...Ana Laura (Analu)...
Eu devo estar precisando dormir mesmo, no momento em que vi o Benjamim, não sei explicar, mas senti um frio na barriga, e sinceramente nunca senti nada assim. Quando senti um choque ao tocar na mão dele, eu apenas saí o mais rápido possível, tentando de todas as formas não demonstrar nada para os meus amigos.
— Ele é um deus grego — Clarissa falou.
E fiquei calada sim ele é muito bonito, mas não queria fala sobre isso.
— Por favor, vocês vão começar com esse papo de garota? — Carlos revidou com um olhar desafiador.
Nesta hora eu lembrei da vergonha que ele me fez passar falando do meu sutiã.
— É melhor você ficar calado, só não te matei ainda, porque o Benjamim estava aqui e não queria assustar o rapaz...
— Espera só um minuto, quem é você e onde está a Ana Laura? — Carlos falou com a boca aberta
Eu não me segurar na frente das outras pessoas, mas eu não queria brigar na frente do Benjamim.
— Pode parar...
— O Carlos está certo, quem é você? Primeiro, você não costuma falar com ninguém na universidade, ainda mais um aluno de engenharia — Daniela falou.
Eu nem pensei no fato dele ser um futuro engenheiro, mas ele não é como os outros. Eu estava praticamente pelada na sua frente e ele sempre olhava no meu rosto, mas acorde Ana Laura, namorar agora só atrapalharia meus objetivos.
— Eu gostei dele. Além de lindo, eu pegava fácil — Clarissa falou e, não sei por que, essa informação me deixou chateada.
Como ela pode já gostar dele se eles nem conversaram direito ela nem olhou nos olhos profundos dele, o olhar dele tem uma dor profunda, mas ao mesmo tempo uma luz tão forte, e como a clarissa pode dizer que gosta dele se nem sabe disso.
— Vamos parar de falar no Benjamim, por favor — disse tentando mudar de assunto sem conseguir esconder a cara fechada, mas sei que não consegue esconder.
— Sabia! Você gostou dele — ela falou sorrindo.
Ela falou e tenho muita sorte deles estarem atrás e não verem a minha expressão chocada.
— O que? Você deve estar precisando mesmo dormir, está tendo alucinações...
— Então a alucinação foi coletiva — Daniela falou e pude ver seu sorriso safado pelo retrovisor
— O que tem você assumir que gostou dele? Ele é lindo — Clarissa falou e eu só queria fugir daquele assunto.
— Olha, já chega. O Benjamim é bonito, mas a beleza não é tudo...
— Nós sabemos, mas ele não é só bonito — Daniela falou.
— Olha, sem brincadeira nenhuma, se você não tiver interessada nele, eu posso investir nele — parei o carro com uma certa brutalidade na frente da minha casa.
— Você faz o que quiser da sua vida, Clarissa — falei entre dentes.
Não acredito que a Clarissa está realmente gostando do Benjamim ele nem faz o tipo dela e não sei porque estou morrendo de raiva.
— Então não tem problema nenhum? — ela perguntou.
— Ele nem faz o seu tipo...
— Eu sei, mas abro uma exceção — ela falou com um sorriso de lado. — Então tem algum problema eu investir? — ela perguntou e, não sei por que, o fato de pensar nela com ele me deixa com um sentimento tão estranho.
— Quem sou eu para te proibir de alguma coisa — falei me virando para pegar a minha chave na bolsa.
— A mulher que está chateada achando que a amiga é uma fura-olho — ela falou rindo. — Só queria ver a sua reação. Sou mais o Samuel mesmo — ela falou rindo e os outros já estavam rindo também
Ela foi andando até a casa dela para casa dela, que ficava bem próxima a minha na verdade somos todos vizinhos moramos no condomínio da empresa do meu pai e moramos no centro onde tem uma praça a minha casa é em frente e a deles são ao lado crescemos juntos brincando está praça.
A Clarisse olhou para mim com um sorriso sapeca assim que chegou perto da sua porta.
— Ai, que saudade de um beija-flor. Que me beijou e depois voou para longe. Demais para longe de nós. Saudade de um beija-flor. Lembranças de um antigo amor. O dia amanheceu tão lindo, eu durmo e acordo sorrindo — ela foi cantando até sua casa e Daniela já estava na porta da sua.
— Boa noite — Dani falou com um sorriso enorme.
