...Ana Laura (Analu)...
Acordei um pouco mais tarde, já que o papai ia levar as meninas para a escola e a mamãe ia acordar o resto da tropa. Não precisei ter tanta pressa.
— Bom dia família — falei assim que cheguei na mesa.
Eu tive um sonho maravilhoso com o Benjamin, e sinceramente eu acho que todos tem razão mesmo eu não querendo admitir.
Mas eu com certeza acordei muito feliz.
— Bom dia, filha — meu pai respondeu. —Você realmente estava precisando dormir na cama, está radiante. — Fui até ele e dei um beijo na testa, passando por todos na mesa antes de sentar no meu lugar.
Tomamos café da manhã rindo muito, a mamãe contando como em Tóquio enquanto as meninas queriam fala uma por cima da outra sobre estes dias longe uma da outra no final era a nossa bagunça de sempre.
Depois do café peguei a minha moto e fui trabalhar. Eu precisava andar de moto, pois me sinto livre, não sei desde que comecei a andar eu comecei a ter uma seção de liberdade e não vejo a hora de volta a competir no motocross.
Cheguei antes do horário e adiantei algumas coisas para a finalização do processo. Meu dia foi super tranquilo, não tive nenhum estresse com o Edy, o que era novidade.
E como já estava mais tranquilo não fiz hora extra voltei para minha casa queria comer uma comidinha feita pela minha mãe antes de ir para faculdade.
Cheguei em casa e minha mãe estava na cozinha. E aproveitei para ajudá-la eu sempre aproveito todo tempo possível para ficar com ela, principalmente quando as minhas irmãs não estão, para conversar um pouco a verdade é que eu não conseguia para de pensar nos meus garotos quando não estava pensando no Benjamim eu pensava no Gael aquele bebê tinha ganhado meu coração só com sorriso.
— Estou precisando de três estagiários para um projeto — minha mãe trocou o assunto da comida do nada — Será que o seu namorado toparia? Assim, eu o conheceria melhor o meu genro.
—Que namorado? — perguntei, sabendo de quem ela estava falando.
Mas a minha mãe não é nem doida de vim com uma desta.
— Sempre quis fazer isso e realmente é legal estar do outro lado — disse a minha mãe. — Mas o trabalho é sério. Você acha que o rapaz aceitaria? É uma oportunidade única, você sabe disso.
— Mas você só estaria oferecendo o trabalho porque estou interessada nele? — perguntei a ela meio que sabendo a resposta.
— É
— Mamãe, não. É por isso que eu não chego perto de engenheiros.
— Tudo bem, mas estou curiosa para conhecê-lo. Mas vou ter paciência, não se preocupe. E amanhã, como vai ser? Conseguiu desenvolver algum produto? — ela perguntou.
— Sim, o Gael me ajudou bastante — falei, e ela me olhou com a mesma cara de ontem à noite. — O que foi, mãe?
— Nada, só estava pensando em outras coisas.
Uma sensação ruim veio em mim novamente quando pensei no Gael. Mas é uma loucura, mal conheço o Gael.
— Mãe, vou me arrumar para ir. Hoje tenho um trabalho e quero chegar cedo para poder ver o Gael, eu tô com uma dorzinha no peito só de pensar nele — falei lavando indo até a pia, mas minha mãe pegou nas minhas mãos e olhou no fundo dos meus olhos.
— Você é uma mulher maravilhosa — minha mãe falou depositando um beijo na minha bochecha. — Siga o seu coração — ela falou lavai as minhas mão e fui para o meu quarto.
Me arrumei e peguei minha bolsa, arrumando-a rapidamente. Vesti um macacão que amo usar quando estou de moto, e meu pai quase tem um troço toda vez que pensa que eu não sou uma princesinha.
Saí do quarto e desci. Hoje as meninas passam a tarde na aula de inglês, então minha mãe aproveita para descansar.
— Estou indo, mamãe — avisei pegando meu capacete.
— Nossa, essa produção toda é para o engenheirozinho — minha mãe falou sorrindo.
Revirei os olhos sem acreditar que a minha está falando isso.
— Tchau, mamãe — falei mandando beijo e saindo de casa indo em direção da minha moto.
Subi na minha moto e acelerei, sentindo o vento em meus cabelos. Adoro correr, mas não faço isso sempre, apenas nos domingos em uma pista específica. Meu pai nem sonha, já minha mãe me apoia.
Cheguei na universidade faltando 15 minutos para as 16h. O quiosque ficava um pouco distante, praticamente do meu bloco ele ficava do outro lado do estacionamento.
Comecei a andar em direção à praça de alimentação e não precisei ir muito longe para ouvir um chorinho agudo. Já sabia de quem era aquele choro, então acelerei o passo e vi que hoje a senhorinha não estava sozinha. Havia um rapazinho que segurava o Gael, todo vermelho de tanto chorar, no colo.
