Capítulo 4

...Ana Laura (Analu)...

Eu devo estar precisando dormir mesmo, no momento em que vi o Benjamim, não sei explicar, mas senti um frio na barriga, e sinceramente nunca senti nada assim. Quando senti um choque ao tocar na mão dele, eu apenas saí o mais rápido possível, tentando de todas as formas não demonstrar nada para os meus amigos.

— Ele é um deus grego — Clarissa falou.

E fiquei calada sim ele é muito bonito, mas não queria fala sobre isso.

— Por favor, vocês vão começar com esse papo de garota? — Carlos revidou com um olhar desafiador.

Nesta hora eu lembrei da vergonha que ele me fez passar falando do meu sutiã.

— É melhor você ficar calado, só não te matei ainda, porque o Benjamim estava aqui e não queria assustar o rapaz...

— Espera só um minuto, quem é você e onde está a Ana Laura? — Carlos falou com a boca aberta

Eu não me segurar na frente das outras pessoas, mas eu não queria brigar na frente do Benjamim.

— Pode parar...

— O Carlos está certo, quem é você? Primeiro, você não costuma falar com ninguém na universidade, ainda mais um aluno de engenharia — Daniela falou.

Eu nem pensei no fato dele ser um futuro engenheiro, mas ele não é como os outros. Eu estava praticamente pelada na sua frente e ele sempre olhava no meu rosto, mas acorde Ana Laura, namorar agora só atrapalharia meus objetivos.

— Eu gostei dele. Além de lindo, eu pegava fácil — Clarissa falou e, não sei por que, essa informação me deixou chateada.

Como ela pode já gostar dele se eles nem conversaram direito ela nem olhou nos olhos profundos dele, o olhar dele tem uma dor profunda, mas ao mesmo tempo uma luz tão forte, e como a clarissa pode dizer que gosta dele se nem sabe disso.

— Vamos parar de falar no Benjamim, por favor — disse tentando mudar de assunto sem conseguir esconder a cara fechada, mas sei que não consegue esconder.

— Sabia! Você gostou dele — ela falou sorrindo.

Ela falou e tenho muita sorte deles estarem atrás e não verem a minha expressão chocada.

— O que? Você deve estar precisando mesmo dormir, está tendo alucinações...

— Então a alucinação foi coletiva — Daniela falou e pude ver seu sorriso safado pelo retrovisor

— O que tem você assumir que gostou dele? Ele é lindo — Clarissa falou e eu só queria fugir daquele assunto.

— Olha, já chega. O Benjamim é bonito, mas a beleza não é tudo...

—  Nós sabemos, mas ele não é só bonito — Daniela falou.

— Olha, sem brincadeira nenhuma, se você não tiver interessada nele, eu posso investir nele — parei o carro com uma certa brutalidade na frente da minha casa.

— Você faz o que quiser da sua vida, Clarissa — falei entre dentes.

Não acredito que a Clarissa está realmente gostando do Benjamim ele nem faz o tipo dela e não sei porque estou morrendo de raiva.

— Então não tem problema nenhum? — ela perguntou.

— Ele nem faz o seu tipo...

— Eu sei, mas abro uma exceção — ela falou com um sorriso de lado. — Então tem algum problema eu investir? — ela perguntou e, não sei por que, o fato de pensar nela com ele me deixa com um sentimento tão estranho.

— Quem sou eu para te proibir de alguma coisa — falei me virando para pegar a minha chave na bolsa.

— A mulher que está chateada achando que a amiga é uma fura-olho — ela falou rindo. — Só queria ver a sua reação. Sou mais o Samuel mesmo — ela falou rindo e os outros já estavam rindo também

Ela foi andando até a casa dela para casa dela, que ficava bem próxima a minha na verdade somos todos vizinhos moramos no condomínio da empresa do meu pai e moramos no centro onde tem uma praça a minha casa é em frente e a deles são ao lado crescemos juntos brincando está praça.

A Clarisse olhou para mim com um sorriso sapeca assim que chegou perto da sua porta.

— Ai, que saudade de um beija-flor. Que me beijou e depois voou para longe. Demais para longe de nós. Saudade de um beija-flor. Lembranças de um antigo amor. O dia amanheceu tão lindo, eu durmo e acordo sorrindo — ela foi cantando até sua  casa e Daniela já estava na porta da sua.

— Boa noite — Dani falou com um sorriso enorme.

