Benjamin (Benben)
Notei que Analu estava muito chateada porque o tal amigo não me recebeu bem. Só espero mesmo que a família dela não seja assim. Mas o que me assusta e acho que Ana Laura não sabe ou não notou é que ela está assumindo um papel na vida do Gael que foi tirado da mãe dele. Bia ia amar Analu, minha irmã não gostava nem um pouco de Alexandra, mas tenho certeza que ela ia amar Ana Laura, só pelo fato de Ana Laura amar os filhos dela.
Adorei saber que ela não tem namorado e fiquei sorrindo por isso, mas depois a realidade bateu, porque alguém como ela ia querer namorar alguém como eu?
As paisagens foram mudando e não acreditei que estávamos entrando em uma comunidade. E era justamente a comunidade onde minha irmã morreu. A única vez que eu vim aqui foi para tirar meus filhos desse orfanato.
- Papai, eu sou boazinha, não me deixa aqui - Larissa começou a falar e chorar quando paramos no orfanato e ela lembrou do lugar.
- Filha, eu não vou te deixar de jeito nenhum. Viemos ajudar as pessoas, e com a tia Analu, ela ajuda as crianças...
- É, Lala, a Analu trabalha com o Papai Noel e sempre ajuda as crianças. Vai ser divertido - ela falou para minha filha e vendo as duas, tanto Ally quanto Analu, acho que os pais delas são boas pessoas.
- Vem com a tia, Lala - Analu falou, pegando ela no colo.
Peguei Gael com o bebê conforto e a diretora do lugar já estava na porta, com um sorriso.
- Senhorita Garcia, que bom te ver - ela falou, e uns jovens vieram pegar a caixa. - Senti sua falta no ano passado.
- Mas meu pai disse que ocorreu tudo bem. Mas já estou louca para colocar a mão na massa. Deixa eu apresentar a senhora. Este é o Benjamin, a Ally, a senhora já conhece, esta é a Larissa, e o meu bebezinho lindo, Gael - ela falou para a senhora, que sorriu.
- Ele é a cara do seu pai. Imagino que o senhor Nicolas esteja todo bobo, ele ama crianças, bebês então. Deve estar babando no neto. Eu já tenho que ir, foi um prazer, agora não vou demorar - ela falou e saiu correndo.
- Desculpa, eu não queria que ela pensasse... Eu juro que vou corrigir a situação - ela falou, mas eu não me importo. Na verdade, eu só tenho medo dela sumir depois e meus filhos vão sofrer.
- Tudo bem, vamos? - Perguntei.
E ela me guiou até a quadra. Não tinha nada, só umas mesas no canto. Como ganhei, estava dormindo. Ela ajeitou tudo bonitinho e colocou ele em cima de uma mesa e começou a organizar as caixas. Cada caixa tinha um nome a ser dito. Na verdade, eu não sabia o que era para eu fazer, então no começo fiquei observando.
Ela fazia com tanto capricho. Primeiro, ela pegou uma caixa com bexigas e balões e separou. Depois, ela pediu para mim ajudá-la a colocar umas caixas no canto, porque eram mais pesadas.
As meninas brincavam perto de nós dois. Analu determinou o espaço. A primeira caixa que eu tinha pegado era a máquina para encher as bexigas, e tinha muitas. A Analu fazia tudo tão rápido que algumas crianças observavam o que estávamos fazendo.
- Você ia fazer isso sozinha? - Perguntei, depois de ver que já tínhamos enchido mais de dez pacotes de bexigas.
- Minha família já deve estar chegando com as outras coisas... - Quando ela fechou a boca, entraram três garotas correndo.
- Foi daqui que pediram reforços - uma das meninas falou. Só não sabia quem era quem. Elas eram quase idênticas, só que uma estava com roupas diferentes, a de verde, que tinha falado.
- Falando sobre minha família, a Analu disse: "Falem mais baixinho que o Gael está dormindo". Em seguida, ela apresentou suas irmãs: Ariel, apontando para a que estava vestida de verde, Aurora, apontando para a que estava perto, e Alice, a menina mais nova com um macacão jeans.
