Ana Laura (Analu)
Acordei sorrindo só de pensar que ia encontrar o Benjamim. Fui tomar um banho e me arrumei. A minha casa nunca está em silêncio, mas na semana da criança piora. Podia ouvir as minhas irmãs correndo para se arrumar. Fui para a cozinha adiantar o café da manhã e me sentei na bancada. Meu celular começou a vibrar e fui olhar as mensagens. Tinha mensagens nos grupos, mas não estava muito interessada, estava mais interessada nas mensagens de um certo engenheirozinho.
Mensagens:
Benjamim:
"Bom dia, mulher maravilha."
"Desculpa te incomodar, mas qual é o tipo de roupa que vocês usam?"
Analu:
"Bom dia, engenheirozinho."
"Não me incomoda. Roupa confortável, nada muito chique."
Benjamim:
"Acho que o Gael já sabe que vamos te ver. Acordou às 5:30 da manhã."
Analu:
"Acordou com as galinhas 😂."
Benjamim:
"Não ria, ele está ligado nos 220."
Analu:
"Eu amo vê-lo assim."
Benjamim:
"Está aqui me observando." Ele falou e mandou uma foto.
Ele estava tão fofo, eu simplesmente sou apaixonada por este menino lindo.
- Bom dia, meu amorzinho. A titia já está louca para beijar essas bochechas gostosas. É meu amor. - Gravei um áudio e mandei.
Benjamim:
"Ele está te procurando por você, vou deixar você terminar suas coisas, devo está atrapalhando."
Analu:
"Que nada, eu estou esperando.
Minhas irmãs se arrumarem.
Aqui em casa toda manhã é uma senhora confusão."
Benjamim:
"Família grande deve ser uma loucura."
Analu:
"É sim, mas não sei viver sem essa louca diária. Dá um vazio."
Benjamim:
"Eu sempre quis uma família grande."
Analu:
"Está indo no caminho. Já tenho dois filhos, kkkk."
Benjamim:
"Mas não pretendo ter outros não."
Analu:
"Meus pais não queriam nenhum e agora têm cinco."
Benjamim:
"Eu já tenho dois, agora é cuidar dos dois que eu já tenho."
Analu:
"Está certíssimo."
"Vou terminar umas coisas. Vocês estão prontos em 30 minutos?"
Benjamim:
"Sim, os meus bebês já estão prontos. Só vou fazer as mamadeiras. O Gael fica irritado sem o leitinho."
Analu:
"Certo, já estou com saudades do cheirinho do Gael e, claro, da Larissa também."
Benjamim:
"Até já 😘"
Analu:
"Até 🥰"
Mensagem off
— Está falando com o pai do seu bebê? — A Alice falou e revirei os olhos vendo as minhas quatro irmãs me olhando com um sorrisinho.
— Nem adianta negar você fica com um sorriso bobo toda vez que fala com o Benjamim — Aurora falou mexendo as sombrancelha.
— Ally, me conta o que você espalhou? — Perguntei a ela ficando da sua altura.
— Eu só falei que nós fomos na casa do Benben, e como elas não sabiam quem era o Benben, eu disse que era o papai bonitão do Gael e da Lala. Aí elas perguntaram quem é Gael, então falei que era o seu bebê. — Ally respondeu, sentando-se na mesa, e me levantei também indo em direção da mesa com as outras.
— O Benben é só um amigo, e por favor, se comportem para não nos fazer passar vergonha. O Benjamim vai ajudar hoje no orfanato, ele não é meu namorado, somos só amigos. - Falei para as quatro.
- Ok, Analu, mas você vai nos apresentar o seu "amigo"? - A Ariel falou fazendo aspas.
- Sim, mas nós não temos nada. Mal nos conhecemos...
- Só tem um bebê com ele. - Aurora falou rindo. - É brincadeira, AnaLu, vamos nos comportar.
- Eu espero mesmo. - disse pegando uma xícara de café.
- Espera o quê, meu amor? - Meu pai perguntou, entrando na cozinha.