— Pega o meu cartão, qualquer coisa liga para mim, meu Romeu — Carlos começou, colocando a mão no peito.

— Oh, minha Julieta. Quando te verei novamente? — Clarissa falou chegando até ele e cruzei meus braços. Dani só ria.

— Outro dia — Carlos falou esticando a mão indo em direção à casa.

— Com amigos assim, eu não preciso de inimigo nenhum — falei revirando os olhos e entrei em casa ouvindo os dois cantando.

— Amar não é pecado e se eu tiver errado... — era só o que me faltava, cada música antiga do meu pai.

Coloquei minha bolsa jogada no sofá, já frustada e cansada.

— Ana Laura, o que aconteceu?  — meu pai perguntou assim que viu meu estado, eu estava meio molhada ainda e com a roupa colada no meu corpo.

— Tomei um banho de chuva — falei e ele me olhou por um tempo.

— Acho melhor tomar um banho e tirar essas roupas molhadas. Quer um remédio? — ele perguntou e sorri.

Meu sempre se preocupa com tudo.

— Não precisa, estou bem — falei e ele beijou minha testa.

— Ok, por favor, durma. Às vezes, acho que você é só filha da sua mãe —.ele falou e eu ri.

Mamãe sempre fala isso, que meu pai só deu o espermatozoide e a mãe Maria emprestou o útero, porque eu sou a que mais se parece com ela. E, realmente, eu sou a cara dela tanto fisicamente como no jeito e amo isso. Não gosto quando falam que ela é minha mãe adotiva ou a minha madrasta, ela é minha mãe e pronto.

— Ah, pai, mas eu vou dormir sim. Se mamãe souber que passei a semana toda dormindo nos livros, estou ferrada — falei e ele riu.

— Pior que está mesmo, mas descansa minha princesa — ele falou com um sorriso sincero.

— O senhor também...

— Filha, a chave da moto está na sua escrivaninha. Eu te amo, filha. Tenha cuidado — ele falou e o abracei por impulso, esquecendo que estava ensopada.

— Desculpa, esqueci que estava molhada...

— Não tem problema, o tempo passou tão rápido. Foi semana passada que você perdeu seu primeiro dente e ainda te conseguia pegar no colo — ele falou, me abraçando.

— Ah, papai, eu também te amo. Sempre amei. Agora, preciso de um banho — falei e ele concordou.

Não sei por que estar com meu pai me lembrou do Gael, acho que são os olhos. Mas o Gael é o bebê mais lindo do mundo. Espero vê-lo amanhã.

Quando entrei no quarto, fui direto para o chuveiro. Enquanto tomava banho, flashes com o Benjamim passaram na minha cabeça.

O Benjamim é tão lindo e isso eu não posso negar, mas eu não posso me apaixonar agora, namorar com certeza está dos meus planos.

Enquanto tomava banho eu só conseguia pensar no Benjamim, mesmo eu não querendo namorar estava pensando se o Ben iria gostar de mim, e mesmo eu querendo muito tirar ele dos meus pensamentos eu não conseguia.

Sair do banho colocando meu pijama de cetim preto. Usei o secador para secar o cabelo. Finalmente, deitei na minha cama e desliguei as luzes.

Mas quem disse que eu dormi? Só conseguia pensar no Benjamim. Então me levantei, peguei meu caderno de desenho e o lápis, e comecei a desenhar.

A imagem dele logo ganhou forma e sorri.

— Você tem um olhar tão triste, Benben, mas ao mesmo tempo uma luz tão intensa - falei sorrindo. Quando percebi, já eram 2 da manhã e tinha acabado de desenhar.

— Quem é você, Benjamin, e como você conseguiu mexer comigo desta maneira? —  falei, vendo a minha porta se abrir. Não acreditei quando vi quem estava na porta do meu quarto.

— Mamãe — falei me levantando e indo até ela, a abraçando do mesmo jeito que faço desde os meus seis anos.

— Oi, meu amor. Eu pensei que você estivesse dormindo — ela falou me beijando.

— Não, eu estou sem sono — falei e ela entrou e fechou a porta.

Ela entrou e fomos para minha cama ela não queria acordar as minhas irmãs.

— O que foi que aconteceu? Você não costuma ter insônia — ela falou, me abraçando apertado.

— Já conheceu uma pessoa e ela não sai da sua cabeça? — perguntei a ela, que se afastou de mim na mesma hora e sorriu.

