Sophie Bergman...
Sophie é uma jovem meiga, talentosa e delicada que vivia em uma fazenda, nos campos de Frankfurt, na Alemanha.
Ela ama música, ler; aliás ela lê muito e tem muitos livros, de todos os gêneros, na grande biblioteca da casa onde vive. O pai já falecido, fez questão de construir uma só para ela, ao perceber o interesse da menina por livros; isso a deixou tão feliz...
E após a morte dele, ela passou a ler um quase que por dia.
Também ama pintar ao ar livre e admirar a beleza ao seu redor, especialmente a da fazenda.
É uma garota simples e muito carinhosa. Vive cercada do carinho e proteção da mãe, a dona Ava(Eiva)Williams.
Ava se casou novamente com Matt Bergman, após a morte do seu primeiro marido e pai do filho mais velho, Thomas Williams. Matt era um homem bom, diferente do falecido marido. Era um pai amoroso e esposo gentil. Sophie era a sua princesinha, e ele a mimou todos os dias de sua vida.
Já Thomas não aprovava o casamento da mãe e nunca o aceitou, tão pouco reconheceu a Sophie como irmã, mesmo assim, ela o amava.
No entanto, ele foi viver a sua vida longe dos conselhos da mãe, montou a própria empresa e prosperou por um tempo, mas não durou muito...As vezes ele aparecia, mas só para esfregar na cara da mãe, o quanto a vida dele, segundo as regras e ensinamentos de seu cruel pai, era boa.
Ele não gostava da Sophie, nem um pouco e também não se importava com ela. Por isso, após a morte de Matt, ele não voltou para casa, mas foi ele mesmo o responsável pelo ataque a ela e as amigas, que a deixou traumatizada e com síndrome do pânico...
Por esta razão ela nunca mais conseguiu sair de casa; não confia nas pessoas, principalmente os homens.
O primo Christian pagou um tratamento psicológico, o que a ajudou bastante, também os estudos em casa, mas ela ainda não superou totalmente, por isso só fica com a mãe, evitando assim o contato com estranhos… As poucas amigas que tem, as vezes a visitam em casa, mas elas se falavam mais por mensagem e vídeo chamada.
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No dia da "viagem"...
Ava havia acabado de servir o almoço, e sorriu ao avistar Sophie deitada ao sol, sobre a grama alta, lendo mais um de seus romances preferidos...
Porém, um grupo de homens chegaram em sua fazenda sem aviso e entraram sem serem convidados, a abordagem não foi violenta, mas intimidadora o suficiente. Um homem alto e forte e de semblante carregado, se aproximou de Ava e apenas disse:
— Olá senhora Williams, a senhora está convida e sua filha, a nos acompanhar agora mesmo.
Ava o olhou confusa e perguntou com a voz trêmula:
— Mas por que isso? Não fizemos nada e não devemos nada a ninguém.
— A senhora não deve, mas o seu filho sim, e antes que tenha tempo de pensar o quê, outros virão lhes cobrar e acredite, não terão esta mesma cordialidade. Então não faça perguntas, apenas nos acompanhe agora.
Ava pensou e se lembrou de ouvir recentemente que Thomas estava com problemas, ele até pediu-lhe dinheiro emprestado, então tentou argumentar.
— Tudo bem senhor, se o problema for dinheiro, eu pago, mas não tire a mim e a minha filha, principalmente a minha menina, ela não...
— SENHORA NÃO ME FAÇA PERDER TEMPO!!
Gritou chamando a atenção de Sophie a assustando, fazendoo livro em sua mão cair e ela ser incapaz de o pegar. Ela se levantou e mesmo tremendo foi até a mãe e antes que chegasse, Harold completou:
— O seu filho as vendeu, e a sua fazenda também. Logo os credores virão, agora vamos!
— Eu não acredito em você!
Harold a olhou feio e respondeu:
— Não me importo, a senhora vem ou assiste-os levando a sua filha pra ser escrava...
Falou pegando no braço da mulher, que estava atordoada e completamente sem reação, esta última afirmação, lhe causou calafrios...Só de pensar em sua doce filha, sendo usada e explorada por vários homens, já a destruía por dentro. Ela estava com os olhos estatelados e com lágrimas, e foi incapaz de responder, seu coração doeu muito, por mais uma decepção que seu filho desnaturado lhe causou, envolvendo a própria irmã...
Ainda olhou para o lado, e viu como que em câmera lenta e ouvindo longe, Sophie gritando e esperneando desesperada, tentando se soltar dos braços fortes do homem que a carregava. Ava mal conseguiu balbuciar:
— Por favor, façam o que quiserem comigo, mas eu imploro, não machuquem a minha filha, não a machuquem …
— Não faremos nada senhora.
Assim, eles pegaram rapidamente os passaportes,documentos e algumas coisas básicas, e as levaram direto para o hangar, partindo rumo à Londres, já estava tudo arrajado.
Sophie não parava de chorar e nem gritar, ela olhava a mãe em choque e ficava ainda mais apavorada, não tinha noção do que estava acontecendo, então entrou em crise de pânico e chorou o tempo todo, até que Harold com muita dificuldade (já que ele tinha que ser gentil), lhe deu um calmante que a fez apagar. Quando acordou, se viu em um cenário diferente e sem a mãe...
Ela estava deitada em cama de casal muito confortável, olhou em volta e viu um quarto bonito, muito bem decorado; de longe se via que era de luxo, pois tudo ali era muito sofisticado.
