...Ana Laura (Analu)...
"Dormir é para os fracos." Já são mais de sete da manhã e o Benjamin está dormindo no sofá. Vencida pelo cansaço, eu já estou com os braços doendo de tanto balançar o Gael. Mas ele só tiverava breves cochilos e se tivesse ele dos meus braços ele fazia um escândalo.
E eu também não estou muito bem estou tentando me fazer de forte, mas já tem dois dias que estou sentindo muita dor no seios e eles estão inchados e está noite foi pior ele mexia e doía ainda mais além da minha febre, mas eu tinha que pensar unicamente no Gael.
- Meu amorzinho, eu preciso muito, muito mesmo ir no banheiro. Você pode ficar só um minutinho sem chorar para não acordar o papai - falei para ele e quando fui colocá-lo no tapete, ele já fez carinha de choro. — Como vamos fazer? Eu vou fazer xixi nas calças...
- Papai, xixi, papai, xixi - ouvi o meu pai falando e rindo. - Lembra disso - ele falou e eu sorri.
- Sim, papai, você fica com ele dois minutinhos. Eu preciso muito fazer xixi - pedi. Ele veio até mim e pegou o Gael do meu colo, mas o bebê já ia começar a chorar.
- Vem cá, não chora. Nós já somos amigos, lembra? - meu pai falou, balançando o bebê, e literalmente saí correndo para o banheiro perto da sala. Eu terminei e lavei o rosto. Coitado do Benjamin, ele é muito forte, porque fazer tudo isso sozinho não é para qualquer um.
Saí do banheiro e não encontrei o meu pai na sala com o Gael, então fui procurar. Não os encontrei na cozinha e também não estavam nos escritórios. Subi as escadas e ouvi risadas vindo do quarto da Alice e da Ally. Abri a porta e vi que era a Ally e a Larissa brincando. Sorri ao vê-las se divertindo.
- Analu! - a Ally falou.
- Titia! - a Larissa falou e veio correndo até mim, pedindo colo, e eu a peguei no colo, mesmo com os braços e a coluna já doendo.
- Oi, princesas! O que vocês estão fazendo? - Perguntei, beijando a Larissa.
- E o meu? - a Ally perguntou, e dei um beijo nela também.
- Cadê o meu papai? - a Lala perguntou.
- Ele está dormindo...
- Eu disse que o seu pai está dormindo com a Analu, igual ao papai e a mamãezinha - a Ally falou com um sorriso no rosto.
- É verdade? - a Lala perguntou sorridente, com o brilho no olhar.
- Não, eu não dormi com o seu papai - falei e o sorriso dela morreu. - Vou deixar vocês brincando e vou ver o Gael...
- Agora é tudo o Gael, você só ama o Gael - a Ally falou fazendo bico.
- Não é assim. Eu não amo só o Gael. O amor não funciona assim. Eu amo todo mundo, e você sempre será o meu xodózinho. Mas o Gael é muito pequeno e ele ainda não sabe andar nem falar. Ele precisa de mais cuidado, mas não quer dizer que eu amo mais ele, entenderam? - perguntei às duas.
- Sim, o papai já me explicou - a Lala falou, e beijei a cabeça dela.
- Tá bom. Você deixa a Lala ir comigo no pula pula? - a Ally perguntou.
- Pode sim, mas não pode correr na escada e tem que fechar o pula pula...
- Vem, Lala. E eu tomo conta dela. Eu já tenho cinco anos, e a Alice falou que eu sou tia dela - agora foi que deu.
- Vamos - a Lala falou, e as duas saíram. Aproveitei para enrolar a Alice e fui atrás do meu pai, mas ele nem a mamãe estavam no quarto e também não ouvi o choro do Gael.
Desci e fui para o jardim. Fiquei mais aliviada ao ver que meus pais estavam com ele. Minha mãe me viu e fez um gesto com a mão para que eu não me aproximasse. Então, voltei para a sala e me deitei no outro sofá. Só precisei fechar os olhos para dormir.
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...-...
Falem baixinho, vão acordar a Analu e o Benjamim - ouvi a voz distante do meu pai.
Eu adorei com um barulho, mas estava tão cansada que não consegui abrir os olhos, meu corpo inteiro dois e se tinha uma queimação na parte do seio, mas tentava ignorar a doe para poder ouvi a conversa do meu pai com a minhas irmãs.
- Isso não é justo, papai. A Analu pode trazer o namorado para dormir aqui. Quando se trata de nós duas, não podemos trazer nem os nossos amigos....- reclamei ainda de olhos fechados.
— O Benjamim não é meu namorado — falei, abrindo os olhos, porque o Benjamim ainda não é o meu namorado.
- Tá bom, nós vamos fingir que acreditamos nessa história toda - a Ariel respondeu.
- Se eu estivesse namorando, não teria porque esconder. Eu tenho 22 anos, sou maior de idade e muito bem vacinada. Então, se estou dizendo que não namoro, é porque não namoro. E pai, cadê o meu bebê? - perguntei, confusa, e os três estavam olhando para mim de um jeito estranho.
