...ANA LAURA (Analu)...
Acordei cedo no sábado. Hoje é o dia da festa das crianças da empresa e, como nossa família veste a camisa da Toytoy's, nossa casa já acorda animada. A festa deste ano vai começar às 11 horas. Meu pai achou interessante fazer um grande almoço em família e o resultado é uma correria para nos arrumarmos.
E meu pai meio que lavou as mãos este ano como ano passado não estava aqui e ele fez tudo sozinho aí este ano ele deixou tudo comigo.
— Analu, arruma meu cabelo, por favor — a Alice falou entrando no meu quarto.
— Claro, minha linda — falei. Ela está linda com um vestido soltinho preto. Ela sentou na minha penteadeira.
— Analu, será que o papai vai me dar o passarinho que eu pedi? — ela perguntou enquanto eu penteava o cabelo dela.
— Você queria ficar trancada em uma gaiola sem poder falar, a coisa que você mais gosta? — Perguntei a ela.
Já faz uns 8 meses que ela vem pedindo um passarinho, mas minha mãe não concorda. Para meu pai, nossa casa já era um zoológico porque ele quer comprar todos os bichinhos que a Alice quer. Até tivemos um cachorrinho, mas a Ally é alérgica e tivemos que dar para o tio Léo.
— Não, mas eu queria um bichinho — ela falou enquanto penteava o cabelo dela.
— Deixa eu te contar um segredo — falei me abaixando na frente dela e peguei na mão dela. — A liberdade é a melhor coisa que podemos ter, mas saiba que se você for boa, ele sempre vem te visitar. Então, se um passarinho vier e parar bem na sua mão e você der carinho, ele voa e volta — falei e ela prestou atenção.
— Você me ajuda a fazer umas casinhas de passarinho para eles virem aqui? — ela perguntou.
— Ajudo sim, mas vamos arrumar este cabelo primeiro — falei e dei um beijinho na bochecha dela.
— Analu, me ajuda — a Ariel falou entrando no quarto e logo a Aurora entrou com o mesmo vestido.
— Não sei por que vocês ainda compram a mesma roupa — falei e a Ariel revirou os olhos se jogando na minha cama.
— Eu não quero trocar de roupa, o vestido ficou ótimo em mim — a Ariel falou.
_ Me empresta um seu, por favor? — a Aurora pediu.
— Pode ir pegar — falei e ela entrou no meu closet.
— Você me empresta o seu salto que tem aquelas florzinha? — a Ariel perguntou.
- Pode pegar - falei e ela saiu correndo. - Esse negócio de nós três vestirmos e calçarmos o mesmo número só não é vantagem para mim - falei e ouvi a risada das duas. - Ponha meu amor - falei e terminei minha maquiagem. Desci e minha mãe estava fazendo o café com a Ally no colo.
— Bom dia — falei e beijei as duas.
— Bom dia, meu amor. Você está linda — minha mãe falou sorrindo. - Vá dar um pouquinho de atenção para sua irmã, meu bebê — minha mãe falou para a Ally, e eu a peguei.
— Mamãe, ela é uma mocinha bonitona, que não precisa ficar no colo, né, Ally? — falei e a Ally agarrou meu pescoço.
-—Eu sou um bebê, né mamãe? — a Ally falou manhosa.
— Você é o meu bebê — a minha mãe falou, e eu revirei os olhos.
A Ally é um doce, mas quando está com a mamãe, ela quer ser um bebê igual ao Gael.
— Papai — a Ally falou, e meu pai a pegou no colo e me deu um beijo na testa.
— Oi, meus amores, como as minhas mulheres estão lindas? — meu pai falou sorrindo.
— Obrigada, papai. Eu já vou, quero resolver umas coisas antes. Alguém vai comigo? — Perguntei.
— Eu quero — a Ally falou.
— Mas você vai ser a minha mocinha, certo? Eu não posso ficar com você no colo — falei para ela.
Ela pensou um pouquinho, mas logo me beijou.
— Está bem, bonitona. Eu fico como uma mocinha, mas eu quero meu gogó primeiro — ela falou, e minha mãe entregou o copo de princesa rosa com a vitamina.
— Vamos tomando. Tchau, papai. Tchau, mamãe — falei beijando os dois.
— Tchau, papaizinho lindão, amor da minha vida — a Ally falou beijando ele. Não tive como não rir, e o papai a encheu de beijos. — Tchau, mamãe bonitona, que eu amo muito, muito — ela falou. Não tem como meus pais não a mimarem e a tratarem como um bebê.
