Ele saiu e entrou em um táxi, chegando no hotel em que ela estava hospedada, mas foi informado que ela havia acabado de sair.
Seu celular tocou e era a agenciadora, que o convidou para tomar o café da manhã.
— Temos um assunto sério para conversar, me encontre no café Tower. — disse ela e desligou.
— Parece até que ela sabe onde estou, pois o café é aqui em frente, acho que vou levar uma bronca, igual criança malcriada. — falou consigo mesmo.
O domingo estava ensolarado. O céu não tinha nuvens e Klari, sentiu pena de ir dormir e não aproveitar o dia, mas estava cansada e com dor. Tomou a pílula e um analgésico, trocou de roupa e ligou o ar condicionado, assim isolaria o som externo. Fechou as cortinas blackout e deitou, dormindo assim que se ajeitou em seus lençóis, pousando a cabeça no travesseiro de plumas.
Marconi entrou no café e avistou Antonia em uma mesa, próxima a vitrine da frente. O cheiro de café do ambiente era muito agradável e ele se aproximou e cumprimentou a mulher elegante à sua frente.
— Bom dia, Antonia. — estendeu a mão e ela correspondeu, sem levantar da cadeira.
— Pra você, é senhora Velasquez, depois da burrada que fez. Sente-se.
Ele sentou e não respondeu ou negou a acusação. Era homem o suficiente para assumir que ultrapassou o limite, por não controlar sua libido.
— Eu não consegui me controlar, desejei-a desde a primeira vez que a vi. Infelizmente, ela não pareceu retribuir e eu a induzi.
— O senhor conta isso, como se fosse uma coisa banal, sem muita importância. Mas o senhor infringiu uma de nossas normas contratuais, que diz que não pode transar com as meninas no horário de trabalho. Seu contrato terminou às 6 horas de hoje.
— Pensei que você estava chateada pelo que fiz com Klari. Mas é só por infringir seu bendito contrato? — falou ultrajado.
— Aquela jovem é muito preciosa e você jamais saberá a profundidade do estrago que provocou nela, dinheiro nenhum paga. Ela precisava de dinheiro e eu insisti e lhe dei garantia de que nada lhe aconteceria. Claro que não contava com Marconi Gregorius, o conquistador.
Ele se sentiu pior do que estava e pegou do bolso, o cartão que trouxe para Klari.
— Você disse que ela precisava de dinheiro, entregue isto a ela, é um cartão presente, tem 1 milhão de dólares, nele.
Antonia sorriu, amarga. Se bem conhecia Klarice, ela ficaria furiosa e o que ela perdeu, ninguém nunca restituirá. Ela pegou o cartão e se levantou, não adiantava falar mais nada, ele não entenderia, por isso se levantou e se despediu.
— Vou entregar a ela, o senhor terá notícias em breve. Adeus.
Ela passou pela mesa e foi embora, deixando-o ali, sem entender muito bem o que foi aquilo. Ele pediu um café completo, comeria bem, não se lamentaria pelo que já tinha acontecido. Se desfazer do prazer que sentiu com ela, seria desvalorizar o momento e a mulher, pois foi muito bom. O pior é que não estava satisfeito.
Ele sabia que uma noite não bastaria para saciar a fome que tinha dela. Não compreendia essa fome que o corroía por dentro, precisava encontrá-la de qualquer maneira. Ligou para seu assistente direto, Romão e pediu que a localizasse, lhe passando o nome Klari Jons.
Já havia procurado por ela no google e descobriu que era uma pintora de sucesso, suas telas abstratas faziam muito sucesso e custavam milhões. Não entendia o porquê dela precisar ser acompanhante, já que ganhava tanto com seus quadros.
Recebeu um e-mail com o que Romão descobriu, que era o que ele já sabia. Ligou para ele e disse, bravo:
— Isso eu já sei…
Desligou sem esperar resposta e procurou o endereço da última vernissage dos quadros de Klari. Foi até o local e estava fechado, mas tinha um número de contato, na placa e ligou. Ouviu o telefone tocando dentro da loja e percebeu que teria que esperar o funcionário no horário comercial.
O celular tocou, ele atendeu rapidamente e Romão falou do outro lado:
— " Só encontrei o nome do atelier e só abre de terça a sábado, a partir das 14 horas. "
— Isso eu já sei, também, obrigado.
Desligou com raiva e foi para o seu apartamento. Queria que o tempo passasse logo e pudesse voltar ao ateliê e descobrir como encontrar Klari.
Enquanto isso, Klari dormia o sono da reparação que seu corpo precisava e quando acordou, no meio da tarde, espreguiçou-se, ainda na cama. Sentiu o incômodo por seu corpo ter usado partes que nunca usou. Estava com fome e foi preparar algo para comer. O mais rápido foi colocar a sobra de uma lasanha no microondas.
Pegou o prato e uma xícara de chá, subiu para o terraço e sentou-se confortavelmente em uma poltrona com almofadas coloridas e ficou ali, desfrutando do local e da refeição. Tudo aquilo acalmava o seu interior e mantinha sua mente sã.
Precisava terminar os quadros para a próxima exposição, só tinha 15 dias para faturar o valor que faltava para quitar as dívidas deixadas por seu pai. Depois do que viveu no dia anterior, sua inspiração mudou e deu uma guinada em suas idéias. Queria iniciar logo, naquele dia mesmo, aproveitando o pôr do sol, que daquele terraço, era magnífico.
Levantou-se e foi preparar tudo para começar a pintar.
Seu terraço era espaçoso e ela dividiu-o entre o ateliê e a estufa, onde guardava o seu estoque da floricultura. Havia uma escada em caracol, que ligava o interior da floricultura e a estufa, assim, sua gerente tinha livre acesso e só ela tinha a chave do alçapão de entrada, assim, Klari ficava segura.
O atelier ficava na outra metade e tinha visão para o parque e bem ao longe, via-se o mar na linha do horizonte, que era ótimo para ela.
— Vou me livrar de você, Gregorius. Não quero nem a sua lembrança em minha vida.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Maria Helena Macedo e Silva
🤦📖👀
2024-09-19
1
Sineia Soares
Ele foi um cafajeste
2024-08-25
3
Celia Chagas
Depois da cafajestage vai correr atrás, idiota mesmo 🤨🤨
2024-04-30
9