Capítulo 15. Dívida

Quem olhava Donna, andando com seu porte firme e elegante, sua beleza clássica e de feições suaves, via também a insinuação dos tecidos se movendo e marcando seu corpo esbelto,mas curvilíneo. Estava toda coberta, mas era impossível não notar sua beleza corporal..

O primeiro a ficar estático, olhando para ela, inebriado com sua aparência e seu aroma suave de flor de laranjeira. 

— Oi, sou Klarice Jonathan, vim para uma reunião.

O recepcionista despertou e desconcertado, conferiu seu nome e lhe entregou um cartão de visitante. Ela foi até o elevador e subiu para o andar indicado, Onde ficava a sala de reuniões. Ao descer do elevador, ela avistou Marconi saindo de seu escritório e também foi vista por ele.

Ela seguiu até ele e ele foi ao seu encontro, no caminho, estava Romão, que sorriu ao vê-la e a interpelou:

— Senhorita Jons, que bom vê-la. O que está por trás aqui, hoje?

Marconi chegou logo depois e completou a pergunta:

— Que alegria vê-la aqui, Klari, veio me ver?

O advogado, Dr. Norbeth, saiu do elevador neste momento e foi se encontrar com ela, que respondeu aos dois, estendendo a mão:

— Sim, vim encontrá-lo, Sr. Gregorius, sou Klarice Jonathan e este é meu advogado, Dr. Norbeth.

Ela conseguiu causar a impressão que queria, espanto, surpresa, estarrecimento.

— Como assim? Não pode ser? Como eu não descobri isso antes? — perguntou Romão, enquanto Marconi continuava estático.

Klarice olhou para a própria mão estendida, que ele não apertou e baixou-a.

— Podemos ir para o local da reunião? — perguntou ela.

Marconi piscou, sem acreditar, não podia ser. A mulher que ele tanto queria, era a que ele queria ver sofrer, não fazia sentido. Romão cutucou ele, para que despertasse e indicou a sala de reuniões para Klarice e seu advogado.

Os dois seguiram para a sala de reuniões, enquanto Romão ficou para trás, para reanimar seu patrão.

— Senhor, precisa ficar firme, por favor, se recomponha.

Depois de ter seu ombro sacudido, Marconi saiu de seu estado de paralisia e olhou para o assistente, perguntando:

— Não pode ser… o tempo todo eu soube que ela precisava de dinheiro. Trabalhou de acompanhante, pintou quadros em curto espaço de tempo e eu sequer desconfiei que era o responsável por sua dívida.

— Sugiro que o senhor pare de pensar nisso e vá para a reunião.

Marconi acenou com a cabeça e entrou na sala de reuniões, sentando-se na cabeceira. Além de Clarice e seu advogado, estavam presente também, o contador e o advogado Marconi. Clarice não esperou ele falar, pegou sua pasta e mostrou a ele, perguntando se os valores estavam certos.

Marconi passou a pasta para seu contador, que analisou os dados, comparados com os próprios dados e falou:

— Esses cálculos não coincidem com os nossos, estão bem inferiores.

— É só o senhor conferir os comprovantes anexos. — disse ela ao contador e dirigiu-se ao Marconi — Sabe, Sr. Gregorios, fiz minhas pesquisas. Meu pai era um homem imoral,mas nunca foi um mal administrador. A empresa nunca teve problemas e por isso desconfiei. Com as pesquisas, descobri que o senhor forçou a falência, formando parcerias com os empresários parceiros do meu pai.

— E daí?

— Daí que aproveitou a baixa dele no negócios, o difamou para as ações baixarem e comprou as ações em baixa. Pois bem, fiz os cálculos e descontei da dívida dos empréstimos que fez, o prejuízo que o senhor causou. Tenho os depoimentos de todos os que o senhor corrompeu. Então?

Marconi vou que ela fez o dever de casa e estava certa, ele foi um calhorda, tudo em busca de uma vingança por algo que ela não tinha culpa. Então ordenou ao contador:

— Dê a ela o valor que ela calculou, com o desconto, não quero nada a mais. Como prefere pagar, senhorita Jonathan?

