Capítulo 16

...ANA LAURA (Analu)...

No final, deu tudo certo. O evento foi perfeito, e eu passei a maior parte do tempo do lado de fora, olhando o Gael e a Larissa.

Me sentei no chão para colocar o Gael dentro da piscina de bolinhas, pois ele estava encantado com as bolas vermelhas.

- Achei vocês - o Benjamim falou, e eu sorri. Ele se sentou ao meu lado - Não me deixe sozinho, a sua avó queria saber de coisas demais - ele falou horrorizado e começou a brincar com o Gael.

- Desculpa te colocar nesta situação - falei brincando com o Gael.

- Na verdade, estou surpreso. Por que vocês fazem isso? Essas pessoas da comunidade não têm as condições necessárias para comprar os brinquedos da Toytoy's...

- Exatamente por isso. Veja a expressão dessas crianças, e a dos pais também. Isso não tem preço. E de que adianta trabalhar tanto para fazer tantos brinquedos, se nem todas as crianças podem brincar...?

- Isso é muito bonito, sabia? Nem todas as pessoas se prestam a fazer algo assim, sem câmeras, sem motivação além de ajudar...

- Minha mãe sempre dizia que o que a mão direita faz de coração, nem a mão esquerda precisa saber...

- Ninguém sabe o que você fez pelo Gael? - ele perguntou.

- Não por mim. Eu fiz de coração, e faria quantas vezes fosse necessário, o que fosse necessário - falei sendo bem sincera o amor que eu sinto pelo Gael eu seria capaz de da minha vida por ele.

- Você gosta muito dele, né? - ele perguntou. E seria tão mais simples se eu só gostasse do Gael, mas a verdade é que esse homem na minha frente mexe demais comigo...

- Eu amo o Gael - falei, vendo o Gael passar a bolinha de uma mão para a outra.

- Papai - ouvimos a Larissa vir chorando e se jogou nos braços dele, e fiquei confusa.

- O que aconteceu? - o Benjamim perguntou, abraçando-a.

- A vovó Sandra está aqui. Ela queria me levar, mas a tia Alice não deixou - ela falou aos prantos, e queria fazer algo para ajudar.

- Ela não vai te levar para lugar nenhum - ele falou. Me aproximei dos dois, eu não queria ver a minha menininha daquele jeitinho.

- Ninguém vai tirar você do seu papai, meu amorzinho. Ninguém vai te machucar - falei, tocando suas costas e acariciando. - Quer ir embora? - Perguntei a ela.

- Sim, titia. Eu estou com medo dela me levar - ela falou, com os olhos cheios de lágrimas.

- Ninguém vai te levar, escutar a titia, ninguém vai te tirar do seu pai. Eu também não deixo - falei e beijei sua cabecinha. - Vamos, Benjamim. Se ela não está bem, é melhor irmos embora - falei, me levantando e pegando o Gael.

- Eu vou de ônibus, você não tem que fazer um discurso...

- Meu pai faz. Só tenho que avisar, não vou ficar bem sabendo que ela está assim - falei, e ele assentiu e se levantou.

Fomos até onde meus pais estavam, e Alice estava no colo do meu pai. Pela cara dele, parecia que ia matar alguém. Alguma coisa aconteceu.

- O que aconteceu? - perguntei assim que encostei na mesa.

- Uma mulher tentou pegar a Lala, mas eu não deixei. Ela tentou me bater, mas o tio Léo não deixou. Ela machucou meu braço - Alice falou, mostrando o braço.

- Estou aqui tão louca que se está melhor cruzasse o meu caminho eu acabava com ela - minha mãe falou.

- E essa cobra, onde está? - perguntei para meu tio.

- Eu a tirei daqui. Onde já se viu machucar criancinhas? Olha a Larissa, ela está em choque - meu tio falou, ao ver a Lala agarrada no pescoço do pai.

- Já vamos. Ela está muito nervosa - falei para eles.

- Viu, pode deixar a Ally - minha mãe se levantou e abraçou o Benjamim - Foi um prazer te conhecer e desculpa qualquer coisa - ela falou, dando um beijo na Larissa - Não precisa ter medo, minha linda. Não vamos deixar ninguém fazer nada com você - ela falou, fazendo carinho na Larissa.

- Tchau, dona Taylor. E eu quem peço desculpas, mas é melhor irmos para casa - o Benjamim falou para minha mãe - E foi um prazer conhecer todos vocês. E Alice, muito obrigado, você foi muito corajosa - ele falou, e minha irmã sorriu.