— Eu fiquei só uma semana fora — ela falou, se levantando e me olhou com um sorriso lindo e me levantei com medo do que vinha pela frente ela me chamou para a cama — Eu quero saber tudo, quem é ele, o que faz — minha mãe começou a falar empolgada.

— Mãe... — comecei a dizer.

— Deixa eu ficar empolgada, é a primeira vez que você fala dessas coisas do coração — ela falou sorrindo e me sentei ao lado dela.

— Não tem muita coisa para contar, eu só vi ele uma vez na vida, e bom, eu dei um banho nele... — contei tudo para ela, que prestou atenção atentamente.

— Amor à primeira vista — ela falou sorrindo.

Eu não entendo como todos acham que eu estou apaixonada

— Eu não o amo, mamãe, ele só mexe comigo..."

— Eu sei, meu amor, é só modo de falar. Mas como ele é? Faz faculdade de quê? — minha mãe falou e me levantei.

— Ele é lindo, sério! Nunca conheci alguém como ele. Não é apenas a beleza dele, é a luz, sabe? Quando você vê algo além pelo olhar — falei e peguei o meu desenho, entregando a ela.

— Sim, ele é muito bonito, mas você sabe qual curso ele faz? — ela falou, me puxando para o colo dela. Assim que deitei, ela começou a fazer cafuné.

Minha mãe é incrível, e não sei como ela sempre consegue ter um tempo para cada uma das cinco individualmente.

— Ele faz engenharia, mas não sei se é mecânica ou mecatrônica — quando eu falei, minha mãe começou a rir e sei o porquê.

— Não foi a senhorita que disse que nunca iria nem passar perto do bloco de engenharia...

— Sim, e eu não o conheci no bloco de engenharia, mas eu sou filha da maior gênia da engenharia mecatrônica. Se souberem, vão se aproximar de mim só para te conhecer — falei, e é verdade, no ensino médio era assim. Fora que queriam nos diminuir por não morarmos em uma mansão ou em um bairro da zona Sul, mas meus pais amam aqui e eu adoro morar na Vila Lene.

— Filha, posso te dar um conselho? — minha mãe perguntou.

— Claro, mãe — falei, me sentando para olhar para ela.

— Planos são bons, mas às vezes é bom deixar o destino trabalhar. E beijar faz tão bem para a alma. Você precisa equilibrar os estudos, a sua carreira e você — minha mãe falou, colocando meu cabelo atrás da orelha. — Minha menina está crescendo.

— Mãe — falei, e ela sorriu.

— Mas agora, falando sério, se você resolver fazer aquilo, pense bem e use preservativo...

— Eu mal conheço o garoto — falei, e minha mãe colocou a mão no rosto.

— Eu não disse que você vai fazer hoje ou amanhã. Só quero que você se cuide, e você é esperta, mas não custa nada lembrar. Se vim com muito papo, você esquece. Paixão é como gripe, dá e passa, mas se for amor, aí é outra...

— Como você soube que estava apaixonada pelo meu pai? — perguntei a ela.

— Ah, filha, não sei em qual momento assim eu entendi que estava apaixonada. Mas eu acho que sempre fui, só que mentia para mim mesma por ele ser um idiota naquela época — ela falou, e a abracei, com saudade.

— Vou tentar tirar aqueles garotos da minha cabeça e dormir...

— Por que no plural? — minha mãe perguntou.

— É que eu estava pensando no neto da senhora do quiosque lá da universidade. O Gael, o bebê mais lindo do mundo. É tão fofo — falei, sorrindo.

— Ah, entendi, mas as bebês mais lindas do mundo são minhas filhas — ela falou, e nos deitamos na cama.

— A senhora nem o viu, ele é a coisa mais linda do mundo. Espero que a mãe dele não seja ciumenta, porque eu estou louca para vê-lo de novo — falei, e minha mãe me olhou de uma maneira diferente, mas não falou nada.

— Então durma para não ter olheiras e ver os seus garotos — minha mãe falou, fazendo cafuné até eu dormir.

...©©©©©©©©©...

^^^Continua...^^^

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Comments

Jacira Poliano

Jacira Poliano

mas que história linda

2024-01-05

3

Lucia Carneiro

Lucia Carneiro

Parabéns autora pelo seu livro, estou amando essa história sofrida, mas tenho certeza que Bernardo vai superar com a ajuda da Analu!