- Convidei um amigo para nos ajudar hoje. Só estou deixando bem claro que ele é só meu amigo, não temos nada, ele não é meu namorado, nem paquera, nem nada. Somos só amigos. - Falei para o meu pai.
- Só amigos mesmo, Ana Laura? - Meu pai perguntou, cruzando os braços.
- Sim, pai. Se fosse outra coisa, eu te contaria. Nós somos uma equipe. - Falei, e é verdade. Nunca escondo nada dele. Só não acho que deva saber que eu gosto do Ben para não atrapalhar mais a situação.
- Ok, mas ele vai para ajudar ou é igual ao Lorenzo, que vai para ficar de enfeite? - Meu pai perguntou.
- Papai. - A Ariel falou o repreendendo.
- Vai ajudar. - Falei, pegando uma torrada.
- Alguém vem comigo? - Perguntei.
- Eu. - As quatro falaram ao mesmo tempo.
- Só posso levar uma. - Falei, e meu pai me olhou com uma sobrancelha levantada.
- Até onde eu sei, no seu carro cabe 5 pessoas... - meu pai falou como se fosse óbvio.
- Eu vou buscar o Benjamim, o Gael e a Larissa...
- O Benjamim vai hoje? - A minha mãe perguntou.
- Sim, eu vou pegar ele porque andar com duas crianças não é fácil...
- E a mãe das crianças? - Meu pai perguntou todo desconfiado.
- A vovó linda, a vovó do Gael, me falou que a mãe deles morreu no início do ano. O Benjamim é pai solteiro, mas faz o melhor que pode, então sem julgamentos. - falei olhando diretamente para o meu pai — E então quem vem?
- Eu, a Lala e a minha amiga. - A Ally falou e correu até mim.
- É vocês são amigas. Então, papai, vou pegar umas coisas, mas não dá para levar tudo no meu carro. Os tios vão pegar as coisas também? - Perguntei aos meus pais.
- Vão sim. Então não demore muito com esse seu amigo. - O meu pai falou, revirando os olhos. Realmente não gostando nada da situação.
- Vamos, Ally. Pega o seu gogo. - Falei e fomos para o meu carro. Coloquei ela na cadeirinha e resolvi pegar o Benjamin antes de ir para a fábrica.
Eram apenas sete quadras de distância, então não demorei muito e, em cinco minutos, já estava lá. Eu sempre ando com um chinelo no carro, pois é mais prático do que calçar um salto para descer.
Desci e bati na porta, e logo a minha menina veio correndo:
- Tia Analu! - ela falou vindo até mim, e a peguei no colo.
- Bom dia, minha linda - falei, beijando-a.
- Aaaa, o Gael falou, se jogando para mim.
- Oi, meu amorzinho, eu também estou com saudades - falei, beijando ele, que agarrou o meu pescoço. E dei um jeitinho de segurar os dois.
- Bom dia, engenheirozinho - falei, sorrindo para ele enquanto o Gael brincava com meu colar.
- Bom dia, mulher maravilha, que me dar um? - ele perguntou.
- Tem que pegar alguma coisa ou já está tudo certo? - Perguntei a ele.
- Não está tudo certo - ele falou, sorrindo.
- Que bom! Então vou te pedir um favor: tira a cadeirinha da Lala, para colocar o Gael no bebê conforto - pedi, e ele abriu a porta traseira e a Ally estava cochilando.
- Trouxe ela dormindo? - ele perguntou.
- Não, ela tomou seu leite e dormiu. Aproveite e veja se dá para ver onde caiu o copo dela - pedi, enquanto aproveitava os bebês no meu colo.
Não demorou muito para ele tirar a cadeirinha e pegar o Gael, que não gostou muito do bebê conforto. O Benjamim fez um bico, mas ele começou a chorar e odeio ouvir ele chorando.
- Meu amorzinho, nós vamos passear. Por favor, não chore. É rapidinho, eu sei que você não gostou, mas é para o seu bem. Vai ser rápido - falei, e ele estendeu a mãozinha para mim. Parecia que estávamos batendo nele. A Ally até acordou.