- Não foi nada, Benben. Só defendi minha sobrinha. Mas esse negócio de ser tia não é fácil, viu? - ela falou, nos fazendo rir - E você, Gael. Estou muito chateada por você não vir para o meu colo. Eu sou sua titia - ela falou revoltada, e o Gael deu a bolinha vermelha para ela com um sorriso.

- Nicolas, é definitivo. Este é seu neto mesmo. Olha essa carinha safada - meu tio Téo falou sorrindo, mas a cara do meu pai com a palavra "neto" não foi a das melhores.

- Verdade, Téo. Ele fez a mesma cara lisa que o Nick quando quer pedir perdão - minha mãe falou, rindo - Meu amor, não seja safado como seu avô, ouviu?

- Taylor - meu pai a repreendeu.

- Ai, amor, olha essa carinha safada - minha mãe falou, e meu pai sorriu.

- As pessoas não nos entendem, Gael. Ser bonito e charmoso assim não é para qualquer um - meu pai falou, e o Gael deu uma gargalhada gostosa.

- E você ainda concorda - falei com o bebê, que sorriu.

- Já vão? - dona Marta falou, se aproximando.

- Sim - respondi.

- Nicolas, seu neto é a sua cara....

- Estávamos falando disso agora, dona Marta - o tio Léo falou - O Gael vai dar trabalho...

- Ben, vamos embora antes que sobre para você também - falei, e o Ben sorriu.

- Já? Eu nem pude dar uns beijinhos neste bebê lindo - a Marta falou, tentando pegá-lo. O Gael praticamente enfiou a cabeça entre os meus seios - Ele tem quantos meses? - ela perguntou.

- 8 meses - falei, me ajeitando antes que mostrasse meu sutiã.

- É a fase pior do bebê...

- Não fala isso. À noite ele está acordando mais, mas ele está todo atrasado. Ainda não engatinha - o Benjamim começou a falar com a Marta.

- Cada criança tem o seu tempo. Olha a Ariel e a Aurora, a Ariel com sete meses já engatinhava pela casa toda, a Aurora só foi fazer isso depois dos 10 meses. E estão bem. Cada bebê tem o seu tempo. Não se preocupe - minha mãe falou, aproveitando para dar um beijinho no Gael.

- Tchau - falei, antes que não conseguíssemos sair.

Ajeitamos os dois no carro, e o Gael chorou um pouco, mas ficou na cadeirinha. No meio do caminho, os dois acabaram adormecendo, mas o Benjamim estava distante.

Não sabia se deveria falar alguma coisa ou só continuar dirigindo. Abaixei o som para não acordar os bebês. Afinal de contas, a Lalá vai fazer três anos, é praticamente um bebê.

- Desculpa pelo braço da sua irmã. Sua família nos abraçou, principalmente os meus filhos, e isso aconteceu...

- Não foi culpa sua, foi daquela senhora - falei, apertando o volante com raiva.

- Ela é a avó deles, mas é uma mulher horrível. Ela queria a guarda do Gael. Eu tenho a guarda provisória dos dois, mas ela alega que não tenho condições de cuidar de um bebê.

- Não podem tirar um filho do pai. Não podem tirar o Gael dele. Só de pensar nisso, meu corpo todo dói.

- Esse é o problema, Analu, eu não sou o pai deles. Quando ele falou isso, eu não entendi mais nada e estacionei o carro em um estacionamento de fast food.

- Por favor, me explica essa história toda. Como você não é o pai deles, Benjamim? - falei tirando o cinto para me virar para ele.

- Podemos conversar na minha casa? - ele perguntou.

- Você solta a bomba e depois quer que eu espere pacientemente. Essa senhora poderia ter machucado a Larissa e ela é praticamente um bebê. Se o meu tio não estivesse por perto, então por favor, me fala. Se não quiser me contar tudo, eu vou entender. Não sou nada sua, estou literalmente invadindo a sua vida. Mas agora que começou, termina - falei me sentando de pernas cruzadas, virada para ele, com as costas encostadas na porta do carro.

- Eu vou te contar tudo, mas você acha que dá para conversar em um carro no estacionamento de uma lanchonete com dois bebês sentados no banco de trás e dormindo?

- Nós só vamos conversar e eles estão dormindo. Mas, se você realmente acha necessário, podemos ir para sua casa - falei e ia me ajeitar quando ele tirou o cinto de segurança e sentou do mesmo jeito que eu estou sentada.

