Quem olhava Donna, andando com seu porte firme e elegante, sua beleza clássica e de feições suaves, via também a insinuação dos tecidos se movendo e marcando seu corpo esbelto,mas curvilíneo. Estava toda coberta, mas era impossível não notar sua beleza corporal..
O primeiro a ficar estático, olhando para ela, inebriado com sua aparência e seu aroma suave de flor de laranjeira.
— Oi, sou Klarice Jonathan, vim para uma reunião.
O recepcionista despertou e desconcertado, conferiu seu nome e lhe entregou um cartão de visitante. Ela foi até o elevador e subiu para o andar indicado, Onde ficava a sala de reuniões. Ao descer do elevador, ela avistou Marconi saindo de seu escritório e também foi vista por ele.
Ela seguiu até ele e ele foi ao seu encontro, no caminho, estava Romão, que sorriu ao vê-la e a interpelou:
— Senhorita Jons, que bom vê-la. O que está por trás aqui, hoje?
Marconi chegou logo depois e completou a pergunta:
— Que alegria vê-la aqui, Klari, veio me ver?
O advogado, Dr. Norbeth, saiu do elevador neste momento e foi se encontrar com ela, que respondeu aos dois, estendendo a mão:
— Sim, vim encontrá-lo, Sr. Gregorius, sou Klarice Jonathan e este é meu advogado, Dr. Norbeth.
Ela conseguiu causar a impressão que queria, espanto, surpresa, estarrecimento.
— Como assim? Não pode ser? Como eu não descobri isso antes? — perguntou Romão, enquanto Marconi continuava estático.
Klarice olhou para a própria mão estendida, que ele não apertou e baixou-a.
— Podemos ir para o local da reunião? — perguntou ela.
Marconi piscou, sem acreditar, não podia ser. A mulher que ele tanto queria, era a que ele queria ver sofrer, não fazia sentido. Romão cutucou ele, para que despertasse e indicou a sala de reuniões para Klarice e seu advogado.
Os dois seguiram para a sala de reuniões, enquanto Romão ficou para trás, para reanimar seu patrão.
— Senhor, precisa ficar firme, por favor, se recomponha.
Depois de ter seu ombro sacudido, Marconi saiu de seu estado de paralisia e olhou para o assistente, perguntando:
— Não pode ser… o tempo todo eu soube que ela precisava de dinheiro. Trabalhou de acompanhante, pintou quadros em curto espaço de tempo e eu sequer desconfiei que era o responsável por sua dívida.
— Sugiro que o senhor pare de pensar nisso e vá para a reunião.
Marconi acenou com a cabeça e entrou na sala de reuniões, sentando-se na cabeceira. Além de Clarice e seu advogado, estavam presente também, o contador e o advogado Marconi. Clarice não esperou ele falar, pegou sua pasta e mostrou a ele, perguntando se os valores estavam certos.
Marconi passou a pasta para seu contador, que analisou os dados, comparados com os próprios dados e falou:
— Esses cálculos não coincidem com os nossos, estão bem inferiores.
— É só o senhor conferir os comprovantes anexos. — disse ela ao contador e dirigiu-se ao Marconi — Sabe, Sr. Gregorios, fiz minhas pesquisas. Meu pai era um homem imoral,mas nunca foi um mal administrador. A empresa nunca teve problemas e por isso desconfiei. Com as pesquisas, descobri que o senhor forçou a falência, formando parcerias com os empresários parceiros do meu pai.
— E daí?
— Daí que aproveitou a baixa dele no negócios, o difamou para as ações baixarem e comprou as ações em baixa. Pois bem, fiz os cálculos e descontei da dívida dos empréstimos que fez, o prejuízo que o senhor causou. Tenho os depoimentos de todos os que o senhor corrompeu. Então?
Marconi vou que ela fez o dever de casa e estava certa, ele foi um calhorda, tudo em busca de uma vingança por algo que ela não tinha culpa. Então ordenou ao contador:
— Dê a ela o valor que ela calculou, com o desconto, não quero nada a mais. Como prefere pagar, senhorita Jonathan?
Romão expressava em seu rosto, o espanto em ver seu patrão ceder tão facilmente, já que o que fizeram era uma operação normal no meio empresarial, além de ser o grande objetivo de vingança de sua vida.
" O amor faz milagres." Pensou.
— Transferência bancária, me passe o número, por favor. — respondeu Klarice, a pergunta de Marconi.
Fizeram a transação, o advogado conferiu o comprovante e ela começou a se despedir, quando Marconi pediu que ficasse.
— Eu gostaria de lhe fazer uma oferta por suas ações.
— Bem, Sr. Gregorius… — ele a interrompeu.
— Por favor, pare de me chamar de senhor.
— Estamos tratando de negócios, é bom o tratamento cerimonioso. Como ia dizendo, eu pensei em decretar falência, mas não achei justo com os funcionários e de qualquer forma, teria que pagar a dívida. Verifiquei o estoque, fiz alguns contatos e mantive a empresa funcionando. Com certeza, não foi para lhe entregar de bandeja, como o senhor costuma fazer.
Ele olhava fixamente para os lábios rosados, se movendo e fazendo biquinho quando falava. Estava fascinado e quase não prestou atenção no que ela falava.
— Você, mesmo com o desconto, deve ter ficado no vermelho e vender algumas ações para mim, pode te ajudar.
— Acha que eu sou otária? Sei que você perseguiu meu pai, por algum motivo e não vou lhe entregar de bandeja, o trabalho de toda uma vida.
Ele ficou enraivecido pelo que ela falou, como se o pai dela fosse um homem que merecesse respeito. Resolveu contar para ela, seu motivo de vingança.
— Eu era órfão e passei por várias instituições e sempre fugia, até o senhor Armand, sócio do seu pai, me adotar. Ele me deu um emprego na empresa, como estagiário e pequeno aprendiz, mas seu pai nunca gostou de mim. Ele me xingava, humilhava e até me chutava quando ninguém via. Armand sempre me protegeu, mas ele faleceu e seu pai não se contentou em me mandar embora, me acusou de roubo e me demitiu por justa causa.
— É daí, eu sei como é meu pai, mas nunca deixei ele determinar quem eu sou. Você quer que eu sinta pena de você? Encontrou a pessoa errada.
CONTINUA
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 60
Comments
Elis Alves
Donna? A dona da po*rra toda né? 🤣
2024-12-18
1
Maria Helena Macedo e Silva
se ela falasse o quê o pai fazia com ela , ele iria perceber quê o que. passou foi insignificante e que ela teria mais motivo de se vingar mas por consideração a empresa e aos funcionários não o fez.
2024-09-19
0
Celia Chagas
É ela poderia repensar tudo o pai dele fez com ele, já que fez o mesmo com ela só que cada pessoa tem um modo de pensar ele optou por vingança ela optou por pensar nos operários, pessoas que não tinha nada com o cafajeste do seu pai 🥺🥺
2024-04-30
8