— Pega o meu cartão, qualquer coisa liga para mim, meu Romeu — Carlos começou, colocando a mão no peito.
— Oh, minha Julieta. Quando te verei novamente? — Clarissa falou chegando até ele e cruzei meus braços. Dani só ria.
— Outro dia — Carlos falou esticando a mão indo em direção à casa.
— Com amigos assim, eu não preciso de inimigo nenhum — falei revirando os olhos e entrei em casa ouvindo os dois cantando.
— Amar não é pecado e se eu tiver errado... — era só o que me faltava, cada música antiga do meu pai.
Coloquei minha bolsa jogada no sofá, já frustada e cansada.
— Ana Laura, o que aconteceu? — meu pai perguntou assim que viu meu estado, eu estava meio molhada ainda e com a roupa colada no meu corpo.
— Tomei um banho de chuva — falei e ele me olhou por um tempo.
— Acho melhor tomar um banho e tirar essas roupas molhadas. Quer um remédio? — ele perguntou e sorri.
Meu sempre se preocupa com tudo.
— Não precisa, estou bem — falei e ele beijou minha testa.
— Ok, por favor, durma. Às vezes, acho que você é só filha da sua mãe —.ele falou e eu ri.
Mamãe sempre fala isso, que meu pai só deu o espermatozoide e a mãe Maria emprestou o útero, porque eu sou a que mais se parece com ela. E, realmente, eu sou a cara dela tanto fisicamente como no jeito e amo isso. Não gosto quando falam que ela é minha mãe adotiva ou a minha madrasta, ela é minha mãe e pronto.
— Ah, pai, mas eu vou dormir sim. Se mamãe souber que passei a semana toda dormindo nos livros, estou ferrada — falei e ele riu.
— Pior que está mesmo, mas descansa minha princesa — ele falou com um sorriso sincero.
— O senhor também...
— Filha, a chave da moto está na sua escrivaninha. Eu te amo, filha. Tenha cuidado — ele falou e o abracei por impulso, esquecendo que estava ensopada.
— Desculpa, esqueci que estava molhada...
— Não tem problema, o tempo passou tão rápido. Foi semana passada que você perdeu seu primeiro dente e ainda te conseguia pegar no colo — ele falou, me abraçando.
— Ah, papai, eu também te amo. Sempre amei. Agora, preciso de um banho — falei e ele concordou.
Não sei por que estar com meu pai me lembrou do Gael, acho que são os olhos. Mas o Gael é o bebê mais lindo do mundo. Espero vê-lo amanhã.
Quando entrei no quarto, fui direto para o chuveiro. Enquanto tomava banho, flashes com o Benjamim passaram na minha cabeça.
O Benjamim é tão lindo e isso eu não posso negar, mas eu não posso me apaixonar agora, namorar com certeza está dos meus planos.
Enquanto tomava banho eu só conseguia pensar no Benjamim, mesmo eu não querendo namorar estava pensando se o Ben iria gostar de mim, e mesmo eu querendo muito tirar ele dos meus pensamentos eu não conseguia.
Sair do banho colocando meu pijama de cetim preto. Usei o secador para secar o cabelo. Finalmente, deitei na minha cama e desliguei as luzes.
Mas quem disse que eu dormi? Só conseguia pensar no Benjamim. Então me levantei, peguei meu caderno de desenho e o lápis, e comecei a desenhar.
A imagem dele logo ganhou forma e sorri.
— Você tem um olhar tão triste, Benben, mas ao mesmo tempo uma luz tão intensa - falei sorrindo. Quando percebi, já eram 2 da manhã e tinha acabado de desenhar.
— Quem é você, Benjamin, e como você conseguiu mexer comigo desta maneira? — falei, vendo a minha porta se abrir. Não acreditei quando vi quem estava na porta do meu quarto.
— Mamãe — falei me levantando e indo até ela, a abraçando do mesmo jeito que faço desde os meus seis anos.
— Oi, meu amor. Eu pensei que você estivesse dormindo — ela falou me beijando.
— Não, eu estou sem sono — falei e ela entrou e fechou a porta.
Ela entrou e fomos para minha cama ela não queria acordar as minhas irmãs.
— O que foi que aconteceu? Você não costuma ter insônia — ela falou, me abraçando apertado.
— Já conheceu uma pessoa e ela não sai da sua cabeça? — perguntei a ela, que se afastou de mim na mesma hora e sorriu.