- Quando a minha mãe morreu, eu fiquei responsável pela minha irmã mais nova, a Bianca. Eu já tinha 18 anos e ela ia completar 15 anos. Foram tempos muito difíceis e, por sorte, a dona Lindalva nos acolheu. Só que a minha irmã começou a andar com pessoas erradas e namorar o Jonathan, filho da Sandra. Só que eu era totalmente contra o relacionamento. Ela só tinha 16 anos e ele tinha 24 anos e cinco filhos aos quais ele não dava a menor atenção. Além disso, ele já tinha sido preso quatro vezes. Por mais que eu conversasse com a Bianca, não adiantava muita coisa. Ela falava que amava ele e que eu não podia me meter na vida dela. Não demorou muito para ela ficar grávida. Ela ia fazer 17 anos e estava assustada. O idiota disse que não ia assumir a criança. Eu não podia abandonar a minha irmã, mas ela foi atrás dele e, no fim, ele a levou, mesmo eu pedindo. Eu ia dar um jeito de cuidar das duas, mas não foi a escolha dela... - ele falava e estava tão triste que sentia a culpa no tom de voz. Peguei na mão dele.

Ele já estava chorando quando falou da morte da irmã, e eu não sabia o que falar. Afinal, ele tinha perdido a mãe e a irmã, então se ver sozinho no mundo e receber dois bebês de repente é muita coisa para uma só pessoa.

- Desculpa, estou chorando. É que às vezes é difícil lembrar. Eu não conto para ninguém sobre a minha vida. Muitas vezes, prefiro que achem que sou um babaca do que tenham pena de mim - ele falou olhando nos meus olhos. - Pena é um sentimento horrível.

- Benjamim, eu não tenho pena de você. Na verdade, eu te admiro mais do que já admirava. Você estava fazendo o seu melhor, está se doando para os seus filhos. E me escuta bem, nunca mais diga que você não é pai deles. Pai é quem cria com amor, e é exatamente isso que você faz. E olha, sei que estou sendo invasiva, mas eu quero te pedir uma coisa - falei com um pouco de receio da sua resposta.

- Pode pedir, Ana Laura - ele falou e me ajeitei para limpar o rosto dele, que estava coberto de lágrimas.

- Deixa eu fazer parte da vida deles. Não quero tomar o lugar de ninguém... - falei e parei de falar quando vi o seu olhar de surpresa. Estávamos muito próximos, minhas mãos ainda estavam no seu rosto e senti borboletas no meu estômago.

- Eu não separaria vocês três. Eles já perderam muito nesta vida - ele falou olhando nos meus olhos e vi sinceridade. Essa é uma das coisas que mais gosto no Benjamim. Sinto que ele é verdadeiro.

- Obrigada, sério. Não sei explicar o quanto eles são importantes. E saiba que você pode contar comigo...

- Eu acredito que a minha irmã colocou você na vida deles - ele falou e sorri. Ele se aproximou de mim. - Você é incrível, sério. Mulher maravilha - sorri. Não sei porque ele me chama assim, mas amo ouvir esse apelido. Estávamos tão próximos que podia ouvir a respiração, nossos narizes se encostaram, e quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, escuto alguém batendo no vidro. Me afasto bruscamente.

Era um segurança e ele pediu para abaixarmos as janelas. Assim fizemos.

- Este é um lugar de família. Se vocês querem ter algo mais íntimo, tem um motel na saída da cidade...

- Desculpa, é que as crianças dormiram... - comecei para tentar diminuir a vergonha.

- Sim, nosso filhinho não está dormindo muito bem, então paramos e não queríamos acordá-los...

- Ele fica muito enjoado, mas desculpa se preferir, nós iremos para a concorrência...

- Não, mil desculpas. Podem ficar à vontade - ele falou e saiu. Eu coloquei a mão no rosto.

- Hoje eu tirei o dia para passar vergonha, só pode - falei, abaixando a cabeça no volante.

- Vamos embora? - ele perguntou.

- Não agora. Vamos comprar o lanche, e eu já estou com fome - falei e ele começou a rir.

- Não é para menos, eu não te vi comendo nada - ele falou.

- Quando estou trabalhando, esqueço de comer. Minha mãe fala que eu herdei este defeito dela, trabalho demais - falei e ele sorriu.

- Então você não é uma patricinha que recebe tudo de mão beijada - eu comecei a rir.