Fomos andando até o meu carro, e a coloquei na cadeirinha. Como moramos perto da empresa, não demorou muito para chegarmos.
Fui direto para o local do evento com a Ally, e ela estava linda toda de rosa, parecia uma bonequinha.
— Eu posso ir brincar, por favor? — ela pediu e eu deixei, já que estava próxima e vendo a arrumação.
Desde os meus 16 anos, eu gosto de organizar o lugar. No começo, era uma coisa em conjunto, mas hoje eu tomei a frente sozinha. Como vamos lançar hoje a linha de brinquedos para bebês, resolvi fazer tudo no tema de viagem de balão, com muitas nuvens, tudo muito de bebê.
O pessoal da decoração já tinha chegado e estavam enchendo os balões.
— Bom dia, senhorita Garcia — a responsável pela decoração falou.
— Bom dia, Amanda. Estou com uma dúvida, então vamos ver se você concorda comigo — falei e ela começou a sorrir.
— Você quem manda...
— O combinado das nuvens vamos manter. Agora, eu estava pensando na distribuição das mesas. Deste jeito, os pais não conseguem ver seus filhos diretamente. Como queremos que os bebês brinquem, as mães precisam saber que seus filhos estão bem, seguros e gostando dos produtos — falei e comecei a mostrar como eu queria tudo. Fui arrumar os brinquedos do lançamento e quando deu 10h, já estava tudo pronto.
E realmente estava tudo muito lindo, era um lugar do sonhos estava observando todo o lugar quando alguém tocou no meu ombro e sorrir vendo que era a minha avó.
— Nossa filha, Amanda, vocês se superaram este ano. Está perfeito — minha avó falou alisando o meu braço.
— Vovó — falei abraçando-a.
— Menina, como você cresceu rápido assim? Está uma mulherão. E me fala dos namoradinhos, eu quero ter bisnetos... —minha avó é obcecada por bebê, ela enchia o saco da minha mãe e sobrou para mim.
— Mãe, deixa a minha filha, por favor. A vida é dela, se ela quiser namorar, namora. Se não quiser, não namora. — minha mãe falou, vindo em minha defesa, chegando junto com o meu pai.
— Aí, filha, ela é igualzinha a você. Se não der uma pressão, ela não vai casar nunca...
— Sogrinha, eu te amo, mas as minhas filhas são novas demais para se casar, muito menos terem filhos. — meu pai falou para a minha avó.
— Vovó, relaxa, que eu quero ter filhos, só não agora. Eu tenho muita coisa para viver ainda — falei e ela sorriu.
— Pelo menos tenho esperança de que vou conhecer os meus bisnetos — a minha avó falou, dramaticamente.
— Ai, amor, deixa a nossa neta em paz. Ela só tem 22 anos, tem muito para viver — meu avô, Pedro, falou e eu abracei ele.
— Obrigada, vovô — falei e começamos a conversar um pouco até pedir licença e sair com o meu pai.
Conversei com elas e pedi umas trinta vezes para ter o máximo de cuidado, principalmente com os bebês. Eu tinha que ter certeza que ia estava tudo bem e que os bebês iam ser muito bem cuidados.
Tinha acabado de passar as orientações quando vi a Clarissa me observando.
— Você, como mãe, vai ser uma chata — a Clarissa falou, se aproximando.
— Não é questão de ser chata, é questão de cuidado — falei e ela riu
— Você viu o meu irmão? Passei a noite com o Samuel... — ela perguntou e eu sorrir, muito feliz por dia está com uma cara de boba apaixonada.
— Finalmente!, eu não vi o Carlos ainda , mas depois você tem que me conta tudo. — falei e vi que uma das mesas estava falando o arranjo — Eu vou ver se...
— As formigas operárias perto de você são cigarras. Vai lá. Eu vou sentar e espero que você venha nos fazer companhia um pouco — ela falou, sentando-se na mesa da nossa grande família.
Tinha umas coisas para resolver. Não parei um minuto. Tinha que receber as crianças do orfanato e depois fui ver se estava tudo pronto para o lançamento do produto. Depois de verificar que estava tudo indo bem, peguei um algodão doce e me sentei na mesa em que a Clarissa, a Dani e o Carlos estavam.
Eu precisava ver a comida, mas meu pai gosta de fazer isso pessoalmente.
— Finalmente resolveu dar o ar da graça — o Carlos falou e revirei os olhos.
Eles sempre reclamam que não dou atenção para eles nos eventos da empresa.
