Ana Laura (Analu)
Estava dormindo quando ouvi a porta do meu quarto sendo aberta.
E logo vozes e mesmo desejando dormir às vozes ficaram ainda mais altas.
— Eles dois dormiram, que bonitinho —ouvi a voz de minha mãe.
— Eu já dei muito trabalho a vocês — ouvi a voz do Ben. — Mas eles realmente estão lindos dormindo deste jeito.
- Que é isso, não deu trabalho nenhum. Se quiser ficar, nós íamos amar. A Lala está se divertindo muito com as meninas, e finalmente ele dormir, deixa eles descansarem. Se quiser, eu pego uma roupa do Nicolas para você tomar um banho - ouvi minha mãe dizer.
- Eu tenho que arrumar a casa e adiantar uns trabalhos da universidade. Na semana é muito corrido, peguei uns livros...
Eles falavam, mas eu não está aguentando mais eu queria dormir mais um pouco e se o Gael acordasse isso não seria possível.
- Desculpa por atrapalhar a conversa de vocês, mas estou com sono e se o Gael acorda, vocês é que vão se virar - falei de olhos fechados.
- Eu já quero ir embora, mulher maravilha... — o Benjamim falou tocando delicadamente no meu rosto me fazendo abrir os olhos e encontrar os dele.
Ficamos em silêncio por um tempo só em contato visual meu olhar caiu até a sua boca e senti o dele também na minha.
— Mamãe, a senhora deixa eu conversar com o Benjamim... — pedi a ela o que fez ele se afastar um pouco.
— Regras... — minha mãe falou sabendo o quanto o meu pai é chato com estas regras.
— O Gael está aqui, eu só vou conversar...
— O seu pai não vai gostar nada disso...
— Por isso a senhora não vai falar nada, é rápido, é sobre aquilo _falei a ela e ela revirou os olhos mas saiu.
— O que é aquilo? - ele perguntou, e na verdade não sei como falar, como começar, só sei que ele tem que saber o que fiz, afinal ele é o pai e eu sou uma estranha.
— Senta, eu não sei como explicar e sei que não sou nada do Gael, mas...
— Não vai me dizer que você quer ele, por favor. Eu não vou me separar dele e muito menos separar os dois irmãos. Eu sei que vocês dois se amam, mas... — ele falou despertado e coloquei o dedo indicado na frente da boca dele.
— Ele é seu filho e eu nunca tiraria ele de você. Mesmo eu amando o Gael, sei o meu lugar na vida dele. Bom na verdade, eu não sei o meu lugar na vida dele, mas sei que você é o pai dele.
— Eu também não sei. Eu sei que ele te ama e que você o ama, mas você entende que é muito para assimilar.
— Sim, entendo porque eu também não consigo entender. Como eu, meu organismo se preparou para assumir um papel que eu não sei se é o certo ou se devo — falei para ele nos dois trocamos olhares, até eu abaixei a cabeça e ele desviou o olhar.
— Ele não mamou? — ele perguntou olhando para a mamadeira na mesinha de cabeceira ao lado da minha cama.
— Ele queria outra coisa — falei para ele.
Sem olhar para ele porque eu não sabia como falar.
— Se você conseguiu dar a comida, eu te dou uma medalha, porque ele é muito ruim de boca e fora que a imunidade dele está muito baixa por falta da amamentação...
— Então você acha que a otite repetitiva tem alguma coisa a ver com ele não ter mamado? — perguntei olhando para ele.
— É uma bactéria que causa isso e os médicos já falaram que ajudaria se ele estivesse mamando, mas sou desprovido disso — ele falou brincando.
— E se eu pudesse fazer isso? — Perguntei e ele me olhou surpreso com a minha pergunta, e fixando o olhar.
— Mesmo se você quiser, só se você engravidar...
— Na verdade, existem vários tratamentos que permitem que a mulher, mesmo sem estar grávida, produza leite. — Falei meio pensativa, eu deveria dizer que os meus seios estão cheios de leite, mas aos mesmo tempo eu tenho medo da reação dele, ele pode me achar uma louca - Sei disso porque tive que fazer uma pesquisa antes de fazer a nova linha de brinquedos - expliquei.
- E você estaria disposta a isso? - ele perguntou.
- Já disse a você que pelo Gael eu faço qualquer coisa...
- Você sabe que isso dói, né? Seus seios não vão ser mais os mesmos...
- Ele vai sentir menos dores, vai ficar mais saudável e vai dormir melhor...
- Se você quiser, eu não me oponho, só não sei como faríamos isso...
- Vou pensar, mas dou um jeitinho. Agora deixa o meu bebê dormir e vai lá fazer o que você tem que fazer e volta. Se quiser, te dou a chave da casa para garantir que não vou roubar ele. - falei e ele sorriu, e beijou a minha testa e isso fez o meu corpo inteiro se arrepiar com o toque suave dos seus lábios.
— Está bem, eu vou e não precisa de nada, não. Eu confio em você e não vou demorar. Antes do almoço, eu venho buscar eles.
— Não, você vem almoçar...
— Melhor não. Seu pai não está gostando muito da minha presença nesta casa - ele falou e eu sorri.
- Ele é assim mesmo, mas é um doce e tem um coração enorme...
- Acho que todos vocês têm. Todos vocês tratam meus filhos como se fossem da família, e sei porque, principalmente o Gael. Só quero saber se você sabe, Ana Laura, o caminho que você está indo na vida deles.
- Por isso que estou te perguntando, não quero tomar o lugar da Bianca de forma alguma...
- Eu acho isso bonito em você. Eu sinto verdade nisso, mas ver você toda disposta a ajudar três estranhos e simplesmente querer me ajudar a carregar uma bagagem que não é sua, me faz pensar que o mundo não é tão horrível...
- Ele não é horrível, engenheirozinho. As dores fazem o mundo ficar cinza, mas sempre se tem a oportunidade de deixar o mundo colorido outra vez - falei e ele sorriu.
- Você é extraordinária - ele falou e não consegui não me derreter.
Eu estou toda apaixonada por ele e eu só queria que ele me beijasse.
©©©©©©©©©©©
Continua...
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 109
Comments
ynara santos
primeiro beijinhos tá n hora
2023-11-08
3