- Eu cheguei na vida dos meus pais no tempo das vacas magras. Meu pai quase perdeu a empresa e minha mãe está desempregada, mas eles me ensinaram que o dinheiro não compra o mais importante: o amor, o carinho. Eles são como sementes que nós plantamos e cuidamos com muito carinho para o nosso jardim ficar lindo - falei e ele sorriu.

- Realmente, a sua família não parece ser daquelas ricas esnobes, pelo contrário...

Ficamos conversando por um tempo sobre várias coisas. Até que os dois acordaram e fomos fazer um lanche. Deixei os três em casa, mas era uma nova sensação, uma sensação de vazio por não tê-los por perto, mesmo estando na minha casa lotada.

©©©©©©©©©©

Continua...

Mais populares

Comments

Rosangela Barbosa de Araújo Sirva

Rosangela Barbosa de Araújo Sirva

isso é bíblico, e hj em dia se não mostrarem nas redes sócias ñ dorme bem , tudo bando de hipócritas

2024-06-09

1

'Jéssica

'Jéssica

Que amorzinhos 🥰

2023-11-20

1

Liliane

Liliane

esses dois, assume logo esse sentimento.

2023-11-18

1

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Capítulos
1 Prólogo
2 Capítulo 1
3 Capítulo 2
4 Capítulo 3
5 Capítulo 4
6 Capítulo 5
7 Capítulo 6
8 Capítulo 7
9 Capítulo 8
10 Capítulo 9
11 Capítulo 10
12 Capítulo 11
13 Capítulo 12
14 Capítulo 13
15 Capítulo 14
16 Capítulo 15
17 Capítulo 16
18 Capítulo 17
19 Capítulo 18
20 Capítulo 19
21 Bônus do Nicolas
22 Capítulo 20
23 Capítulo 21
24 Capítulo 22
25 Capítulo 23
26 Capítulo 24
27 Capítulo 25
28 Capítulo 26
29 Capítulo 27
30 Capítulo 28
31 Capítulo 29
32 Capítulo 30
33 Capítulo 31
34 Capítulo 32
35 Capítulo 33
36 Capítulo 34
37 Capítulo 35
38 Capítulo 36
39 Capítulo 37
40 Capítulo 38
41 Capítulo 39
42 Capítulo 40
43 Capítulo 41
44 Capítulo 42
45 Capítulo 43
46 Capítulo 44
47 Capítulo 45
48 Bônus da Taylor
49 Capítulo 46
50 Bônus Nícolas
51 Capítulo 47
52 Personagens
53 Capítulo 48
54 Capítulo 49
55 Capítulo 50
56 Capítulo 51
57 Capítulo 52
58 Capítulo 53
59 Capítulo 54
60 Capítulo 55
61 Capítulo 56
62 Capítulo 57
63 Capítulo 58
64 Capítulo 59
65 Capítulo 60
66 Capítulo 61
67 Capítulo 62
68 Capítulo 63
69 Capítulo 64
70 Capítulo 65
71 Capítulo 66
72 Capítulo 67
73 Capítulo 68
74 Capítulo 69
75 Capítulo 70
76 Capítulo 71
77 Capítulo 72
78 Capítulo 73
79 Capítulo 74
80 Capítulo 75
81 Bônus da Alexandra
82 Capítulo 76
83 Capítulo 77
84 Capítulo 78
85 Capítulo 79
86 Capítulo 80
87 Capítulo 81
88 Capítulo 82
89 Capítulo 83
90 Bônus do Miguel
91 Capítulo 84
92 Capítulo 85
93 Bônus Gustavo
94 Capítulo 86
95 Capítulo 87
96 Capítulo 88
97 Capítulo 89
98 Capítulo 90
99 Capítulo 91
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101 Capítulo 93
102 Capítulo 94
103 Capítulo 95
104 Capítulo 96
105 Capítulo 97
106 Capítulo 98
107 Capítulo 99
108 Capítulo 100
109 Epílogo
Capítulos

Atualizado até capítulo 109

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Prólogo
2
Capítulo 1
3
Capítulo 2
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Capítulo 3
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6
Capítulo 5
7
Capítulo 6
8
Capítulo 7
9
Capítulo 8
10
Capítulo 9
11
Capítulo 10
12
Capítulo 11
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Capítulo 12
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Capítulo 13
15
Capítulo 14
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Capítulo 15
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Capítulo 100
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