— Eu estou trabalhando e não de passeio...
— Tá, tá. Deixa isso pra lá, vocês dois. Que história é essa de você vai fazer trabalho na sua casa com o Benjamim? — a Clarissa falou, sorrindo.
— Não vou fazer trabalho só com o Ben, tá ok? E, se fosse, não teria problema. Afinal, até onde eu sei, estou solteira — falei, mais para provocar mesmo, e comi um pouco de algodão doce.
— Espera aí. Você está dizendo que daria uma chance para ele? — a Dani falou, com a boca aberta.
— Ele é legal, mas eu quase matei ele ontem...
— Você deu uma carona de moto? — a Clarissa perguntou e eu fiz que sim com a cabeça.
— Coitado do rapaz. Agora pode desistir, ele já sabe que você é louca — o Carlos falou, mas nem respondi.
Estou ouvindo um choro e posso jurar que é do Gael. Mas só posso estar ficando doida. Mas já estou ouvindo há um tempo. No começo, achei que estava louca, mas agora parece que não, e ele parece estar desesperado.
— Me digam que eu não pirei de vez e vocês também estão ouvindo o choro de bebê? — perguntei a eles.
— Sim, mas relaxa. A mãe já deve estar indo ver — Clarissa falou e eu joguei o algodão em cima da mesa e me levantei de um pulo.
Eu não estou louca. Este é o choro do meu bebê. Tenho certeza que é o choro do Gael. Segui o choro e fui até onde as crianças estavam. Meu olhar foi direto para uma cuidadora que balançava o meu bebê de um lado para o outro. Ele estava todo vermelho de tanto chorar e parecia assustado. Eu não pensei, só entrei. Uma das cuidadoras até se aproximou, mas eu ignorei e literalmente tomei o Gael nos braços.
— Oi, meu amor. Não precisa chorar — falei, e assim que o peguei no colo, ele parou de chorar e começou a procurar o meu peito. Só que não permiti — O que já conversamos, meu amor? Não tem leite — falei para ele.
— Me desculpa. Eu não sabia. Se soubesse, já tinha chamado a senhora. Eu tentei dar o leite, mas ele não quis — ela falou com medo e me entregou a mamadeira.
— Desculpa. É que odeio vê-lo assim — falei, ajeitando-o e medindo a temperatura do leite no pulso. Vi que estava bom e dei para ele, balançando-o.
Ela foi olhar as outras crianças e me sentei no cantinho dando a mamadeira a ele.
— Desculpa não ter vindo logo, eu achei que estava louca, mas não sabia que ia te ver hoje. Mas estou feliz por te ver, meu amor — eu falei e ele olhava para mim atentamente com aqueles olhos azuis penetrantes.
— Quem é você e por que está com o meu irmãozinho? — uma menininha falou parando na minha frente cruzando os braços. Ela era a coisa mais fofa que eu já vi, ela devia ter uns dois ou três anos no máximo.
— Oi, eu sou a tia Analu, eu sou amiga do Gael e da vovó linda. E você, quem é? — perguntei a ela que continuou de cara séria por um tempo.
— Lalissa — ela falou e eu sorri. Como é possível me apaixonar assim tão fácil? E não sei por que ela me lembrava alguém.
— Ah, Larissa, você é muito linda! E eu não vou machucar o Gael, pode brincar à vontade. Eu vou sair um pouco, posso levar o Gael? — perguntei a ela.
— Lala, vem brincar — a Ally a chamou e me viu. — Eu já tenho que ir? —ela perguntou.
— Não, meu amor, só vim ver o Gael que estava chorando. Você pode brincar com a sua amiga, eu estou naquela mesa. Qualquer coisa, vocês vêm até mim, pode ser? — perguntei.
— Sim — as duas falaram pulando.
Coloquei o Gael para arrotar e a cuidadora me deu a bolsa dele, que guardei a mamadeira. Saí linda e plena com o bebê no colo e a bolsa dele no ombro. Fui até a mesa dos meus amigos, coloquei a bolsa dele na cadeira vazia e me sentei com o Gael.
Vi a cara de surpresa dos meus amigos e o olhar de dúvida. O Gael se ajeitou no meu colo e dei o mordedor para ele.
— Quem é este bebê? — a Clarissa foi a primeira a falar.
— Gael, deixa eu te apresentar os seus tios. Está aqui é a tia Clarissa, cuidado com suas bochechas perto dela. Aquele é o tio Carlos, ele é meio louco, mas é muito legal. E esta é a tia Dani, ela também é muito legal. São meus amigos — falei para o bebê, que riu.