- Oi Gael, não chora. Se não, a Analu vai chorar também. Ela fica triste quando você chora, e a minha mãe também fica - ela falou, fazendo carinho nele, que diminuiu o choro.
O Benjamim colocou a cadeirinha e prendeu a Lala, que não reclamou em nada.
- Você está bem? - ele perguntou.
- Odeio ver ele chorando...
- Ele está bem. Só que ele não queria ficar ali, mas a vida nem sempre nos dá o que queremos. Ele tem que se acostumar. Vamos? - ele perguntou, e fiz que sim com a cabeça.
Fui para o lado do motorista e me ajeitei. Não demorei muito para ligar o carro.
Depois que o carro andou um pouco, o Gael parou de reclamar e já me deixou tranquila.
- Vamos só pegar umas coisas na fábrica -alei, quando já estávamos chegando nela. Os seguranças já me conhecem, então me deixaram entrar. Para a minha surpresa, o tio Téo já estava lá. Ele nunca chegava cedo. Olhei para trás e todos estavam dormindo.
- Capotaram - o Ben falou, sorrindo. E ele tem um sorriso lindo.
- Vem, vamos lá. Deixa eu te apresentar para o meu tio - falei, e saí do carro, deixando a porta aberta. O Ben fez o mesmo.
- Analu, eu já estou te esperando há meia hora. O que aconteceu? - meu tio perguntou, e eu não entendi.
- Oi tio, como você está? - perguntei, sorrindo.
- Chateado com a minha sobrinha linda, que me deixou plantadinho - ele falou.
- Benjamim, este ser dramático na minha frente nunca chega na hora. E por isso, a vovó pediu para ele vir uma hora antes para ele chegar no horário. Este é o meu tio Téo - falei, sorrindo, e o Ben estendeu a mão para ele.
- Ana Laura de Jesus Moreira Garcia - ouvi uma voz que eu já conhecia. Me virei e vi o Gustavo todo sorridente vindo até mim.
- Gustavo - falei, e ele já veio me abraçando.
- Docinho, que bom te ver. O seu tio me convidou quando soube que voltei para o Brasil - ele falou, sorrindo. E o olhei para o Benjamim, e o jeito que ele olhou, eu não gostei nem um pouquinho. E me afastei dele na mesma hora.
- Benjamim, este é o Gustavo, um amigo de infância - falei para o Ben, me aproximando dele.
- Prazer - o Ben falou, mas o Gustavo o ignorou.
- Desculpa, Ben, acho que os anos em Tóquio deixaram ele surdo - falei séria e puxei o Ben - vamos pegar as caixas, elas estão aqui - falei, e ele veio comigo até uma das garagens fechadas. Eu abri.
- São quais, mulher maravilha? - sorri com o apelido.
- Todas, mas vamos colocar as que dão no carro mesmo. Meu pai, minha mãe, o tio Léo e meu avô Pedro vão vir ainda para levar - expliquei e peguei uma caixa. Ele pegou outra e abriu o porta-malas para irmos colocando.
- Você pegando, eu achei que fosse leve, mas isso pesa - ele falou.
- Mas a minha não está tão pesada, pelo contrário - mostrei a ele que a caixa tinha peso e riu. E começamos a fazer isso. Então, depois de colocar a terceira caixa, ouvi o choro do Gael e dei um jeitinho de tirá-lo do carro.
- Oi, meu amor. Não precisa chorar - falei balançando-o, e ele já deitou no meu peito, chupando o bico e procurando o meu seio.
- Ei, rapaz - o Benjamim falou, e eu comecei a rir.
- Ele está com fome? - perguntei ao Ben.
- Acho que não. Ele tomou a mamadeira há duas horas. Ele deve estar só assustado. Eu vou pegar as caixas. Você...
- Eu agradeço, porque não pretendo soltar o meu bebê de jeito nenhum - falei sorrindo, e ele olhou para mim surpreso, mas voltou a pegar as caixas.