- É um prazer finalmente conhecer o famoso Benben - disse Ariel.
- Prazer, Benjamim. Analu, o que você faz? - perguntou ela.
- O prazer é meu. Vocês são tão lindas quanto a irmã de vocês - cumprimentei cada uma.
- Vão juntando as bolas enquanto as caixas entram e cuidado para não acordar o Gael - ela falou para as irmãs.
Continuamos fazendo as coisas e logo o tio dela entrou com uma mulher e três adolescentes, além de mais caixas.
- Ana Laura de Jesus Moreira Garcia - ouvi uma senhora chamar o nome dela e ela sorriu.
- Oi vovó - ela respondeu e a senhora já estava ao nosso lado.
- Um passarinho verde me contou que o pai do seu bebê estaria aqui. Por favor, me diga que você está grávida...
- Vovó, eu não estou grávida, por favor, só hoje, dá um desconto...
- Eu estava tão feliz, pensei que ia ganhar um bisneto ou uma bisneta. Seria perfeito ter um casalzinho, eu seria a bisavó mais feliz do mundo - a senhora falou e Analu já estava vermelha.
- Vovó, por favor...
- A senhora quer ajuda com essa caixa? - perguntei, tentando ajudar Analu.
- Você ajuda aqui no orfanato? Nunca te vi por aqui - ela perguntou.
- Não, eu sou o pai do bebê - falei meio sem graça, mas parece que é assim que sou conhecido pela família dela.
- Benjamim, esta é a minha avó Cecy. Vovó, este é o meu amigo Benjamim - Analu falou e ela me entregou para abraçar.
- Seja bem-vindo à família. Você é uma gracinha - a avó dela falou - Amor, vem cá! - ela gritou e logo um senhor se aproximou. Analu parecia um pimentão.
- Oi amor...
- Amor, olha isso - ela falou, me mostrando como se eu fosse um bichinho - o namorado da Analu! Finalmente Analu nos apresentou um namorado e olha como ele é lindo - ela falou, me apertando.
- Vovô, me ajuda. O Benjamim não é o meu namorado...
- Ele é só o pai do bebê dela - a irmã dela, Alice, falou.
- Vocês me prometeram que iam se comportar - Analu falou séria e depois me puxou.
- Tchau lindão, foi um prazer. Não usem camisinha, eu quero bisnetos.
- Mamãe, olha a sua mãe - Analu falou e não pude evitar rir da situação. - Você não vai acreditar que a situação pode piorar - Analu falou mais baixo, só para mim ouvir.
- Oi meu amor, o que a sua avó está aprontando? - Quando vi quem era a mãe de Analu, quase caí para trás. Deve ser loucura, alguns vão achar que é exagero meu, mas resolvi fazer engenharia por causa dela. Ela é um gênio e é mãe da Ana Laura. Está explicado porque a Analu é extraordinária.
- Eu só estava feliz da minha prima-neta ter um namorado...
- Analu, você é filha da engenheira Taylor Moreira Garcia? - perguntei para ela.
- Mas conhecida como mamãe lá em casa - ela falou e sorri.
- Eu faço engenharia por causa das suas palestras. Minha mãe participava da fundação Martins e, nossa, você foi uma luz para a nossa família... - falei meio sem jeito e ela sorriu.
- Você é o Benjamim. Fico muito feliz de ter podido ajudar a sua mãe. Então, tenho que marcar para nos reunirmos - a mãe dela falou, simpática como me lembrava. Mas me lembrou também da minha mãe e meu sorriso desapareceu.
- Infelizmente, minha mãe faleceu há alguns anos, 6 anos - falei e o sorriso dela também sumiu.
- Sinto muito - a mãe dela falou.
- Tudo bem, Ana Laura. Acho que deveríamos dar uma olhadinha no Gael.
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Continua...
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Atualizado até capítulo 109
Comments
ynara santos
quero mais capítulo
2023-11-07
1
ynara santos
eu estou amando a história
2023-11-07
1
Clair Adriana
Autora por favor mais capítulos
2023-11-07
0