— Eu fiquei só uma semana fora — ela falou, se levantando e me olhou com um sorriso lindo e me levantei com medo do que vinha pela frente ela me chamou para a cama — Eu quero saber tudo, quem é ele, o que faz — minha mãe começou a falar empolgada.
— Mãe... — comecei a dizer.
— Deixa eu ficar empolgada, é a primeira vez que você fala dessas coisas do coração — ela falou sorrindo e me sentei ao lado dela.
— Não tem muita coisa para contar, eu só vi ele uma vez na vida, e bom, eu dei um banho nele... — contei tudo para ela, que prestou atenção atentamente.
— Amor à primeira vista — ela falou sorrindo.
Eu não entendo como todos acham que eu estou apaixonada
— Eu não o amo, mamãe, ele só mexe comigo..."
— Eu sei, meu amor, é só modo de falar. Mas como ele é? Faz faculdade de quê? — minha mãe falou e me levantei.
— Ele é lindo, sério! Nunca conheci alguém como ele. Não é apenas a beleza dele, é a luz, sabe? Quando você vê algo além pelo olhar — falei e peguei o meu desenho, entregando a ela.
— Sim, ele é muito bonito, mas você sabe qual curso ele faz? — ela falou, me puxando para o colo dela. Assim que deitei, ela começou a fazer cafuné.
Minha mãe é incrível, e não sei como ela sempre consegue ter um tempo para cada uma das cinco individualmente.
— Ele faz engenharia, mas não sei se é mecânica ou mecatrônica — quando eu falei, minha mãe começou a rir e sei o porquê.
— Não foi a senhorita que disse que nunca iria nem passar perto do bloco de engenharia...
— Sim, e eu não o conheci no bloco de engenharia, mas eu sou filha da maior gênia da engenharia mecatrônica. Se souberem, vão se aproximar de mim só para te conhecer — falei, e é verdade, no ensino médio era assim. Fora que queriam nos diminuir por não morarmos em uma mansão ou em um bairro da zona Sul, mas meus pais amam aqui e eu adoro morar na Vila Lene.
— Filha, posso te dar um conselho? — minha mãe perguntou.
— Claro, mãe — falei, me sentando para olhar para ela.
— Planos são bons, mas às vezes é bom deixar o destino trabalhar. E beijar faz tão bem para a alma. Você precisa equilibrar os estudos, a sua carreira e você — minha mãe falou, colocando meu cabelo atrás da orelha. — Minha menina está crescendo.
— Mãe — falei, e ela sorriu.
— Mas agora, falando sério, se você resolver fazer aquilo, pense bem e use preservativo...
— Eu mal conheço o garoto — falei, e minha mãe colocou a mão no rosto.
— Eu não disse que você vai fazer hoje ou amanhã. Só quero que você se cuide, e você é esperta, mas não custa nada lembrar. Se vim com muito papo, você esquece. Paixão é como gripe, dá e passa, mas se for amor, aí é outra...
— Como você soube que estava apaixonada pelo meu pai? — perguntei a ela.
— Ah, filha, não sei em qual momento assim eu entendi que estava apaixonada. Mas eu acho que sempre fui, só que mentia para mim mesma por ele ser um idiota naquela época — ela falou, e a abracei, com saudade.
— Vou tentar tirar aqueles garotos da minha cabeça e dormir...
— Por que no plural? — minha mãe perguntou.
— É que eu estava pensando no neto da senhora do quiosque lá da universidade. O Gael, o bebê mais lindo do mundo. É tão fofo — falei, sorrindo.
— Ah, entendi, mas as bebês mais lindas do mundo são minhas filhas — ela falou, e nos deitamos na cama.
— A senhora nem o viu, ele é a coisa mais linda do mundo. Espero que a mãe dele não seja ciumenta, porque eu estou louca para vê-lo de novo — falei, e minha mãe me olhou de uma maneira diferente, mas não falou nada.
— Então durma para não ter olheiras e ver os seus garotos — minha mãe falou, fazendo cafuné até eu dormir.
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^^^Continua...^^^
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Atualizado até capítulo 109
Comments
Jacira Poliano
mas que história linda
2024-01-05
3
Lucia Carneiro
Parabéns autora pelo seu livro, estou amando essa história sofrida, mas tenho certeza que Bernardo vai superar com a ajuda da Analu!
2023-11-30
0
Ana
Parabéns pela história
2023-11-22
0