Fiquei balançando ele, porque o mesmo estava enjoado e estava tão agoniado tirando o meu sei do meu vestido.
- Analu, o coitadinho está com fome - meu tio falou.
- Benben, você me ajuda aqui? - pedi, e ele largou a caixa vindo até mim.
- Vem com o papai, meu amor - ele falou, mas o mesmo enfiou sua cabeça na minha roupa, e comecei a rir.
- Meu amor, não tem leitinho aí, só na mamadeira - falei, e o Ben foi até o carro.
- Vem, filhão, para o papai - ele chamou, mas o mesmo só ria.
- Não vou, papai, muito obrigada, mas me entregue a mamadeira - falei e ajeitei-o para dar de mamar, e o mesmo começou a mamar.
- Viu, titio? A sua mãe ia te deixar com fome - o Téo falou, e revirei os olhos.
- Vamos adiantar, por favor - falei, balançando-o até terminar de mamar.
- É fácil você falar, não está carregando nada - o Gustavo falou.
- Eu estou carregando a carga mais preciosa de todas - falei, e ele parou um pouco.
- A pessoa viaja por uns aninhos e perde muita coisa - ele falou, se aproximando de mim.
- Perde mesmo, principalmente a educação, né Gustavo? Custava ter tido um pingo de educação com o Benjamim...
- Meu amigo de infância, foi assim que você me apresentou para o pai do seu bebê, por não dizer a verdade...
- Eu falei a verdade, nós somos amigos e nunca passou disso. Cresce, por favor Gustavo, foi só um beijo, eu tinha 14 anos. Se você quer ajudar, seja bem-vindo, mas se é para vir de conversinha, nem começa. No momento, a minha vida já está muito bem, obrigada - falei e fui me sentar no carro, mas ele segurou meu braço.
- Não precisa se armar, não. Eu vim pela nossa amizade e porque a sua avó disse que você ia gostar de me ver...
- Eu gostei de te ver, mas não gostei de como você tratou o Benjamim...
- Ele está se aproveitando de você por você ser rica...
- Não fala do que você não sabe, e outra, eu já estou bem grandinha, e você não é ninguém para falar nada. Onde você estava nos últimos 7 anos? - Perguntei a ele.
- Em Tóquio, e nós perdemos o contato, mas você foi se engraçar justo com um cara que não tem a mesma classe que você...
- Que ridículo, Gustavo. E o Benjamim tem muito mais classe que você, que é um preconceituoso. E sabe de uma, pode ir para casa ou para onde for, porque eu não quero você e essa energia no meu evento perto das minhas crianças...
- Está tudo bem, Mulher-Maravilha? - o Benjamim perguntou.
- Está sim, e Gustavo já está indo embora. Falta muita caixa? - Perguntei ao Ben.
- Eu acho que já está bom, senão você não consegue enxergar. Agora me dê o Gael para eu colocá-lo no bebê conforto - ele falou.
- Vai com o papai, meu amor - falei, entregando o Gael. - E tchau Gustavo. Peguei a última caixa, e ele conseguiu colocar todas com uma precisão perfeita.
Entrei no carro e coloquei o cinto. O Gael foi sem muito choro desta vez, e a Larissa já estava com os olhos abertos.
- Já chegamos? - ela perguntou.
- Ainda não, meu amor - falei ligando o carro. Estava com raiva do Gustavo. Eu ia falar a verdade, mas a atitude dele era totalmente diferente do garoto que eu conhecia.
- Titia, você tem namorado? - a Lala perguntou.
- Não, meu amor - respondi surpresa com a sua pergunta.
- Pensei que aquele moço era o seu namorado - ela falou.
- Não, ele era meu amigo, mas fez coisa feia aí eu estava puxando as orelhas dele.
- Isso mesmo, tem que puxar as orelhas - ela falou sorrindo.
Como estou ferrada, porque estou completamente apaixonada por esses dois. O Gael e a Larissa já me ganharam completamente.
...©©©©©©©©©©...
^^^Continua...^^^
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Luíza Victoria
realmente você está toda apaixonada
2023-11-09
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