Amélia /Améli.
"-Mamãe, papai não me deixa" - Entre a realidade e a inconsciente eu chamava pelos meus pais de sangue, imagens distorcidas de um trágico acidente, o seus rostos são apenas borrões, como sempre, nunca consigo os ver perfeitamente, suas vozes pareciam um eco distorcido na minha cabeça.
Na esteira de praia no chão imundo do sótão eu estou deitada a delirar de febre, tremia-me inteira de frio e dor, mal consigo-me mover, as inúmeras marcas espalhadas no meu corpo não desapareceu como eu previa, já si, faz uma semana que eu literalmente sirvo como escrava nessa casa, janaina si tornou o meu carrasco e não me dava a mínima oportunidade de tentar convence-la de que não sou o monstro da Natasha, ela faz-me levantar 05:00 da madrugada, e só me dá descanso depois das dez da noite, uma refeição por dia e a cada dia sinto-me mais fraca. Hoje foi um dos piores dias Magnum fez questão de fazer-me acordar 04:00 da madrugada.
"É uma noite fria como as outras, a diferença era meu nível de exaustão, sou acostumada com o trabalho árduo, mais isso aqui vai além que uma pessoa só possa suportar, fui deitar após dois dias sem me lavar, sinto-me suja e fedorenta, o cabelo embolado, e coçando, não tenho produtos de higiene pessoal para o banho apenas água fria, são cinco minutos de banho, com a porta pré-aberta onde Nanda me vigia, ela ajuda-me a vestir a roupa quando estou muito cansada, faz as suas lamentações sobre o meu atual estado de decadência, o meu machucado nas costas está com um inchaço com água e pus, quando ando, sinto dor extrema, quando me deito no chão para dormir, é de barriga para baixo. Escovo os dentes, pois Nanda me dá uma escova de dente com pasta na hora do banho escondido de Janaína, seguro xixi o máximo que consigo, por duas vezes acabei a urinar na roupa por segurar demais, bebo o mínimo de água possível para não ter que passar por essa humilhação de novo.
Durmo todas as noites com uma camisola velha de Nanda, apesar dos protestos de Janaína, sobre ela dar-me a peça e si sentir empática para comigo, no fim Janaína cedeu com o bom argumento de Nanda
-Deixa-rá ela dormir nua, quer também que os seguranças dessa casa a deseje ou até mesmo abuse dela, Jana não estou-te reconhecendo, faria esse tipo de mal a alguém? - Os olhos de Janaína divagaram sobre mim, que no momento estava enrolada em uma toalha após banho, ela me olhou superiora, mas apesar da postura eu vi pena nos seus olhos.
- Não, vá de a ela a camisola, mais chega de gentileza a essa daí. "
" Estava deita de bruços e dormia um sono inquieto quando um chute acertou-me, um daqueles chutes que pessoas ruins dão em cachorro morto na rua, eu gemi baixinho, sendo acordada com muita dor. Minha camisola levemente levantada revelava parte do meu bumbum completamente nu, sem peça intima por baixo. Assim que abri os olhos e vi aquele homem enorme a minha frente, sentei e me levantei ignorando as dores do meu corpo. Ele olhou-me de cima a baixo dando passo cambaleando para trás.
- Está fedendo - Ele disse a evidenciar seu estado grave de embriaguez, somente abaixei a cabeça descobri que respondê-lo não era uma boa ideia. - Vá , vá si lavar e volte, limpará todas as vidraças da casa, e da casa de ginástica, quero tudo limpo até o fim do dia.
Passei o dia subindo e descendo escadas, até que no final do dia limpava a janela da sala e senti-me tonta, desequilibrei-me e cai do alto da escada, de costas no chão, ouviram apenas o meu grito, não eu não desmaiei, não me socorreram a janaina até demonstrou certa preocupação mais eu levantei segurando o choro, mordendo os lábios, ela deu-me um tempo para me recompor, um pouco de humanidade ela demonstrou e eu chorei nos braços de Nanda que estava sempre lá por mim. Depois do ocorrido continuei os afazeres, entre gemidos, lágrimas e soluços, no fim do dia, a mim foi permitido um novo banho onde a própria Janaína deu-me uma camisola nova e peça intima, lembro-me de ver pena nos seus olhos e eu agradeci-a por demonstrar preocupação."
Mas agora a dor que sinto está insuportável, não consigo-me mover e sinto que algo dentro de mim, quebrou, talvez pela agitação e o corpo quente não percebi que a queda foi grave, daqui do sótão não dá para me ouvir, eu sabia que ninguém teria misericórdia de mim. Eu fechei os olhos e orei, que Deus me tirasse dessa ou me levasse de vez, pois a dor era tamanha que me sentia louca. Madrugada adentro e eu ainda estava a divagar entre a consciência e inconsciência, sendo torturada com imagens de momentos felizes ao lado da minha nova família e ao mesmo tempo sendo levada ao abismo mais profundo onde meus medos e minhas dores são reveladas atravéz de flashback. E em uma delas está Stefan meu assediador, que me bate abusa e mata repetidas vezes. até eu voltar a realidade.
- Amélia - Ouvi meu nome ao fundo eu lutava para abrir os olhos, mais não conseguia.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Gislaine Duarte
aí gente q dó 😢😔
2024-10-01
0
Nalu Correa
AUTORA COMO SER UM MAFIOSO NÃO IR ATRÁS DÁ VERDADE POR UM DETETIVE PRA DESCOBRI QUE 0 QUE FALA E VERDADE JA ESTA DEMORANDO DE MAIS TOMARA QUE NÃO SEJA TARDE DE MAIS COM TODOS ESSES EMATOMAS
2024-08-17
1
Eliane Edmilson
aí autora já chega tomara que ele descubra a vdd não aguento ver o sofrimento dela é muito humilhação
2024-06-05
6