— A mãe dele vai ficar louca? — Dani falou.
— Não se preocupe, não — falei cheirando a cabecinha dele. — Não é meu amor?
— Deixa eu pegar um pouquinho — Carlos falou e veio até mim. — Vem com o titio, vem — ele falou brincando e pegou ele, que começou a chorar e eu tomei na mesma hora.
— Pronto, pronto, não precisa chorar, meu amor — falei ficando em pé e o balançando. — Ele é bonzinho, não tem que chorar — falei com o Gael e a cara dos três era um misto de confusão com uma grande interrogação.
— Magoo Gael... — o Carlos falou.
— Não leva para o lado pessoal, titio. Eu estou enjoadinho, mas eu não sou o bebê mais lindo do mundo? — falei fazendo aquela voz que usamos quando falamos com bebês.
— Ele é lindo mesmo, mas onde você tirou este bebê, Ana Laura? — a Clarissa perguntou séria.
— Clarissa, eu não roubei, tá bom? Daqui a pouco eu devolvo quando ele ficar mais calmo. Ele estava estressado em ver tanta gente estranha — falei e só aí notei que ele já estava com a mão no meu seio.
— Gael... — repreendi ele, que riu. E é bom vê-lo assim, rindo.
— Ah, entendi. Você, Gael, não me quer porque não tenho seios. Vai, Dani, tenta — o Carlos falou, mas ela tentou tirar e ele me agarrou.
Ficamos ali um tempinho. O Carlos pegou um pouco de comida para mim, eu estava com fome. Tentei comer um pouquinho, aproveitando que o Gael estava ocupado com o mordedor.
A minha mãe se aproximou de mim.
— Este é o Gael? — a minha mãe perguntou e eu sorri.
— Sim, não é o bebê mais lindo do mundo, mãe? — perguntei a ela sorrindo e ela me olhou da mesma forma das últimas vezes.
— Ele é lindo. Oi, Gael, você vem? — a minha mãe o chamou e ele se escondeu no meu pescoço.
— Ah, tia, ele não sai do colo da Analu, não. Só o dela tem açúcar — o Carlos falou.
— Ele está enjoadinho e ainda mais assim rodeado de estranhos — falei e a minha mãe beijou a minha cabeça.
— Titia — ouvi a voz da Larissa e me virei. Ela vinha com a Ally.
— Analu, a Lalá quer você, mas você é minha, não dela nem do bebê. Eu cheguei primeiro — a Ally falou.
— Tem Analu para todo mundo, certo Ally? E vocês não são amigas? Não podem brigar — falei e a Lala veio até mim esticando os braços. Ajeitei o Gael e peguei ela no colo. — O que foi, meu amor? — perguntei a ela.
— Eu só quelo colinho — ela falou, e eu sorri.
— Ah, tá certo — beijei a bochecha dela.
— E quem é está? — a minha mãe perguntou com a Ally no colo.
— Ela é a Larissa, irmã do Gael...
— Ela é minha amiga, né Lala? — a Ally falou.
— Sou sim, titia — ela me chamou, e abaixei a cabeça. — Eu quero fazer cocô, posso fazer na fraldinha? — ela perguntou.
— Vem, vamos com a titia — coloquei ela no chão. Nem tentei dar o Gael para ela, porque já sabia que ele não ia com ninguém.
— Vocês vão para onde? — a Ally perguntou.
— No banheiro — falei, e ela saiu do colo da mamãe.
— Eu vou também, vem Lala, me dê a mão, que eu sou a mais velha — a Ally falou.
Segurei a risada e peguei a bolsa, vai que não dá tempo.
Fomos até o banheiro infantil.
— Que lindo aqui, é tudo lindo. Você trabalha aqui? — a Lala perguntou.
— Sim, eu trabalho — falei sorrindo com a inteligência dela. — Ally, vou te dar uma tarefa de alta responsabilidade — falei, e ela sorriu. Coloque o trocador no chão, e o Gael sentadinho. Olha ele por dois minutinhos.
— Titia, eu não sei se... — ela falou, e corri, porque ela está de vestido. Foi rapidinho, me abaixei e fiquei do lado dela porque ela pediu a minha mão.
©©©©©©©©©©©©©©
Continua....
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Lucia Carneiro
Que lindo, a Analu já tá sendo a mãe das crianças, antes de namorar com o Bernardo. ❤❤❤❤❤❤
2023-11-30
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