"Bom dia Sophie... Você não estava sonhando!"
Ela sorriu encantada, nem podia acreditar no que estava acontecendo, parecia até mais uma das muitas cenas, dos romances que ela ama ler...
Ela ainda olhou para o lado e viu o sobretudo, que a cobriu por um tempo, o pegou de vagar e levou o colarinho até o rosto, o encostou suavemente e fechou os olhos, fazendo um afago no próprio rosto, depois o aproximou do nariz e aspirou a fragrância amadeirada, envolvente e inconfundível dele. O mesmo perfume que ela sentiu quando o viu pela primeira vez, estava impregnado em seu cérebro, tão enraizado que ela o pode sentir, em todos esses dias, sempre que se lembrava dele; agora segurando o sobretudo, ela sorriu com a doce lembrança da noite passada, realmente não foi um sonho, e ele estava muito perto.
No entanto, ele deixou a peça que o aqueceu até chegar até ela, e depois a aqueceu enquanto dormia, foi significativo pra ele e mais ainda pra ela; foi como se ele tivesse deixado um pouquinho dele para que ela continuasse a pensar nele. Ela não conseguiu sorrir menos, estava emocionada...
Sophie pôs suavemente o sobretudo no sofá, leu o bilhete novamente e o beijou, por fim se sentou no chão em volta da mesinha, e foi saborear o que parecia o melhor café da manhã de sua vida.
Não pelas delícias em si, mas por quem fez questão de preparar e deixar para ela, pela delicadeza da rosa... e o bilhete então...
— Ah Guilhermo... eu não estava sonhando, mas parece um sonho...
Cheirou a rosa e se serviu de uma torrada com café quentinho, mas não o mais que o seu coração.
Mas ela se perguntou se ele ainda estaria por lá...
Não, Guilhermo estava na clínica, foi com Harold buscar Ava para o sepultamento de Thomas...
Porém, mais cedo...
Ele acordou no chão, não conseguiu deixar Sophie no escritório sozinha, então ficou lá com ela e se arrependeu por isso, estava dolorido, então se alongou, e ao olhar para ela, pensou:
"Valeu apena. Você parece até um anjo que me enche de paz."
Sorriu e concluiu:
"Mas ainda bem que não é!"
Foi até a sala de equipamentos e fez alguns exercícios, até suar, depois pagou a toalha enxugou o rosto e foi preparar o café para Sophie. No caminho da sala de treino para a cozinha, avistou a roseira na varanda, ela estava lindamente florida; ele parou e sorriu ao pensar em quem ia gostar... Pegou:
— Muito bem! Che bella, tal como a bella que irá te receber. Uma... hã, mais uma, porque sinceramente, eu acho que vermelho cai bem pra Sophie!
Inclinou ligeiramente a cabeça para o lado, enquanto cheirava a rosa.. depois riu de si mesmo, isso era tão novo e estranho para ele, mesmo assim, ele não ia desistir, afinal a flor não era para ele e sim para a Sophie.
Ele viu o sorriso dela e diferente do olhar de pavor, que viu nela na vez anterior, o sorriso dela era algo que ele quer ver e promover com frequência. Se uma rosa servir...
Enfim, foi para a cozinha.
Ele arrumou uma bela bandeja com café, frutas picadas entre outras gostosuras, além das rosas, que ele colheu e foi satisfeito para o escritório.
Ele entrou com cuidado para não fazer barulho e acordá-la, pôs a bandeja na mesinha de centro, foi até a mesa, escreveu o bilhete voltou para perto dela, o colocou no meio da bandeja, se agachou perto dela e a olhou por um tempo...
ela estava com as bochechas coradas, e uma leve sorriso, devia estar tendo um sonho bom...Ele apenas sorriu e se esforçou para sair. A ideia de ficar olhando para ela até que acordasse, era tentadora, mas o compromisso o chamava.
Foi para o quarto dele tomar um banho; vinte minutos depois estava pronto, e agora sim, seguiu para a cozinha para tomar café, antes de sair.
E para a sua alegria, encontrou a Dulce, que abriu um enorme sorriso ao vê-lo...
— Oh meu amor! Que saudade!
— Olá Dulce. Eu estava com saudades também.
— Estou surpresa em te ver aqui tão cedo, mas também estou feliz! Se eu souesse que vinha teria levantado mais cedo para fazer um bolo pra você.
Ele a beijou na testa e arrumou os cabelos prateados dela, deu-lhe um sorriso travesso e respondeu:
— Eu dormi aqui!
— Ah! Não! Sério?!
Ela abriu um sorriso vendo o dele, que não conseguiu disfarçar, então Guilhermo respondeu:
— Rsrsrs... Sim, é sério.
Mas Dulce fez uma cara de zangada, e deu umas palmadas nele, que se encolheu e protestou:
— O que eu fiz Dulce!
— Seu garoto malcriado! Eu mandei você subir? Era para você jantar com a gente, mas você fez desfeita e deixou a Sophie tão triste! Depois...
— Ela ficou triste?
A interrompeu franzindo a testa ao sentar na ilha. Dulce sorriu graciosamente para ele, depois respondeu:
— Sim. Ela não falou, mas ficou desapontada. Estava com saudades de você, você precisava ver como os olhinhos dela brilharam quando ouviu que você estava chegando. Aí o senhor chega e não tem a decência de vir cumprimentá-la!
— Ela sentiu saudades de mim?
— Guilhermo!
Dulce pôs a mão na cintura e até riu, por ele estar tão surpreso, então se sentou com ele e falou:
— Sim. Isso te surpreende?
— Sim. Eu não fiz nada pra ela pensar em mim assim, tão pouco sentir saudades; pelo contrário, eu fui rude e a deixei angustiada.
— Mesmo?