Romão expressava em seu rosto, o espanto em ver seu patrão ceder tão facilmente, já que o que fizeram era uma operação normal no meio empresarial, além de ser o grande objetivo de vingança de sua vida. 

" O amor faz milagres." Pensou.

— Transferência bancária, me passe o número, por favor. — respondeu Klarice, a pergunta de Marconi.

Fizeram a transação, o advogado conferiu o comprovante e ela começou a se despedir, quando Marconi pediu que ficasse.

— Eu gostaria de lhe fazer uma oferta por suas ações.

 — Bem, Sr. Gregorius… — ele a interrompeu.

— Por favor, pare de me chamar de senhor.

— Estamos tratando de negócios, é bom o tratamento cerimonioso. Como ia dizendo, eu pensei em decretar falência, mas não achei justo com os funcionários e de qualquer forma, teria que pagar a dívida. Verifiquei o estoque, fiz alguns contatos e mantive a empresa funcionando. Com certeza, não foi para lhe entregar de bandeja, como o senhor costuma fazer.

Ele olhava fixamente para os lábios rosados, se movendo e fazendo biquinho quando falava. Estava fascinado e quase não prestou atenção no que ela falava.

— Você, mesmo com o desconto, deve ter ficado no vermelho e vender algumas ações para mim, pode te ajudar.

— Acha que eu sou otária? Sei que você perseguiu meu pai, por algum motivo e não vou lhe entregar de bandeja, o trabalho de toda uma vida.

Ele ficou enraivecido pelo que ela falou, como se o pai dela fosse um homem que merecesse respeito. Resolveu contar para ela, seu motivo de vingança. 

— Eu era órfão e passei por várias instituições e sempre fugia, até o senhor Armand, sócio do seu pai, me adotar. Ele me deu um emprego na empresa, como estagiário e pequeno aprendiz, mas seu pai nunca gostou de mim. Ele me xingava, humilhava e até me chutava quando ninguém via. Armand sempre me protegeu, mas ele faleceu e seu pai não se contentou em me mandar embora, me acusou de roubo e me demitiu por justa causa.

— É daí, eu sei como é meu pai, mas nunca deixei ele determinar quem eu sou. Você quer que eu sinta pena de você? Encontrou a pessoa errada.

CONTINUA

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Comments

Elis Alves

Elis Alves

Donna? A dona da po*rra toda né? 🤣

2024-12-18

1

Maria Helena Macedo e Silva

Maria Helena Macedo e Silva

se ela falasse o quê o pai fazia com ela , ele iria perceber quê o que. passou foi insignificante e que ela teria mais motivo de se vingar mas por consideração a empresa e aos funcionários não o fez.

2024-09-19

0

Celia Chagas

Celia Chagas

É ela poderia repensar tudo o pai dele fez com ele, já que fez o mesmo com ela só que cada pessoa tem um modo de pensar ele optou por vingança ela optou por pensar nos operários, pessoas que não tinha nada com o cafajeste do seu pai 🥺🥺

