Reforçou Greta. Então Sophie assentiu visivelmente desapontada, mas não era algo que ela pudesse controlar, e nem compreender; ela só sentia...
— Bom até breve. Bom jantar para vocês.
Despediu-se Greta, então Dulce lamentou por ela ter que ir e Guilhermo não subir, e se despediu da moça, que desceu apressada; ela olhou para Sophie que já não tinha o mesmo olhar alegre, na verdade ela tinha leve sorriso nos lábios, mas o olhar estava triste e Dulce notou. Ela ergueu ligeiramente os ombros e abriu as mãos no ar ao lado do corpo; deu um passo até Sophie e fez um carinho na cabeça dela, depois disse:
— Oh meu bem, não faz essa carinha. Ele deve estar ocupado, mas não vai faltar oportunidade para juntarmos juntos.
Ela deu o seu melhor sorriso e pegou a mão de Dulce, deu um beijo e depois respondeu:
— Imagina dona Dulce. Esta tudo bem, só é uma pena, a macarronada ficou tão gostosa. Né? Devemos agradecer e comer, somos abençoadas por poder desfrutar de um jantar tão gostoso.
Dulce sorriu encantada e retribuiu o carinho de Sophie, dando-lhe um beijo na testa; por fim disse:
— Você é uma menina encantadora Sophie.
— Obrigada dona Dulce. Vamos convidar as meninas da segurança para jantar com a gente. Será que tem problema?
— Não meu amor. Só tem um problema.
Sophie franziu a testa e arregalou os olhos, então Dulce sorriu e completou:
— Quero que pare agora mesmo com isso de dona Dulce pra lá, dona Dulce pra cá...me chama de Dulce ou tia.
— Posso mesmo te chamar de tia?
— É claro meu bem!
Sophie a abraçou com carinho, estava se sentindo acolhida e cuidada por Dulce todos esses dias, agora chama-la de tia foi muito natural, confirmando a sinceridade do afeto entre elas.
Bom, apesar de Guilhermo não ter subido, o que a deixou sentida sim, mas ela não deixou de aproveitar o jantar, tendo em seu coração a esperança de que a mãe, logo vem também isso foi reconfortante.
E por falar em Guilhermo...
Ele estava com o cotovelo apoiado na porta do carro, esfregando a têmpora impaciente olhou para o relógio e bufou, no mesmo instante em que Greta saiu do elevador.
Saiu do carro e foi de encontro a ela, que sorriu e correu para o abraçar...
— Oi Guilhermo! Que bom voltou. Você está bem? Como foi lá? Cadê a Deyse?
— Se controla Greta. Estou bem.
— Está ferido?
Perguntou tentando encontrar algum ferimento, mas ele se afastou do abraço e respondeu:
— Impossível! Como está a Sophie? Como ela ficou esses dias?
Greta deu um passo para trás, perdendo gradativamente o sorriso, antes de responder:
— Olha eu estou bem viu!
Guilhermo revirou os olhos e respondeu impaciente:
— Sem drama Greta! Eu sei que você está bem, que sabe se cuidar melhor do que muitos marmanjos por aí.
— Tudo bem desculpa.
Respondeu aliviando a tensão, então Guilhermo também suavizou a voz e completou:
— Relaxa. É que a Sophie não sabe se defender Greta, e está sob pressão por causa do infeliz do irmão.
— Entendo...Ela está bem, no início era como um gatinho assustado, mas está se soltando aos poucos. A Dulce a está ajudando, Sophie confia nela.
— Que bom. Obrigado Greta.
Guilhermo agradeceu, mas Greta queria falar algo mais, porém foram interrompidos por Harold que chegou.
— Guilhermo. Se me permite, gostaria de acompanha-lo, afinal a mãe da moça não o conhece.
Se virou para Greta e a cumprimentou gentilmente:
— Olá senhorita Greta.Tudo bem?
Ela o cumprimentou rapidamente com um aceno de cabeça, não lhe dando atenção, mas voltou o olhar para Guilhermo e perguntou:
— Vai buscar a mãe da Sophie, precisa de mim pra isso?
— Na verdade Greta, eu tenho uma notícia ruim pra dar a ela, mas antes quero que ela saiba que a filha dela está segura, em companhia decente e bem cuidada.
Greta fez que sim com a cabeça, depois Guilhermo respondeu ao Harold, concordando com ele.
— Tudo bem Harold, você está certo. Deixa só eu trocar de carro, esse chama muita atenção.
Harold assentiu e olhou para Greta erguendo uma sobrancelha, o que a fez revirar os olhos. Guilhermo sorriu discretamente ao se virar; foi em direção a outros carros, e entrou num Audi R8 preto, que ficava ali na garagem, afinal o apartamento é dele e ele tem muitos carros.
Ele deu partida no carro parado ao lado de Greta, mas deu um olhar de cumplicidade para Harold, enquanto ela colocava o cinto; já que eles são amigos e ele sabe dos sentimentos do Harold por ela. Assim como sabe que ela não ia entrar no carro do amigo nesse momento, então seguiu com ela.
Assim, sem mais demora, saíram em direção a clínica onde Ava ainda estava internada. Harold foi no carro dele com mais três soldados, e outros ficaram para cuidar de Sophie...
...----------------...
Enquanto isso...
Outra pessoa acabava de chegar em Londres também, mas precisamente na mansão Armany. Isso mesmo, Miguel Armany também chegou, mas não seguiu para o apartamento dele; diferente de Guilhermo, ele estava cuspindo fogo, então foi como um garoto mimado que não consegue lidar com os problemas, fazer queixa ao pai, o senhor Marco Aurélio Armany.