Ele fez que sim ainda perplexo, então Dulce o encarou por alguns segundos com um sorriso acolhedor, depois falou gentilmente:
— Não foi isso que você fez meu filho. Você salvou a vida dela e da mãe, e mesmo não tendo tempo para explicar, você deixou isso claro. Você se lembra do que disse quando me pediu para vir ficar com ela?
Ele balançou a cabeça afirmando, suavizado as rugas na testa, então Dulce completou:
— Não sei se você tinha noção do que estava fazendo, mas a Sophie tem alguns traumas, e naquele momento ela estava apavorada, mas ficou bem depois que eu e Greta viemos. Ela ficou bem Guilhermo. E você estava certo, ela é linda e um amor.
— Rsrs...Eu sei, ela ganhou até a Greta!
— Kkkk Isso é um feito e tanto! Deve significar alguma coisa. Não acha?
— Você não sabe o quanto Dulce.
— Tá, mas você não respondeu. Por que não subiu? E por que ficou tão bravo?
— Eu tinha que conversar com a mãe da Sophie, sobre o que houve em Boston; tava
com um peso sabe, e isso me deixou irritado de um jeito que fugiu do meu controle. .
— Entendo. Você perdeu um belo jantar, mas sei que isso era importante. Só não compreendi ainda, o que a mãe da Sophie tem a ver com o que aconteceu em Boston.
Ele suspirou começou a falar:
—Dulce, tem tudo a ver, a Ava mãe da Sophie também é mãe do amante da Deyse, Thomas.
Dulce pôs a mão no peito tendo uma compreensão dos fatos, o que a deixou chocada...
— Poxa! Deixa eu vê se entendi. A Deyse...
— Ela e o amante dela, são um assunto morto e daqui a pouco, (olhou o relógio no pulso) daqui a pouco, enterrado.
Ela ergueu a sobrancelha, sem palavras... bebeu um pouco do café, segurou a mão dele e falou:
— Você se sentiu mal pela Sophie. Não é?
Ele afirmou levemente com a cabeça, então Dulce sorriu e falou:
— Eu entendo. Sabe Guilhermo você é um homem perfeito!
— Perfeito? Rsrsrs... Não sou não.
— Sim, você é. Você é lindo, inteligente, nobre e justo. Você é incapaz de ferir um inocente, se por acaso acontecer, você não descansa até se corrigir. Além disso, você é uma fera implacável para defender os que ama. Sem contar que a moça que casar com você, será eu diria, afortunada!
— Ah! Assim eu não resisto. Quer casar comigo?!
Dulce deu uma risada e respondeu:
— Eu queria sim! Se eu tivesse 20 anos a menos e não tivesse te criado!
Ele sorriu balançando a cabeça, então ela completou:
— Brincadeiras a parte, eu sei meu amor, que tudo vai se ajeitar. Você encontrou a Sophie, não foi por acaso, e tudo o que aconteceu, só contribuiu pra vocês se aproximarem, então não se preocupe com o que passou, você fez o que julgou certo. Só escuta o seu coração e de espaço pra esse sentimento tão bello que eu sei que já está aí.
Guilhermo abriu a boca para responder, mas segurou, a empregada entrou na cozinha de repente, então ele a olhou feio e parou de falar, Dulce continuou olhando para ele e humedeceu os lábios, mas não disse nada. A moça sorriu sem jeito e os cumprimentou, Dulce respondeu, Guilhermo não, ele deu um olhar frio e ergueu uma sobrancelha, a afungentando de uma vez, então mudou de assunto.
— Bom eu tenho muitas coisas para te contar, mas depois. Agora você só precisa saber que eu cheguei de madrugada, encontrei a Sophie no escritório. Conversamos por um...
— Não acredito, vocês se entraram?
Exclamou animada, Guilhermo comeu a torrada sorrindo e respondeu:
— Sim e ela ainda está lá, então não deixe que façam barulho por lá.
Dulce estava de boca aberta, então se aproximou um pouco e perguntou:
— Passaram a noite juntos? GUILHERMO!
— Ei calma! Sim, mas não é como você está pensando. Eu não toquei nela. A soufie é muito especial, enfim... Eu disse a ela, que agora esta será a casa dela.
— Sobre que circunstâncias hein?
— Não seja curiosa. Ah! A mãe dela vem hoje, peça que preparem um quarto para ela.
— Que bom filho, eu mesma farei isso!
— Obrigado Dulce, sabia que podia contar com você.
— Eu sempre farei tudo por você!
Ele terminou de beber o café, se levantou e deu um beijo na bochecha dela dizendo:
— Eu sei, por isso eu te amo tanto!
Dulce sorriu e perguntou, enquanto ele foi escovar os dentes:
— Onde vai agora? Trabalhar?
— Primeiro tenho que acompanhar a senhora Williams a um... Bom você sabe onde, depois vou a empresa.
— Vem almoçar?
— Gostaria, mas não vai dar. Tem reunião na empresa, no Conselho, enfim..Provavelmente não terei tempo.
Dulce lamentou, mas ele secou o rosto e deu um abraço apertado, a animando novamente. Pegou a pasta dele e saiu, deixando Dulce com um largo sorriso; se tudo acontecer como ela acha que está se encaminhando, haverá um lindo casamento em breve!
Porém, escondida atrás de uma parede, outro alguém estava sorrindo; Claire a empregada, mas não era de alegria, era um sorriso maldoso....
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 216
Comments
elenice ferreira
A FDP, deve estar infiltrada e vai ferrar com a Sophie e a mãe dela!
2025-01-23
0
Maria de Fatima Chaves
Eita que você Claire fica longe da Sophie
2025-02-18
0
Ana Celia Pereira
Tem que ter as peste 😏
2025-01-30
0