— Oi, o que aconteceu? — Perguntei, já preocupada. Assim que o Gael me viu, esticou as mãozinhas para mim e o peguei sem nem perguntar se podia. Comecei a balançá-lo.
— Oi, ele está com dor. Ele tem otite crônica e está tendo um ataque — a senhorinha falou.
— Por que não o levou no hospital ele precisa ir na urgência? O coitadinho está com dor — falei, um pouco chateada. Se fosse meu filho, não sei o que faria. Estava com raiva deles por deixarem um bebê chorando daquele jeito.
— Ah, menina, eu já levei de manhã. Ele até estava melhorzinho, mas a dor voltou. Ainda não tenho dinheiro para comprar os remédios, o pai dele está tentando arranjar, ele trabalha muito, mas os medicamentos são caros, estamos tentando...
— A receita está aqui? — Perguntei, sem pensar. Ela abriu uma bolsa, visivelmente nervosa. Com certeza, ela estava fazendo o possível e ali estava eu, julgando-a.
Isso fez lembrar de quando eu fiquei doente e meu pai ficou desesperado porque não tinha dinheiro para comprar meus medicamentos e até pensou em me deixar em um abrigo, mas a minha mãe se juntou com os vizinhos para ajudar, e mesmo todos odiando o meu pai na época pensaram em mim.
Ela me entregou a receita e entreguei o Gael para ela, mesmo ele não querendo ir.
— Eu vou rapidinho e já volto. Fica com a vovó, é rapidinho — falei, depositando um beijinho na testa dele, e saí de lá o mais rápido possível.
Fui o mais rápido que pude até uma farmácia próxima da universidade, para minha sorte não tinha quase ninguém e logo um farmacêutica veio me atender
— Boa tarde, em que posso te ajudar? — A farmacêutica falou sorrindo.
— Por favor, eu gostaria de todos esses medicamentos — entreguei a receita para ela.
— Você vai querer a quantidade para os 90 dias? — ela perguntou.
— Sim, por favor. Estou com pressa, meu bebezinho está com muita dor — falei para ela, que olhou para o meu corpo e só então notei que havia dito que ele era meu, mas não ia me corrigir.
— Pode ser genérico, é mais barato e é a mesma coisa...
— Não, se o médico prescreveu específico, eu não quero genérico — falei, e ela me olhou, mas fez o que eu pedi.
— Pronto, dá R$ 947,80. Podemos parcelar em cinco vezes...
— Não, é no pix mesmo — falei, e ela me entregou o QR code e me deu a segunda via da receita.
Não era à toa que ela não tinha o dinheiro. Aqueles remédios eram muito caros. Arrumei e guardei a nota na carteira junto com os cartões, coloquei a bolsa de remédios na minha bolsa. Havia muitas caixas e remédios muito fortes para um bebê.
Dá até pena ver que o meu bebezinho precisa tomar tanto remédio.
Não demorei a voltar para o quiosque e ele estava do mesmo jeito. Entreguei a bolsa com a receita para ela, coloquei o capacete em cima da bancada e peguei o Gael, que se jogou em direção a mim.
A mulher olhou para mim sem acreditar, mas não demorou a ver os remédios. Ele chorava tanto que parecia que estavam cortando o meu coração. Depois de dar os remédios, ele colocou a mão no meu seio e não falei nada, percebendo que ele estava querendo dormir, mas também estava tão dopado com tantos remédios.
E só fiquei ninando ele com todo o meu carinho.
— Não tenho nem palavras para agradecer, mas não se preocupe, assim que eu tiver o dinheiro, eu te devolvo — a senhorinha falou, olhando para nós dois.
— Não precisa, fiz de coração. Se vocês tentarem, vou ficar ofendida. Pelo menos agora ele está melhor — falei, balançando-o.
— Você deve ser o anjo da guarda dele, e não sabia mais como fazer para ajudá-lo — ela falou, com lágrimas nos olhos.
Sinceramente, nenhuma mãe ou avó deveria passar por essa situação, tentar ajudar os filhos e não poder.
— Mas agora ele está melhor. Pense assim. Acho que você deveria avisar a mãe dele, ela deve estar louca, se fosse o meu filho eu estaria louca — falei para ela.
— A mãe dele nos deixou quando ele tinha um mês — ela falou, triste.
— Desculpa...
— Tudo bem, você não tinha como saber. Mas qual é o seu nome? — ela me perguntou.
— Meus amigos me chamam de Analu, e o seu? — Perguntei a ela que sorriu para mim .
— Lindalva, mas pode me chamar de vovó Linda, é como todos me chamam.
Nós apresentamos e estava ninando o Gael com muito carinho.
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^^^Continua...^^^
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Ana
História muito boa
2023-11-22
1
ynara santos
um livro tão bom
2023-10-31
0
Leticia Fraga
vou postar amanhã me desculpa a demora
2023-10-29
1