2024-04-30

8

Ver todos
Capítulos
1 Capítulo 1. Beleza Pura
2 Capítulo 2. Procura
3 Capítulo 3. Flores
4 Capítulo 4. Papo de Amiga
5 Capítulo 5. Perseguidor
6 Capítulo 6. O Por quê
7 Capítulo 7. Intenções
8 Capítulo 8. Fogo
9 Capítulo 9. Vergonha
10 Capítulo 10. Correria
11 Capítulo 11. Descobertas
12 Capítulo 12. Visita Indesejada
13 Capítulo 13. Novela
14 Capítulo 14. Cobras
15 Capítulo 15. Dívida
16 Capítulo 16. Confronto
17 Capítulo 17. Domínio
18 Capítulo 18. Almoço
19 Capítulo 19. Eu Quero
20 Capítulo 20. Aquecendo a Alma
21 Capítulo 21. Culpa
22 Capítulo 22. Perdão
23 Capítulo 23. Convites
24 Capítulo 24. Festa
25 Capítulo 25. Discussão
26 Capítulo 26. Conclusão da Noite
27 Capítulo 27. Paixão
28 Capítulo 28. Flagrante
29 Capítulo 29. Fama
30 Capítulo 30. Despedida
31 Capítulo 31. Duelo
32 Capítulo 32. Paciência
33 Capítulo 33. Vida
34 Capítulo 34. Cara a Cara
35 Capítulo 35. Consolo
36 Capítulo 36. Visita Inesperada
37 Capítulo 37. Mudança
38 Capítulo 38. Prazer
39 Capítulo 39. Revanche
40 Capítulo 40. Esquema
41 Capítulo 41. Derrota
42 Capítulo 42. Tristeza e Vingança
43 Capítulo 43. Exposição
44 Capítulo 44. Risadinhas
45 Capítulo 45. Cachorrada
46 Capítulo 46. Ainda Não
47 Capítulo 47. Exibição
48 Capítulo 48. Compartilhando
49 Capítulo 49. Casa Nova
50 Capítulo 50. Confirmação
51 Capítulo 51. Eventos
52 Capítulo 52. Premiação Surpresa
53 Capítulo 53. Outras Cópias
54 Capítulo 54. Preparativos
55 Capítulo 55. Casamento
56 Capítulo 56. Lua de Mel
57 Capítulo 57. Lua de Mel 2
58 Capítulo 58. Novidades
59 Capítulo 59 Final. Irmãos
60 Capítulo 60. Epílogo
Capítulos

Atualizado até capítulo 60

1
Capítulo 1. Beleza Pura
2
Capítulo 2. Procura
3
Capítulo 3. Flores
4
Capítulo 4. Papo de Amiga
5
Capítulo 5. Perseguidor
6
Capítulo 6. O Por quê
7
Capítulo 7. Intenções
8
Capítulo 8. Fogo
9
Capítulo 9. Vergonha
10
Capítulo 10. Correria
11
Capítulo 11. Descobertas
12
Capítulo 12. Visita Indesejada
13
Capítulo 13. Novela
14
Capítulo 14. Cobras
15
Capítulo 15. Dívida
16
Capítulo 16. Confronto
17
Capítulo 17. Domínio
18
Capítulo 18. Almoço
19
Capítulo 19. Eu Quero
20
Capítulo 20. Aquecendo a Alma
21
Capítulo 21. Culpa
22
Capítulo 22. Perdão
23
Capítulo 23. Convites
24
Capítulo 24. Festa
25
Capítulo 25. Discussão
26
Capítulo 26. Conclusão da Noite
27
Capítulo 27. Paixão
28
Capítulo 28. Flagrante
29
Capítulo 29. Fama
30
Capítulo 30. Despedida
31
Capítulo 31. Duelo
32
Capítulo 32. Paciência
33
Capítulo 33. Vida
34
Capítulo 34. Cara a Cara
35
Capítulo 35. Consolo
36
Capítulo 36. Visita Inesperada
37
Capítulo 37. Mudança
38
Capítulo 38. Prazer
39
Capítulo 39. Revanche
40
Capítulo 40. Esquema
41
Capítulo 41. Derrota
42
Capítulo 42. Tristeza e Vingança
43
Capítulo 43. Exposição
44
Capítulo 44. Risadinhas
45
Capítulo 45. Cachorrada
46
Capítulo 46. Ainda Não
47
Capítulo 47. Exibição
48
Capítulo 48. Compartilhando
49
Capítulo 49. Casa Nova
50
Capítulo 50. Confirmação
51
Capítulo 51. Eventos
52
Capítulo 52. Premiação Surpresa
53
Capítulo 53. Outras Cópias
54
Capítulo 54. Preparativos
55
Capítulo 55. Casamento
56
Capítulo 56. Lua de Mel
57
Capítulo 57. Lua de Mel 2
58
Capítulo 58. Novidades
59
Capítulo 59 Final. Irmãos
60
Capítulo 60. Epílogo

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