Como se tivesse alguma estranha comigo e realmente não entendia a cara de espanto.
- Seu seio - a Aurora falou.
- Nem me fale, ele está doente de tanto que o Gael ficou puxando, e está pesado, tá estranho, Mas onde o Gael está? - perguntei novamente.
- Ele está com a sua mãe - meu pai falou e parecia horrorizado — Eu não sei lidar com isso - meu pai falou e saiu, e não entendi nada.
- Ana Laura, seu seio - a Ariel falou e olhei para baixo.
Não sei como o meu vestido estava todo manchado no lugar dos seios e todo molhado, eu não sei como isso era possível fiquei no meu sei e realmente estava saindo mais algum líquido eu comecei até a ter um ataque ao ver que eu não estava sonhando
- Como?, Me digam que vocês estão fazendo alguma brincadeira, onde já se viu - falei para as duas. Meu seio direito estava vazando, isso era loucura demais.
- Não fizemos nada. Será que você não está grávida? Você já viu aquele programa 'Eu Não Sabia Que Estava Grávida', vai que... - a Ariel começou.
- E você está com a menstruação atrasada, você não comentou que já era o segundo mês... - a Aurora completou.
- Não tem como, para estar grávida antes é preciso transar, e eu nunca fiz isso. Por favor, me falem que é brincadeira de vocês - falei, surtando de vez.
- Vou chamar a mamãe, e é melhor trocar de roupa - a Aurora falou, e subi.
Como pode isso? Agora era só o que faltava, estou com algum problema. Subi as escadas correndo e entrei no meu quarto e tirei o vestido. Não era brincadeira, meu sutiã branco estava mostrando meu seio, devido ao líquido que estava saindo.
Eu realmente não nunca tinha visto nada parecido sim já tinha visto mulher com o leite vazando, mas todas eram mães e eu não por que isso está acontecendo comigo.
— O que foi que aconteceu meu amor? Seu pai e a Aurora estavam meio que surtando, não me falaram nada... — minha mãe falou, e me virei para ela e sua expressão também foi de choque.
— Eu também estou surtando, tem como ligar para algum médico? Isso não é normal, e não peça para me acalmar, por favor. Isso nunca aconteceu, e isso não é normal — falei desesperada.
— Eu vou ligar para a doutora Torres — minha mãe falou pegando o celular. — Eu nunca vi uma coisa dessa...
— Mamãe, a senhora não está me ajudando falando isso — falei, colocando as mãos na cintura.
Minha mãe colocou o celular no viva-voz, e fiquei impaciente esperando ela atender.
Ligação on
— Bom dia, Taylor. Por favor, não me diga que você está grávida de novo — a doutora Torres falou, e bem, ela já faz meio parte da família.
— Não aconteceu uma coisa hoje com a Analu, e nos deixou preocupados. Está saindo um líquido dos seios dela — minha mãe falou.
— Analu, está ouvindo? — ela perguntou.
— Estou sim — falei, e sei que dava para notar minha aflição pelo tom da minha voz.
- Primeiro, eu preciso saber se o fluxo papilar... Qual é a cor do líquido? É branco, é transparente ou está saindo sangue? - ela falou, e tirei o sutiã, apertando o seio. Vi que o líquido era branco.
- "Branco" - falei, e estou nervosa, não vou mentir, estou uma pilha de nervos.
— Então se acalma. Isso, por incrível que pareça, é algo normal. 3 em cada 10 mulheres podem ter isso, e isso acontece, Analu. Isso é benigno, é uma questão fisiológica. Isso é uma Galactorreia...
— O que é uma Galactorreia? — perguntei.
— É a saída de leite por ambas as mamas — olhei para as duas, e realmente estavam vazando. — Isso normalmente ocorre por uma questão hormonal ou psicológica. Mas não se preocupe, é uma alteração benigna, fácil de resolver. O tratamento é por meio de remédios. Eu posso te passar uma receita amanhã...
— Eu vou ficar com os seios vazando até amanhã? — perguntei a ela.
— Bom, o medicamento não é instantâneo, então você vai ficar assim por alguns dias — ela falou. Olhei para minha mãe chocada. Não posso ficar com os seios vazando assim.
— Mas me responda, esse líquido é leite? — perguntei a ela.
—Sim, na verdade a Galactorreia ocorre quando o seu organismo entende que tem que se preparar para alimentar um bebê. Então, ele age de forma natural. Mas o tratamento não é doloroso, e não se preocupe, quando você estiver grávida, não vai modificar em nada na amamentação dos seus filhos...
— Mas se eu não tomar remédio? — perguntei a ela.
— Analu, eu sei que você não está tomando nenhum antidepressivo, nem algo do tipo. Todos os possíveis causadores para isso estão acontecendo...
—Não estou tomando nenhum remédio...
— Anticoncepcional? — ela perguntou.
— Não, eu não uso anticoncepcional. A verdade é que não estou tomando remédio nenhum. E agora para mim a estar preparada, isso é um probleminha ou um problemão...