No entanto, nada podia aplacar a dor e o desespero que ela estava sentindo; de repente foi tirada de seu amado lar, por pessoas que nunca viu na vida, e o pior, não sabia onde estava e não fazia ideia do que aconteceu enquanto dormia, tão pouco onde estava a mãe. A sensação era que estava exposta e totalmente vulnerável.
Apesar do choque, Sophie se levantou da cama assustada, e tentou abrir a porta, só para descobrir que estava trancada. Ela começou a sentir calafrios por todo o corpo e o ar lhe faltar, sem contar as pernas que eram como gelatinas; ela tentou gritar, mas parecia que a voz não era forte o bastante, mesmo assim, respirou fundo como a psicóloga a orientou, tentou juntar as forças que tinha e fez o seu melhor para bater na porta e gritar:
— Mamãe, mamãe! Aonde a senhora está? Por favor, alguém? Eu quero a minha mãe! Socorro!!
Gritou e bateu na porta, mas não teve resposta, assim, ela deslisou encostada na porta até o chão, caiu sentada, segurando os cabelos aos prantos de tão aflita.
Aquela foi uma das piores sensações na vida, era como estar no completo escuro. Mesmo assim, ela continuou batendo, até que após um hora, uma mulher jovem e uniformizada entrou no quarto, acompanhada de um homem alto, forte e com cara de poucos amigos.
Sophie correu para um canto e se encolheu, a mulher a olhou com desdém, parecendo fazer pouco dela e um fio de nojo na Expressão dela.
Sophie estava assustada e se sentindo indefesa, mas a ansiedade a dominava, então ela perguntou baixo e com a voz trêmula:
— On-onde está a minha mãe? Onde estou? Por favor me digam onde…
— Cala boca sua vadia estúpida.
Sophie se sentiu tão agredida, ela quase deu um pulo quando a mulher gritou, demonstrando a insatisfação, porém ela engoliu o medo e respondeu:
— Não sou isso senhora. Estou aqui contra a minha vontade. Por favor me ajude!
— kkkkkk Não se faça de sonsa! E outra, eu jamais ajudaria uma desqualificada como…
— JÁ CHEGA!
Interrompeu o homem, ele ouviu de Harold que era para trata-la bem, então seguiria as ordens , inclusive, ele estava com o grupo que a levou, então não era justo aquele tratamento, e o pior, Guilhermo não ia gostar, então ele completou:
— Mocinha, não se preocupe, esta segura é sua mãe está bem.
— Mas por que estamos aqui, nesse lugar que nem faço ideia?
Perguntou Sophie ainda no canto, o homem manteve a postura rígida e respondeu:
— Não posso responder as suas perguntas, apenas mantê-la aqui e segura.
Sophie se sentou na cama com as lágrimas escorrendo, não disse mais nada; então o homem se virou para a mulher e falou:
— Quanto a você, é bom tratá-la bem.
Ela o encarou com uma indignação no olhar, então ele completou:
— Você está aqui para isso, pra servir a garota. Agora vá, prepare algo decente para ela se alimentar.
A funcionária encarou Sophie com ódio, mas a moça não estava preocupada com ela, Sophie nem mesmo viu o olhar dela. Ela apenas se manteve encolhida, estava lutando para se manter calma, mas seus medos a bombardeavam por dentro.
Já a funcionária desceu revoltada, foi até a cozinha e preparou com todo o desgosto e ma vontade possível...
— Ela vai ver a refeição decente que eu vou preparar.. Ah tá!!
Pois é, o que ela fez, foi um jantar nada apetitoso, quando Sophie o viu, sentiu mais falta ainda da mãe. No entanto, a mulher jogou de qualquer maneira a bandeja no móvel próximo a cama e saiu do quarto, de nariz empinado e exibindo um sorriso de deboche. Sophie apenas chorou sem resposta, se perguntando o que havia feito de errado para merecer tal castigo. E foi assim por dois dias..
Porém, na manhã do terceiro dia, ela sentiu uma fragrância diferente, desconhecida; mais sofisticada e atraente de certo modo, ela não sabia porque, mas a cativou ao mesmo tempo em que a deixou em alerta...
— Será esse o chefe, o homem que mandou me sequestrar? Ai meu Deus, e agora, o que vou fazer?
Olhou para um lado e outro e foi aí que avistou um vaso de cerâmica; lutou para correr até ele, estava com as pernas tremendo de medo, pegou o vaso e viu a maçaneta girar lentamente... Sophie, estava com o coração disparado, correu para a porta e apagou a luz, respirou fundo e quando a porta se abriu, golpeou com toda a força, mas só o acertou de raspão; tentou outra vez, e... Era ele Guilhermo, que reagiu rápido e segurou o braço dela e puxou, de modo que a imobilizou facilmente.
Sophie ficou ainda mais nervosa e começou agritar e tentar se soltar, porém ele cobriu a boca dela com a mão a apertando com força; ela mordeu a mão dele, no desespero, mas só conseguiu o irritar. Ele a manteve presa e ordenou:
— Já chega! Você tem que se acalmar!
Falou com rispidez, o que a fez chorar esperando o pior, porém, ele suavizou a voz e disse:
— Eu não quero te machucar...
Foi o bastante para ela se acalmar um pouco, mas só um pouco, pois no momento em que se viu livre, correu novamente para o canto onde estava e se encolheu enquanto chorava, o deixando totalmente sem ação...
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Atualizado até capítulo 216
Comments
Neuza Lucia
vai morre senão se consertar
2024-10-09
1
Neuza Lucia
ele vai vê o come que ela esta levando e o tratamento que ela esta dando
2024-10-09
0
Elisabete Correia
tadinha da Sofie quanto sofrimento
2024-09-07
4