2023-11-30

0

Ana

Ana

Parabéns pela história

2023-11-22

0

Ver todos
Capítulos
1 Prólogo
2 Capítulo 1
3 Capítulo 2
4 Capítulo 3
5 Capítulo 4
6 Capítulo 5
7 Capítulo 6
8 Capítulo 7
9 Capítulo 8
10 Capítulo 9
11 Capítulo 10
12 Capítulo 11
13 Capítulo 12
14 Capítulo 13
15 Capítulo 14
16 Capítulo 15
17 Capítulo 16
18 Capítulo 17
19 Capítulo 18
20 Capítulo 19
21 Bônus do Nicolas
22 Capítulo 20
23 Capítulo 21
24 Capítulo 22
25 Capítulo 23
26 Capítulo 24
27 Capítulo 25
28 Capítulo 26
29 Capítulo 27
30 Capítulo 28
31 Capítulo 29
32 Capítulo 30
33 Capítulo 31
34 Capítulo 32
35 Capítulo 33
36 Capítulo 34
37 Capítulo 35
38 Capítulo 36
39 Capítulo 37
40 Capítulo 38
41 Capítulo 39
42 Capítulo 40
43 Capítulo 41
44 Capítulo 42
45 Capítulo 43
46 Capítulo 44
47 Capítulo 45
48 Bônus da Taylor
49 Capítulo 46
50 Bônus Nícolas
51 Capítulo 47
52 Personagens
53 Capítulo 48
54 Capítulo 49
55 Capítulo 50
56 Capítulo 51
57 Capítulo 52
58 Capítulo 53
59 Capítulo 54
60 Capítulo 55
61 Capítulo 56
62 Capítulo 57
63 Capítulo 58
64 Capítulo 59
65 Capítulo 60
66 Capítulo 61
67 Capítulo 62
68 Capítulo 63
69 Capítulo 64
70 Capítulo 65
71 Capítulo 66
72 Capítulo 67
73 Capítulo 68
74 Capítulo 69
75 Capítulo 70
76 Capítulo 71
77 Capítulo 72
78 Capítulo 73
79 Capítulo 74
80 Capítulo 75
81 Bônus da Alexandra
82 Capítulo 76
83 Capítulo 77
84 Capítulo 78
85 Capítulo 79
86 Capítulo 80
87 Capítulo 81
88 Capítulo 82
89 Capítulo 83
90 Bônus do Miguel
91 Capítulo 84
92 Capítulo 85
93 Bônus Gustavo
94 Capítulo 86
95 Capítulo 87
96 Capítulo 88
97 Capítulo 89
98 Capítulo 90
99 Capítulo 91
100 Capítulo 92
101 Capítulo 93
102 Capítulo 94
103 Capítulo 95
104 Capítulo 96
105 Capítulo 97
106 Capítulo 98
107 Capítulo 99
108 Capítulo 100
109 Epílogo
Capítulos

Atualizado até capítulo 109

1
Prólogo
2
Capítulo 1
3
Capítulo 2
4
Capítulo 3
5
Capítulo 4
6
Capítulo 5
7
Capítulo 6
8
Capítulo 7
9
Capítulo 8
10
Capítulo 9
11
Capítulo 10
12
Capítulo 11
13
Capítulo 12
14
Capítulo 13
15
Capítulo 14
16
Capítulo 15
17
Capítulo 16
18
Capítulo 17
19
Capítulo 18
20
Capítulo 19
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Bônus do Nicolas
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Capítulo 20
23
Capítulo 21
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Capítulo 22
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Capítulo 23
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Capítulo 25
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Capítulo 27
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Capítulo 28
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Capítulo 29
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Capítulo 31
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Capítulo 32
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Capítulo 33
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Bônus da Taylor
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Bônus Nícolas
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Capítulo 47
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Personagens
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Capítulo 49
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Capítulo 50
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Capítulo 57
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Capítulo 58
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Capítulo 59
65
Capítulo 60
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Capítulo 61
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Capítulo 63
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Capítulo 74
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Capítulo 75
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Bônus da Alexandra
82
Capítulo 76
83
Capítulo 77
84
Capítulo 78
85
Capítulo 79
86
Capítulo 80
87
Capítulo 81
88
Capítulo 82
89
Capítulo 83
90
Bônus do Miguel
91
Capítulo 84
92
Capítulo 85
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Bônus Gustavo
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Capítulo 91
100
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Capítulo 98
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108
Capítulo 100
109
Epílogo

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