— Se acalma, eu só queria tentar entender a causa, mas isso é só um probleminha. Mas se você não tratar, o leite pode endurecer e é uma dor horrível, só resolve dando de mamar. Como você não é mãe... — ela falou, e minha mãe colocou a mão na boca. Olhei para ela seria, mas minha cabeça está a mil.
— Amanhã eu levo ela no seu consultório — minha mãe falou.
— Obrigada — falei.
— Não foi nada. E se você quiser, procuro um anticoncepcional que você não tenha alergia? — ela perguntou.
— Sim, ela quer — minha mãe respondeu.
— Tenho que desligar, meu filho está me chamando — ela falou, e nos despedimos.
Ligação off
Depois que a ligação foi encerrada eu fui até o banheiro e minha mãe veio atrás de mim.
— Seria bom se fosse um anticoncepcional na injeção assim não teria o risco de você esquecer.
— Mãe, eu nem estou tendo relações sexuais, não vou tomar remédio sem motivo - falei.
- Você ainda não está tendo, e eu já tenho netos demais - ela falou e fui em direção ao chuveiro.
- Mãe, eu não tenho filho nenhum. Eu amo o Gael, amo a Larissa, mas não posso ficar no lugar da Bianca. Ela sempre será a mãe deles...
- A Maria também é sua mãe...
- É diferente, mamãe. Eu sempre quis que você fosse a minha mãe algo em mim sempre falava que você era minha mãe - falei para ela.
- Pensa um pouco, Ana Laura. O bebê está com febre porque queria você. Você entende porque o seu corpo está reagindo assim, mas eu sei que ser mãe não é fácil, e bom, tem o Benjamim. Você não pode invadir a vida dele, mas o que você sente pelo Gael eu te entendo, porque é o que eu sinto por você. Seu corpo está falando com todas as palavras o que você é - ela falou e ficamos em silêncio e vi ela saído do banheiro e logo a porta do quarto sendo aberta e fechada
Eu não quero admitir isso, não posso bagunçar a vida do Ben. Ele já passou por muita coisa nesta vida, eu não posso fazer isso. Uma coisa é ser uma tia ou uma madrinha, mas ser mãe é um papel que eu não posso ocupar na vida do Gael.
Tomei um banho, me vesti e meus seios estão doendo e pesados.
- Analu - a Aurora falou e o Gael estava no colo dela, assim que ele me viu abriu um sorriso - o Benjamim já quer ir embora - ela falou e peguei o Gael - o papai não deixou ele subir.
- Sem garotos no quarto, eu conheço as regras, mas você pode, meu amor - falei beijando o Gael - Eu vou ficar um pouco com o Gael, mas já vou devolvê-lo.
Falei pegando o meu menino e ela logo me estendeu uma mamadeira.
- Toma o Benjamim, o papai e a mamãe já tentaram dar o gogó, ele não quer. O Benjamim pediu para você fazer a sua mágica - ela falou e peguei a mamadeira.
- Obrigada - falei e fechei a porta.
Ajeitei ele no meu colo e comecei a nina-lo até chegar na minha cama e me sentei o ajeitando no meu colo.
- Vamos tomar a mamadeira, meu amor - falei para ele o ajeitando e ele colocou a mão no meu seio. Quando ele apertou, o leite escorreu e ele sorriu, como se fosse o que ele estava esperando.
Coloquei ele na cama e tirei o sutiã. Estava com um vestido preto de botão. Tirei o seio direito. Parecia loucura, e com não sabia com era isso assistir um vídeo na internet, mas mesmo eu achando tudo uma louca, mas algo em mim dizia que era o certo a se fazer.
- Meu amor, você quer isso né? - perguntei a ele e assim que ele viu o seio sorriu e olhou para mim, como se perguntasse se podia. - Vamos tentar, pode ser? - perguntei a ele.
Ele olhou para o meu seio e não precisei fazer muita coisa só ajeitei ele no meu colo e ele já sabia o que fazer. Ele colocou a boca no meu seio. Eu estava meio insegura, será que estava realmente fazendo a coisa certa, mas quando ele começou a sugar e olhar para mim enquanto fazia isso, era uma sensação diferente. Eu amo o Gael, isso eu já sei desde o dia que o coloquei no colo, mas agora era uma mistura de sentimentos. Mesmo com um pouquinho de dor quando ele puxava mais forte, naquele momento eu sabia que ele era meu.
- Você queria isso né? - perguntei. Ele não parava e sorri.
Sabe quando você faz algo achando que está certa, mas ao mesmo tempo tem certeza de que está errada? Depois de um tempo, coloquei ele no outro seio. Não sei se estou fazendo o certo, mas assim parou de vazar e o Gael finalmente tinha dormido. Deitei ele na minha cama, ajeitei e me deitei ao seu lado, e dormir também.
©©©©©©©©©©©©
Continua...
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Telma Souza
Jesus.
2024-04-22
0
Clair Adriana
mais mais muito mais
2023-11-08
2
ynara santos
quero mais mais
2023-11-08
0