olhos com ternura.
- A culpa do papai ter sumido é minha, Lorenzo.
- Por que diz isso, campeão? - olhei para Mariana que se afastou nos dando privacidade.
- É que aconteceram umas coisas, mas não quero falar sobre isso. Onde você acha que meu pai pode estar? Não quero que nada de ruim aconteça com ele.
Senti meu estômago revirar. Não que o Renato não merecesse, ele merecia tudo o que eu tinha planejado para ele, mas o Lucca não merecia aquilo.
- Você pode me contar qualquer coisa,.mas entendo se não se sentir pronto, quando quiser é só me chamar. - Eu respondi, tentando transmitir calma e segurança. Lembrei dos desenhos. - E se ao invés de você falar, você desenhasse? O que acha?
Lucca olhou para mim por um momento, como se estivesse tentando entender o que eu estava dizendo. Então, lentamente, ele assentiu com a cabeça, suas mãos agarrando-se às minhas.
- Vai ficar tudo bem, Lucca. - Eu disse, minha voz suave e reconfortante.
Com um suspiro de alívio, Lucca permitiu que eu o abraçasse, buscando conforto em meu apoio. Ele se soltou do meu abraço e pegou os desenhos que ele tinha escondido e eu tinha visto. Porém tinham mais desenhos.
- Promete não contar para a minha mãe?
- Prometo.
Ele me mostrou os desenhos. Tinham desenhos dele tomando banho e alguém olhando, desenhos de alguém tocando nele. Eu podia ver em seu rosto a vergonha e o sentimento de culpa.
- Esse é você? - ele assentiu.
- E esse é o teu pai?
Ele levou um tempo para confirmar e completou quase que implorando para eu acreditar nele.
- Juro que é verdade.
- Eu acredito em você. Você tinha falado para alguém sobre isso?
- Sim. Para um professor, mas ele falou que era normal isso e que eu estava exagerando. Mas eu sei o que era e que não é normal.
- Entendi. Não se preocupe, eu acredito em você. Mas por que acha que a culpa é tua pelo teu pai ter sumido?
- Eu desejei que ele morresse.
- Escuta, mas nada do que aconteceu com você ou acontecer com ele é culpa tua. Está bem? Você é só uma criança. - vi o quanto ele estava assustado e se sentindo culpado. - Posso te contar um segredo?
- Pode.
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Atualizado até capítulo 115
Comments
Kelly Ramos
Se fosse eu no lugar do Fábio, eu castigaria todos, cortando o pênis e as mãos, depois deixava todos na posição de quatro apoios e com um pedaço de pau com pequenos prego enfiava no rabo desses nojentos miseráveis. Antes fazia eles grava um vídeo confessando tudo.
2025-03-18
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S.Kalks
pfvr arranca algum pênis imundo de qualquer um deles 🤧
2025-02-13
1
Vicki Hungria
Bem que o Lucca podia falar por Fábio o que seu pai fez com ele, por que com certeza o Renato fez algo com o seu filho
2025-02-14
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