Miguel Navarro

Não sou homem de correr dos desafios, e essa mulher diante de mim despertou meu pior lado! O de não correr de um bom desafio.

Devo admitir que estou surpreso com nosso reencontro, mas isso não vai mudar o que aconteceu dentro daquele elevador. Falo me aproximando dela.

A mulher que vi dentro do elevador, o medo em meio a uma crise de pânico, não condiz com a que está diante de mim.

Porém não me importa. Falo me afastando dela. Você será minha hoje, quanto ao dinheiro, posso dizer que tenho o suficiente para fazer tudo que quero com você.

Como se chama? Pergunto curioso.

— Sereia. Responde me encarando.

— Seu nome de verdade, não o que usa aqui! Falo , sentando numa poltrona ao lado da cama.

— Não estamos aqui para bater papo e sim para que eu faça meu trabalho e você relaxe. Ela responde, andando pelo quarto.

Atrevida, responde parando diante de mim. Puxo a para meu colo, prendo seu cabelo forçando para que fiquemos cara a cara.

Minha sereia, devo admitir que gosto desse nome. Mas prefiro o verdadeiro, como não vai me responder vamos ao que interessa.

Levanto com ela no meu colo, ando até a cama, deposito seu corpo no colchão, olho para seus lábios, vejo-os unidecer com os olhos vidrados nos meus, toco seu corpo sentindo a textura da sua pele. Num jogo de sedução, ela fica de joelhos, toca meu peito.

Tira minha roupa sem desviar os olhos do meu como uma boa garota . Faz tudo com maestria, provando, dando-me prazer. Arfo sentindo sua boca me devorar sem pressa, sem paciência para preliminares, empurro seu corpo contra o colchão, é minha vez. Falo afastando suas pernas, me encaixando no meio delas, sinto seu interior me receber.

Sem controle do meu corpo, numa batalha de prazer, ouço seus gemidos, suas unhas rasgam minha pele, causando uma adrenalina no meu corpo como nunca antes, busco controle e um pouco de sanidade para não descarregar nela minha raiva.

Porém perdi o único fio de controle ao me dar conta do seu fingimento.

O que pensa que está fazendo? Pergunto, prendendo suas mãos no alto da cabeça.

— Do que tá falando? responde a morena debaixo de mim.

Acha mesmo que não conheço um gemido de prazer para um gemido falso? Pergunto, sem me mexer ainda conectado a ela.

A morena vou mostrar a você o caminho do prazer, e garanto que sua punição vai ser uma delícia para mim. Falo virando de costa.

Bato na sua bunda, ouço dar um grito de surpresa, volto à posição, seu corpo levado ao limite sem permitir que tenha o alívio que procura.

Intensifico as investidas, não deixando que encontre o que precisa, ouço seus gemidos agora mais vivos, demonstrando que está conectada ao momento, sentindo de verdade o prazer, a luxúria, o desejo de buscar mais e mais contato para que assim possa desfrutar do verdadeiro prazer.

Porém, prometi que a puniria, e sou um homem de palavra. Ao sentir seu corpo tremer, me obrigando a ter mais dela, dessa conexão que nos puxa para a beira do abismo, me jogando num precipício sem paraquedas. Ofegante, me jogo do seu lado, trago seu corpo para cima do meu, mostrando o que fazer. Assim ela faz, sem forças, me encarando, me obrigando a continuar sua punição, mas no momento que sinto seu corpo ceder aos meus toques, perco o controle, toda a sanidade, levando-a junto comigo, obrigando-a a entregar-se com força, dando-lhe o que busca, alívio para sua tortura.

Sinto seu corpo cair sobre o meu, ainda em êxtase, convulsionando de prazer. O que aconteceu nesta cama foi tão intenso ao ponto de me deixar perdido, perdido diante da mulher que me encantou de uma forma que não consigo tirá-la da mente.

— Você não está falando sério, Miguel? Pergunta Leandro.

— Estou respondo depois de contar rudo que aconteceu na noite passada. O problema é que não consigo me arrepender do que fiz, tanto que paguei uma fortuna para que não saísse com nenhum outro homem. Falo com raiva só de pensar nesta possibilidade.

— Mas você é certinho demais para sair com prostituta!

— Caralho! Olha como fala dela. Falo o advertindo.

— Foi mal, amigo. Mas então, o que vai fazer agora?

— Não sei, realmente não sei. Respondo frustrado.

O certo seria não ver mais a sereia, mas desde que a vi no elevador, não consigo tirá-la da cabeça.

— Senhor Navarro, o senhor tem visita. avisa Mônica, minha secretária.

— Não estava com cabeça para visitas, ainda mais sem ser avisado. Entro na minha sala e me deparo com uma cabeleira loira sentada na minha cadeira, concentrada no telefone. Ao me ver, se vira. Paula corre na minha direção e se joga nos meus braços.

Com o impacto do seu corpo contra o meu, dou dois passos para trás, segurando-nos para não cair.

— Oi Miguel, que saudades estava de você! Por que não me avisou que tinha voltado ao país?

— Afasto Paula, caminho até minha cadeira, me sento buscando paciência para lidar com a insistência dela de agir como se fôssemos namorados, coisa que não acontecerá nunca.

Cometi o erro de, numa noite de bebedeira, transar com ela. Paula é irmã do Victor, a conheço desde criança. Ela fazia questão de ficar no meu pé onde quer que fosse, nos encontros de família, na escola. Por sorte, terminei a escola primeiro que ela e fui fazer faculdade fora do país. Como sou mais velho que ela cinco anos, mesmo ela sendo uma mulher linda, nunca a vi com outros olhos, sempre como a fedelha chata e mimada que é. Bufo e respiro para responder seu questionário. Olho para ela, que continua parada no mesmo lugar.

— Boa tarde, Paula. Falo educadamente. Não avisei a você sobre minha volta ao país porque não te devo satisfação. Já falei para parar de agir como se existisse algo entre nós. O que aconteceu aquela noite foi só sexo, e claro que não aconteceria de novo. Então, por favor, pare de me perseguir, não há a menor possibilidade de nós ficarmos juntos. Em respeito aos meus tios e a Victor, que não te boto para fora daqui. Falo rude.

— Peço desculpas por ter invadido sua sala, não quero que me entenda mal, só queria fazer uma surpresa, pensei que depois do que aconteceu você nos daria uma chance. Sabe que te amo e nunca vou desistir de você. Ouso sua voz chorosa, mas não me abalo, conheço bem Paula para saber que é tudo encenação.

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