Esse é um figurão da Máfia Apolus, e assim como o filho, Marco Aurélio inveja a anos Genaro, e tem vontade de matá-lo, mas é controlado pelo Alto Conselho, que busca manter a ordem e a paz entre as Facções.
A Apolus é presidida por Don Carlo Veroneze, Italiano chegando aos 60 anos, ele é primo de segundo grau de Helena a linda mãe de Guilhermo.
No entanto, ela nunca pertenceu a Apolus. Helena é filha do Don Alexey Malone, que já pertencia, bem antes inclusive, do primo Carlo entrar para a Apolus, já pertencia a Máfia Calábria.
Portanto Helena nasceu na Máfia Calábria, mas sempre foi muito doce e gentil, ser mafiosa não combinava com ela,Helena era apenas uma herdeira destinadaa se casar com um Mafioso que se mostrasse digno dela. Com o tempo a moça conheceu Genaro e os dois se apaixonaram.
Alexey amava demais a filha e, apesar de Genaro não ter muito naquele tempo, ele estava disposto a aprovar o casamento, desde que Genaro provasse o seu valor e que a merecia...
Foi uma linda história, mas eu conto outra hora, melhor, outro capítulo!
Porque agora tenho que mostrar o Miguel reclamando com o pai...
......................
— PAAAIII!!! EU QUERO MATAR O GUILHERMO CASTELLINI!
Entrou no escritório do pai ao berros, Marco que estava sentado em sua cadeira confortável, de homem importante e frio, levantou o olhar e perguntou com calma:
— Olá meu filho! O que houve? Porque está tão transtornado assim?
Perguntou o Armany mais velho, porém, Miguel, estava fora de si e gritou ainda mais:
— MATAR SÓ NÃO. EU QUERO ARRANCAR OS OLHOS, O COURO CABELUDO, A PELE DELE CAMADA POR CAMADA E DEPOIS CORTÁ-LO EM MIL PEDAÇOS E DA PARA OS CÃES COMEREM!
Marco se reclinar na cadeira e respondeu ainda mantendo a calma:
— Meu filho, primeiro se controla. Você não vai fazer nada. Entendeu?!
— COMO NÃO PAI? POR QUE VOCÊ O PROTEGE?
Por fim, ele deu um olhar severo ao filho e respondeu com aspereza:
— Para de gritar! Você parece um débil mental, que não pensa, não sabe o que faz nem diz. Não é assim .
— Ele se meteu nos meus negócios pai! O que você me diz disso?
— Não importa. Você vai ficar no seu território, no seu espaço e nada de se meter com ele. Eu te proibo!
— Me proíbe? rsrs...
Perguntou perplexa, mas Marco manteve o duro olhar e disse mais
— A Calábria é muito poderosa e sólida. Você sabe que o Don Carlo não quer problemas com eles, além disso, não é do costume do Guilhermo se meter nos negócios alheios, se não for dele também. Agora me diz que negócio é esse?
Miguel se lembrou dos argumentos de Guilhermo e enguliu a resposta, dando razão a Marco. Ele apenas deu um olhar decepcionado ao pai e saiu da sala; subiu a escada correndo e ao entrar no quarto, bateu a porta com força, demonstrando a raiva e frustração.
Já Marco não disse nada, permaneceu sentado em sua postura de homem intocável. Mas em segredo, espera poder se livrar dos Castellini...
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Falando em Castellini...
Após chegarem à clínica, e passarem pela recepção, Guilhermo e Greta seguiram por um longo corredor guiados por Harold, até chegarem ao quarto de Ava. Harold entrou primeiro para falar com ela; como a porta ficou meio aberta, Guilhermo ficou olhando curioso, pelo espaço, e teve a sensação de que aquela mulher, não lhe era estranha.
No entanto foi só uma impressão, porque por mais que se esforçasse, no momento não podia se lembrar dela; talvez fosse a semelhança com o Thomas, ele não sabia identificar...
Estava pensando, até que Ava, se inclinou para o lado, para o ver, encontrando o olhar de Guilhermo, mesmo de longe, ele pode ver uma interrogação nos olhos dela. Harold também se virou, então Guilhermo soube que era a deixa para ele entrar.
Olhou para Greta e fez um gesto com a cabeça, para o seguir, arfou e então deu um passo a frente, seguro em sua postura e de cabeça erguida, caminhando como que se estivesse em câmera lenta; empurrou a porta para dar-lhe passagem.
O quarto era pequeno, então ele só precisou de mais dois passos para estar frente a frente com a mulher, que tinha algumas rugas na testa, um rosto expressivo e uma clara pergunta no olhar:
"Quem é você?"
No entanto, antes que ela fizesse, Guilhermo a olhou com firmeza e falou:
— Olá senhora Williams, o meu nome é Guilhermo Castellini, tenho algo importante para falar a senhora.
— Castellini?
Ava repetiu o sobrenome, mas a voz saiu baixa, quase um sussurro, mas o suficiente para ser ouvida; ela estava perplexa...
Será que ela já o conhecia, ou seria mesmo só de ouvir falar?
Huumm....
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Atualizado até capítulo 216
Comments
Cristiane Pinheiro
Ir acho que tem
algo aí por trás /Facepalm/
22/02/2025
2025-02-22
1
Neuza Lucia
ela teve conhecer a família ou alguém da família
2024-10-09
1
Elisabete Correia
xiiiiiii a família Willians deve ter alguma treta o trato com os Castellani
2024-09-09
2